terça-feira, 24 de abril de 2012

As Memórias de Cleópatra- A Filha de Ísis de Margaret George

A autora do best-seller mundial "A Paixão de Maria Madalena" está de volta com um convite irrecusável: a visita ao Antigo Egipto e à vida de Cleópatra, a rainha do Nilo. 

Escritas na primeira pessoa, As Memórias de Cleópatra começam com as suas recordações de infância e vão até ao seu glorioso reinado, quando o Egipto se torna num dos mais deslumbrantes reinos da Antiguidade. As Memórias de Cleópatra são uma saga fascinante sobre ambição, traição e poder, mas também são uma história de paixão. Depois de ser exilada, a jovem Cleópatra procura a ajuda de Júlio César, o homem mais poderoso do mundo. E mesmo depois do assassinato daquele que se tornou o seu marido, e da morte do segundo homem que amou, Marco António, Cleópatra continua a lutar, preferindo matar-se a deixar que a humilhem numa parada pelas ruas de Roma. Na riqueza e autenticidade das personagens, cenários e acção, As Memórias de Cleópatra são um triunfo da ficção. Misturando História, lenda e a sua prodigiosa imaginação, Margaret George dá-nos a conhecer uma vida e uma heroína tão magníficas que viverão para sempre.

A MINHA OPINIÃO:

O Egipto é um país riquíssimo em segredos, mistérios e história. Não me recordo quando começou a minha paixão pela civilização egípcia mas, as pirâmides, a esfinge, Luxor e o rio Nilo sempre me intrigaram. A dinastia ptolemaica é, no entanto, a que menos me fascina. A sucessão de Ptolomeus e Cleópatras nunca me atraíram muito. Mas eis chega a Cleópatra das Cleópatras! Como é que uma mulher manteve César longe do Egipto? Foi com esta premissa que me lancei nesta leitura, mesmo sabendo que este livro não é propriamente, um relato fiel e histórico. Deparei-me com uma agradável surpresa! Margaret George tem descrições incrivelmente belas que são tesouros e catapultas para a imaginação do leitor. As ruas de Alexandria, os cheiros, o calor abrasador do deserto e a exuberante paleta de cores dos Triunfos romanos que ela nos presenteia são tão tangíveis que me deixaram extasiada. A perplexidade de César face à Esfinge e às pirâmides foi igual à minha ao constatar o quão detalhada Margaret George consegue ser e, em instante algum me senti exaurida. Muitos dos acontecimentos históricos narrados são sobejamente conhecidos: a morte de Pompeu e o primeiro encontro entre Júlio César e Cleópatra contudo, a escritora impõe ritmo e personalidade a personagens tão famosos quanto Marco António e Octávio. A escritora brinda-nos através do olhar de Cleópatra com Alexandria e Roma revestidas de majestade e esplendor. A mentalidade egípcia contrasta com a romana neste belíssimo livro! Porém, ter Cleópatra como narradora pode também ser tendencioso. Para autora significa que ela tem de estar em todos lugares e momentos, o que torna o final muito romanceado. Ver tudo na perspectiva da rainha egípcia é algo subliminar e quase que desejei a opinião de uma outra personagem. Ainda assim, A Filha de Ísis é uma leitura absorvente e uma viagem ímpar à época em que o império romano se erguia e o egípcio, orgulhoso do passado, definhava! Este livro é o primeiro de três volumes pelo que, ainda há muito a história a contar...

5**/7- MUITO BOM**

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sebastian de Anne Bishop

Anne Bishop está de volta com um novo mundo de fantasia e personagens fascinantes. Bem-vindos a Efémera... 
Bem-vindos a Efémera, onde a terra se altera em resposta aos mais profundos desejos e medos dos seus habitantes. Há muito tempo, Efémera foi dividida em inúmeras paisagens mágicas ligadas somente por pontes. Pontes que podem levar quem as atravessa para onde realmente pertence e não ao local onde pretende chegar. Numa dessas paisagens habitada por demónios e onde a noite impera, o meio-íncubo Sebastian delicia-se em prazeres obscuros. Contudo, aguarda-o um destino devastador. Uma aprendiza descuidada libertou um mal antigo que agora se agita - e o reino de Sebastian poderá ser o primeiro a sucumbir... Mas em sonhos, ela chama por ele: uma mulher que não deseja mais do que ser amada e sentir-se protegida - uma mulher pela qual ele anseia mas que sabe poder vir a destruí-la. Ela é Lynnea, e o seu improvável romance está no centro da batalha que se trava entre a luz e as trevas.

A MINHA OPINIÃO:

Sebastian é a minha estreia em Anne Bishop. É uma autora consagrada e conceituada do género fantástico pelo que, sempre tive alguma curiosidade em ler as suas páginas. A sua imaginação e originalidade é realmente inquestionável. O Mundo Efémera é tão estranho quanto cabal. Este mundo é muito improvável contudo, as descrições e a própria escrita de Bishop são habilidosas e conferem-lhe realismo e verosimilhança. Dentro de Efémera, existem várias Paisagens ligadas por pontes que respondem aos desejos do coração.  As Paisagistas são responsáveis por estes pequenos mundos e nenhuma é tão talentosa como Glorianna Belladona. Sebastian, personagem titular do livro é primo desta misteriosa mulher. Meio-demónio, ele resignou-se com a sua vida até ao dia em que percebe que a sua alma é incompleta. Apesar de Sebastian ser relativamente cativante devido à sua infância problemática e aos duelos que trava entre o que fazer e o que ser, Belladona é muito mais acirrante!  O seu grande dom é também a sua grande maldição! Glorianna é a única capaz de destruir o Ente ou o Devorador do Mundo. Este é mais uma personagem obscura de Bishop. Alimenta-se das fragilidades e dos conflitos e floresce sob o medo e o terror. O Ente poderia fazer ruir a grande história de Anne Bishop. Se não fosse tão bem construído como é, a sua presença seria obsoleta. Todavia, é tão horripilante que mesmo não estando presente, a sua ameaça é convincente. A escritora tem mérito e mestria porém, não me deslumbrou. Algumas personagens como Lynnea são pobres. Com o adjectivo pobres não quero de maneira nenhuma igualá-las a más! Simplesmente, achei-as pequenas comparativamente a Glorianna, ao Sebastian ou mesmo ao hilariante Provocador, amigo do protagonista. Lynnea pareceu-me demasiado idealista, utópica e sem chama. O livro também beneficiaria de um mapa para o leitor se orientar melhor em tantas Paisagens.
Sebastian pode não ser soberbo mas, é uma leitura singular cheia de sensualidade, humor e magia.

4.5/5-MUITO BOM

domingo, 8 de abril de 2012

domingo, 1 de abril de 2012

A Guerra dos Tronos regressa hoje...


Agarrem-se às cadeiras, aos sofás ( ou às cabeças!)! Nada é garantido, ao não ser o vício de domingo à noite. Estreia hoje na HBO.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Novas Aquisições!!!:)



Os livros são a perdição de um leitor! Precisamos deles como do ar para respirar e encontrá-los em preço de saldo e novos é muito bom para o vício e para as poupanças. 
Todos os que estão nesta fotografia, exceptuando o Anjos na Neve ( ganho num passatempo), foram adquiridos em promoção ou em alfarrabistas.

Quo Vadis de Henryk Sienkiewicz, Orgulho e Preconceito de Jane Austen e O Rei que foi e será de T.H. White são clássicos que queria muito ler e consegui-os pela módica quantia de dois euros e meio cada. Também a esse preço vieram para casa: A trança de Inês de Rosa Lobato de Faria, A Curva do Rio de Naipaul e A Mosca da Morte
Os livros da Juliet Marillier foram um achado na estimada feira dos alfarrabistas do Chiado assim como A Rapariga que roubava livros. Finalmente, os livros de Colleen McCullough foram encontrados numa livraria alfarrabista  pequena em tamanho contudo, está tão cheia de livros que parece que os seus próprios alicerces são livrescos. George R.R Martin, Elizabeth Chadwick e Orhan Pamuk foram prendinhas xD! Adoro quando me dizem: "compra um livrinho que eu ofereço!":p

Escusado, será dizer que tenho uma enorme quantidade de livros para ler contudo, quem resiste a estes manjares apetitosos? Eu não! E vocês? Já leram algum?

Devaneios à Solta... As Memórias de Cleópatra I

O segundo protagonista desta rubrica é As Memórias de Cleópatra- A Filha de Ísis de Margaret George.

Entrada da Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa ( foto da minha autoria)

" As pirâmides cresceram até parecer que preenchiam o céu; e quando finalmente alcançámos a base de uma delas e olhámos para cima, era como se fosse possível que o topo tocasse o Sol. Agora eu saberia que elas se assemelham a montanhas, mas naquela altura eu nunca vira uma montanha, e a visão deixou-me pasmada. Conhecia apenas a planície, apenas horizontal- a lisura do oceano, as ruas rectas e planas de Alexandria, os campos planos nas margens do rio- e esta forma, este monte erigido, desafiava a minha compreensão." pág. 63

in As Memórias de Cleópatra- A Filha de Ísis de Margaret George

terça-feira, 27 de março de 2012

Devaneios de Séries.... The Borgias (2011- )

The Borgias é uma série exibida nos Estados Unidos da América no canal televisivo Showtime. Neil Jordan, realizador de Entrevista com o Vampiro, criou este drama histórico baseado na família Bórgia, uma dinastia italiana de origem espanhola. Contemporâneos dos Médicis, de Leonardo da Vinci e Miguel Ângelo, a infame família ganhou poder e destaque durante a época renascentista . A sua sordidez é lendária: seja real ou inventada pelos seus inimigos, a verdade é que não há a mais pequena dúvida que eles não eram nenhuns santos! Eles foram a inspiração de Maquiavel e Mario Puzo em O Príncipe e O Padrinho, respectivamente. Tal como a sua antecessora, The Tudors, The Borgias não pretende de maneira nenhuma ser um documentário histórico. Molda os eventos históricos e torna as personagens conflituosas e mais próximas do espectador. 


Rodrigo Bórgia , a personagem de Jeremy Irons, é um cardeal moralmente questionável que subiu à cadeira de São Pedro devido a sua hábil e conveniente fortuna. Como Papa, Rodrigo teria poderes quase ilimitados sobre Roma e os países católicos tementes ao papado. Os jogos políticos são uma constante e Rodrigo e seu filho Cesare revelam-se mestres na arte do engano, da manipulação e esquivam-se quase como que, miraculosamente, à morte. Os Bórgias são inteligentes,intrigantes,cativantes e ominosos, fruto de uma sociedade selectiva, que premeia o sobrevivente audacioso que não olha a meios para atingir os seus objectivos. Personalidades complexas, capazes do amor e do ódio, a família é por si só, uma pequena cidade já que, os irmãos Juan e Cesare lutam  entre si pela aprovação paternal. Cesare, interpretado por François Arnaud é um personagem que anseia pela espada todavia, segue obedientemente as ordens do pai, escondendo os seus impulsos por detrás da batina de clérigo. Rodrigo e Cesare têm uma relação fascinante e absorvente devido à competência e química dos actores que lhes dão vida. Enciumado, o irmão mais novo, Juan Bórgia de David Oakes caminha, periclitante, na ténue linha entre a razão e a loucura. Lucrezia de Holliday Grainger, é a irmã mais nova e a mais inocente e ingénua. Porém, a menina é rapidamente instruída na arte da sobrevivência quando os seus sonhos de felicidade são destruídos.

The Borgias é uma série opulenta que rompe com todos os parâmetros morais e, que não é propriamente um modelo de rigor histórico. É um guilty-pleasure que tem na presença quase omnipresente de Jeremy Irons, uma âncora de muito boa qualidade. A primeira temporada é constituída por 9 episódios e a segunda estreia nos Estados Unidos em Abril.

TRAILER DA 1ª TEMPORADA:

sexta-feira, 23 de março de 2012

Desafio TAG- 11 perguntas

Tenho recebido alguns selos nas últimas semanas mas, não tenho muito tempo para colocá-los cá. Aprecio e acarinho cada um deles e vou tentar arranjar uma publicação só para eles. Entretanto, vários vizinhos dos blogues mandaram-me este TAG.Obrigada a todos!xD Aqui estão as respostas:

TAG de Rita do A Magia dos Livros e de Wicahpis  de O meu Vício: Ler


1 - Se tivesses de te definir em 5 palavras quais seriam?

Extrovertida,prática, teimosa, perseverante e amiga.


2 - És feliz na profissão que exerces? 

Ainda sou estudante mas, para ser alguém na vida é preciso fazer sacrifícios. Há dias bons e dias maus. Felizmente, há mais "dias bons"!


3 - Qual é a profissão com que mais te identificas?

Medicina e não me imagino a fazer outra coisa ao não ser, qualquer coisa que tenha livros na equação.


4 - Se fosses uma personagem da BD qual serias?

O Astérix ou a Lois Lane na versão mais intempestiva e lutadora dela.


5 - Qual o livro que mais te marcou até hoje?

O livro? São muitos. Alguns são a Trilogia do Senhor dos Anéis, Pássaros Feridos de Colleen McCullough, As Crónicas de Gelo e Fogo de George R.R. Martin, Os Maias de Eça de Queirós, As intermitências da morte de Jorge Saramago, O Monte dos Vendavais de Emily Brönte, A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Záfon e mais recentemente, Lisboa Triunfante de David Soares. Contudo, a lista é enorme.


6 - Qual o último livro adquirido (comprado, trocado ou oferecido)?

O Pássaro de Caxemira de Linda Holeman


7 - Qual a última música ouvida?

James Morrison- Broken Strings feat Nelly Furtado


8 - Qual a música que mais te toca?

Uma música cantada ou tocada com sentimento e emoção seja qual for o género toca-me sempre. 


9 - Com que animal mais te identificas?

Adoro cães mas, se pudesse ser um animal seria uma águia. Voar seria simplesmente fantástico!


10 - O que estás a fazer neste preciso momento?

A responder à tag.


11 - Sem olhares para o relógio, que horas são?

00:10h - falhei por um minuto. 

TAG de Sandra do Mil Estrelas ao Colo


1 - Que livro ou livros te marcaram?

Já respondi a esta pergunta na outra TAG mas, deixar mais uns nomes: A Papisa de Donna Woolfolk Cross, A Expiação de Ian McEwan, Fernão Capelo Gaivota de Richard Bach, As Crónicas de Bridei de Juliet Marillier, O Segredo da Casa de Riverton e podia continuar até amanhã.:)


2 - Se pudesses ser a personagem de um livro qual serias?

A Daenerys Targaryen de George R.R Martin porque ela tem uns "bichinhos de estimação" muito engraçados :p ou Sylvia de O Sonho mais Doce de Doris Lessing pelo seu altruísmo e força face às vicissitudes.


3 - Quantos livros tens?

Muitos!!! Devo ter à volta de 600 ou 700 livros.


4 - Onde mais gostas de ler?

Leio em qualquer lado mas gosto de estar no sofá enrolada na minha manta ou de ler com a minha cadela ou um dos meus cães a aquecer-me os pés:) .

5 - Tens amigos que gostam de ler ou nem por isso?

Tenho muitos porém, são mais selectivos do que eu. Gostam mais de um género e só lêem desse. Eu gosto de variar bastante.


6 - Quantos livros por mês costumas comprar?

Depende do mês. Há meses em que não compro um que seja. Todavia, há outros que são uma ameaça à integridade das minhas poupanças. Ultimamente, tenho adquirido alguns em promoções e feiras relativamente novos e baratos.


7 - Gostarias de trabalhar em algo envolvido com livros?
Gostaria de publicar as minha histórias e os meus poemas mas, tenho noção que há gente por aí que escreve muito melhor que eu. Quanto a trabalhar no mundo dos livros, existe a profissão de "leitor profissional"?:p


8 - Qual o teu maior sonho (relacionado com livros)?

Gostaria de ter uma livraria/ biblioteca acessível a todos.


9 - Que género de livros gostas de ler?

É mais fácil responder o que não gosto. Assim sendo, não aposto muito em biografias e livros de auto-ajuda. 


10 - Quais os teus escritores de eleição?

Carlos Ruiz Záfon, Albert Camus, Juliet Marillier, Rosa Lobato de Faria, Colleen McCullough, Saramago, Eça de Queirós, David Soares,Kate Morton, Toni Morrison, Ian McEwan, Joanne Harris, George R.R Martin, Anne Rice, Emily Brönte, Donna Woollfolk Cross, Elizabeth Chadwick, Guillaume Musso, Sarah Addison Allen, J.R.R Tolkien, Mo Hayder, Santa Montefiore, John Sors, Gilbert Sinoué, Charles Dickens e muitos mais.

11 - Já conheces-te algum autor? 

A primeira vez que tive contacto com um autor foi no secundário quando apresentei um poema da minha autoria sobre o livro Memórias com Mar de Francisco Fernandes. Mais tarde, fui a uma sessão de autógrafos de Joanne Harris e na Feira do Livro de Lisboa do ano passado conheci, Vítor Frazão, autor de A Vingança do Lobo que gentilmente me autografou o livro com uma dedicatória bastante original:).

TAG de Patrícia de Chá da Meia Noite


1 - Séries ou Filmes?


Que pergunta complicada! Gosto de uma boa série mas, a magia do cinema é insubstituível!

2 - Preferes viver no mundo da fantasia ou na realidade?

Realidade apesar de o mundo não ser perfeito. Isso seria uma utopia!


3 - Imagina que podias construir a tua própria biblioteca particular. Como seria? Que livros teria? Como a decoravas?

A minha biblioteca particular seria enorme cheia de segredos e recantos e quem sabe cheia de passagens secretas atrás de estantes que dariam para salas mais pequenas com mais livros. Um bom sofá ao pé de uma janela também seria indispensável. 


4 - Ilustrar ou Escrever?

Escrever 


5 - O que te levou a escrever sobre livros no blogue, (ou a começar um blogue literário)?

Quando comecei o blogue queria pôr mais pessoas a ler. Queria partilhar as minhas opiniões sobre livros que me acompanham desde sempre. À medida que ele foi crescendo apercebi-me de que quando escrevia sentia-me livre de todas as preocupações e confusões do quotidiano. Os Devaneios da Jojo é filho do meu egoísmo e do meu altruísmo.


6 - Qual é a tarefa doméstica que mais abominas?

Lavar a loiça


7 - Onde queres estar daqui a dez anos?

Quero estar a trabalhar e ter saúde. É um desejo pertinente dado ao estado actual da economia. 


8 - Qual foi o teu primeiro livro preferido?

O Cavaleiro da Dinamarca de Sophia de Mello Breyner 


9 - Tendo em conta o teu ritmo de leitura até hoje, quantos livros pensas ter lido daqui por 5 anos (mais ou menos)?

Espero ler 200 livros nos próximos 5 anos. Quantos livros já li? Não faço ideia. Sei que são muitos mesmo.


10 - Qual a melhor maneira de incentivar uma pessoa a ler, ou de "criar" hábitos de leitura numa pessoa que não gosta de ler?

Sou da opinião que toda gente gostaria de ler se tivesse o incentivo certo. Orgulho-me de ter conseguido transformar não leitores em leitores. Basta encontrar o livro ou o género certo! 

11 - O que fazes para quebrar a rotina?

Ler, escrever, correr, cantar e levar os cães a passear. 

Regras:

1. Criar um post e responder às questões de quem te deu a TAG no post;

2. Criar 11 novas perguntinhas diferentes para passar adiante;

3. Escolher 11 bloggers para dar a TAG e colocar o link dela no post;

4. Ir para a página das bloggers selecionadas e dizer-lhes que foram tagueadas;

5. Não se pode taguear a blogger que nos indicou a TAG;

6. Avisar a blogger que nos passou a TAG quando fizermos o post sobre a mesma.

Por esta altura já todos responderam à TAG por isso, não fazer novas perguntinhas . Obrigada a todos que me enviaram  esta TAG.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Lisboa Triunfante de David Soares


Lisboa Triunfante é um romance épico sobre a rivalidade entre duas figuras misteriosas, cuja contenda milenária se cruza com a história da capital portuguesa. Desde as origens pré-históricas de Lisboa até aos anos turbulentos que antecederam a implantação da República, passando pela elevação da cidade a capital do Reino por Afonso III e pela construção enigmática do Mosteiro dos Jerónimos, a galeria de personagens que dão vida a Lisboa Triunfante contém figuras como Frei Gil de Santarém, D. João V e Aquilino Ribeiro. Reunindo elementos de romance histórico e fantástico, este é o livro definitivo sobre uma Lisboa mágica, que possui tanto de reconhecível quanto de maravilhoso. Lisboa Triunfante é um triunfo da imaginação. 


A MINHA OPINIÃO:

Lisboa Triunfante é, provavelmente um dos livros mais memoráveis que já li! E um dos mais difíceis de explicar também! Não há convenções, dogmas ou limites para imaginação prodigiosa de David Soares. Há uma cor indefinida nas suas páginas: não é totalmente histórica contudo, também não é totalmente fantástica . As grandes personagens são uma Raposa e um Lagarto, que travam uma batalha intemporal. São duas forças opostas e complementares pois, se ela é a encarnação da imaginação, ele é o destruidor e o arquitecto. Ela é a Trapaceira, manipuladora de tolos e cujos desígnios desconhecemos. A Raposa é astuta, sagaz e muito matreira e, se pensam que estão a salvo com ela estão muito enganados. Como Loki, o deus nórdico da travessura, ela encantam-nos com o seu sorriso malévolo e sedutor e as suas palavras doces e enigmáticas. O Lagarto é o Tentador, o homem verde que, se veste tanto de diabólico como santo. Ambos jogam com a lealdade dos homens, brincando com os seus receios e alimentando os seus sonhos de grandeza. O livro está dividido em vários capítulos numa estrutura pouco habitual no panorama literário porque, eles albergam várias épocas na mesma cidade, Lisboa. Desde o pré-histórico até ao actual, David Soares cobre vários séculos e desfila personagens tão peculiares quanto célebres: Sá de Miranda, Gil Vicente, Frei Gil Valadares e o inquietante Boytac são apenas algumas. Este é outro grande dom do escritor, o de reescrever a enorme história portuguesa, dando sentimentos, carácter e personalidade a figuras tão distantes no tempo que se tornaram mitos. Ídolos de gerações, tornam-se humanos de novo! O fugaz encontro entre Aquilino Ribeiro e Fernando Pessoa é simplesmente delicioso! Naquele instante, parece que tudo pára e nos tornamos em  espectadores privilegiados por assistir a tanto génio. Estas pequenas preciosidades só engrandecem Lisboa Triunfante que também vive muito da extensa pesquisa e da escrita muito "suis generis" de David Soares. Às vezes, é enternecedora, outras é cruel e grotesca, a única certeza é a de que não causa indiferença. É uma espécie de Raposa provocando a mente do leitor... Não é de satisfação fácil para um consumista alheado à qualidade, é audaz e para saborear cada ideia e cada centelha de imaginação do autor. Alicerçado na história, na fantasia, este livro é uma fábula em que uma Raposa e um Lagarto nos fazem ler madrugada adentro, em que surgem Cavaleiros Verdes do mito arturiano e em que descobrimos, finalmente porque existe uma Salta-Pocinhas!

6.5/7- OBRA-PRIMA

PS: Este livro foi o primeiro protagonista da rubrica Devaneios à Solta.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Sob um Céu de Mármore Branco de John Shors

"Em 1632, o imperador do Hindustão, Shah Jahan, consumido pela dor por morte da Imperatriz, Mumtaz Mahal, ordenou a construção de um grande mausoléu que simbolizasse a grandeza do seu amor. Contra cenários de fundo de inimaginável riqueza e poder, de rivalidades fratricidas e de cruel despotismo, a princesa Jahanara narra a extraordinária história da edificação do Taj Mahal, descrevendo a sua própria vida como agente da sua criação e testemunha dos eventos fatídicos que rodearam a sua conclusão.

Como princesa e mãe, como irmã e filha, Jahanara depara-se continuamente com escolhas impossíveis e descobre o verdadeiro significado da sua herança régia. Em Sob um Céu de Mármore Branco, John Shors recria um Hindustão histórico, transbordando de intriga empolgante e encerrando a verdade secreta do Taj Mahal, para um mundo que continua a vergar-se perante a sua eterna majestade."

A MINHA OPINIÃO:


Sob um Céu de Mármore Branco é um livro lindíssimo! É daquelas leituras que nos enleva para um espaço etéreo além das suas páginas. A Índia com as suas cores, sabores e aromas entraram, sem pedir licença, no meu imaginário.  A construção do Taj Mahal é fantasticamente intercalada com as vidas das personagens. Cada pedra e cada pintura deste mausoléu são o espelho de um amor eterno e de uma nova paixão que irá desabrochar sob esta maravilha arquitectónica. John Shors circula pelo palácio, pelo harém, e  pelo quotidiano enriquecendo o que, podia ser uma simples história de amor. Transforma-a numa história grandiosa. Sendo o escritor do sexo masculino, acho formidável o facto de a sua protagonista, Jaharana, filha do Imperador, ser tão credível como  uma heroína determinada,leal e inteligente. A voz de Jaharana é tão verdadeira que, bebi das suas palavras como se fosse uma criança escutando um conto-de-fadas. O livro também é muito bem calibrado pois, se há momentos enternecedores também há guerra, violência e morte. A princesa vive numa corte multicultural em que várias ideias se cruzam e várias religiões co-habitam. São diferentes modos de vida que podem coexistir pacificamente ou despoletar uma guerra e Jaharana, uma mulher é ouvida porque, o seu pai preza muito a sua opinião. Os seus dois irmãos não podiam ser mais diferentes: Dara é o pensador, o eterno utópico que sonha unir as nações e Aurangzeb é o militar, temido e respeitado pelas hostes inimigas. Porém, o ambiente familiar está longe de ser idílico porque, personalidades tão distintas são incompatíveis à sombra do Trono do Pavão. Filha e irmã, a personagem principal privilegiou-me com um relato comovente de uma mulher dividida entre o dever e a razão e entre o crer e o ser. A esperança nunca abandona a escrita de John Shors mesmo perante a tragédia. É Jaharana, a profeta do escritor, anunciando um futuro, eventualmente melhor. As personagens secundárias são igualmente cativantes com Isa, Nizam e Ladli a se destacarem. Isa, o maravilhoso cérebro por detrás do Taj Mahal, Nizam, um homem marcado pela atrocidade da escravatura e Ladli, a amiga capaz de tudo pela segurança dos seus são condimentos indispensáveis neste manjar literário. Uma obra melíflua e irresistivelmente exótica ( ou não se passasse no Hindustão) que proporciona uma excelente leitura!

 6/7-EXCELENTE



quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

As Mulherzinhas de Louisa May Alcott

As irmãs Meg, Jo, Beth e Amy conhecem algumas dificuldades depois da partida do seu pai para a guerra e dos problemas económicos que a família enfrenta. Mas o espírito lutador e de união que reinam naquele lar ajudam-nas a seguir em frente. Quer em casa quer nas relações com os amigos e vizinhos, elas conseguem surpreender e continuar e ser fiéis aos seus sonhos, vivendo cada dia com esperança e boa-disposição. Um história em que o amor e a coragem se revelam mais fortes do que todas as dificuldades que estas quatro raparigas, juntamente com a sua mãe, têm de enfrentar.

A MINHA OPINIÃO:

As Mulherzinhas é um clássico entre os clássicos. Tem inúmeras adaptações televisivas, teatrais e cinematográficas que sempre despertaram a minha curiosidade mas, antes resolvi dar uma oportunidade ao livro. É uma leitura ternurenta e esperançosa apesar de, se passar durante a Guerra Civil Americana. As irmãs March: Meg, Jo, Beth e Amy são adoráveis, cada uma com personalidades e paixões distintas. Jo com o seu amor pela escrita, pelos livros e o seu modo maria-rapaz e, Amy pela transformação de menina mimada em mulher responsável e generosa são as minhas favoritas. Theodore Lawrence, "Laurie", o rapaz solitário que, um dia respira da bondade e da alegria da casa March é uma personagem peculiar porque o seu destino é incerto e quase certo. Laurie define-se por este trocadilho pois, desde do princípio do livro intuí que o seu futuro estaria sempre ligado as irmãs March porém, qual seria o papel? O de eterno consolador, melhor amigo ou marido? Quatro irmãs e um rapaz deslocado da sociedade da época são valiosos e preciosos modelos de resiliência, amizade duradoura e família. A emoção e a leitura deste clássico de Louisa May Alcott são, neste caso, indissociáveis. É impossível não sentir algo por estas personagens! Frequentemente moralizador, As Mulherzinhas é rico em valores há muito tempo obnubilados pelo tempo imperdoável e consumista. As March são confrontadas pela tentação do materialismo contudo, sempre voltam ao que é fundamental: ao amor, à união e aos sentimentos.O tom juvenil que a escritora imprime neste livro é o seu único pecado. É muito atractivo e idílico para a fase da adolescência todavia, aborrecido para as faixas etárias mais velhas.Atinge aquela perfeição tão perfeita que chegar a tocar a incredulidade.Lido na idade adequada, este livro é um tesouro! É afectuoso com quatro irmãs e heroínas da vida lidando com a guerra, a infância e  a adolescência. À medida que crescem, cada uma à sua maneira, o seu quotidiano e suas decisões tornam-se cada vez mais difíceis e complexas e com eles, vem responsabilidade e maturidade. O seu percurso é uma lição já que, face à adversidade, elas resistem, apoiando-se naquilo que lhe é mais querido, a família. Um clássico ideal para ler na juventude não obstante, foi bastante enriquecedor e refrescante. Não há nada melhor que uma boa história despojada de artifícios e de superficialidade para captar a minha atenção!

4/7- BOM ***

PS: Obrigada Segredo dos Livros!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Senhores da Noite de Juliette Benzoni

CASANOVA, CARTOUCHE, CAGLIOSTRO, três personagens lendárias do século XVIII, conheceram destinos paralelos em vários aspectos. Dois deles nasceram em Itália, e o terceiro, Cartouche, viu pela primeira vez a luz do dia em Paris, mas viria a ser conhecido em toda a França. O Sedutor, o Salteador, e o Mago inscreveram os seus nomes na História, com vidas plenas de aventura, aparadoxalmente naquele que viria a ser conhecido como o século das Luzes.
É sobre estas três figuras romanescas que Juliette Benzoni escreve, em narrativas biográficas plenas de mistério e aventuras.

A MINHA OPINIÃO:

Comecei a ler Os Senhores da Noite com muita curiosidade, Juliette Benzoni é um nome bastante célebre e eu nunca tinha lido nada da escritora pelo que, esperava uma leitura prodigiosa. As minhas expectativas foram parcialmente defraudadas. É um livro que se lê facilmente com a escrita de Benzoni a facilitar uma leitura fugaz. Todavia, as personagens não me atraíram muito. Quem conheci primeiro foi Casanova e a sua personalidade leviana e unilateral é um fastio! E pior são as mulheres que ele seduz, umas atrás de outras como se fossem autómatos, sem carácter nenhum.Chamem-me feminista, implicativa ou que quiserem, a verdade que, após umas páginas disto, já sabia o que esperar nos capítulos seguintes. Cartouche ainda avivou o meu interesse contudo, foi Cagliostro e a sua alquimia que funcionaram como um íman. Durante a sua história tive um vislumbre do que Juliette Benzoni é capaz de fazer: descrições fabulosas aliadas a um mistério subtil altamente acirrante! Este livro é bom aperitivo mas, suspeito que o verdadeiro banquete está numa das muitas aclamadas séries da escritora...

3/7- RAZOÁVEL

PS:Obrigada Segredo dos Livros!


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O Guerreiro Highlander de Monica McCarty

Caitrina não tenciona trocar o pai e os irmãos por um marido, ainda por cima um dos odiados Campbell, mas a força rude e sensual de Jamie, e um beijo escaldante, ameaçam estilhaçar-lhe a resistência. Quando o seu mundo idílico se desfaz, a única esperança de salvar o seu clã reside nos braços de Jamie Campbell, o inimigo que ela responsabiliza pela sua ruína. Conseguirão as tréguas precárias, nascidas na escuridão aveludada das suas noites de paixão, forjar um amor tão forte quanto a espada que governa as Terras Altas?

A MINHA OPINIÃO:

O Guerreiro Highlander é uma leitura vã. Monica McCarty constrói uma história que não é nada original e muito previsível. Se calhar exigi demasiado do livro e ele não correspondeu às expectativas porém, é caso para dizer: "já devias estar à espera!". Porquê? Porque, apesar de gostar de uma leitura brejeira de vez em quando, a incessante repetição de temas e protagonistas começa a enervar-me seriamente. Primeiro, a protagonista jovem e inocente ( não são todas?!), Caitrina é absurdamente insuportável! Durante o livro todo duvida do amor de Jamie contudo, deseja-o e não pode viver sem ele. Confusa é um adjectivo muito simpático para ela. O próprio Jamie afirma que sem confiança não há amor. O personagem masculino apresenta-se como o machado da justiça,  mas, as suas inseguranças que lhe podiam conferir mais profundidade e complexidade são iguais as de tantos outros protagonistas de outros romances de época. O casal é teimoso e tão desconfiado que é impossível estabelecer alguma conexão com ele. Li as suas páginas todavia, elas não tiveram o poder de me apaixonar e de me agarrar. São cada vez menos as autoras que me surpreendem dentro deste género e Monica McCarty não é uma delas. A verdade é que, após ler o livro fiquei com aquela sensação de vazio. Mais do mesmo! Dito isto, não estou a planear ler um livro deste género tão cedo.

2.5/7- RAZOÁVEL

PS:Obrigada Segredo dos Livros!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Devaneios à Solta...

Hoje vou inaugurar uma nova rubrica. Os livros andam sempre comigo e nada melhor que associar o belo ao agradável e usar a máquina fotográfica para captar momentos inspiradores que nos remetem para o século, para época ou para o novo mundo que a leitura nos traz... O protagonista desta primeira publicação é:

S. Pedro de Alcântara, Lisboa (Fotografia da minha autoria)

" Em primeiro lugar visitaria o túmulo de Gil de Santarém. Depois iria conhecer a cidade. Ouvira dizer que o parque que ficava no cimo da Avenida da Liberdade era muito bonito; também queria conhecer o castelo de S. Jorge." pág. 110
" Desde que inspirara o perfume de Lisboa que se sentia enlaçado por ele.". pág.111

 in Lisboa Triunfante de David Soares. 

Esta é uma das minha leituras do momento e, se não fosse o facto de estar em exames na faculdade, já o tinha devorado todo. Um livro que promete ser das melhores leituras deste ano! ;)