segunda-feira, 23 de maio de 2011

Miguel Almeida- autor português- divulgação

> SOBRE O AUTOR <
Miguel Almeida. Licenciado em Filosofia e Mestre em Filosofia da Natureza e do Ambiente pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Os seus trabalhos de investigação centram-se na área da filosofia das ciências, nomeadamente na aplicação das ciências às questões do ambiente e da ecologia planetários. Desenvolve actividade docente nas áreas da filosofia e da psicologia
 SOBRE ESTA OBRA :
As ameaças ambientais e ecológicas de carácter global têm de ser combatidas com medidas urgentes, concertadas e corajosas, já que afectam o funcio¬namento do ecossistema planetário, pondo assim em causa a própria sobrevivência da civili¬zação.
Esta obra diagnostica e denuncia, com rigor, propõe tarefas e abre janelas de esperança, com realismo, devendo então ser encarada como uma valiosa ferramenta de apoio à tomada de consciência, à identificação das causas do descalabro a que todos assistimos e à reflexão em torno das soluções.


SINOPSE DA OBRA:

A ideia central que percorre toda esta obra é a de que algures ― talvez na mente de cada um de nós, fruto das leituras que fazemos e guardamos para sempre ― existe um templo, O Templo da Glória Literária. O critério que presidiu à escolha dos poetas que são convocados, como fonte de inspiração, é o da fama e da glória literária, na expressão máxima da sua actualidade e perenidade, da sua eternidade e imortalidade. Homero, Píndaro, Virgílio, Ovídio, entre outros grandes nomes da poesia da Grécia e da Roma Antigas, mas também Dante, Petrarca, Camões, Cervantes, Shakespeare, Goethe, Byron, Baudelaire, Rimbaud, Yeats, Pessoa, Eliot, Lorca, Brecht, Neruda, Sophia, O’Neill, entre muitos outros dos maiores vultos da poesia de todos os tempos.

 

“Ele tomou Viagra, Ela chamou a polícia” é uma espécie de tragicomédia dos nossos tempos, com humor cáustico e negro qb, que não deixa, todavia, de nos interpelar em relação à nossa condição natural e existencial. O que é a vida humana? Depois de ter passado o primeiro terço, passar a vida a recordar? A idade, sobretudo se já se tem uma idade avançada, é má e ingrata. Mas porquê? E como é que podemos gerir o conflito entre a vivacidade da memória e das suas boas recordações num corpo já gasto e cansado, onde de mais a mais pode ainda co-existir com uma vontade em desacerto, que deseja muito para além daquilo que se consegue realizar?

“Ele tomou Viagra, Ela chamou a polícia”, de Miguel Almeida, um dos quatro textos que compõem a obra Já não se fazem Homens como antigamente, a publicar em Novembro, com a chancela da Esfera do Caos.


Numa frase célebre, o poeta russo Osip Mandelstam disse que “na poesia é sempre de guerra que se trata”.
Num registo diferente, Carl Von Clausewitz diz-nos que “a paz é a continuação da guerra por outras formas”. E esse também se pode dizer que é o ponto de vista assumido em Ser Como Tu, o novo livro de poesia do escritor e nosso colega Miguel Almeida, que irá estar disponível nas livrarias de todo o país, já a partir do próximo mês Abril.
Em guerra incessante consigo próprio, o Eu que está por detrás dos poemas de Miguel Almeida mostra-nos que as piores guerras, as mais constantes e perigosas, não são as que travamos com os outros, mas as que travamos connosco próprios e com as nossas circunstâncias. Mas estas também são as guerras que nos trazem as conquistas mais importantes e decisivas.
Os poemas de Miguel Almeida transportam-nos por anseios e receios, por opções, feitas ou que ficam por fazer, que valem como outras tantas viagens de um Eu, numa busca constante de sentido para si próprio e para o Mundo.


SINOPSE DA OBRA

A moralidade e a sexualidade, a realidade e a ficção, a descrição e a reflexão, exploradas em cada personagem, em cada atmosfera, em cada situação, em viagens sensuais que procuram alcançar o centro da comédia humana e o sentido existencial do Homem no mundo.

Diz-se que “em Portugal escrevemos pouco sobre sexo e nem sempre sai grande coisa”. E acrescenta-se: “Não é fácil encontrar na literatura portuguesa bons nacos de prosa ou passagens poéticas com conteúdo sexual, talvez porque as palavras do nosso português não ajudam”. Pois bem, este livro dá uma resposta estrondosa a estas lamentações. É um exemplo luminoso de boa literatura com conteúdo sexual e erótico ― usando a nossa língua: aquela que nos ensinaram na escola primária! Se os brasileiros conseguem, há portugueses que também lá chegam…

 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O Toque de Midas de Colleen McCullough


“No centro do romance está Alexander Kinross, lembrado na sua Escócia natal como um pobre jovem aprendiz de caldeireiro. Mas quando, anos mais tarde, escreve da Austrália a avisar que a noiva pode ir ter com ele, os seus parentes rapidamente se apercebem que fez fortuna com o ouro.
Chegada a Sidney depois de uma difícil viagem, Elizabeth Drummond, de 16 anos, encontra-se com o seu futuro marido e descobre, para sua infelicidade, que ele a assusta e repugna. Sem outra hipótese, casa com ele e fica relegada numa quinta algures no imenso campo australiano. Nem sequer faz ideia que ele mantém uma amante, a sensual e extrovertida Ruby Costevan.
Cativado pelas diferentes personalidades da esposa e da amante, Alexander decide manter ambas as mulheres. Elizabeth dá-lhe duas filhas. Movido pelo desejo de ter um varão, Alexander vira-se para o filho de Ruby, como possível herdeiro do seu império.
Desde "Pássaros Feridos" que Colleen McCullough não escrevia um romance tão atraente acerca de uma família e sobre a experiência Australiana como agora com "O Toque de Midas". “

A MINHA OPINIÃO:

O Toque de Midas é uma história deslumbrante! É inegável, o brilho das personagens de Colleen McCullough! Mesmo quando não concordamos com as suas acções e atitudes, continuamos a amá-las e a segui-las! Os seus desvios morais, as suas negações, os seus fracassos e vitórias só nos cativam mais. Apesar de a história se passar maioritariamente na Austrália, este livro é muito cosmopolita. Tal como Alexandre Magno, o seu homónimo, o protagonista vive em constante mudança. Esse legado estende-se a Lee, filho de Ruby, amante de Alexander. A Escócia, os Estados Unidos, o Médio Oriente, a Inglaterra, a Itália e, finalmente, a Austrália são todos tocados pelo toque de midas de Alexander Kinross. Filho rejeitado, ele conquistará o mundo com o seu inexplicável "faro" para os negócios Revolucionário e audaz, Alexander é um personagem gigante! Mesmo quando os seus comportamentos são dúbios e questionáveis, ele exerce uma atracção magnética tal que é inadmissível largar o livro! E se o colocamos de lado, estamos sempre a pensar nele, ansiando pelo momento em que, de novo, nos maravilharemos com ele. Alexander foi das personagens mais ricas que encontrei. Se, por um lado, há o seu lado empresarial, vitorioso e efervescente, por outro, há o seu lado familiar, sofrível e difícil. Alexander tudo controla menos o seu casamento com bela e jovem Elizabeth. Ele planeia o matrimónio e dá-lhe tudo o que uma jovem gostaria de ter: jóias, vestidos e, até uma oportunidade para fugir ao pai dominador e irrascível. Contudo, ela não o ama. Com  a  convicção de que todo o seu poder é encanto infalível, Alexander não acredita que é necessário fazer mais e, cai no erro de não cortejar e conhecer Elizabeth. No entanto, ele ama-a e ama também Ruby, mulher voluptuosa, carismática e bela todavia, totalmente diferente da esposa. E é aqui que McCullough é sublime, no choque de personalidades! À semelhança de Pássaros Feridos, todas as personagens são fabulosamente construídas... quase lhes sentimos a alma. Ralph e Meggie eram fantásticos mas, o trio: Alexander, Elizabeth e Ruby são igualmente fascinantes. A eles, juntam-se a inteligentíssima Nell e a lindíssima Anna, filhas de Alexander e Elizabeth e Lee, filho de Ruby. Embora desejasse um filho varão, Alexander é surpreendido pela garra e carisma de Nell, tão parecida com ele. Lutadora, ela vingará num século em que as mulheres não tinham sequer direito a votar! Anna coloca seus pais numa situação inesperada, muito interessante e dramática... Não vou entrar em muitos pormenores, senão spoilarei muito. O que posso dizer é que a escritora consegue dar novos mundos ao mundo d' O Toque de Midas, novas tonalidades que só nos agarram mais! O livro é também muito cultural e, isto, deve-se não só ao viajado Alexander mas também à miscelânea de culturas e religiões. Chineses, australianos, escoceses, norte-americanos e alemães todos habitam a cidade de Kinross. McCullough também introduz a política e os ideais em revolução do século XIX de uma forma clara e simples, sem ser maçadora. É uma enorme história com amor, infidelidade, labuta, carácter, amizade e mudança. É tão gigantesca que é impossível definir com tão poucas palavras. Também não é mensurável o prazer que me deu ler este livro. Depois de Pássaros Feridos e desta obra, posso afirmar com toda a convicção que esta autora tem o toque de midas. Ambos os livros são ouro precioso e tesouros na minha estante! A sede é tanta que busco por novas preciosidades: livros mágicos que me apaixonem e desenganem mais uma vez. A saga sobre Roma dela está nas minhas prioridades. Agora que a Difel entrou em insolvência vai ser mais complicado coleccioná-la mas, tal como Alexander não desistirei.:p

7/7- OBRA-PRIMA

PS: Obrigada mãe e pai! Amo-vos!:D

terça-feira, 10 de maio de 2011

A Casa da Rua da Esperança de Danielle Steel

Em dezoito anos de casamento, Liz e Jack construíram uma família, uma firma de advocacia cheia de sucesso e um lar feliz, na Rua da Esperança. Depois, num instante, tudo se desmorona. Para Jack, um recado de cinco minutos termina numa tragédia e, de repente, Liz está sozinha e a braços com uma perda insuportável. Como poderá continuar sem o seu marido, o seu parceiro, o seu melhor amigo?
Como pode fazer o luto da sua perda quando tem de consolar cinco crianças devastadas, incluindo uma com necessidades especiais? Impulsionada pelo amor dos filhos, Liz encontra a força necessária para regressar ao trabalho. Um a um, os feriados vêm e vão, até que um grave acidente lhe envia o filho mais velho para o hospital – e lhe traz o Dr. Bill Webster.
A Casa da Rua da Esperança é uma história sobre o aprender a viver de novo, depois de se pensar que a vida acabou. É sobre o prazer dos pequenos milagres e a fé nos grandes. É um livro de esperança.

A MINHA OPINIÃO:

A Casa da Rua da Esperança é o primeiro livro que leio de Danielle Steel. Depois de ouvir e ler tantos elogios,  peguei nesta obra com um ânimo incomum. Infelizmente, este não foi totalmente correspondido. Tinha tudo para ser uma leitura profícua: é rico em emoções, amor e aborda temas como o luto e uma nova paixão após uma tragédia. Todavia, não o adorei. Gostei, apenas. À laia de desculpa, a verdade é que li este livro ao mesmo tempo que outro, O Toque de Midas de Colleen McCullough, e ao contrário de A Casa na Rua da Esperança, as personagens "puxavam-me" para dentro dele. Neste livro, Liz é a dominante. É uma mãe de cinco filhos que tenta manter a família unida após a morte repentina e terrível do marido. Corajosa e carismática, ela  mantém o seu trabalho e a fé nos seus filhos. Liz está bem construída e foi a única personagem que me agarrou verdadeiramente. Aos outros faltaram-lhe alma e essência. Algo que me sugasse para dentro do livro e não me deixasse sair. A escrita de Steel é simples e, sem ser deslumbrante consegue não aborrecer ou fatigar. É um livro que ajudou a compor uma tarde de calor e, que me entreteve mas, repito não me fascinou.

4/7- BOM

PS: Obrigada Segredo dos Livros!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Prendinhas :)...


Caros leitores, é com desalento que vos informo que estou um ano mais velha!:P Ganhei mais umas rugas.:p Apaixonei-me e desapaixonei-me. Perdi amizades que talvez não fossem verdadeiras porque a cegueira é, às vezes, tanta  que não nos deixa ver :(. Fortaleci outras, essas sim, duradouras e leais :)! Mudei de cidade e aprendi a andar com a mala às costas. Aprendi a gostar mais da palavra LAR! Conheci o sabor da saudade e a felicidade de um abraço apertado!  Cresci... Agora, tenho 23 anos e a vida ensinou-me a valorizar as pequenas coisas e os pequenos momentos porque parecendo, insignificantes, eles constroem grandes coisas e grandes momentos. É incrível pensar no que 365 dias podem significar Apesar de tudo, não tenho de medo de envelhecer ( apesar da palavra desalento :p), tenho medo de não viver!


Este ano, recebi mais alguns livrinhos que me vão ajudar a crescer...:). Já algum tempo que não comprava livros e fiquei felicíssima quando estes chegaram:

Amores Negados de Angela Becerra
Rosas de Leila Meacham- Este é um intruso nesta lista porque foi prenda de Natal.
Sebastian de Anne Bishop
A Árvore dos Segredos de Santa Montefiore
O Highlander Negro de Karen Marie Monning
A Tormenta das Espadas e A Glória dos Traidores de George R. R. Martin
O Segredo da Casa de Riverton de Kate Morton
Eterna Paixão de Gwen Cready

Já leram algum? Contem-me!:D

Beijocas e Carpe Diem!

Jojo

Almas Gêmeas de Alan e Irene Brogan


"Alan e Irene conheceram-se num orfanato, nos anos 50. Ele tinha sete anos, ela tinha nove. Eram ambos sensíveis e solitários. Naquele meio hostil, tornaram-se inseparáveis. Mas a proximidade entre meninos e meninas não era bem vista e, embora se desdobrassem em cuidados e peripécias, o inevitável aconteceu: a inocente amizade foi descoberta. Alan foi levado para outro orfanato sem ter, sequer, direito a um adeus.
Os anos passaram mas o laço entre eles nunca foi quebrado. Nas suas vidas - frequentemente difíceis, sempre solitárias - sabiam faltar algo. Sem saberem, frequentaram durante anos as mesmas lojas, o mesmo bairro… Até que, um dia, quarenta anos depois, Irene e Alan cruzaram-se casualmente na rua. Ambos souberam de imediato que nada nem ninguém voltaria a separá-los.
Relato doloroso de abandono, crueldade e sobrevivência, Almas Gémeas é, acima de tudo, uma história espantosa que confirma uma verdade fundamental: o amor consegue vencer todos os obstáculos."
A MINHA OPINIÃO:

Almas Gémeas é um livro que se lê num ápice! Não é, claramente, uma obra-prima mas, há algo que nos comove nesta história verídica de Alan e Irene. São duas crianças que perdem a mãe e que são despojadas de tudo e institucionalizados. Sem afecto e carinho, Alan e Irene criam uma amizade profunda e inocente. Em Rennie Road, um lar, os dois são felizes, mesmo estando longe das respectivas famílias. Alan promete a Irene que, um dia, casarão e serão felizes. No meio do infortúnio, encontraram a sua alma gémea. Contudo, esta relação é desfeita quando ele é transferido. Sem nunca desistir, tentam durante 40 anos, o reencontro. Este livro é contado a duas mãos: ambos sofreram, regozijaram e lutaram até ao momento em que se apaixonaram de novo, muitos anos depois. É um testemunho emocionante e cheio de obstáculos como a crueldade das pessoas, a miséria e os maus-tratos. Li-o, revirando página após página, encantada pela sinceridade do relato, sem rodeios e eufemismos. Atónita, vi Alan e Irene sobreviverem à penúria, à fome, ao pós-guerra e sobretudo, à brutalidade do mundo. É mais tocante ainda porque é realidade! Como é possível? Tantos anos depois, o feliz encontro! Obviamente, não é brilhante e tem falhas como ser centrado em duas figuras apenas, tornando-o um bocadinho monótono. Porém, é compreensível. Não se trata de romance, é sim, a vida de duas pessoas que se amam e percorreram um longo caminho até atingir a felicidade. Reprováveis são alguns erros ortográficos como presumir sem a letra E e outros semelhantes. Chamo assim à atenção para uma eventual revisão!
4/7- BOM
PS: Obrigada Mãe! Adoro-te!

domingo, 24 de abril de 2011

O Prazer da Noite de Sherrilyn Kenyon



"Querida leitora,

Alguma vez quis saber como era ser imortal? Viajar pela noite caçando os vampiros que perseguem os humanos? Ter riqueza e força ilimitadas? Essa é a minha vida e é escura e perigosa. Sou herói de milhares, mas ninguém me conhece. E adoro todos os minutos. Pelo menos era o que eu pensava até que, certa noite, acordei algemado ao meu pior pesadelo: uma mulher conservadora, de camisa apertada de cima a baixo. Ou, no caso de Amanda, abotoada até ao queixo. É inteligente, sensual, espirituosa e não
quer ter nada a ver com o paranormal, por outras palavras, comigo.
A minha atracção por Amanda Devereaux vai contra tudo aquilo que represento. Já para não dizer que, da última vez que me apaixonei, isso me custou não só a minha vida humana como a minha alma. Ainda assim, sempre que olho para ela, dou por mim a desejar tentar de novo. A desejar acreditar que o amor e a lealdade existem. Ainda mais perturbador, dou por mim a perguntar se haverá alguma forma de uma mulher como Amanda amar um homem cujas cicatrizes da guerra são profundas, e cujo coração foi ferido por uma traição tão selvagem que não sei se voltará a bater de novo."

Kyrian da Trácia



A MINHA OPINIÃO:



Prazer da Noite foi um livro que chegou na altura certa. A minha demanda por uma leitura feliz, com um toque de erotismo ( só um bocadinho, não é precisar exagerar!) e romance foi frutífera. O segundo volume da saga dos Predadores da Noite revelou-se ser aquilo que procurava. O seu timing foi perfeito! Kenyon tem um talento especial para conjugar mitologia grega, seres imortais e demónios. Comparando este volume com o primeiro da saga, Prazer da Noite é mais vivaz e frenético. É também neste livro que Sherrilyn Keynon brilha porque é original e até astuta na sua abordagem ao paranormal. Os seus "vampiros" são distintos e aos deuses é-lhes dado virtudes e defeitos humanos. A soma de todos estes componentes é igual a um autêntico vendaval de acção sobrenatural! Os acontecimentos sucedem-se a um ritmo vertiginoso tornando este livro num verdadeiro page-turner! Kyrian é o novo protagonista. É grego e amigo do antigo personagem principal. Soldado vitorioso, Kyrian ganhou a sua imortalidade da deusa Artémis em troca de um pequeno grande favor. Agora, ele patrulha a noite caçando daemons, aqueles que sugam a alma dos humanos para subsistir. Solitário, ele nunca esperaria cruzar-se com Amanda, a rapariga regular de uma família de feiticeiras, caçadoras e mestres de vodu. A família dela é absolutamente hilariante e totalmente maluca!:D Kyrian e Amanda têm química e espalham sensualidade! Ele é a personificação do paranormal e ela é, ou pelo menos tenta ser o normal em duas pernas! Lá diz o ditado: os opostos atraem-se! E de que maneira!Todavia, Kyrian ainda tem marcas deixadas pelo passado longínquo e que ressurgirão no exacto momento em que ele mais precisa da sua força! Uma leitura aventureira, deliciosa e refrescante! Mesmo o que eu estava a precisar! Venha o próximo da saga!


4.5/7- BOM **


PS: Obrigada Cátia pelo empréstimo! Bjinhos amiga!:)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Tabu de Jess Michaels


Cassandra Willows fez nome como uma das mais procuradas costureiras de Londres e como criadora de «brinquedos» íntimos muito apreciados nos quartos das damas e dos cavalheiros da elite. Mas o seu êxito não pode aliviar a culpa e a dor devido a uma traição devastadora.

Nathan Manning, conde de Blackhearth, nunca irá perdoar à bela Cassandra tê-lo abandonado sem uma palavra no dia em que iam fugir. Agora está de volta a Londres e desejoso de vingança. Munido de memórias escandalosas e provocantes, o belo e vingativo conde chantageia a sua ex-amante, forçando-a a um romance ilícito... e reacende o fogo ardente que antes consumira ambos.
Mas ao perderem-se no êxtase erótico renascido, Nathan e Cassandra estão a tentar a sorte - ficando vulneráveis a um passado que ainda ameaça destruir as suas vidas e a sua paixão; à mercê de segredos sombrios e tácitos que são chocantemente, perigosamente… tabu.


A MINHA OPINIÃO:


Tabu foi uma leitura atribulada. Definitivamente, o género literário onde este livro se insere, "romance sensual" (segundo a capa) não é para mim. A história até não é má: um amor proibido entre um conde e uma modesta costureira, uma aparente traição dela, uma vingança dele e uma paixão renascida compõem a narrativa. Contudo, o livro peca pelo parco desenvolvimento dos protagonistas. Acho que tudo se tornaria mais interessante se o livro tivesse mais 100 páginas recheadas de diálogo, de descrição, peripécias ou alguma coisa que ajudasse na construção das personagens. Assim, Nathan e Cassandra não me cativaram muito. Ele demonstrou ser demasiado possessivo e ela demasiado submissa e sem capacidade de ripostar. A forte carga erótica do livro também não me agradou. Em tão poucas páginas, havia mais sexo que história. Gosto de ler romances com o toque de erotismo mas, este excedeu-se. Além de que, para mim, apresenta uma relação abusiva que me faz, sinceramente, confusão. Por outras palavras, este tipo de livros não dizem nada. Lêem-se... contudo, admito que possa atrair outras leitoras. Todavia, tenho de dar algum mérito à capa que está belíssima.


2/7-MAU

domingo, 17 de abril de 2011

A Pousada no fim do rio de Nora Roberts


Olivia MacBride e os seus pais eram a típica família de sonho de Hollywood, não lhes faltando fama, fortuna e amor. Até à noite em que Olivia, de quatro anos, acorda e encontra a mãe brutalmente assassinada aos pés do pai. Nesse momento, a vida de Olivia mudará para sempre. Acolhida pelos avós num recanto resguardado pela Natureza, Olivia aprende a enterrar bem fundo o passado. Determinada a proteger-se de memórias dolorosas, cresce limitando a sua vida às florestas verdejantes e à Pousada do Fim do Rio. Mas quando aparece Noah Brady, a jovem terá de se esforçar muito para resistir à atracção que sente por ele. Infelizmente, o futuro é caprichoso e Noah trai a confiança de Olivia. Apesar de ele nunca desistir de a ajudar a lidar com os traumas do passado, poderá a jovem voltar a confiar em Noah? Mais: o pai de Olivia é liberto da prisão e parece que há segredos terríveis a descobrir sobre aquela fatídica noite.


A MINHA OPINIÃO:


A Pousada no fim do rio é mais um livro de Nora Roberts. Mais um, porque não encontrei muitas diferenças relativamente a outros que já li. Não estava com intenções de voltar a ler os seus livros tão cedo porém, apeteceu-me uma leitura leve com finais felizes e, assim, regressei a Nora Roberts. Deste reencontro concluí que, tão cedo, não lerei as suas obras pois começo a ficar enfastiada da sua fórmula literária. Este seria um bom livro para se iniciar em Roberts tem: drama, acção, redenção e claro, o amor. Contudo, depois de ler o Jogo de Mãos e o Recife esta leitura soou-me um pouco igual. Não posso dizer que esta prima pela originalidade todavia, ainda assim li com voracidade. Desta vez, a protagonista é Olívia, marcada pelo homicídio da mãe, estrela de Hollywood, pelo pai. A sua cara-metade é Noah, filho do polícia que encontrou Olivia naquela fatídica noite. O casal principal e a sua relação é minimamente cativante o que permitiu que gostasse da leitura. Mas, a surpresa reside no facto de este ser um livro mais duro e cruel e no assassino. Desconfiava da sua identidade mas vê-la confirmada foi uma revelação e tanto! O final é feliz, claro, é da Nora, um bocadinho apressado na minha opinião. Todo aquele drama e imediatamente a seguir, felicidade! Mesmo assim, no geral, não desgostei do livro. Queria um livro para descontrair com um final feliz. Encontrei-o!


4/7- BOM

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón


Numa manhã de 1945 um rapaz é conduzido pelo pai a um lugar misterioso, oculto no coração da cidade velha: o Cemitério dos Livros Esquecidos. Aí, Daniel Sempere encontra um livro maldito que muda o rumo da sua vida e o arrasta para um labirinto de intrigas e segredos enterrados na alma obscura de Barcelona. Juntando as técnicas do relato de intriga e suspense, o romance histórico e a comédia de costumes, "A Sombra do Vento" é sobretudo uma trágica história de amor cujo o eco se projecta através do tempo. Com uma grande força narrativa, o autor entrelaça tramas e enigmas ao modo de bonecas russas num inesquecível relato sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros, numa intriga que se mantém até à última página.

A MINHA OPINIÃO:

A Sombra do Vento é uma obra singular! É contagiante, pautado por um ritmo sufocante e exsuda magia! É um tributo ao encanto das palavras e ao fascínio que livros podem exercer. Daniel Sampere é um rapaz que encontra no Cemitério dos Livros Esquecidos, um livro peculiar e raro. Chama-se A Sombra do Vento e o seu autor é Julián Carax. Um livro que é devorado em poucas horas pelo protagonista e, que irá levá-lo numa busca desenfreada por Julián Carax e pelas suas obras. Contudo, alguém está a destruir os livros de Carax e o próprio paradeiro do escritor revela-se incerto. Daniel embarca numa aventura para toda a vida e arrasta o leitor com ele... Eu só queria virar páginas e páginas e, tal como ele, queria saber onde estava Julián, o que é que o perseguia, onde pairava a sua sombra. Julián revelou-se ser das minhas personagens favoritas do livro. A sua história trágica contudo, tão bela cativou-me. Na sua missão, Daniel cruza-se com outros personagens como o bom louco Fermin Torres e a magnífica cidade de Barcelona. Fermin é uma figura e tanto! Parece viver na utopia porém, as suas acções são generosas para os seus. O seu coração esgrima tal espadachim por entre o facismo e a ditadura sorrindo na presença da verdade e da justiça. Fermin fez-me rir durante toda leitura com os seus modos de louco são! Záfon é magistral com as histórias do passado e do presente e os enredos apaixonam e maravilham! Assim como Daniel estava rendido a Carax, eu estava à mercê de Záfon e ansiava pelo desvendar do mistério e bebia cada palavra de paixão, de dor e de sangue que surgia. De facto, este livro é uma explosão fortíssima de emoções! Elas estão em cada momento e em cada trecho da escrita poética de Záfon. Falar sobre este livro é difícil porque foi tão soberbo e tão absorvente que me arrebatou por completo despojando-me de qualquer razão! Leiam-no!

7/7- OBRA PRIMA

domingo, 10 de abril de 2011

Nó de Amor de Elizabeth Chadwick


No verão de 1140, Oliver Pascal regressa de uma longa peregrinação para encontrar a Inglaterra devastada pela guerra civil. Entre os sobreviventes que encontra está um filho ilegítimo do rei e Catrin, a jovem aia do rapaz. Viúva, altiva e impetuosa, esta tem muito em comum com Oliver. E quando parece que o destino talvez os vá juntar, eis que ele é feito prisioneiro e Catrin descobre que o seu marido afinal não morreu em batalha. Mas será que ela quer voltar para ele? Um romance histórico apaixonante, onde Elizabeth Chadwick nos mostra que mesmo com os perigos de uma época violenta e as convulsões de uma guerra contínua, o amor pode nascer e sobreviver.


A MINHA OPINIÃO:


Nó de Amor é uma belíssima história! Alguns podem considerar este livro das piores obras de Chadwick porém, eu fiquei tão apaixonada pelas personagens, pela época medieval e pela riqueza histórica e quotidiana que adorei! Apesar de ter quase 500 páginas, devorei-o e seguia-me para todo o lado... O período conturbado da guerra civil em Inglaterra que opôs Matilde a Estevão é o cenário escolhido. Desconhecia esta parte esquecida da História de Inglaterra e foi um deleite aprender! A autora é brilhante nas suas descrições e senti-me teleportada para os castelos e para as ruas da Idade Média. A fome e a miséria de um país em guerra é tão chocante que quase parece irreal. Além disso, Elizabeth Chadwick conta a História através da história dos protagonistas. E nunca perdi o fio à meada! Oliver e Caitrin têm o coração destroçado: ambos já sofreram por amor. Tem um passado que os persegue e os atormenta e um luto constante que não querem largar com medo de que a memória daqueles que amaram se desvaneça. Contudo, a mulher altiva e o homem pétreo vão viver sentimentos que, outrora estavam mortos. É um amor lindo em tempo de armas, morte e penúria! Todavia, não é um cliché, é distinta e marcou-me precisamente por isso. Existem momentos que soam a cena memorável de filme! E como se a guerra não fosse impedimento suficiente, surge um fantasma do passado para os assombrar, homens desesperados e dispostos a tudo pelo poder e mercenários com tendências homicidas! Oliver é do casal, o meu favorito! É um homem de carácter e fiel às suas promessas. Caitrin, gostei bastante, algo incoerente porque, a princípio, não entendi o porquê de ela abandonar Oliver. Quando atingi o final do livro, compreendi melhor a sua decisão. Porém, é impossível não admirar Caitrin: a sua força face adversidade é enorme! A sua profissão também me despertou curiosidade e certos tratamentos medievais são, no mínimo, originais. Depois de As Filhas do Graal, Chadwick voltou a surpreender-me com este Nó de Amor que é historicamente opulento, que tem amor e guerra quanto baste e uma escrita fluida que só aumenta o encanto do livro.


5/7- MUITO BOM

Cãoversa de Sophie Collins


Descubra a linguagem secreta do seu cão Será aquele sorriso um sinal de contentamento ou de nervosismo? Boceja porque está cansada ou enervada? Tem as orelhas viradas para trás porque está alegre ou na defensiva? As orelhas, olhos, cabeça, boca e dentes, costas, pernas e cauda do seu cão trabalham em simultâneo para permitir que ele comunique os seus sentimentos e necessidades. Então, porque será que por vezes é tão difícil perceber o que se passa com o seu amigo de quatro patas? Este precioso guia explica o alfabeto da linguagem corporal canina, letra por letra, e permite perceber de que forma os cães comunicam através de um útil vocabulário, que revela como as diferentes partes do corpo do seu animal se coordenam com uma finalidade comum. Este prático guia recorre a imagens e exemplos para "traduzir" cada passo dessa linguagem, propiciando uma compreensão mais ampla do comportamento dos cães. Um manual de “caninês” que poderá ajudar os seres humanos a compreenderem a essência daquilo que os seus amigos de quatro patas lhes tentam comunicar, revelando como as diversas partes do seu animal se coordenam com uma finalidade comum: comunicar consigo.



A MINHA OPINIÃO:


Cãoversa é um livrinho que nos ajuda a conhecer melhor os nossos amigos de quatro patas. É uma espécie de enciclopédia que decifra a linguagem dos cães mas, sem aquele aspecto horrível de lista telefónica. Pelo contrário, cada página é uma delícia para quem gosta de cães: cheia de imagens dos nossos animais favoritos. O comportamento deles é facilmente descortinado. E com quatro cães em casa, dá jeito! Perdão, três cães e uma cadela! Senão, a minha cadela ainda me lança um daqueles olhares "líquidos", horrorizada por a ter colocado no mesmo rol que os "homenzinhos"!:P Em suma, este é livro muito fácil de ler, muito visual e que já me pôs a ver os meus amigos com outros olhos.


3**/7-RAZOÁVEL


PS: Obrigada Segredo Dos Livros!


terça-feira, 29 de março de 2011

Arcanum de Thomas Wheeler


Uma história de anjos a pensar nos leitores de romance paranormal. Na derradeira batalha entre o céu e a terra, só um anjo poderá fazer a diferença. Estamos em 1919 e a Grande Guerra chegou ao fim. Mas nas sombras da civilização as mortes apenas acabam de começar. Nestes tempos perigosos em que a linha entre ordem e caos ameaça extinguir-se, um grupo de visionários jura proteger a humanidade. São conhecidos como Arcanum. Quando Konstantin Duvall, o fundador do Clube, morre de forma suspeita em Londres, cabe ao mais antigo membro, o famoso escritor Sir Arthur Conan Doyle, investigar o caso. Pois da biblioteca secreta do morto desapareceu o artefacto mais poderoso do mundo: o Livro de Enoque. Este é um crime que ameaça ser muito mais do que uma guerra entre seitas ou nações, mas sim a derradeira batalha entre o Céu e o Inferno. Arcanum é um thriller brilhante e original sobre o religioso e o sobrenatural. Repleto de drama, suspense e algumas das personagens mais marcantes da história, como o mágico Houdini, o estranho escritor H. P. Lovecraft e o engenhoso Sir Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes.


A MINHA OPINIÃO:


Arcanum é um livro que devia ser multado por excesso de velocidade! A adrenalina e a acção são constantes e o ritmo imposto por Thomas Wheeler é frenético, palpitante e que não oferece escapatória... O problema é que, com tanta rapidez de acontecimentos, há alguns factos que parecem cair do céu, especialmente para mim, que não sou propriamente uma perita na época. Ainda assim, é uma leitura ávida que entretém pela sua originalidade quase cinematográfica. De facto, este livro tem uma qualidade hollywoodiana. Daria um excelente filme pelo seu suspense, mistério e sobrenatural! Arcanum também ganha por ter personagens célebres e carismáticas como Arthur Conan Doyle ( sim, o criador de Sherlock Holmes), o grande Houdini e o enigmático H.P Lovecraft. Tanta celebridade junta é um atractivo e dá azo a algumas cenas caricatas e por vezes, cómicas. Dos três, o estranho e ocultista Lovecraft foi o que mais impressionou. Nota-se como ele, ao início, amendrontado e receoso, cresce ao longo da história. É da minhas personagens favoritas secundado pelo fantástico Houdini. A sua desenvoltura e o seu ego demasiado grande não apagam o seu coração mole. Primeiro, age como quem não se importa mas, no fundo a preocupação está lá.Anjos, voodu, demónios, um livro perdido, homicídios fazem deste livro, uma boa leitura. Não é brilhante devido às ligações entre descobertas serem pouco fundamentadas, ou seja, parece que caem do céu. No entanto, não deixa de ser um belo exemplar de personagens famosas, ficção, fantasia e acção sobrenatural.


4*/7-BOM*


PS:Obrigada Segredo dos Livros!

domingo, 27 de março de 2011

A Filha da Profecia de Juliet Marillier


"No seguimento de A Filha da Floresta e O Filho das Sombras, Juliet Marillier apresenta-nos agora A Filha da Profecia, assombrosa conclusão da trilogia Sevenwaters. Uma história de lealdade e amor carregada de elementos mágicos, que recorda o passado Celta da Irlanda. Fainne foi ciada numa enseada isolada na costa de Kerry, com uma infância dominada pela solidão. Mas o pai, filho exilado de Sevenwaters, ensina-lhe tudo o que sabe sobre artes mágicas. Esta existência pacífica será ameaçada em breve, e a vida de Fainne jamais será a mesma. Quando a avó, a temida feiticeira Lady Oonagh, se impõe na sua vida. Com a perversidade que a caracteriza, a feiticeira conta a Fainne que tem um legado terrível: o sangue de uma linhagem maldita de feiticeiros foras-da-lei, incutindo nela um sentimento de ódio profundo e, ao mesmo tempo, a execução de uma tarefa que deixa a jovem aterrorizada. Enviada para Sevenwaters com o objectivo de destruí-la, vai usar todos os seus poderes mágicos para impedir o cumprimento de uma profecia. A trilogia que apresentamos traz-nos toda a riqueza da mitologia celta e o fascínio dos contos de fadas que vivem no nosso imaginário, transportando-nos para um mundo de aventuras e misticimo."


A MINHA OPINIÃO:


A Filha da Profecia é um livro que só engrandece esta trilogia soberba! Desta vez, Fainne, a protagonista nasceu muito longe de Sevenwaters, em Kerry. É também muito distinta das personagens principais dos volumes anteriores, Sorcha e Liadan. Em Fainne, encontrei sempre um lado obscuro que a perseguia e a leitura tornou-se ainda mais apelativa, se é que isto é possível. Pelo título do livro em português, deduz-se, logo, que ela será uma peça fundamental na concretização da trilogia. O título original, Child of Prophecy, não spoila tanto. Apesar disso, foi com entusiasmo que prossegui e, mais uma vez, o fascínio foi inevitável. Há algo em Juliet Marillier que nos agarra. Será a sua narrativa belíssima e credível? Ou será a sua capacidade sublime de unificar a fantasia com a emoção? Não sei bem... A única certeza que tenho é: os seus livros e, este não excepção, são portas abertas para uma completa alienação. Esqueci-me do mundo lá fora sempre que abria o livro! Parecia que o mundo real era aquele em que viviam: Fainne, Darragh, Ciarán, Finbar, Liadan e Jonhny. Sorri, sofri com elas e torci para que o futuro lhes fosse favorável. Ciarán é das minhas personagens favoritas de toda saga! O pai de Fainne é um feiticeiro ou um druida que perdeu o rumo mas, sobretudo é um homem que amou mais do que a própria vida, desafiando as leis terrenas e os laços de sangue. Fainne é a menina dos seus olhos, relembra-lhe a mulher que amou e, é a sua esperança e o seu único conforto na escuridão. Além de Ciarán, Finbar é daqueles personagens que não se esquece facilmente. Conheci-o na sua juventude e segui-o ao longo dos livros, sentindo com ele, o peso da sua maldição!Contudo, todos os intervenientes são-me queridos e, agora ao fechar o último livro da trilogia, fui surpreendida pela nostalgia. Desde a história de Sorcha, passando pela de Liadan até a de Fainne, todas me tocaram. Porém, este livro é o meu favorito! Porque o final não podia ser mais perfeito e mais bem feito! O confronto final, a guerra para recuperar as Ilhas, é apoteótico que susti a respiração e o amor de Darragh por Fainne é tão puro que a insistência dele em a proteger de si própria é enternecedora. Nesta história, há também uma mensagem nas entrelinhas: a preservação do mundo em que vivemos! Pois, sem ele não há beleza apenas solidão!


7/7- OBRA-PRIMA

sexta-feira, 25 de março de 2011

Meme literário...



Finalmente, tive tempo para aceitar o repto da Patrícia, Clapotis, a minha biblioteca, Lars e da Ana( se me esqueci de alguém digam!). Aqui vão as respostas.

1- Não tenho por hábito reler livros inteiros.Às vezes, releio algumas partes. Abro o livro ao acaso e leio de novo. Já fiz isto com A Expiação de Ian McEwan, a trilogia Senhor dos Anéis de Tolkien, Os Maias de Eça de Queirós e muitos outros da estante.

2- Esta é difícil! Escolheria O Monte dos Vendavais de Emily Brontë, Pássaros Feridos de Colleen McCullough ou Fernão Capelo Gaivota de Richard Bach.

3- Além dos acima mencionados, Jane Eyre de Charlotte Brontë, As Crónicas do Gelo e Fogo de George R.R Martin, A Queda de Albert Camus e Cold Mountain de Charles Frazier...

Como já postei tarde, quase todos os blogs já responderam ao meme. Assim, dirigo-o para aqueles que ainda não fizeram.

PS: Este post fi re-editado porque me esqueci de mencionar o Lars( desculpa!).

quinta-feira, 17 de março de 2011

O Filho das Sombras de Juliet Marillier


"As florestas de Sevenwaters lançaram o seu feitiço sobre Liadan, que, tal como a mãe, Sorcha, herdou, além do dom da Visão, o talento de curar e penetrar no mundo espiritual. Os espíritos da floresta avisaram Liadan de que deve permanecer, para sempre, em Sevenwaters, se quer que as ilhas sagradas sejam reconquistadas aos Bretões, que as tomaram à força.
A Irlanda está em guerra. Atacantes assolam as suas costas - e uma nova fé ameaça a velha, dividindo o seu povo. Neste cenário perigoso um homem é temido, acima de todos os outros: o Homem Pintado granjeou uma reputação terrível como mercenário feroz e astuto e, com um espantoso bando, ataca aqui e ali com a mão precisa, espalhando o terror por todo o lado e desaparecendo como por magia.
De regresso a casa, vinda de acompanhar a irmã, Liadan é capturada pelo Homem Pintado. Este revela ser um homem nada parecido com a lenda. Liadan sente-se atraída por ele, apesar da antiga profecia de maldição, mas poderá ela viver a sua vida e desafiar os espíritos, ou uma maldição cairá sobre Sevenwaters devido ao seu amor proibido?
História e fantasia, mito e magia, lenda e amor juntam-se nesta história fascinante. Imagens vívidas do nosso passado Celta tecem uma história de grande mistério e romance. O Filho das Sombras lança Juliet Marillier como um talento novo e extraordinário, seguindo-se ao notável primeiro livro A Filha da Floresta."

A MINHA OPINIÃO:

O Filho das Sombras é como seu predecessor, excelente! Comecei a sua leitura a medo porque tinha adorado o primeiro e receei a desilusão: Juliet Marillier é tão hábil na construção das personagens que Sorcha e Red eram-me tão queridas que, para mim, era quase impossível suplantá-los. Contudo, a escritora é, mais uma vez, soberba nesta arte e, apesar de Sorcha ser uma heroína formidável, Liadan, a sua filha também o é. Foi com alegria que reencontrei Sorcha e Red agora mais velhos mas sempre apaixonados... e foi com curiosidade que segui o precurso dos seus filhos: Sean e Liadan, os gémeos e Niamh. Todos tem histórias belíssimas e lidam da maneira mais diversa com a maldade que, mais uma vez que se estende sobre Sevenwaters: Sean, o futuro líder carrega a herança de Erin e almeja a protecção da floresta e dos seus; Niamh, bela e impetuosa conhece a felicidade e a amargura de um amor que lhe está vedado; e Liadan, a protagonista, que desafiou o destino ao nascer quando ninguém esperava. As suas escolhas ditam o ritmo da leitura. Segui-as avidamente pois, segundo as Criaturas Encantadas, Liadan tem uma tarefa diferente da mãe: ela terá de optar entre o filho e o pai ( não vou explicar muito senão entro num enorme spoiler!) . E esta decisão afectará o futuro de Sevenwaters e das preciosas Ilhas! Pelo caminho, esta filha de Sorcha encontrará O Homem Pintado, humano ou criatura fugidia, Bran é uma das minhas personagens masculinas favoritas de Marillier. Mascara os seus sentimentos, ocultando-os sob a sua aparente impassividade perante o que o rodeia. É duro, intransigente e, pode ser confundido por um homem frio desprovido de emoções porém, Liadan irá despertar algo que ele julgava ter esquecido: o amor e o carinho. O seu bando de espiões é igualmente fascinante: homens sem passado em busca de um futuro mais risonho. Eles são supostamente malfeitores mas, derretem-se como as crianças quando Liadan lhes conta histórias :)! Juliet Marillier introduz novos heróis e heroínas sempre com a mesma beleza que lhe é característica. Não obstante, não esquece os antigos personagens, pelo contrário, dá-lhes uma nova roupagem, uma nova sabedoria que vem com o passar dos anos. Sorcha, Red, Liam, Connor e até Finbar, que eu adoro, estão todos lá! Ciáran também surge e arrisca-se a ser um dos meus preferidos! Este livro é uma miscelânea soberba de mistério, fantasia, amor, magia e acção! Mais um para cimentar a posição de destaque de Marillier nos meus autores predilectos! O seguinte volume da saga já está ser devorado...:P

6*/7- EXCELENTE ***