domingo, 21 de novembro de 2010

Devaneios Cinematográficos- Harry Potter e os Talismãs da Morte


A MINHA OPINIÃO:
Chegou mais um novo capítulo da saga de Harry Potter aos cinemas... Para quem não sabe, o sétimo e último livro foi dividido em duas adaptações cinematográficas. A primeira parte chegou este Novembro e segunda parte chegará para o Verão de 2011. E eu, admiradora confessa da série "potteriana" estava desejosa de o ver. Os livros de J.K.Rowling marcaram a minha adolescência e os filmes são uma forma de entrar de novo no mundo da aventura e da magia. Este filme é, para mim, um dos melhores da saga! Porém, aqueles que não estão familiarizados (quem não está?) com mundo "potteriano" podem não apanhar todas as nuances desta nova metragem. Harry, Ron, Hermione deixaram para trás os momentos felizes e idílicos na segurança dos muros de Hogwarts e substituíram-nos pelo perigo e pela luta pela sobrevivência. Correm contra o tempo e contra os planos maléficos de Lord Voldemort em busca dos Horcruxes, fragmentos da alma do Senhor das Trevas. David Yates realiza o seu terceiro filme do universo Potter e fá-lo competentemente! O filme adquire uma atmosfera mais negra com uma fotografia brilhante de Eduardo Serra contudo, não falta humor ( os gémeos Weasley e o Ron são demais!) ternura e amizade. Amizade, essa que é posta à prova! Harry, Ron e Hermione verão a sua relação ser testada ao máximo... Será a amizade mais forte que a desconfiança ou que um Horcrux? O trio segue os passos de Dumbledore e na posse do seu enigmático legado, deparam-se com outros artefactos, os Talismãs da Morte. Estes, segundo a lenda, foram criados pela Morte para três irmãos. A parte em que Hermione conta a história é fantástica! Os gráficos que foram adoptados para contar a aventura dos irmãos são belíssimos! Radcliffe, Grint e Watson cresceram em frente aos nossos olhos e por vezes, esquecemos que eles são actores e que mantêm interpretações consistentes há quase uma década. Ralph Fiennes é arrepiante como Lord Voldemort. Tudo nos seus gestos e maneirismos denuncia maldade e insensibilidade. Só poder supremo o seduz! Imelda Stauton é mais a mais irritante das personagens ( com seus gatinhos e laçinhos), Umbridge. Perfeita! E claro, Dobby é o mais elfo mais adorável e corajoso do mundo!!! E a sua cena final foi capaz de arrancar alguma comoção e, atrevo-me, lágrimas na sala!O filme deixa aquela sensação de história inacabada mas, é normal sendo esta apenas uma parte. Todavia, há um leve perfume a esperança no ar, um aroma a confiança, que aponta para um futuro melhor! Um bom filme e sim, vou esperar ansiosamente uma data de meses pela conclusão. Nem me lembrem disso! Contando os dias...:p

TRAILER:




sábado, 20 de novembro de 2010

A Rainha dos Malditos (Volume I) de Anne Rice


A continuação de Entrevista com o Vampiro e O Vampiro Lestat.

A viagem de Lestat até uma caverna numa ilha grega desperta Akasha, rainha dos malditos e mãe de todos os vampiros, do seu sono de seis mil anos. Desperta e sedenta de sangue, Akasha traça o seu maléfico plano para dominar o mundo dos vivos.
Num concerto em São Francisco, Lestat ignora que entre os fãs há centenas de vampiros dispostos a destruí-lo por ter revelado a condição dos seus semelhantes.
Um misterioso sonho é partilhado por um grupo de homens e vampiros. Quando todos se aproximam, o sonho torna-se mais claro e tudo aponta para uma tragédia indescritível.

A MINHA OPINIÃO:

A Rainha dos Malditos é, como indicado, apenas um volume desta história. Talvez por isso, soube-me a pouco... Contudo, não deixa de ser um livro de Anne Rice com personagens electrizantes e uma escrita fabulosa e algo poética da autora. Neste livro, o concerto do célebre vampiro Lestat está iminente e seguimos os passos das outras personagens que o aguardam com ansiedade. Estas não são apenas vampiros mas também humanos. A ligar todos os intervinientes da história, está uma lenda: a lenda das gémeas ruivas Mekare e Maharet. E esta lenda tão antiga também se relaciona com Akasha, Aquela que deve ser preservada. Akasha, rainha dos malditos vive pelo poder, pelo sangue e pela ambição. Daniel é outra personagem fascinante.É humano mas procura desesperadamente a morte e a consequente imortalidade vampírica. Daniel é o jovem jornalista que entrevistou Louis, em Entrevista com o Vampiro (tenho que ler esse livro:p). Este volume tem menos acção que os anteriores porém, tal se justifica, acho eu, por ser uma parte de duas, pois quando ela aparece, o livro chega ao fim. Daí a minha pequena frustação...Todavia, esta parte parece ser a preparação para o que aí vem: algo grandiosamente terrível ou redentor, dependendo do ponto de vista. Anne Rice cria com esta série de livros: um mundo com uma mitologia vampírica muito própria e viciante. É, indubitavelmente, uma das melhores sagas vampíricas que já li!

5/7- MUITO BOM

PS: Obrigada Segredo dos Livros!
TRAILER DO FILME:

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Royal Flash- A Odisseia de um Cobarde (II) de George MacDonald Fraser



A sua cobardia só é comparável à sua cara de pau. Harry Flashman tem tudo para ser o maior herói do Império Britânico. E esta é a sua odisseia!

Dos salões vitorianos de Londres às fronteiras exóticas do Império, prepare-se para conhecer o maior herói do seu tempo (raios, de todos os tempos!)

Após o seu regresso do Afeganistão como herói de guerra, Flashman vê-se envolvido com a bela e perigosa Lola Montez e o malévolo Otto Von Bismarck numa batalha de engenhos que irá decidir o destino de um continente. Dando início a uma aventura épica, o nosso galã embrulha-se numa sucessão desesperada de fugas, disfarces, encontros amorosos e combates singulares que atravessam os salões de jogo e masmorras de Londres para culminar nas salas de trono da Europa. Será que os talentos de Flashman irão salvar o nosso sortudo cobarde das garras de Otto Von Bismarck e da bela Lola Montez?
A MINHA OPINIÃO:

Royal Flash é um sucessor principesco de Flashman- A Odisseia de um Cobarde! É mais vibrante, mais hilariante, resumindo mais Flashy!!! Harry Flashman é mais uma vez, o herói ( ou anti-herói) . No primeiro volume, Harry foi expulso do Colégio de Rubgy, ganhou um duelo ( fazendo batota) e ingressou no Exército, servindo Sua Majestade, além fronteiras, na Índia e no Afeganistão. Regressou como herói. Novamente em Inglaterra, o nosso Flashy tenta fazer as suas trafulhices, enganar rabos-de-saia e viver uma boa vida à custa de muito pouco sacríficio. Mas, Harry tem um condão para se meter em apuros, incluindo aqueles que são bonitos e usam saias. Flashman encontra Lola Montez, o que por si, não traz problema nenhum, se o nosso protagonista não cedesse à luxúria facilmente. Uma relação que acaba com um penico voador! Lola vai, depois, tornar-se amante de Luís da Baviera. Outro personagem que se cruza com Flashman é Otto Bismarck, o afamado político alemão com um papel crucial na origem da nova Alemanha. Países em pé de guerra, e o nosso herói no meio desta confusão! Como, perguntam vocês? Bem, o nosso Harry tem um sósia principesco e mais não digo. Com uma escrita simples e directa, Fraser faz com a leitura seja aprazível e cheia de gargalhadas. Harry mete-se em cada embrulhada e sempre aterrorizado, safa-se sempre! E ainda por cima, admite que é covarde!!! Enfim, um livro divertidíssimo... com personagens palpáveis e com um background histórico fantástico!

5/7- MUITO BOM

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Anjo Caído de Lauren Kate


Existe qualquer coisa de dolorosamente familiar em Daniel Grigori. Misterioso e distante, prende a atenção de Luce Price logo que o vê no primeiro dia de aulas no internato Sword & Cross, em Savannah. É a única coisa boa num lugar onde os telemóveis são proibidos, os outros estudantes são tramados e as câmaras de segurança vigiam todos os movimentos. Excepto uma coisa: Daniel não quer ter nada a ver com Luce e faz o possível para tornar isso muito claro. Mas ela não consegue desistir. Atraída para ele como uma borboleta para uma chama, Luce tem de descobrir o que Daniel, desesperado, tenta manter em segredo… mesmo que a mate. Perigoso, excitante e sombriamente romântico, Anjo Caído é uma apaixonante e perfeita história de amor.


A MINHA OPINIÃO:


Anjo Caído caiu-me do céu no Halloween! Não foi um feitiço nem nada que se pareça, se bem que, se isso acontecesse, as minhas poupanças agradeciam...:p Era um livro que queria muito ler e, assim que saiu, a capa e a sinopse atraíram-me como um íman. Criei imensas expectativas que infelizmente, foram parcialmente defraudadas. Parcialmente, porque no geral, gostei da narrativa. O prólogo é excelente! Excitante, misterioso e que me deixou a "salivar" por mais! A seguir, a história muda de cenário e conhecemos Luce, uma rapariga, aparentemente problemática, que ingressa pela primeira vez no reformatório Sword & Cross. Este é muito estranho! O seu espaço pertencia, outrora, a uma igreja e os castigos são passados no antigo cemitério. Mas, mais ainda peculiares são os seus alunos: Arriane, é uma boa louca que faz questão de tomar Luce como sua protegida; Cam é um rapaz lindíssimo que tenta seduzir Luce de todas as maneiras; Penn é a única " normal" e com quem, Luce estabelece uma relação de profunda amizade; e, claro, existe Daniel Grigori que fascina a nossa protagonista. Luce tem a sensação de que já o viu e a atracção que sente por ele, é magnetizante e inevitável! Daniel é que parece não se interessar por ela. Evita-a e repele-a... porém, também a acarinha e a consola. O fascínio de Luce por Daniel leva-a a uma pesquisa perigosa com a sua amiga Penn. Será que existe mesmo alguém que nos é destinado para todo sempre? E, porque é que Daniel a afugenta e ao mesmo, se preocupa e a conforta? Este é um livro que irá, sem dúvida, agradará a muitos principalmente, aos adolescentes. A história de um amor proibido e impossível sempre chamou atenção! Senti-me defraudada porque esperava mais. Depois de um início brilhante, a história esmorece um pouco e só mais para o final, é que a acção volta em força. Quando digo acção, refiro-me a revelações, a segredos e ao sobrenatural que tornam a história muito muito mais interessante. Fiquei desiludida porque quando estes elementos começaram aparecer, o livro terminou. Enfim, vou ter de esperar pela continuação para opinar devidamente sobre esta saga. Ainda assim, gostei do livro! Uma boa prenda para o Natal, que aí vem!:D


4/7- BOM

domingo, 31 de outubro de 2010

Happy Halloween e Abracadabra... 50 livros lidos!

( imagem daqui)
Feliz Dias das Bruxas a todos!!! Muitas asneiras ( com juízo!) e muitos doces e travessuras!:P
Para comemorar o dia de Halloween vou fazer uma leitura em sua "honra". Vou ler Anjo Caído de Lauren Kate. É um livro que há muito anseio ler! Irá também contribuir para a minha lista de Devaneios lidos este ano que já são mais de 50!!!:0
Desafio superado!!! YUPI! Será que consigo chegar aos 60?! Não há certezas... Só uma! Tenho 3 livros em mãos e estou a gostar imenso de os ler! São todos diferentes: Royal Flash está a ser hilariante, A Fúria dos Reis fabuloso e Anjo Caído misterioso! E viva à leitura! :D
Bjokas "halloweenescas"!
Jojo

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dentro da Baleia de Jennie Rooney

Stevie, que ficou viúva recentemente, sabe que tem de contar a verdade à família, mas o passado é complicado e difícil de desenredar. Michael deixou o seu diário esquecido numa caixa de sapatos, à espera da sua partida iminente para o hospital. Nunca teve jeito para pôr os acontecimentos em palavras, sente-se mais à vontade com os estalidos do código Morse. Contudo Anna, uma jovem auxiliar de acção médica, tem a paciência e a ternura para o convencer a contar a sua história. E assim começa. Comovente e de leitura compulsiva, esta é a história inesquecível de Stevie e Michael, amantes vulgares, separados pelos acontecimentos invulgares da guerra.


A MINHA OPINIÃO:


Há livros que nos marcam para sempre e Dentro da Baleia foi, para mim, um deles!É pequenino, tem cerca de 200 páginas mas, são páginas gloriosas em sentimentos. É fenomenal como Jennie Rooney consegue transformar uma história simples em algo poderoso e muito tocante. Stevie e Michael são um casal jovem e apaixonado que é separado pela Guerra. É este cerne do livro. Contudo, a autora dá uma nova roupagem a esta vivência. É Michael e Stevie que recordam o seu amor, a sua vida: o antes e o agora. Michael está numa enfermaria de oncologia e Stevie está viúva e há muito perdeu a juventude de outrora. Os dois estabeleceram uma relação intimista comigo porque as suas palavras e suas lembranças eram-me dirigidas... É extraordinário como a Guerra altera por completo os planos e as vidas daqueles que são engolidos por ela. Jennie Rooney é uma autora que irei seguir atentamente... Emotivo e comovente, eis um livro que apesar do seu tamanho reduzido, é grande em qualidade!


6/7- EXCELENTE


PS: Obrigada Segredo dos Livros!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mentiras Cruéis de Nora Roberts

Eve Benedict é a última das grandes deusas do cinema, uma sex symbol de voz sensual premiada com dois Óscares, quatro maridos e uma legião de amantes. Não há segredo ou escândalo que desconheça. Agora, Eve decidiu escrever as suas memórias - revelando tudo e expondo todos. Julia Summers é a biógrafa que Eve escolheu pessoalmente para relatar a sua história. Julia detesta o glamour de Beverly Hills, mas adora o seu trabalho - e o lar que construiu com o seu filho de dez anos que cria sozinha. Como poderia recusar esta oportunidade única? Mas o enteado de Eve, Paul Winthrop, desafiará a determinação de Eve em contar a sua história e a de Julia em preservar o seu coração. E à medida que Julia se apercebe até onde os inimigos de Eve estão dispostos a ir para que as suas memórias não sejam publicadas, também descobre que a deusa do cinema esconde um segredo terrível. Tão terrível que, mais do que mudar a vida de Julia, também lhe pode colocar um ponto final.


A MINHA OPINIÃO:


Mentiras Cruéis é o meu feliz retorno aos livros da Nora ! Após algumas desilusões, Nora Roberts conseguiu, finalmente, prender-me até ao fim e o melhor de tudo foi que só descobri o vilão no final, finalzinho, ou seja, não houve previsibilidade, pelo menos, nessa parte da história. Claro que existe o inevitável romance dos livros "norianos" mas, este é mais apelativo do que os dos últimos livros que li dela. Julia é uma escritora biográfica que é contratada por Eve Benedict, uma celebridade e estrela de cinema, para relatar as suas memórias. Contudo, a longevidade da carreira de Eve e os seus múltiplos maridos, amantes, amigos, inimigos e segredos podem significar devastação e perigosidade. São segredos que podem destruir carreiras de outras estrelas e, que põe a nu muitas fragilidades e obscenidades que os visados dariam tudo para impedir que essas fossem reveladas. Mas Eve não tem nada a perder... Está num dos muitos auges da sua vida e é inatingível!Não obstante, Eve seria capaz de tudo para proteger aqueles que ama e, é esse o seu ponto fraco. Julia, nem imagina no que se vai meter quando se muda para Los Angeles para contar a vida desta mulher. Aí encontra em Paul, o enteado da actriz, um oponente à publicação da tão afamada biografia. Paul também mexerá com o coração da jovem biógrafa. É um livro feliz da autora que consegue interligar a vida de todas as personagens em torno da enigmática Eve. Cada um, à sua maneira, já partilhou a vida com esta mulher. Apesar ser um dos livros que mais gostei da escritora, achei que ela podia encurtar algumas cenas tornando o livro ainda mais viciante. Ainda assim, é com agrado que constato que ela ainda é capaz de me surpreender!


5/7- MUITO BOM


PS: Obrigada Segredo dos Livros!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Graceling- O Dom de Katsa de Kristin Cashore

No universo dos Sete Reinos. Katsa é uma Graceling, um ser raro com um dom extraordinário: desde os oito anos que é capaz de matar sem recurso a qualquer arma. O rei de Middluns, tio de Katsa, força a sobrinha órfã a usar o dom ao seu serviço, encarregando-a de matar todos os que lhe criem obstáculos. Quando conhece um estranho príncipe cujo misterioso dom poderá estar à altura do dela, enfrenta pela primeira vez a perigosa sedução dos corrompidos pelo poder, mas aprende também a ter a coragem de confiar nos outros – e em si própria. A oportunidade de empregar o seu talento ao serviço do Bem surge quando Katsa descobre que os Sete Reinos se encontram sob a ameaça de uma força sombria, que só um acto de heroísmo poderá vencer. Com uma escrita elegante e envolvente, e um elenco de personagens inesquecíveis, Kristin Cashore cria um universo enfeitiçante, uma aventura que desafia a própria morte, e uma belíssima história de amor. Quem entra nos Sete Reinos já não consegue sair…


A MINHA OPINIÃO:


Graceling- O Dom de Katsa é um livro enfeitiçante! Katsa, a protagonista, é uma personagem de força, determinada e que põe a um cantinho algumas pseudo-heroínas do fantástico! Po é igualmente electrizante! Os dois compõe um casal pouco convencional. Ambos são Graceling ou seja, cada um tem Dom que é cobiçado por muitos. Katsa tem o Dom de matar e, desde muito nova é usada por seu tio, Randa, rei de Middluns, para aterrorizar os seus súbditos. Porém, ela encontrou um adversário à altura, Po. Ele é misterioso, sagaz e muito cativante e vai revolucionar o seu mundo. Uma bela história de amor começa mas, desengane-se quem espera previsibilidade ou banalidade. Não existe nada de vulgar entre Katsa e Po! Os seus Dons serão desafiados até à exaustão quando um Dom maléfico se ergue nos Sete Reinos. Kristin Cashore cria uma nova fantasia muito muito viciante! A acção é constante e os momentos mais serenos, digamos assim, são aproveitados pela autora para apresentar um novo lado das personagens, aprofundando a relação destes com o leitor. As dúvidas que os assolam tornam-nos mais absorventes e, em conjunto com a escrita fácil e apaixonante transformam este livro numa leitura harmoniosa que fascinará todos os amantes do Fantástico!


5/7- MUITO BOM


PS: Obrigada Segredo dos Livros!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Anástasis de Maria Araújo Lima

Susan Fletcher está internada num hospício, na cidade de Londres, há já dois anos e sem progressos a registar. Com o passar do tempo, os seus familiares e amigos vêem-se envolvidos numa série de crimes e ondas de suspeição. Frank Douglas, detective inglês e investigador de serial killers, é chamado a intervir e a investigar os sucessivos casos de homicídio. Enquanto Dr. Evans, médico no hospital, pertence a uma seita secreta, que vai alterar o rumo da história. Gary Molony, padre irlandês e amigo de Susan Fletcher, guarda o segredo que pode estar na origem de todos os mistérios. Uma história policial, desenrolada em Inglaterra, onde o suspense é a palavra de ordem e a verdadeira resposta só será conhecida no final. Cada virar de página e passar de capítulo desvenda mais um segredo. Anástasis é a prova real de que nós só acreditamos naquilo que vemos.


A MINHA OPINIÃO:


Anástasis é um livro trepidante cheio de mistério e acção! O passado das personagens segue-as até ao presente numa atmosfera de suspense que impele o leitor a continuar a leitura! A autora apresenta várias personagens de uma assentada: Susan, Frank Douglas, o padre Molony, Evans, Anne Rimes e o seu marido John. Estas são aparentemente distintas e não têm grandes relações porém,contribuem para um thriller emocionante! Susan está internada num hospício e Frank Douglas é um reputado perito em serial killers. Em comum, uma seita, Anástasis que procura no seu fanatismo libertar o mundo dos seus pecados e demónios. As histórias do padre Molony, Evans, Anne Rimmes e John acabam por girar também em torno desta seita mas, " a verdade é uma mentira"! Não confiar em ninguém e em nada é o mote! O último parágrafo do livro é surpreendente, no mínimo!!! É leitura fluida contudo, achei que, às vezes, a escritora prolongava-se um pouco demais. Existem algumas cenas importantes para o desenvolvimento da história que são violentas e até macabras que podem ferir susceptibilidades! Ainda assim, é um bom livro para quem gosta de ler este género!


4/7- BOM


PS: Obrigada Segredo dos Livros!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O Feitiço da Lua de Sarah Addison Allen

No seu mais recente romance mágico, Sarah Addison Allen convida-nos a visitar uma pitoresca cidade do Sul dos Estados Unidos onde duas mulheres bem diferentes descobrem como encontrar o seu lugar no mundo, por mais deslocadas que se sintam. Emily Benedict vai para Mullaby, na Carolina do Norte, na esperança de resolver pelo menos alguns dos mistérios que rodeiam a vida da mãe. Porém, assim que Emily entra na casa onde a mãe cresceu e trava conhecimento com o avô, cuja existência sempre desconhecera, descobre que os mistérios não se resolvem em Mullaby, são um modo de vida: o papel de parede muda de padrão para se adequar ao estado de espírito do ocupante do quarto, luzes inexplicáveis dançam pelo quintal à meia-noite, e uma vizinha, Julia Winterson, cozinha esperança sob a forma de bolos, desejando não apenas satisfazer a gulodice da cidade mas também reacender o amor que receia ter perdido para sempre. Mas porque desencorajam todos a relação de Emily com o atraente e misterioso filho da família mais importante de Mullaby? Ela veio para a cidade a fim de obter respostas, mas tudo o que encontra são mas perguntas. Um bolo de colibri poderá trazer de volta um amor perdido? Haverá mesmo um fantasma a dançar no quintal de Emily? As respostas não são nunca o que esperamos, mas nesta pequena cidade de adoráveis desadaptados, o inesperado faz parte do dia-a-dia.



A MINHA OPINIÃO:


O Feitiço da Lua é mais uma história de encantar de Sarah Addison Allen! Tem personagens comuns mas com uma subtil centelha de magia e fantasia que cativam o leitor até ao fim. Emily é uma adolescente que ficou órfã e cujo único familiar vivo é o avô Vance. O avô vive em Mullaby, cidade bizarra que guarda muitos segredos. Na casa de Vance, um amável gigante: papéis de parede mudam de cor consoante o estado de espírito e luzes dançam no quintal. Emily empatiza logo com Julia. Julia Winterson tem um dom: fazer bolos deliciosos e extraordinários. E atrás dos fabulosos doces e de Julia está Sawyer.Ele procura remediar os estragos feitos pelos erros do passado. Emily cruza-se com Win, um rapaz misterioso oriundo de uma família tradicional que se recusa a sair à noite. Porém, nem todos recebem a adolescente acaloradamente. A mãe de Emily fez algo terrível que mudou completamente a pequena cidade. Este é um livro para devorar... se eu disser que o li numa tarde, acreditam? É uma história de esperança, de amizade, de amor e redenção. Simples mas muito absorvente!Podia ser um pouco mais imprevisível, depressa adivinhei o segredo de alguns personagens contudo, ler um livro de Sarah Addison Allen é sempre um deleite!


4.5/5- BOM

sábado, 9 de outubro de 2010

A Cama da Paixão de Laura Lee Guhrke

Londres, 1833. Quando numa noite Lady Viola conheceu o galante visconde John Hammond foi amor à primeira vista. Vendo-se repentinamente envolvida numa relação série, só se apercebeu da chocante verdade após o casamento: o seu amado John nunca tinha gostado dela verdadeiramente, casando com ela apenas pela sua fortuna... e o pior, é que ele não via nada de errado nisso. Desolada, Viola jurou nunca mais permitir que o canalha que a tinha enganado se voltasse a deitar com ela. John, na verdade, nunca teve a intenção de ferir a bela e determinada mulher que se tornou numa estranha para ele. Agora, depois de anos de um casamento faz de conta, ele precisa de um herdeiro, e vê-se confrontado com um intrigante e atraente desafio: ter de seduzir a sua própria mulher. Ele tem de convencer Viola a regressar ao seu leito matrimonial, mas desta vez pode ser ele o único a perder o coração.


A MINHA OPINIÃO:


A Cama da Paixão é um livro leve que se lê em pouco tempo. É daquelas obras de que não se pode esperar muito. O seu objectivo é entreter a leitora e proporcionar-lhe bons momentos de leitura. E consegue-o! John Hammond, é um visconde galante e bon vivant. Com o seu sentido de humor apurado e o seu descaramento, ele seduz o mulherio com uma facilidade tremenda. Lança também o seu encanto aqueles que lêem este livro. No entanto, uma tragédia acontece e deixa-o sem herdeiro plausível e fiável à sua fortuna. Hammond vê-se obrigado a retomar a sua relação matrimonial com Viola, sua esposa, com quem não partilha o leito há anos. Ela era doce, ingénua e apaixonada quando se casaram mas, agora, após John a ter magoado recusa-se terminantemente a ceder ao marido. O visconde vai ter de recorrer a todas as suas artimanhas de conquistador. Porém, desta vez quem se arrisca a perder o coração, é ele. Viola é uma personagem determinada, independente e não está nada interessada em ceder aos caprichos de John. O amor que sentia por ele, desapareceu. Pelo menos, ela assim o afirma. Será que sim? Laura Lee Guhrke tem uma escrita fluida e divertida com um toque de erotismo. Um livro perfeito para intercalar com leituras mais densas e, para quem gosta de um bom romance sem grandes expectativas.


4/7- BOM


PS: Obrigada Segredo dos Livros!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O Rapaz de Olhos Azuis de Joanne Harris

Ele conhece-a há uma eternidade e, contudo, ela nunca o viu. É como se fosse invisível para a mulher que ama. Mas ele vê-a a ela: o cabelo; a boca; o rosto pequeno e pálido; o casaco vermelho-vivo na neblina matinal, como algo saído de um conto de fadas. Até agora, ele nunca se apaixonou. Assusta-o um pouco: a intensidade dessa emoção, a maneira como o rosto dela se intromete nos seus pensamentos, a maneira como os seus dedos traçam o nome dela, a maneira como tudo, de algum modo, conspira para que ela nunca lhe saia da cabeça… Ela não sabe de nada, claro. Tem um ar muito inocente, com o seu casaco vermelho e o seu cesto. Mas por vezes os maus não se vestem de preto e por vezes uma menina perdida na floresta é bem capaz de fazer frente ao lobo mau…


A MINHA OPINIÃO:


O Rapaz de Olhos de Azuis é um livro, no mínimo, intrigante! Os outros títulos de Joanne Harris que li, Chocolate e Sapatos de Rebuçado, foram leituras cheias de sabor, este é uma obra povoada pela cor. É típico desta autora apelar aos sentidos dos leitores. Depois, o modo como a história contada é totalmente inovador: através de um Webjournal, onde o protagonista coloca a sua verdade ou quem sabe, a sua ficção. B.B, ou blueeyedboy é uma personagem fascinante e complexa que inspira compaixão e, ao mesmo tempo, repulsa. Na internet podemos ser o que não somos. Online, ele conta os seus homicídios perfeitos. É confiante e dono do seu destino. Será realidade? Será ficcção? Será ele o assassino? Albertine, também foge à realidade e refugia-se na rede. Os dois cruzam-se e partilham um passado comum. Contudo, neste thriller tudo é inesperado e nada é certo, ao não ser o azul. O Azul, a cor que o personagem principal adula e a tonalidade suprema do livro. Às vezes, o Azul é tanto que chega a ser irritante. Todavia, é uma narrativa estimulante e o final dá uma reviravolta apoteótica! Daquelas que deixa o leitor boquiaberto! Adorei conhecer este novo registo de Joanne Harris! Mais negro ( ou mais azul!), manipulador e calculista mas, sempre muito misterioso.


5/7- MUITO BOM

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Novas e preciosas aquisições!...

Já há algum tempo que não colocava aqui as minhas últimas aquisições. Estes três livrinhos foram os últimos a chegar a casa. Sendo que O Rapaz de Olhos Azuis foi, amavelmente, autografado pela autora que gracejou com o facto de partilharmos o mesmo nome! Já vou sensivelmente a meio da sua leitura e está a surpreender bastante. Os outros vieram porque me perdi na secção de um supermercado que, pelos vistos, tem excelentes preços!:P Sim, porque agora estou a viver na cidade das setes colinas! E, apesar das saudades estou a gostar imenso!
Bjokas*
Jojo

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A Cidade de Vidro de Cassandra Clare



Neste livro, Clary tem de ir até à Cidade de Vidro, lar ancestral dos Caçadores de Sombras, para tentar salvar a mãe. Mesmo ciente de que não pode entrar sem autorização, e que infringir a lei pode significar a morte, Clary não hesita. Para piorar as coisas, Clary descobre que Jace não a quer lá e que Simon foi preso pelos Caçadores que, de resto, continuam bastante desconfiados do facto de um vampiro poder suportar a luz do dia.
Mas nem tudo é mau. À medida que descobre novidades acerca do passado da sua família, Clary encontra um aliado (Sebastian) no misterioso mundo das sombras. Conseguirão eles destruir os seus inimigos de sempre? Até onde está Jace disposto a arriscar? E Valentine, suportará abrir mão de todas as suas conquistas anteriores?

A MINHA OPINIÃO:

A Cidade de Vidro é o final ( ou não...) muito aguardado da trilogia Caçadores das Sombras! À semelhança dos anteriores, é um livro intenso e a velocidade da acção é alucinante! Uma montanha-russa de emoções, de revelações, de mistérios e de batalhas! Alicante, a Cidade de Vidro, é o cenário escolhido para guerra final. A belíssima cidade é a terra natal dos Caçadores das Sombras e, é para lá que Clary, a protagonista, parte em busca da cura do estranho estado comatoso da mãe, Jocelyn. A família Lightwood incluindo Jace, o seu membro adoptivo, também viaja para a magnífica cidade para a reunião da Clave. Os Caçadores das Sombras procuram fazer frente aos planos maléficos de Valentine. Porém, Valentine também tem os seus próprios trunfos. Afinal, ele é o pai de Clary e de Jace. Conhece os seus segredos e o poder do seu sangue. Mas será que ele os conhece realmente? Será a sua ambição tão grande que diminua a sua visão? Clary e Jace estão amadurecer e após, uma visita à casa onde ele passou a sua infância, descobrem um segredo que poderá destruí-los para sempre ou dar-lhes alguma esperança para o que aí vem. Jace e Clary são os irmãos que se amam e que lutam ferozmente contra esse sentimento incestuoso. Contudo, todos os seus esforços parecem ser em vão. Quanto mais se afastam, mais o destino os une! Novas personagens são introduzidas: a simpática Amatis, Aline e o contraditório Sebastian Verlac. Luke, Simon, Alec, Magnus Bane, Isabelle também estão de volta! Será a Aliança entre os vampiros, lobisomens, fadas,feiticeiros e os Caçadores das Sombras suficiente para derrotar o exército de Demónios de Valentine? Que sangue contêm Clary e Jace? O Sangue do Anjo ou o do Demónio? Mais um livro vibrante que não deixa o leitor indiferente! Mais uma vez, admiro a vasta imaginação de Cassandra Clare e a sua capacidade de conjugar vários mundos e torná-los simples e numa leitura apetecível sem cair na banalidade!

5/7- MUITO BOM

domingo, 19 de setembro de 2010

O Doente Inglês de Michael Ondaatje


Nos derradeiros meses da Segunda Guerra Mundial, reúnem-se numa villa italiana quatro pessoas: uma jovem enfermeira alquebrada que concentra todas suas energias no seu último doente moribundo, em quem adivinhou um mistério " que ele queria aprender, de queria embeber-se, onde queria refugiar-se"...o doente:um inglês desconhecido, sobrevivente de um desastre de avião, cujo espírito navega à deriva numa vida inteira de segredos e paixões... um ladrão "cujos talentos" transformaram num herói de guerra, e numa das sua vítimas... um soldado indiano do exército britânico, perito na neutralização de bombas, a qum três anos de guerra ensinaram que a " única coisa segura é ele próprio"


A MINHA OPINIÃO:


Este livro esteve muito tempo na minha mesa de cabeceira. Tive alguns problemas na sua leitura, o que adiou em muito a publicação da sua crítica. Existem livros que são feitos para serem devorados e outros, para serem saboreados. O Doente Inglês pertence ao último grupo. Demorei mais do que o costume a lê-lo porque é um livro denso e trágico. Porém, trágico não é sinónimo de má qualidade. Pelo contrário, a tristeza pode ser bela, muito bela. Na villa de San Girolamo, vivem quatro pessoas. Quatro vidas que foram trepassadas pela guerra. Hana, Kip, Caravaggio e o misterioso doente inglês partilham a casa que tal como eles, sofreu com o impacto das bombas. Hana é uma enfermeira que cuida de um "possível inglês", cujo corpo foi quase totalmente devorado pelo fogo. A sua devoção a este paciente é muito maior do que a habitual relação enfermeira-doente. Ela idolatra-o. Admira-o pela sua imensa cultura que, ele insiste em partilhar com os restantes moradores da villa. Hana cuida das suas feridas, bebe um pouco do seu saber e lê-lhe livros da biblioteca da casa que apodrece devido à intempérie. O inglês, que mais tarde, descobri se chamar Almásy, vê em Hana, uma ouvinte e a sua ligação ao exterior já que, ele é incapaz de se movimentar. Para Almásy o que resta da sua vida, é a memória de um grande e proibido amor, Katherine e o deserto catografado pelo grego Heródoto. Caravaggio é uma espécie de tio para a Hana. Mutilado pela guerra, física e psicologicamente, ele busca redenção e o que sobra da sua humanidade. Kip, perito em minas, desenvolve uma relação sensual e erótica com Hana. Para ambos, esta pode significar segurança e realidade no meio da irrealidade brutal da guerra. Com histórias dentro da história, este é um livro de amor, sensualidade, sofrimento, guerra, fome e transformação. Sinplesmente magnífico! Para mim, a sua leitura não foi fácil. Mas, ainda bem que a persistência venceu, senão tinha perdido uma grande obra-prima. Se as primeiras páginas foram complicadas, as seguintes tornaram-se indispensáveis! Dos melhores livros que já li! E mais um para valorizar a minha resolução de não abandonar um livro a meio! Nunca se sabe o que está para vir!


7/7-OBRA-PRIMA


O FILME:


The English Patient, é um filme galadoardo com nove Óscares da Academia incluindo, o de Melhor Filme. Realizado pelo genial Anthony Minghella e com interpretações poderosas de Ralph Fiennes, Juliette Binoche, Willem Dafoe e do restante elenco, é um filme sublime. Um clássico que todos deveriam ver!