sábado, 29 de maio de 2010

Para a minha irmã de Jodi Picoult



Os Fitzgerald são uma família como tantas outras e têm dois filhos, Jesse e Kate. Quando Kate chega aos dois anos de idade é-lhe diagnosticada uma forma grave de leucemia. Os pais resolvem então ter outro bebé, Anna, geneticamente seleccionada para ser uma dadora perfeitamente compatível para a irmã. Desde o nascimento até à adolescência, Anna tem de sofrer inúmeros tratamentos médicos, invasivos e perigosos, para fornecer sangue, medula óssea e outros tecidos para salvar a vida da irmã mais velha. Toda a família sofre com a doença de Kate. Agora, ela precisa de um rim e Anna resolve instaurar um processo legal para requerer a emancipação médica - ela quer ter direito a tomar decisões sobre o seu próprio corpo.
Sara, a mãe, é advogada e resolve representar a filha mais velha neste julgamento. Em Para a Minha Irmã muitas questões complexas são levantadas: Anna tem obrigação de arriscar a própria vida para salvar a irmã? Os pais têm o direito de tomar decisões quanto ao papel de dadora de Anna? Conseguimos distinguir a ténue fronteira entre o que é legal e o que é ético nesta situação? A narrativa muda de personagem para personagem de modo que o leitor pode escutar as vozes dos diferentes membros da família, assim como do advogado e da tutora ad litem, destacada pelo tribunal para representar Anna.

A MINHA OPINIÃO:

Para a minha irmã é um livro emocionante e eticamente pensante!Foi o primeiro livro de Jodi Picoult que li e não será certamente o último. Indaga-nos e confronta-nos com as razões que todass as personagens apresentam para continuar a sua luta, seja ela qual for. A mãe que tenta manter a filha gravemente doente, viva; o pai dividido pelo seu amor marital e parental; o filho problemático que procura sentido para a vida , consequência do défice de afectividade parental; a filha que padece de leucemia e que para seu desespero concentra toda a atenção dos pais; e a filha mais nova, geneticamente criada para salvar a vida da irmã, que almeja a sua emancipação médica. As diferentes perspectivas são enunciadas num capítulo dedicado a cada um dos intervinientes. O meu coração de leitora balançou. Se por um lado, me identifiquei com Anna, a filha mais nova por outro sofri com Sara e Brian, os pais. O advogado de Anna, Campbell é também uma personagem fantástica que com a sua súbita vulnerabilidade me conquistou. Uma história profunda, bem delineada e para mim peca por se alongar demasiado em alguns capítulos. Porém, não deixa de ser um livro muito bom que espelha a dubiedade de opiniões perante um caso tão complexo.

(Spoilers) O final do livro é totalmente e inacreditavemente inesperado! Anna porquê?...

5/7-MUITO BOM

TRAILER DO FILME:

video

5 comentários:

  1. Olá!

    Ainda não vi o filme, gostei muito do livro...muito tocante, aliás como todos os livros da autora.

    Boas Leituras!!!

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  2. Vi o filme e chorei imenso, colocquei-me no papel de mãe como mãe que sou e acho que teria feito o mesmo, lutado pela vida daquela menina. Um filme que muito me fez chorar, o livro pretendo ler e acho que deve ser muito melhor que o filme.
    Abraço

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  3. Não li o livro mas já vi o filme e, pelo que vi, é realmente muito tocante e sobrepõe bastante bem o facto de que nem sempre o certo é totalmente correcto, havendo então dilemas nos quais sempre se irá obter algo de bom e algo de mau no resultado final, seja qual for a nossa decisão.

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  4. Olá Jojo!

    Nunca li este livro mas sempre me chamou á atenção , a história talvez. Talvez porque nao me imagino sem a minha irmã

    Beijinho =)

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  5. Li este livro, foi o primeiro da Jodi Picoult que experimentei, e deixou-me bastante impressionado... Um tema muito forte... É um livro que nos faz reflectir e que infelizmente pode acontecer no futuro... Só espero que os pais nunca fazem isto, pois os filhos não são para serem criados desta forma: serem fecundados de proposito para serem compativeis com os irmãos e para depois serem usados para os salvar da morte... Ainda não vi o filme...
    Os livros da Jodi são muito bons e bastante recomendáveis.
    Obrigado pela tua visita ao meu blog. Em relação ao Guillaume, li "salva-me" e "E depois". O primeiro foi o que menos gostei. Os preferidos são "E depois" e "Estarás aí". :)
    Boas leituras!
    Beijinhos

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