
A MINHA OPINIÃO:
Este livro estava há algum tempo na pilha para ler. Finalmente, ganhei coragem... Não é que a história não me interessasse... Joana D'Arc é minha heroína favorita, simplesmente não estava familiarizada com o autor,nem tinha recomendações do livro. Foi-me oferecido.
Achei que o princípio do livro era intrigante. Começa pela circulação do boato de que Joana não morrera na fogueira e estava viva. Que alguém trocou de lugar com ela... E pela revelação dos pais verdadeiros de Joana. A entidade do pai é bastante supreendente, aquele que é cognominado de Epífano, um elemento do grupo dos Téologos. Um grupo bastante influente nos destinos do Reino de França. Também é feita uma contextualização histórica. Gostei e fiquei entusiasmada para continuar a leitura. O tempo retrocede e ficamos a conhecer a heroína desde o seu nascimento. Uma rapariga especial e singular que emana uma aura de santidade. Criada por dois camponeses, ela sonha em extravasar as fronteiras da sua aldeia e conhecer o Delfim de França para lhe transmitir a vontade de Deus.
Lê-se bem mas, na minha opinião tem um problema. A maneira como o escritor descreve Joana é distante e impede que o leitor tenha uma empatia significativa por ela. Ela é colocada num pedestal quase inatingível... É corajosa e determinada...Nela quase que só existem virtudes. Perto do fim, vemos uma centelha de orgulho... contudo, ela demasiado fantástica. Não sei se entendem o que eu quero dizer... Sei que Joana D'Arc é canonizada e é a santa protectora de França, todavia todos santos também foram humanos e também tiveram as suas fraquezas. Esta descrição enaltecida da protagonista fez com que o meu entusiasmo refreasse.
A personagem que eu gostei mais foi Jean D'Aulon, um companheiro fiel de Joana. É mais fácil se identificar com ele... Outra coisa que é preciso é ter preserverança para ultrapassar alguns momentos "mortos" ( são poucos...). Momentos que correspondem a cenas em que Joana ou Jean D'Aulon ou algum dos seus amigos não estão e que contêm núcleos pouco atractivos.
Resumindo, foi uma leitura enriquecedora mas não foi um daqueles livros fenomenais, absolutamente irresistíveis.
Primeiro, esta música da Enya, é de algum filme? Parece-me familiar, e não é de cds, ou afins.
ResponderEliminarSabes, também já me aconteceu oferecerem-me livros e não os apreciar completamente. Mesmo assim, pelo que falas e numa fase como aquela em que estou (tu sabes - muito amor), pareceu-me que mais corajosa foste tu em lê-lo.
**
Catarina...
ResponderEliminara música Adiemus foi muito utilizada durante os Jogos Olímpicos de Atenas. Pelo menos, é desse evento que a conheço. Não sei se já fez parte de alguma banda sonora.
Obrigada pelo elogio*
Bjinhos**
Oi, Jojo!
ResponderEliminarAlguns livros a gente só termina por persistência mesmo, né?
um bjo!
Oi, Jojo!
ResponderEliminarAi, que pena!!! Esperava um livro super instigante. :(
M!riam e Carla,
ResponderEliminaro livro é bonzinho mas esperava uma obra com mais "raça" e cativante.
Fico com pena quando isto acontece.Começar bem e depois ficar desanimada.
Bjinhos às duas***
Ah então é mesmo dos jogos olímpicos que a conheço, visto que eu não perco uns. lol, mas desconhecia a música. E sabe mesmo bem ouvi-la quando se chega aqui.
ResponderEliminarDepois de séculooooooos, aqui estou eu de volta :D
ResponderEliminarEu nunca li nada deste autor... E acho que não vou arriscar :D
Ela era uma mulher de forças. Uma vez vi um filme sobre ela, que deu na SIC, e adorei. Era uma mulher de armas :)
Realmente é pena que o autor apenas realce as suas qualidades, certamente a senhora terá tido alguns defeitos. Qual é o humano que não os tem? E normalmente esses defeitos servem para completar a nossa personalidade.
Sara,
ResponderEliminarnão aconselho mesmo nada ler alguma coisa deste autor. Só se fores muito persistente...
Eu também já vi imensos filmes e séries sobre ela e adorei. Pensei que ia adorar o livro enfim...
Concordo com tudo o que disseste sobre os defeitos complementarema nossa personalidade. Não somos só virtudes!
Bem-vinda de volta :P