Marguerite Gautier, cortesã, é uma amante sustentada por alguns dos homens mais ricos de Paris. O seu hábito de levar sempre uma camélia branca quando vai à ópera ou ao teatro vale-lhe a alcunha de «Dama das Camélias». Vive uma vida de luxo e dissipação, mas no seu coração escondem-se as sombras de uma melancolia discreta e persistente. Até que conhece o jovem idealista Armand Duval, cuja paixão intensa lhe devolve a fé no amor... Mas será possível amar contra todos os preconceitos e convenções? Acima de tudo, será possível amar quando o amor pode custar a própria vida de quem ama? Marguerite Gautier, que Verdi transformou na Violetta Valery de La Traviata, e a quem deram rosto actrizes como Greta Garbo e Sarah Bernhardt, é um dos ícones da feminilidade no século XIX.A Dama das Camélias é, ainda hoje, uma das mais comoventes e originais histórias de amor da literatura universal.
A MINHA OPINIÃO:
A Dama das Camélias é um livro pequeno contudo, tem uma intensidade tão duradoura quanto o amor que é perpetuado para eternidade nas suas páginas. É um amor desmesurado quase obsessivo que inevitavelmente levará a tragédia. Logo, de início somos confrontados com essa realidade pois, o narrador é confidente de Armand Duval, a paixão de Marguerite Guantier, a dama das camélias. Não diminuiu em nada a minha vontade de o ler pelo contrário, adorei esta maneira de contar a história. O narrador é uma miscelânea de personagem com o próprio escritor. Encontra-se uma certa mágoa na sua narrativa e quicá, um senso de justiça social e ironia velados. Como apraz ao período do romantismo, esta obra carrega um exagero de emoções, sentimentos e situações. O amor imensurável de Armand, a doença obscura de Marguerite e o luxo e a depravação do ambiente circundante compõem A Dama das Camélias. É um retrato satírico da hipocrisia de aparência da sociedade parisiense que apregoava mas, não praticava o lema Igualdade, Liberdade e Fraternidade. Uma cortesã pode amar por dinheiro e ser amante mas nunca pode ser mulher mesmo que se arrependa dos seus pecados. Dumas é incrível a contar esta história. É tão dilacerador e tão ardente que parece que foi ele que a viveu e a sentiu! Pelo caminho, pinta o quadro de decadência de uma cidade em contradição onde os ricos vivem de rendas extorquidas aos pobres e as gastam na luxúria e na opulência sendo no entanto, teoricamente fiéis à fé e generosidade cristã. Assim, esta obra é muito mais que um amor trágico! É um testemunho histórico que é surpreendentemente fluido o que contradiz a ideia disseminada por aí de que todos os clássicos são difíceis de ler. Também posso assegurar que as últimas cartas de Marguerite são fortes e chocantes e emocionam muitíssimo porque nos apercebemos contundentemente da fragilidade humana e do pouco tempo que temos para usufruir da vida. Uma obra que merece ser lida e relida...
7/7-OBRA PRIMA
TRAILER DO FILME:
A Dama das Camélias tem inúmeras adaptações ao cinema, umas mais recentes que outras. A que optei por colocar é das mais antigas, Camille de 1936. Tem como director, o lendário George Cukor e como protagonistas Greta Garbo e Robert Taylor: