
"Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda. Quanto o mito era Lei e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, e dos seus seis amados irmãos.
O domínio Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e Criaturas Encantadas que deslizam pelos bosques vestidos de cinzento e mantêm as armas afiadas. Os invasores de fora da floresta, os salteadores do outro lado do mar, os Bretões e os Viquingues, estão todos decididos a destruir o idílico paraíso. Mas o mais urgente para os guardiães é aniquilar o traidor que se introduziu dentro do domínio: Lady Oonagh, uma feiticeira, bela como o dia, mas com um coração negro como a noite. Oonagh conquista Lorde Colum com os seus sedutores estratagemas; mas não consegue encantar a prudente Sorcha. Frustrada por não conseguir destruir a família, Oonagh aprisiona os irmãos num feitiço que só Sorcha pode quebrar. Se falhar, continuarão encantados e morrerão!
Então os salteadores chegam e Sorcha é capturada, quando está apenas a meio da sua tarefa... Em breve vai ver-se dividida entre o seu dever, que lhe impõe que quebre o encantamento, e um amor cada vez maior, proibido, pelo senhor da guerra que a capturou."
A MINHA OPINIÃO:
A Filha da Floresta é um livro fabuloso!!! Precisava de voltar a ler Juliet Marillier... precisava de saborear mais uma vez a sua magnífica capacidade de fundir a emoção com a escrita fantástica. Depois das Crónicas de Bridei, uma trilogia que terá sempre lugar no meu coração, A Filha da Floresta foi um início muito prometedor para Sevenwaters. Os factos são narrados pela protagonista, Sorcha, uma personagem admirável que confere uma emotividade quase palpável e uma presença marcante ao longo de todo o livro. Colocar a personagem principal como narradora pode ser desastroso (já fui testemunha disso muitas vezes!) contudo, Marillier é hábil nesta arte e, eu não consegui resistir ao pessimismo que me envolvia quando as coisas corriam mal, ou à onda de alegria que surgia sempre, quando Sorcha vencia mais um obstáculo terrível. Ela foi o fio condutor da história que me impeliu a continuar madrugada adentro. Parar de ler era impensável!!! Esta história é uma lenda tirada da fértil imaginação da autora: existe uma feiticeira má; uma heroína que, valentemente, ultrapassa a dor e o sofrimento das provas que lhe são impostas;e um amor tão belo quanto impossível! Lady Oonagh é uma bela mulher que seduz o pai de Sorcha, Lord Collum, viúvo desde a morte da sua primeira esposa e mãe dos seus sete filhos. Logo, Sorcha têm seis irmãos protectores: Liam, Diarmid, Connor e Cormack, os gémeos, Finbar e Padriac. Quando a maldição de madrasta cai sobre os seus irmãos, os papéis invertem-se: ela é que terá de lutar por eles, pela sua liberdade e pela deles. Em silêncio, ela terá de sofrer os maiores horrores enquanto trabalha para quebrar o feitiço que os aprisiona. Todavia, as Criaturas Encantadas que regem Sevenwaters encarregam-se de a aproximar a um bretão, um inimigo aparente. Red é um homem de grande carácter que atravessa o caminho da jovem rapariga. É uma história de amor belíssima e nada convencional que nos obriga a virar página após página em busca do momento da descoberta, daquele instante de claridade que indica a Sorcha que ela o ama. E esse instante tal como o final do livro é brilhante! Tão brilhante e pejado de sentimento que me fez cerrar os dedos e aguardar desesperadamente por uma centelha de esperança. Só não gritei com as personagens porque era tarde (muito tarde!) e ainda acordava alguém!:P Apesar de conservar no meu coração com carinho: Bridei, Tuala e Faolan, Sevenwaters está ganhar o seu merecido espaço e não está a forçar a entrada! O Filho das Sombras, o segundo volume já está na minha cabeceira e adivinham-se mais umas noites em claro! E não é preciso ter a Visão como Finbar para prever isso!
6/7- EXCELENTE








