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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Para Sir Phillip com Amor ( Bridgerton V) de Julia Quinn

Sir Phillip sabia que Eloise Bridgerton tinha já 28 anos e era, pois claro, uma solteirona. Foi por isso mesmo que pediu a sua mão em casamento. Sir Phillip partiu do princípio de que Eloise estaria desesperada por casar e não seria exigente ou caprichosa.
Só que… estava enganado. No dia em que ela lhe aparece à porta, torna-se óbvio que é tudo menos modesta e recatada.
E quando Eloise finalmente para de falar, ele percebe, rendido, que o que mais deseja é… beijá-la.
É que, quando recebeu a tão inesperada proposta, Eloise ficou perplexa. Afinal, nem sequer se conheciam pessoalmente. Mas depois… o seu coração levou a melhor e quando dá por si está numa carruagem alugada, rumo àquele que pensa poder ser o homem dos seus sonhos. Só que… estava enganada. Embora Sir Phillip seja atraente, é certo, é também um bruto, um rude e temperamental bruto, o oposto dos gentis cavalheiros que a cortejam em Londres.
Mas quando ele sorri… e quando a beija… o resto do mundo evapora-se e Eloise não consegue evitar a pergunta: será que este pesadelo de homem é, afinal, o homem dos seus sonhos?
  
A MINHA OPINIÃO:

O quinto volume saga da família Bridgerton tem como protagonista, a indomável Eloise. Sendo o quinto livro que leio de Julia Quinn, era de esperar um certo cansaço ao enfrentar as suas histórias, mas ele ainda não se manifestou. Realmente, a escritora encontrou a sua fórmula vencedora. Ela cativa através de uma família enternecedora mas, hilariante e depois, desfere o golpe de misericórdia através de protagonistas adoráveis. É impossível não adorá-los e apreciar as suas inseguranças, as suas tentativas vãs de romantismo até a descoberta do verdadeiro amor conjugal e parental.  A autora não nos dá um vilão ou um mistério desta vez. Traz-nos um protagonista masculino diferente dos anteriores. Phillip não é um mulherengo e muito menos romântico porém, o seu charme e o seu carácter íntegro que atraem Eloise, também seduzem a leitora. A existir um vilão na história seria o passado triste de Phillip que lhe deixou marcas profundas. O seu relacionamento com Eloise ajudará a que ambos cresçam. Eloise é das irmãs mais novas de um clã familiar enorme e a sua confiança periclita quando se vê sozinha numa escolha que há muito fizera. A interacção destas almas "perdidas" tem tanto de encantador como de estranho e cómico . A esta equação temos de acrescentar dois gêmeos, filhos de Phillip, duas pestinhas de 8 anos.
Esta leitura é como os anteriores da série, uma delícia! Só peca por um final abrupto e demasiado fácil.

4/7- BOM

domingo, 6 de julho de 2014

A Grande Revelação de Julia Quinn

O coração de Penelope Featherington sofre por Colin Bridgerton há... não pode ser!?? ...mais de dez anos? Sim, essa é a triste verdade. Dez anos de uma vida enfadonha, animada apenas por devaneios apaixonados. Dez ingénuos anos em que julga conhecer Colin na perfeição. Mal ela sabe que ele é muito (mesmo muito) mais do que aparenta... Cansado de ser visto como um mulherengo fútil, irritado por ver o seu nome surgir constantemente na coluna de mexericos de Lady Whistledown, Colin regressa a Londres após uma temporada no estrangeiro decidido a mudar as coisas. Mas a realidade (ou melhor, Penelope) vai surpreendê- lo... e de que maneira! Intimidado e atraído, Colin vai ter de perceber se ela é a sua maior ameaça ou o seu final feliz. PS: este livro contém a chave do segredo mais bem guardado da sociedade londrina.

A MINHA OPINIÃO:

A Grande Revelação é o quarto volume da série Bridgerton. A minha obsessão por esta família começou quando me apaixonei pela escrita de Julia Quinn. É fabulosa! Os romances de época tendem a se tornar repetitivos ao longo do tempo e é preciso algo que se destaque para me cativar. Julia Quinn é tão hilariante quanto amorosa. As situações caricatas em que esta família se mete são uma delícia. Neste livro, nada é mais engraçado que Penelope e Colin! Claramente, são dos casais mais cómicos da série. O facto de serem mais velhos do que os restantes casais quando a sua história de amor se inicia é ainda mais enriquecedora! Ambos são mais confiantes, seguros de si e Penelope é das heroínas mais fantásticas de Quinn. Ela é independente, inteligente e contagiante! Quem não se identifica com a rapariga que adora ler, escrever e só por acaso, é apaixonada desde sempre por um dos homens mais bonitos, perspicazes, cosmopolita da sociedade? Ninguém! O charme e encanto desta relação é inegável.  A cada página que passa ficamos mais enfeitiçados por esta amizade que se torna em amor arrebatador, pela menina feia do baile que se transforma em mulher estrondosa e pelo rapaz perdido que ganha asas e se torna num homem destemido. Há sempre pequenos momentos imprevisíveis e estes, usualmente, acabam em gargalhadas. O entusiasmo é ainda maior quando o segredo de Lady Whistledown é revelado. É um mistério que traz novas reviravoltas e peripécias à história. 
Julia Quinn traz-nos um mimo de livro! Uma leitura cheia de risos, Bridgertons a dar palpites, declarações fofas de amor e discussões intensas seguidas de exasperação e admiração. São aqueles momentos em que nos divertimos perdidamente com os protagonistas pois,  eles ficam estupefactos com a sua própria reacção, seja a roubar um beijo ou a cair num lago lamacento.
Venha o próximo!...

6/7- EXCELENTE

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Amor e Enganos de Julia Quinn


Sophie Beckett tinha um plano ousado: fugir de casa para ir ao famoso baile de máscaras de Lady Bridgerton. Apesar de ser filha de um conde, ela viu todos os privilégios a que estava habituada serem-lhe negados pela madrasta, que a relegou para o papel de criada. Mas na noite da festa, a sorte está do seu lado. Sophie não só consegue infiltrar-se no baile como conhece o seu Príncipe Encantado. Depois de tanto infortúnio, ao rodopiar nos braços fortes do encantador Benedict Bridgerton, ela sente-se de novo como uma rainha. Infelizmente, todos os encantamentos têm um fim, e o seu tem hora marcada: a meia-noite.

Desde essa noite mágica, também Benedict se rendeu à paixão. O jovem ficou até imune aos encantos das outras mulheres, exceção feita… talvez… aos de uma certa criada, que ele galantemente salva de uma situação desagradável. Benedict tinha jurado tudo fazer para encontrar e casar com a misteriosa donzela do baile, mas esta criada arrebatadora fá-lo vacilar. Ele está perante a decisão mais importante da sua vida. Tem de escolher entre a realidade e o sonho, entre o que os seus olhos vêem e o que o seu coração sente. Ou talvez não…

A MINHA OPINIÃO:

Quando acabei o segundo da série Bridgerton, não resisti a iniciar o terceiro livro de imediato. Amor e Enganos provou ser mais uma deliciosa leitura! A história de Benedict que já me tinha cativado em aparições prévias era das que mais aguardava e rezava para que me fascinasse... De certo modo, Julia Quinn não me desiludiu. Mais uma vez, encontrei um livro leve mas, bem construído que evita testar a minha paciência com diálogos infantis e aborrecidos. O toque de humor tão característico da autora está a ser uma constante em toda a série e este não foge a essa graça.Porém, esta história não me cativou tanto com as anteriores por vários motivos. Um deles é a semelhança com o conto da Cinderela. Quinn foi original criando várias reviravoltas e adornando-o com sensualidade, todavia, pareceu-me que ela poderia ter ido mais longe nas suas alterações pois, já existe outros livros que recontam o célebre conto e esta obra não ofusca as demais. Depois de ter adorado os primeiros da série Bridgerton, esperava muito mais deste! Outro obstáculo ao meu fascínio total foi Lady Whistledown. Parece um paradoxo no entanto, não o é. A minha curiosidade acerca da sua verdadeira identidade é tanta que acabo por perder o interesse no casal protagonista e aguardar ansiosamente pelo início de cada capítulo só para tentar encontrar mais pistas. Sophie e Benedict são adoráveis contudo, relego-os para segundo plano sempre que surge a dita senhora, Colin Bridgerton, Penelope e até mesmo a carismática matriarca da família. Culpo a esta falta de interesse ao que referi antes: à similitude com a Gata Borralheira. Ainda assim, as páginas voam em Amor e Enganos. É uma leitura fácil e apesar de não ser dos meus favoritos da série ainda tem alguns méritos nomeadamente, deixar-me a desesperar pelo seguinte com um simples parágrafo final.

4/5- BOM

sábado, 20 de julho de 2013

Peripécias do Coração de Julia Quinn


A sensata Kate Sheffield está decidida a encontrar para a sua meia-irmã Edwina um marido de reputação impecável. Mal ela sabe que o visconde Anthony Bridgerton já traçou um plano... que inclui a belíssima jovem! E ele não está habituado a ser contrariado... Embora Anthony seja o solteirão mais cobiçado da temporada, a sua reputação de mulherengo perturba Kate. Ela terá de agir rapidamente, pois Edwina vê com muito bons olhos os avanços do visconde. Mas Edwina fez uma promessa que não está disposta a quebrar: nunca casará sem a bênção de Kate. Cabe, pois, a Anthony convencer aquela que (espera) será a sua futura cunhada. Ele é um homem determinado e seguro de si... e não contava encontrar uma adversária à sua altura. Frente a frente, Kate e Anthony apercebem-se de que têm mais em comum do que imaginaram. Mas o que os une ameaça separá-los para sempre...

A MINHA OPINIÃO:

Peripécias do Coração é o segundo volume da série Bridgerton e é mais um deleite criado por Julia Quinn. Dentro dos ditos romances de época ou de cordel, Quinn é do melhor que já li. Este livro contém todos os atributos que caracterizam o estilo da escritora. É divertíssimo e cheio de momentos inusitados que invariavelmente, estão ligados à  fantástica  família dos Bridgertons. Se há coisa que não lhes falte, é a propensão para se meter em sarilhos do coração porém, sempre com humor e embalados pela escrita viciante de Julia Quinn! É que ela não nos deixar pousar o livro! Desta vez, os protagonistas são Anthony e Kate que, estão tão apaixonados que, estão cegos e não conseguem ver o que está mesmo à sua frente! Tal como no livro anterior da saga, este volume também vive muito das picardias e do amor que emana daquela família. Tal como o seu predecessor não é uma perfeição ou a epítome magistral da literatura mas, é daquelas leituras que nos aconchega o coração, que nos permite horas de descontracção sem insultar a nossa inteligência e que nos deixa ávidas por mais umas páginas. Os fantásticos excertos de Lady Whistledown que constituem observações mordazes e sarcásticas sobre os mexericos da sociedade são um dos maiores trunfos de Julia Quinn. É irreverente e completamente original distanciando-a das restantes escritoras do género. Além disso, criam um mistério que no meu caso, me vai obrigar a ler todos livros da série. Quem será Lady Whistledown? Candidatos ou candidatas não faltam  porém, o meu palpite é muito forte. Será que se confirma?  Peripécias do Coração só não me convenceu num aspecto: o medo quase irracional de Anthony. Fiquei, ainda que relutantemente, mais satisfeita com a explicação final da escritora e acabei por aceitar melhor as atitudes do protagonista. Ele tinha razão em estar receoso face aos parcos conhecimentos médicos da época. Todavia, o exagero da situação foi algo incompreensível. Apesar disso, apreciei bastante esta delícia de livro. Foi tão grande a paixão que li o seguinte sofregamente!

5/7-MUITO BOM**

PS: Obrigada Sandra e Catarina por me "obrigarem" a ler esta série!:)

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Crónicas & Caprichos de Julia Quinn



As mães casamenteiras da alta sociedade londrina, estão ao rubro. Simon Bassett, o atraente (e solteiro!) Duque de Hastings, está de volta Inglaterra. O jovem aristocrata mal sabe o que o espera pois a perseguição das enérgicas senhoras é implacável. Mas Simon não pretende abdicar da sua liberdade tão cedo…

Igualmente atormentada pela pressão social, a adorável Daphne Bridgerton sonha ainda com um casamento de amor, embora a sua espera por um príncipe encantado comece já a ser alvo de mexericos.
Juntos, os jovens decidem fugir de um noivado, o que garantirá paz e sossego a Simon e fará de Daphne a mais cobiçada jovem da temporada. Mas, entre salões de baile e passeios ao luar, a paixão entre ambos rapidamente deixa de ser ficção para se tornar bem real. E embora Daphne comece a pensar em alterar ligeiramente os seus planos iniciais, Simon debate-se com um segredo que pode ser fatal. 

A MINHA OPINIÃO:

Crónicas & Caprichos é simplesmente encantador!!! São poucos os "romances de época" que me surpreendem e que me conseguem cativar de modo a que os leia quase ininterruptamente até madrugada. Denomino este género de livros de "romances de época" porque o conceito "romance histórico" é, obviamente mais lato. Claro que delimitar a fronteira entre os dois torna-se confuso mas, para mim, este tipo de obras são aquelas que contêm uma história de amor com muita sensualidade que, invariavelmente terminará no "felizes para sempre". Porém, é raro encontrar escritoras inovadoras dentro desta temática! Muitas restringem-se a construir as personagens principais e muitas vezes, estas são umas cópias baratas e completamente acéfalas. Felizmente, Julia Quinn não pertence a esta categoria! Tem uma escrita simples, divertida e os seus protagonistas tem diálogos mordazes e estimulantes. E tem vários bónus! Todos os personagens secundários são igualmente fabulosos cheios de tiradas sarcásticas e hilariantes. Assim, Quinn obriga-nos a ler os seguintes volumes da série Bridgerton porque é quase impossível não ficar apaixonada pela obstinada mãe, Violet e pelos irmãos Anthony, Benedict e Colin. A irmã mais nova, Daphne, a heroína da história é tudo o que não esperaríamos encontrar num livro assim. É inteligente, pró-activa, cheia de vivacidade e não se coíbe de colocar o seu par romântico na ordem! Desde o primeiro encontro até ao final do livro, ela mantém-se fiel a si própria, um furacão que transforma a vida de Simon num turbilhão de emoções. Muito obrigada Julia Quinn por mostrares que uma mulher apaixonada não é sinónimo de submissão e perda de identidade! Finalmente, alguém teve coragem de romper com esses dogmas estúpidos! Todavia, há coisas que nunca mudam...  Sim, o fim é previsível. Mas, quem se importa com isso quando estamos tão vidradas no livro? Quando não conseguimos levantar os olhos das páginas? Ninguém! Quando me apercebi já ia na última página... É uma leitura leve, propícias a sorrisos "parvos" que surgem logo no início e a gargalhadas que são reflexos dos imbróglios em que se metem as personagens. Uma autêntica delícia!

5,5/7- MUITO BOM

PS: Obrigada querida Sandra e querida Catarina por me apresentarem a um novo vício!