sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Um Crime no Expresso do Oriente de Agatha Christie

Em pleno Inverno, Poirot encontra-se em Istambul, decidido a tomar o Expresso do Oriente. Depois de uma noite mal passada, a sua tranquilidade é perturbada quando uma tempestade de neve obriga o comboio a parar e aparece o cadáver de um passageiro brutalmente apunhalado.
Um dos mais famosos casos de Poirot.
Pouco depois das doze batidas da meia-noite, um nevão obriga o Expresso do Oriente a parar. Para aquela época do ano, o luxuoso comboio estava surpreendentemente cheio de passageiros. Só que pela manhã havia, vivo, um passageiro a menos. Um homem de negócios americano jazia no seu compartimento, apunhalado até à morte.
Poirot aceita o caso, aparentemente fácil, que acaba por se revelar um dos mais surpreendentes de toda a sua carreira. É que existem pistas (muitas!), existem suspeitos (muitos!), sendo que todos eles estão circunscritos ao universo dos passageiros da carruagem. Para ajudar às investigações, o morto é reconhecido como sendo o autor de um dos crimes mais hediondos do século. Com a tensão a aumentar perigosamente, Poirot acaba por esclarecer o caso…de uma maneira a todos os títulos surpreendente!


A MINHA OPINIÃO:

Um Crime no Expresso do Oriente é uma obra fenomenal! É dos melhores mistérios que já li de Agatha Christie! Além de criar um homicídio num local "fechado" e prisioneiro da neve, sem escapatória para o potencial assassino, a autora faz o leitor pensar em todos os momentos e cada pormenor é essencial! Assim, o leitor deixa de ser um mero espectador e torna-se num detective amador e exercita as suas "célulazinhas cinzentas" com Hercule Poirot.
Esta obra é considerada uma das melhores da escritora e a depois de As Dez Figuras Negras, é a minha predilecta (até agora). A excelência da autora está bem patente em todo o enredo. Ela consegue esboçar a personalidade e o carácter de cada personagem através do mais pequeno detalhe. Todos os participantes desta história são vivos e dinâmicos e, ao longo das páginas são lançadas pistas para sua verdadeira natureza. São alertas para o leitor que se esforça por acompanhar a investigação do detective belga. Quase todos têm nacionalidades diferentes e quase que ouvimos os seus sotaques e vemos os seus maneirismos porque Agatha Christie é brilhante na sua construção e nos seus diálogos. Além de este mistério ser muito bem delineado tem momentos de estupefacção como o final memorável que, dá uma vontade louca de reler novamente o livro em busca do que escapou. 
Um assassinato num local tão estranho quanto um comboio parado podia se tornar em algo vulgar e aborrecido porém, graças ao génio de Agatha Christie é um mistério absorvente e que, apesar de ter muitas personagens é muito claro! É um dos meus novos favoritos!

7/7-OBRA-PRIMA

domingo, 3 de janeiro de 2016

Barefoot de Michelle Holman

When Sherry slept with Glenn, she had a career and a future. Little did she know she′d leave them all behind in a motel bedroom. What was she thinking?
In this blistering tale of two self-centred, headstrong high-achievers, Michelle Holman continues the story she began in her bestselling first novel, Bonkers.
The brother- and sister-in-law — who famously met when she nearly arrested him for breaching bio-security with a banana — have three things in common. They′re uncommonly tall, neither is anything like their married siblings, and they fancy each other something rotten. Trouble is, Sherry can′t stand the arrogant former American NBA star, while Glenn can′t stand the aloof ′don′t mess with me′ policewoman.
Ending up in bed together is a great surprise. Neither wanting to admit it was a nice surprise is a complicating factor. And then the fun begins.
With Michelle′s trademark talent for sizzling sex and the best one-liners you′ve heard in a long time, readers and characters alike are in for a treat.


A MINHA OPINIÃO:

Barefoot é uma sequela que me desiludiu por completo! Depois do excelente, Do Céu com Amor (Bonkers), este volume é um autêntico desastre. A narrativa é despropositada e quanto tenta ser engraçada, cai no ridículo ou no inconsequente. Sherry e Glenn tem uma relação que tem de tanto estúpida como inverossímil! Além de que, se torna obsessiva e demasiado abusiva para o meu gosto literário no final do livro. 
Michelle Holman opta pela história banal e vulgar, ao invés, de algo original como no primeiro livro. Barefoot torna-se tedioso e embaraçoso de se ler sendo que, George, uma das personagens mais intrigantes do primeiro volume torna-se dispensável e os seus diálogos e "aparições" são tudo menos surpreendentes e importantes para a evolução da história.
As personagens secundárias são as únicas que brilham neste livro... Ben e Starr são os que me dão esperança para voltar a este mundo de Holman. Esperemos que o próximo livro me volte a cativar tanto como o primeiro.

2/7- MAU

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Novas aquisições para a (s) estante(s)....


Para o primeiro dia do ano de 2016, nada como vos falar dos novos livros que chegaram à estante de cá de casa!:D

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Sayonara 2015!!!! Olá 2016!

(a foto não é da minha autoria!)

O ano moribundo de 2015 trouxe-me muitos dissabores! É com agrado que o vejo ir embora e com esperança que vejo 2016! O ano transacto ficou marcado pelo acidente grave do meu pai que, o deixou com graves sequelas e pela morte de dois meus cães: a Preta e o Toi. Para muitos parece estranho eu referenciar os meus cães mas, eles são o amor e lealdade pura. Custou-me ver o meu Toi velhote partir e, ainda me fez chorar mais a partida da minha Preta devido a envenenamento. Ainda há pessoas cruéis que fazem isso! A minha doce cadela de 5 anos partiu assim sem aviso uma semana depois do acidente do meu pai que ainda estava nos Cuidados Intensivos.Após este período trágico, tratei de reerguer-me com ajuda preciosa de pessoas magníficas e fabulosas que me aturaram naquele que foi dos piores momentos da vida. Obrigada! Muito obrigada!
Felizmente, a esperança é algo que não me abandona! Espero por ti 2016 e que me tragas mais alegrias que tristezas! Actualmente, voltei a ter paixão pela vida e pela alegria... alegra-me poder fazer aquilo que mais gosto sem estar constantemente triste ou apreensiva. Infelizmente, o meu pai ficou gravemente doente porém, a ajuda médica e familiar tem sido extraordinária. Adoptamos duas novas cadelas: a Diana e a Preta ( em homenagem). São irmãs e estavam numa associação. O facto de já não serem crias, intimidou-me todavia, foi a melhor atitude que tive este ano. Elas trouxeram nova vida à nossa casa e vieram reparar feridas que os humanos não conseguem curar.
O blogue e o canal andaram um pouco abandonados. Vou tentar reparar isso. Mesmo com este ano atípico o número de seguidores e subscritores cresceu. Obrigada a todos! Que 2016 seja fantástico para todos vós!!! E se ainda não tiveram oportunidade venham conhecer a melhor passagem de ano de todas: a da minha ilha, a Madeira!

Beijinhooos

Jojo

domingo, 13 de dezembro de 2015

RudClaus| Clássicos cinematográficos para (re)ver no Natal


Natal é sinónimo de pôr uma mantinha quentinha sobre os pés e assistir a um filme! Se for em família, a experiência ainda é mais agradável! :D
Hoje, trago-vos algumas sugestões para essas tardes ou noites. Estes são os clássicos:

 

Home Alone (Sozinho em Casa) é uma comédia de 1990 que traz-nos a história de Kevin McCalister que é, acidentalmente, deixado sozinho em casa na época de Natal. Kevin terá de sobreviver sem o apoio da família e enfrentar os ladrões que tentam invadir a sua casa. 


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Santa Clause ( O meu Pai Natal)  de 1994 é um filme perfeito para ver em família! Traz-nos a história de Scott Calvin que, inadvertidamente, assusta o verdadeiro Pai Natal fazendo-o cair do seu telhado. Ao colocar o casaco do Pai Natal que, entretanto, desaparece, Scott embarca numa aventura guiado pelo seu filho de 5 anos e pela hilariante rena Comet. 



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It's Wonderful Life ( Do céu caiu um estrela) de 1946 é o clássico dos clássicos! É a história de um espírito, candidato a anjo que, para ganhar suas asas, recebeu a missão de ajudar um empresário que, em virtude de um grave problema financeiro, provocado por um banqueiro desonesto, tinha a intenção de se suicidar. É dos filmes mais calorosos e familiares desta época!


                                                                                         

Gostaram destas sugestões? Já viram algum?

Boas Festas Ho! Ho! Ho!

Jojo

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

RudClaus| A inexistente presença de livros natalícios


Não é surpresa para ninguém que sou uma livrólica incorrigível mas, talvez seja mais surpreendente o facto de eu adorar o Natal!Nesta época do ano, eu sou apologista de ler, ver e respirar Natal! Desde que voltei a ler em inglês apercebi-me de que algo não estava bem no pólo norte editorial português! Detesto ser a "menina má" desta história porém, contar a verdade nunca me pôs na lista dos meninos maus.
Não vou entrar em dissertações sobre o preço dos livros neste pólo português até porque, os duendes já devem estar fartos de avisar os senhores vendedores para os vender mais baratos. O que me traz aqui é outra problemática e, ao invés, de afogar as minhas mágoas com eggnog ou licor de chocolate e menta, resolvi escrever neste meu cantinho.
Meninas e meninos há uma falha grave na engrenagem das editoras portuguesas: há pouco Natal! Após procurar leituras para esta época festiva, deparei-me com a pouca quantidade delas em português. Ó Pai Natal é melhor alterar já a lista e acrescentar mais uns nomes de meninos e meninas muito marotos. Julgava que era só um problema de adultos mas, segundo uma amiga minha que trabalha com crianças, os livros de Natal para os petizes também são parcos e muitos, com pouca qualidade.

A razão pela qual ainda não informei o senhor das barbas brancas desta barbárie é porque, há esperança. Algumas editoras já se lembram do Natal e publicam um ou dois livros nesta altura. Todavia, são muito poucos e quase todos do mesmo género. Onde está o "horror natalício"? O " crime de Natal"? O " drama familiar"? Esta época não é só para ler livros fofinhos e amorosos. Há quem tenha outras inclinações literárias. Não sejam Scrooge! Digam não à descriminação! E sejam como o Rudolfo, a rena de nariz vermelho: pioneiros e aventureiros!

Um Feliz Natal,

Jojo


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Senhora de José de Alencar

Senhora é um romance urbano do brasileiro José de Alencar, que retrata a hipocrisia da sociedade fluminense durante o Segundo Império. Ele conta a história de Aurélia, uma dama abandonada por seu pretendente (Fernando) em troca de outra mais abastada, que, ao ganhar uma grande herança, resolve "comprar" Fernando.

A MINHA OPINIÃO:

Senhora é um clássico da literatura romântica brasileira que me desperta curiosidade há anos! É um pequeno livro que se centra na história de Aurélia e Fernando. José de Alencar tem uma escrita belíssima: é prosa mas com a fluidez e o encanto da poesia! Mas, a beleza não o impede de tecer críticas mordazes ao cinismo e hipocrisia da sociedade de aparências do Rio de Janeiro do século XIX. O surpreendente desta narrativa é a protagonista. Aurélia é uma mulher forte e decidida apesar dos seus dezanove anos. Não se rebaixa perante o homem e talvez, por ter estado na miséria entra no jogo da falsidade da sociedade supérflua com desdém. Assim, ela goza com os que a humilharam sem que eles se apercebam, o que ainda lhe dá mais satisfação. Fernando é um poeta apaixonado mas, sem coragem para enfrentar os ditames da época para ficar com seu eterno amor. Embora, se arrependa amargamente da sua escolha antes de rever Aurélia, ele só percebe o quão torturado ele é, após esse encontro. A relação de quezílias e de amor sofrido, é o coração e alma do livro, aquilo que impele o leitor a continuar a ler a magnífica prosa de Alencar. Contudo, o foco consegue ser excessivo pelo que, o livro beneficiaria de uma desenvolvimento maior das personagens secundárias. Elas mereciam histórias igualmente cativantes e uma personalidade mais atractiva.
Senhora é certamente belo, ainda que incompleto todavia, é uma brilhante introdução ao Sr. José de Alencar.

4.5/7- BOM***

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Do Céu com Amor de Michelle Holman

Depois de uma colisão frontal entre um elegante carro desportivo e um utilitário, um anjo bondoso faz uma troca na sala de espera do Céu. Uma professora baixinha, temperamental e amante de râguebi recebe uma segunda oportunidade e encontra-se no corpo de uma americana alta, deslumbrante e promíscua. Tem um marido rico e lindo de morrer que parece ter acabado de sair de um romance -, mas por uma razão qualquer, não suporta sequer olhar para ela. Ela pensa que enlouqueceu, e se contar a alguém as pessoas saberão que isso é verdade... e irão interná-la. E ela não pode fugir e esconder-se: tem uma perna partida.

A MINHA OPINIÃO:

Do Céu com Amor é o expoente máximo de um livro leve e divertido sem cair na banalidade! A premissa é um tanto ou quanto louca porém, Holman consegue narrar a história sem confusão e com muitas gargalhadas. A comédia é criada pelas situações caricatas em que se metem os personagens e é verdadeiramente deliciosa.  No entanto, a autora não deixa de abençoar a sua obra com um toque dramático, o que completa na perfeição a história de Lisa/ Linda. Michelle Holman ainda o enche com menções, características, palavreado e tradições neozelandesas.Isto confere um alicerce firme à narrativa. Torna-se mais real apesar dos aspectos mais irrealistas e fantasiosos.
É um leitura extremamente rápida porque os acontecimentos sucedem-se a uma velocidade vertiginosa e arrebatadora. É simplesmente perfeito para quem quer se divertir por umas horas ( eu demorei cerca 5 horas) sem ficar com aquela sensação de estupidez. Embora seja um chick-lit não cai no erro de tentar embrutecer ou ridicularizar a inteligência de quem o lê. Maluco mas, com senso comum. É um equilíbrio díficil de alcançar porém, Hollman é mestre neste campo. 
 Foi uma lufada de ar fresco que intercalei com leituras mais trágicas e soube-me mesmo bem. :D

5/7- MUITO BOM

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

A Rapariga Corvo ( Trilogia das faces de Victoria Bergman I) de Erik Axl Sund

A psicoterapeuta Sofia Zetterlund está a tratar dois pacientes fascinantes: Samuel Bai, um menino-soldado da Serra Leoa, e Victoria Bergman, uma mulher que tenta lidar com uma mágoa profunda da infância. Ambos sofrem de transtorno dissociativo de personalidade. A agente Jeanette Kihlberg, por seu lado, investiga uma série de macabros homicídios de meninos em Estocolmo. O caso está a abalar a investigadora, mas não tem tido grande destaque devido à dificuldade em identificar os meninos, aparentemente de origem estrangeira. Tanto Jeanette como Sofia são confrontadas com a mesma pergunta: quanto sofrimento pode um ser humano suportar antes de se tornar ele próprio um monstro? À medida que as duas mulheres se vão aproximando cada vez mais uma da outra, intensificam-se os segredos, as ameaças e os horrores à sua volta.

A MINHA OPINIÃO:

A Rapariga-Corvo é uma leitura explosiva, impactante e macabra! Apesar de a história ser altamente sórdida, há algo que nos prende à intrigante narrativa de Sofia, Jeannette e Victoria. Os crimes são horripilantes porém, a natureza tortuosa da psique humana e a sua capacidade de se moldar face aos eventos perturbadores é verdadeiramente notável. Erik Axl Sun, pseudónimo de uma dupla de escritores, mergulha profundamente na mente humana e desfia-a nó a nó, sem piedade, conquistando  assim o leitor. Há uma linha que divide o monstro do homem e é esta linha que é aqui abordada magistralmente. Quanto sofrimento um ser humano poderá suportar? E será que uma alma torturada pelo sofrimento será capaz de se tornar num monstro? Este dilema é genialmente demonstrado nas páginas de A Rapariga Corvo. A psiquiatria envolvida neste thriller é tremenda! Deixa os leitores ávidos pela evolução das personagens e pelo desvendar de segredos obscuros escondidos no subconsciente. É um mistério de carácter, de personalidade e, claro, a busca pelo homicida.
O primeiro volume de uma trilogia, A Rapariga Corvo, é uma leitura díficil de digerir pela morbidez das descrições psicopatas dos locais do crime e pela ilustração do quão perversa a mente humana pode ser. Algo tão abominável como o tema crianças-soldado é, neste volume, dissecado até ao mais ínfimo pormenor. É digno de ferir susceptibilidades! No entanto, esta vertente aterrorizadora da história é complementada pela parte mais forense e médica, tornando-a viciante. Parece ser um parodoxo todavia, é isto que torna esta obra tão genial.  Cruel mas, cativante!

6/7-MUITO BOM

domingo, 13 de setembro de 2015

Se Eu ficar & Espera por mim de Gayle Forman





Naquela manhã de fevereiro, quando Mia, uma jovem de dezassete anos, acorda, as suas preocupações giram à volta de decisões normais para uma rapariga da sua idade: permanecer junto da família, do namorado e dos amigos ou deixar tudo e ir para Nova Iorque para se dedicar à sua verdadeira paixão, a música. É então que ela e a família resolvem ir dar um passeio de carro e, numa questão de segundos, um grave acidente rouba-lhe todas as escolhas. Nas vinte e quatro horas que se seguem e que talvez sejam as suas últimas, Mia relembra a sua vida, pesa o que é verdadeiramente importante e, confrontada com o que faz com que valha mesmo a pena viver, tem de tomar a decisão mais difícil de todas.

A MINHA OPINIÃO:

Se eu Ficar e a sua sequela Espera por mim são dois livros que encerram uma história emocionante! Embora seja claramente dirigida a um público mais jovem, é um Young-Adult cheio de emoção e de descobertas pessoais para os protagonistas que conquistam o leitor.Gayle Forman opta por a narrar através de analepses e de memórias intercalando-as com presente. Após um grave acidente, Mia fica retida num limbo em que tem de escolher entre a vida e a morte. Além da sua perspectiva, somos confrontados com a visão daqueles que a aguardam, nomeadamente, Adam. No segundo livro, acontece algo de muito raro na literatura, é Adam quem nos conta a história pós-acidente. Complementa-se na perfeição com o primeiro volume e percebemos o quão díficil foi o acidente e a consequente decisão de Mia para o protagonista masculino. A perturbação de ambos face à mais fase mais dramática da sua vida é real e bastante absorvente. A escrita de Forman facilita a leitura pois, é extremamente arrebatadora ao ponto de nos fazer esquecer os défices da história. Ficamos perfeitamente imersos naquele mundo de sentimentos crus e verdadeiros. Faz-nos reflectir na vida, no que é viver em pleno e na capacidade de ultrapassar o luto e a perda de um ente querido, do nosso quotidiano feliz e como superar as vicissitudes no nosso caminho. 
Apesar de não ser genial, é uma duologia com mérito.

4/7-BOM

TRAILER DO FILME:

 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Red Queen de Victoria Aveyard

The poverty stricken Reds are commoners, living under the rule of the Silvers, elite warriors with god-like powers.
To Mare Barrow, a 17-year-old Red girl from The Stilts, it looks like nothing will ever change.
Mare finds herself working in the Silver Palace, at the centre of
those she hates the most. She quickly discovers that, despite her red blood, she possesses a deadly power of her own. One that threatens to destroy Silver control.
But power is a dangerous game. And in this world divided by blood, who will win?
 
A MINHA OPINIÃO:

Red Queen é a estreia de Victoria Aveyard. É uma distopia com mais uma personagem feminina como protagonista, Mare Barrow. Embora esta premissa não seja original, Aveyard conseguiu cativar-me. O seu principal trunfo é, na minha opinião, as intrigas palacianas. São brilhantemente orquestradas e de grande minúcia porém, ainda retêm o poder da imprevisibilidade. Traição é um prato muito comum nesta corte real. O final termina numa incógnita despertando a curiosidade para o volume seguinte. O mundo em si é uma combinação de fantasia, contos de fadas e uma recriação bizarra da época medieval. Neste primeiro livro, surgem, de início, personagens realistas, nem boas, nem más mas, uma miscelânea de ambas.  Num momento, adoramos as suas atitudes e noutro, o ódio por elas é visceral e autêntico. Claro que há sempre o mais vilão dos vilões todavia, esse permanece quase imperceptível até à revelação no fim do livro. A escrita de Aveyard é harmoniosa, balançando na perfeição, a descrição com a acção. É manipuladora e viciante!
No entanto, algo destrói a perfeição de Red Queen. Pelo caminho, as personagens vão-se tornando cada vez menos " cinzentas" e mais brancas e pretas, perdendo um pouco da sua essência até à sua revelação abrupta, após a qual, deixam ter as qualidades redentoras, ou pelo menos, compreensíveis da sua evolução como antagonistas da história. O romance é também negligenciado. Talvez, a autora estivesse a tentar não se centrar demasiado neste ponto para se distinguir dos demais, não obstante, merecia uns alicerces mais fortes. Ainda assim, o final sugere um segundo livro épico e, esperemos que seja muito melhor.

4.5/7- BOM

domingo, 26 de julho de 2015

Devaneio do Dia| A Civilização que não é civilização...


Civilização é um conceito bastante complexo. Segundo a história, antropologia e perspectiva evolucionista é o estádio mais avançado de determinada sociedade humana. Por avançado, entenda-se culto ou desenvolvido. A transição de homo sapiens sapiens recolector/caçador para  homo sapiens sapiens que vive numa sociedade organizada e sustentável foi um dos maiores passos da História Humana. As grandes civilizações: Egípcia, Grega, Etrusca, Hitita e Asteca são só algumas das maiores da Antiguidade. Se há algo que aprendemos com o passado é que os erros e más acções podem ter repercussões desastrosas no futuro. Civilização é conceito tão amplo que já foi alvo de várias teorias e conflitos de ideias. Segundo Samuel P. Huntington é " "o maior agrupamento cultural de pessoas e o mais amplo nível de identidade cultural que distingue os seres humanos de outras espécies." É ainda defendido que civilização deve ser sinónimo de respeito pelo outro ser humano, dignidade e algo que possa influenciar beneficamente uma outra civilização. Logo, civilização não deve ser um substantivo utilizado de ânimo leve!


Há algum tempo atrás houve, um homo sapiens sapiens iluminado que resolveu utilizar tão grande nome para baptizar uma editora. Aparentemente e a julgar, pelas as acções mais recentes dos homo sapiens sapiens de tão nobre instituição, foi o nome muito infeliz. Retrocedeu de sapiens sapiens para austrolopiteco pois, o conceito de civilização é demasiado para a sua cabecinha (não) pensante. Na última Feira do Livro de Lisboa, em Maio e em Junho, os austrolopitecos estabeleceram um acordo com os trabalhadores. Meus caros leitores, estamos no fim de Julho e, o acordo ainda não foi cumprido! Os pobres enganados dos trabalhadores estiveram horas a fio de pé a atender clientes e horas a arrumar e a desarrumar os livros. Esta pessoa esteve lá e é testemunha do calor abrasador que estava e o quanto dificultava o trabalho nos stands.  O problema não está em trabalhar... isso não é vergonha. Vergonha e chulice (isso mesmo austrolopitecos da Civilização!) é não remunerarem devidamente quem deu a cara pela editora dita civilizada. Seus asnos!!! Provavelmente. já estão todos contentes e felizes a pensar nos pobres coitados que vão explorar na próxima feira do livro! Portanto, esta Civilização não tem nada de civilização... Não passa de uma instituição onde trabalham vermes humanoídes que se assemelham a pessoas e, que insistem em não pagar o que devem. Aliás, ainda têm o descaramento de desaparecer do mapa sem dar explicações. Estas mulas acham que a escravatura ainda não foi abolida!
Civilização (ou não) podem dizer a adeus a mais uma cliente pois, com atitudes destas, estão a aumentar o meu crescente desânimo pelo mercado editorial português. Sayonara!!!

domingo, 19 de julho de 2015

The Secret Garden de Frances Hodgson Burnett

Mary Lennox was horrid. Selfish and spoilt, she was sent to stay with her hunchback uncle in Yorkshire. She hated it. But when she finds the way into a secret garden and begins to tend it, a change comes over her and her life.

A MINHA OPINIÃO:

The Secret Garden é um clássico que sempre me despoletou curiosidade... Por uma razão ou por outra nunca tive oportunidade de o ler. Em adulta, esperava uma obra genial e não foi isso que encontrei.
É uma história enternecedora mas, com problemas na condução do seu elenco de personagens. A protagonista do livro, Mary é introduzida como uma menina, vítima de uma negligência parental gigantesca e, por conseguinte, torna-se insuportável, convencida e egoísta. Esta deveria ser a sua história de redenção  ou melhor, o percurso que leva à sua transformação. Todavia, acerca de meio do livro, o foco deixa de ser ela mas, um outro personagem com o qual o leitor não tem qualquer tipo de intimidade e que se vê quase obrigado a conhecer e amar. Esta mudança repentina é uma clivagem abrupta na narrativa que baralha as emoções de quem o lê. Embora esta personagem-surpresa tenha influência no caminho de Mary rumo à felicidade detona a atenção do espectador.
No entanto, The Secret Garden é uma bela leitura infantil onde valores como a amizade, responsabilidade e amor fraternal ou parental são engrandecidos. E apesar de, no início, Mary ser uma criança birrenta e insuportável, é com ela que descobrimos a beleza do jardim secreto. As descrições deste cantinho, tão adorado por Mary, são mágicas e qualquer um ficaria encantado pela sua beleza. Novo ou velho. É um livro refrescante porque não contém o triângulo amoroso enfadonho ou o ódio visceral retratado nos livros mais adultos. É simplesmente genuíno e reminiscente da inocência da juventude. Embora tenha as suas falhas e possa ser demasiado fantasioso para alguns, é um clássico agradável de se ler.

4/7- BOM

TRAILER DO FILME: