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sábado, 19 de outubro de 2013

Promessas de Amor de Sherry Thomas

Elissande Edgerton é uma mulher desesperada,uma prisioneira na casa do tio tirano. Apenas através do casamento pode ela reivindicar aliberdade por que anseia. Mas como encontrar o homem perfeito? Lorde Vere está habituado a armadilhas irresistíveis. Como agente secreto do governo, localizou alguns dos criminosos mais tortuosos em Londres, enquanto mantém a sua fachada de solteirão idiota e inofensivo. Mas nada pode prepará-lo para o escândalo de ser apanhado por Elissande. Forçados a um casamento de conveniência,Elissande e Vere estão prestes a descobrir que não são os únicos com planos secretos. Com a sedução como única arma – e um segredo obscuro do passado a pôr em risco as vidas de ambos –poderão eles aprender a confiar um no outro, mesmo enquanto se entregam a uma paixão que não pode ser negada?

A MINHA OPINIÃO:

Promessas de Amor é puro entreternimento! Sherry Thomas é das poucas escritoras que ainda me consegue surpreender dentro deste género de livros. Este é particularmente hilariante porque a fachada que é Vere, o protagonista, é de arrancar gargalhadas. Como esconder uma inteligência sublime e um espião sob a identidade de um idiota? Com muita sabedoria mas também com um pouco de ironia mordaz, a autora carva um romance histórico delicioso que põe em rota de colisão duas pessoas que se adoram mas, que não o sabem. Aquele brilhozinho nos olhos, aquela dança entre os protagonistas e as conversas cheias de humor velado são o que mais atrai o leitor. É claro que estes livros têm sempre o mesmo fim porém, isso não significa que o enredo tenha de ser aborrecido. O que mais impressiona nas personagens é a sua genuidade e sinceridade de carácter. Têm dúvidas e receios como nós e a situação em que Elissande se encontra é perfeitamente compreensível, passível de compaixão e a sua determinação é assaz inspiradora. O facto de Vere, o personagem masculino se comportar como uma idiota perante a sociedade ainda torna o livro mais interessante e diferente do habitual. Fisicamente, ele é, indubitavelmente, atraente à nossa heroína porém, assim que ele abre a boca e surgem chorrilhos e chorrilhos de estupidezes, ela rapidamente se desinteressa. Vere, têm de tentar consquistá-la mesmo parecendo um autêntico idiota. Isto é incredivelmente divertido! No entanto, Sherry Thomas não se contenta com casalzinho principal e as páginas também são apimentadas pelas outras personagens secundárias que, têm destinos igualmente criativos. Freddie, o irmão de Vere é um desses exemplos. A autora consegue ainda introduzir temas mais complexos como a violência doméstica, vício do ópio e mesmo, assassínio. Tornam o livro mais real, não tão fantasioso e contrabalaçam na perfeição o seu lado mais hilariante. Eis uma leitura fantástica que proporciona descontracção e uma fuga para o passado ( muito feliz!) e sorrisos muitos sorrisos!...

5/7- MUITO BOM

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O Fruto Proibido de Sherry Thomas


Famosa em Paris, mal-afamada em Londres. Verity Durant é tão conhecida pelos seus dotes culinários quanto pela sua vida amorosa. Contudo, essa será a menor das surpresas que espera o seu novo empregador quando este chega a Fairleigh Park, a propriedade que acaba de herdar após a inesperada morte do seu irmão. 
Para Stuart Somerset, uma estrela política em ascensão, verity Durant é apenas um nome e a comida é apenas comida, até degistar o primeiro prato confeccionado por ela. Até então, a única vez que experimentara tamanho despertar dos sentidos fora numa perigosa noite de paixão com uma estranha que desaparecera com a madrugada. Dez anos de espera pelo prato principal é muito tempo, mas quando Verity Durant entra na sua vida, apenas uma coisa conseguirá satisfazer Stuart. O apetite dele pela luxúria será vingança ou o mais excepcional dos acepipes - o amor? O passado de Verity alberga um segredo que poderá devorá-los a ambos, ao mesmo tempo que tentam alcançar o mais delicioso dos frutos…


A MINHA OPINIÃO:

O Fruto Proibido de Sherry Thomas é pecaminoso! Este adjectivo assenta na perfeição a este livro porque há uma variedade infindável de sabores, cores e aromas. São luxuriantes, requintados e irresistíveis! Os dotes culinários da protagonista, Verity são um autêntico menu de degustação suculento e inesquecível! As descrições dos seus pratos por Sherry Thomas são tentações e as minhas papilas gustativas compreenderiam muito bem o encantamento dos convidados que se sentavam à mesa recheada com tais delícias. O meu corpo é que não ia gostar muito da ideia pois iria, com certeza, ter um aumento ponderal exponencial!  Sherry Thomas consegue com isto ser das poucas autoras de "romance de época" que ainda me surpreende. As suas personagens femininas tem personalidade, garra e história. Verity tem carisma e responde muito bem a Stuart. Adorei os seus desencontros e como saltavam faíscas mesmo sem se verem.  Bastava uma pequena lembrança ou umas simples palavras numa carta para incendiarem uma sala de raiva, frustração ou paixão intensa! Sempre ouvi dizer que a linha entre o ódio e o amor é ténue e parece que a escritora também  porque ela tirou partido disso. A utilização de duas épocas temporais diferentes também foi uma manobra inteligente da autora pois, ao desvendar os segredos do passado à medida que se conhece o presente é compulsivo. Torna a leitura mais voraz e asfixiante! O Fruto Proibido brindou-me ainda com uma história de amor secundária igualmente  consistente e cativante que, por vezes, não encontramos nestes livros. Thomas triunfa assim apostando no enriquecimento em detrimento de uma história única que, mesmo bela saberia a pouco! É uma iguaria de livro que merece ser apreciado como um manjar fabuloso... 

5/7-MUITO BOM

PS: Aviso à navegação: eu acho que só de imaginar os pratos e sobremesas de Verity engordei... :P

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Um Amor quase Perfeito de Sherry Thomas


Durante dez anos Camden e Gigi, Lorde e Lady Tremaine, tiveram o mais perfeito dos casamentos, baseado na cortesia, no respeito e… na distância. Um segredo, uma traição e um oceano separa-nos desde o dia seguinte ao seu enlace. Gigi vive na bela mansão londrina do casal, enquanto Camden se estabeleceu em Nova Iorque. Nenhum se mete na vida do outro. É uma combinação que não podia ser mais ideal e civilizada aos olhos da alta sociedade vitoriana, embora ninguém saiba o que aconteceu para acabar com o apaixonado amor que existia entre ambos.


Agora as coisas vão mudar. Gigi é uma mulher inteligente, sofisticada, rica e muito segura de si. Decidiu agarrar-se à sua última oportunidade de ser feliz e aceitar a proposta de casamento do seu pretendente, Lorde Frederick, um jovem pintor. Assim, escreve ao marido, enviando-lhe os papéis do divórcio. Mas em vez de devolvê-los assinados, Camden apresenta-se à porta da mansão de Londres para lhe oferecer um acordo: vai conceder-lhe o divórcio - afinal, já não se amam, não é? - mas antes Gigi deve dar-lhe um filho, um herdeiro. Se ela não aceitar, ele não lhe concede o divórcio. Gigi aceita, mas impõe um período de um ano. Um ano em que se acumulam as lembranças da paixão que outrora os uniu, um ano em que segredos são revelados, um ano em que o desejo volta mesmo contra vontade, e um ano em que ambos devem decidir se o casal mais admirado de Londres deve voltar a apaixonar-se... ou separar-se para sempre."


A MINHA OPINIÃO:

Um Amor quase Perfeito tem uma capa muito apelativa e depois de ler a sinopse trouxe-o para casa a um preço muito convidativo. Ambientado à sociedade vitoriana, toma um rumo distinto de todos os romances históricos que li até ao momento. Sherry Thomas conduziu-me ao passado e fez-me retornar ao presente com a maior das facilidades e sempre num tom intimista e arrebatador. Gigi e Camden são temperamentais, perspicazes e muito inteligentes. A sua maior "burrice" foi apaixonarem-se por uma pessoa igualmente sagaz! Gigi não é a típica donzela! É arguta, eloquente e sabe muito bem o que quer e o que fazer para o conseguir. Cadmen fica desnorteado com as suas atitudes e admirado pela sua desenvoltura. Habituado a mulheres submissas e resignadas ao poder do homem na sociedade, o protagonista não podia ficar mais surpreendido. A relação dos dois é maravilhosa com muito amor mas também cheia de discussões mordazes e até hilariantes. Gigi tem uma queda para entrar em salões ricos de preconceitos e púdicos em grande! Quem leu o livro, sabe a que refiro... Uma palavra: Nova Iorque. Eles não se suportam porém, não podem viver um sem o outro e eu fiquei suspensa nas suas palavras à espera do dia da reconciliação. Sherry Thomas não poupa nos pormenores, nem os esquece tornando a história ainda mais apetecível. Este cuidado da autora é visível na construção das personagens: Lady Gigi Tremaine e Lorde Cadmen Tremaine. Contudo, as personagens secundárias mereciam mais destaque. Apesar de ter gostado do segundo casal achei o o seu amor um pouco precipitado e com menos pujança do que o de Gigi e Cadmen. Um Amor quase Perfeito é uma leitura fresca que me deixou feliz porque perdoar é difícil. mas a recompensa após o voto de confiança pode ser muito saborosa!:)

5/7-MUITO BOM