sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Um Conto de Natal de Charles Dickens

Um Conto de Natal ou O Natal do Sr. Scrooge é talvez um dos mais conhecidos contos da literatura universal e, sem dúvida, o mais conhecido conto de Natal. Nele, todo o sortilégio do Natal é tratado na prosa de um dos melhores caricaturistas sociais de todos os tempos, que foi talvez aquele que melhor soube apreender e transmitir o espírito do Natal!
Inúmeras vezes adaptado ao teatro, cinema e televisão, poucos serão aqueles que ainda não ouviram falar do fantasma do Natal Passado, do fantasma do Natal Presente e do Fantasma do Natal Futuro e do velho avarento que é visitado por estes espíritos que lhe transmitirão o verdadeiro sentido do Natal.
Escrito por Charles Dickens em 1843, Um Conto de Natal merece agora uma grande produção cinematográfica da Disney, recorrendo às mais modernas tecnologias.
Salienta-se que esta edição inclui as ilustrações originais, concebidas por John Leech, ilustrador preferido de Dickens.

A MINHA OPINIÃO:

Charles Dickens é um nome estelar da literatura! Ler um livro dele pela primeira vez foi uma grande responsabilidade. Quando leio um clássico há sempre aquela sensação de grandeza e de maravilha por folhear páginas admiradas por multidões! Há livros ditos clássicos que correspondem a essas expectativas e há outros que as destroem... Um Conto de Natal é o clássico "espiritualmente" perfeito e lê-lo na época natalícia é exultar a sua mensagem! O protagonista deste conto é Ebenezer Scrooge, velho avarento,cruel e mesquinho. Foi em Scrooge que encontrei uma perfeita caricatura social. Se essa foi a intenção de Dickens então, aplaudo-a de pé! Esta sátira ao homem que vive para os negócios e a frieza do dinheiro, preterindo as emoções e o calor de uma família é tão importante no século XIX como neste século. A hipocrisia social e o consumismo ditaram o óbito do genuíno Espírito de Natal.O dinheiro jamais poderá ultrapassar a beleza de uma família reunida na Consoada à volta de uma mesa. A mesa poderá não ser muito rica, porém não é a quantidade que importa, porque o verdadeiro manjar está na comunhão e na partilha de histórias e vivências. Scrooge é um veículo para ensinar uma valiosa lição! Os três espíritos, Natal passado, presente e futuro perseguem este velho até ele reencontrar a sua essência há muito empedernida! Um conto tocante e, às vezes, hilariante que fica connosco mesmo depois de fecharmos o livro. Mas, nem de Scrooge vive este livro de Dickens: há um outro conto menos conhecido, Os Sinos de Ano Novo. Toby Veck é a antítese de Scrooge, é um homem miserável mas bondoso e generoso. Toby terá um sonho futuro sobre si e a sua adorada filha. É um conto mais pequeno que, à semelhança do anterior, traz uma grande mensagem de esperança. Charles Dickens tem uma escrita distinta, cheia de sentimento e de ternura que, me convidou a participar da história, na tristeza e na alegria.

6/7-EXCELENTE

TRAILER DO FILME:



sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Balanço e Top de leituras 2011


2011 está chegar ao fim... 2012 será o ano que se segue!  Parece que o nosso D. Sebastião ainda não encontrou o seu cavalo branco porque ainda não encontrou o seu caminho para casa após Alcácer- Quibir! "O mito é um nada que é tudo..."À espera de um salvador francês ou de uma salvadora alemã, a moeda não sai do poço dos desejos! Enquanto isso, para lá Mancha, vive uma Rainha firmemente sentada no seu trono tal qual Excalibur na rocha aguardando o Rei Artur. Será que que foi em terras de Sua Majestade que o cavalo de D.Sebastião se perdeu? Ou será do outro lado do mundo onde as Três Gargantas engoliram a EDP? Parece que desta vez nem o Tio Sam montado no Hidalgo nos safa...À rasca e em busca de um grito de Ipiranga, D. Afonso Henriques parece que perdeu o freio conquistador! Enquanto não chega um D.Pedro ou um D. Sebastião que continua à procura de um cavalo branco, o fado é património e a moeda continua a imitar o Titanic.Se eu fosse El-Rei deixava-me de esquisites e trazia um corcel preto, castanho ou malhado! Porque D. Afonso está prestes a bradar às armas e não há soldados que o sigam ao não ser o Zé Povinho, que pobre coitado ficou depenado! Até a sua mulher o abandonou, trocou-o pelo senhor Emigração. A nós, restam-nos a Esperança que, conseguiu fugir à nova austeridade, gorda de tanto subsídio...:p

Mas antes que chegue 2012, há que recontar 2011.  A verdade é que, este ano, não consegui cumprir a minha meta de 75 livros. Fiquei-me pelos 55. Acho que os outros 20 ficaram encarcerados algures em S. Bento! Propus-me a ler 4 clássicos este ano. Li As Aventuras de Pinóquio de Carlo Collodi, Um Conto de Natal de Charles Dickens (ainda não publiquei a crítica), A Queda de Albert Camus, A História Mais Bela de Kipling. Isto se classificarmos as duas últimas leituras como clássicos já que também se inserem na categoria seguinte. Outro desafio era ler pelo menos, 3 nóbeis da literatura. Foi cumprido com Albert Camus, Rudyard Kipling e A Dávida de Toni Morrison.


Outra resolução que não passou de uma intenção foi ler mais autores lusos.:( Não li nenhum o que é um crime pois tenho um Saramago, uma Rosa Lobato de Faria e um David Soares na estante. Também li menos livros que o ano passado. O meu tempo para ler está a diminuir devido a faculdade e a minha paciência também. Livros sem carácter nenhum e cópias baratas de outros escritores perturbam o meu sistema nervoso nomeadamente, leituras enfadonhas que se tornam ainda mais aborrecidas após um dia de estudos e trabalho. Apesar de alguns percalços e desilusões, fiz viagens maravilhosas... Aqui está o meu top:

O melhor livro do ano foi: A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Záfon seguido bem de perto pelo A Glória dos Traidores de George R.R Martin e pelo O Toque de Midas de Colleen McCullough.

As piores desilusões do ano foram Nunca te Esqueci de Michael Baron e As Quatro Últimas Coisas de Paul Hoffman.

Espero que 2012 traga melhores leituras a todos e que o D.Sebastião encontre o seu caminho:p...Feliz Ano Novo a todos!!!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O Pai Natal chegou mais cedo... Novas Aquisições!:)

Foto tirada pelo Ex.mo senhor fotográfo Nataniel:p

Estes livrinhos são as minhas últimas aquisições!:D E a melhor parte é que muitos foram oferecidos:).... O Jogo do Anjo, Kafka à Beira Mar e Terra Abençoada são prendinhas antecipadas ( Obrigada N. e A.!). O Doutor Zhivago, um livro que persigo há muito tempo foi adquirido graças à mãe mais fabulosa do mundo que me cedeu os pontos do cartão FNAC ( Obrigada mãe! Sim, comprei um livro, estavas à espera de quê?:p). Os Anões de Pinter também foram um presente! E como estava a ficar terrivelmente mimada e estava a precisar de mais mimos, ganhei o Acácia e A Mulher do Tigre em passatempos. Os outros livrinhos foram adquiridos em promoções. Alguns custaram cinco euritos e são novinhos! Cinco euros por um livro de Wilbur Smith é o que chamo uma pechincha:)...

Aqui está o meu Natal antecipado! Já leram algum?

A Sombra do teu Sorriso de Mary Higgins Clark

Aos oitenta e dois anos e com uma saúde frágil, Olivia sabe que não lhe resta muito tempo. É a última da sua descendência e enfrenta uma escolha colossal: expor um segredo de família há muito escondido ou levá-lo consigo para o túmulo.
Em sua posse encontram-se cartas que provam que, aos dezassete anos, a sua prima e freira Catherine, agora morta e em vias de ser beatificada, deu à luz um rapaz, que entregou para adoção. Hoje, duas gerações mais tarde, Monica Farrell, uma pediatra de trinta e um anos, neta de Catherine, é a herdeira legítima do que resta da fortuna familiar, mas não o sabe.
Poderá Olivia trair o segredo da prima morta para que se faça justiça? Além da sua consciência, tem mais um forte obstáculo: alguns dos familiares que usufruem da fortuna tudo farão para a silenciar

A MINHA OPINIÃO:

A Sombra do teu Sorriso foi uma leitura fluída e uma boa surpresa! A autora, Mary Higgins Clark é considerada uma das rainhas dos policiais. Sinceramente, não a considero uma grande escritora neste género. Quero, no entanto, realçar que só li este livro dela e, portanto esta ilação advém única e exclusivamente desta leitura. Agatha Christie e Mo Hayder surpassam-na em talento e suspense... Porém, Clark tem a capacidade de criar uma história que cativa o suficiente para nos prender às suas páginas. As suas personagens são tão humanas e facilmente me conquistaram. Monica é a minha favorita. Pediatra de profissão, Monica refugia-se no trabalho e na satisfação que ele lhe traz, negligenciando a sua vida privada. A lógica da medicina é, para ela, um dogma inquebrável até surgir um milagre que a fará questionar tudo. O seu sangue é afinal, mais precioso do que imaginava. Filha de pai adoptado, Monica nem sonha com o que a sua verdadeira ascendência lhe pode trazer. Uma teia de conspirações e segredos muito bem engendrada rodeia a protagonista e a cada capítulo a nossa curiosidade aumenta. Não é uma leitura extraordinária porque ao fim de algum tempo, já sabia quem era o vilão. Apesar disso, é um livro mediano que satisfaz...

3.5/7- BOM

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

As Quatro Últimas Coisas de Paul Hoffman

Morte, Juízo, Paraíso e Inferno. 
As Quatro Últimas Coisas que nos reserva o Destino. 
Agora há uma Quinta. 
O Seu Nome é Thomas Cale. 

De regresso ao Santuário dos Redentores, Thomas Cale parece aceitar o papel que lhe é atribuído: o destino escolheu-o como o Braço Esquerdo de Deus, o Anjo da Morte. O poder absoluto está agora ao seu alcance; o terrível zelo e domínio militar dos Redentores é uma arma nas suas mãos e ele está pronto para cumprir o objetivo supremo da Única e Verdadeira Fé - a destruição da Humanidade. 

Mas talvez o sombrio poder dos Redentores sobre Cale não seja suficiente - ele vai do amor ao ódio num abrir e fechar de olhos, da bondade à mais brutal violência num segundo. A aniquilação que os Redentores procuram pode estar nas mãos de Cale - mas a sua alma é muito mais estranha do que alguma vez poderão imaginar...

A MINHA OPINIÃO:


Há livros que são difíceis de descrever.  São aqueles que me deixam atordoada pela sua brilhante história e pelas suas personagens fabulosas.  As Quatro Últimas Coisas não pertence a esta categoria. Não consigo escrever ou falar muito sobre ele porque, simplesmente, não me deixou nada ou quase nada. Tornou-se numa leitura penosa, logo não apreciei tanto este livro como o primeiro volume da trilogia. A imaginação de Paul Hoffman desapareceu neste livro. Thomas Cale, outrora tão fascinante pela sua complexidade, tornou-se insípido e não consegui estabelecer uma ligação com ele. É uma máquina de matar e a infelicidade acompanha-o para todo o lado. Esta foi a conclusão do livro anterior. Estas novas páginas só lhe acrescentam uma nova faceta: a de estratega militar brilhante. Nada mais! Foi terrivelmente frustrante ler as suas conversas com o Redentor Bosco. A sua finalidade também é questionável... Páginas e páginas que não contribuem em quase nada para a nova maturidade de Cale que eu tanto desejava. Thomas Cale afundou todas as minhas esperanças de ler o terceiro volume. Kleist e Vago, personagens secundárias são bem mais interessantes e foram eles que me fizeram ler o livro até ao fim. A história atribulada dos ex-acólitos e o facto de eles aprenderem a lidar com sentimentos e emoções que desconheciam após, anos e anos de violência são muito mais fascinantes do que observar Thomas Cale.  O início da trilogia prometia, mas este foi uma decepção...Paul Hoffman criou um mundo bastante apelativo, alternativo ao que vivemos, contudo esta leitura foi o fim da linha para mim. É pena porque gostava bastante dos paralelismos que autor estabelecia entre o seu mundo e o mundo real!

3/7- RAZOÁVEL

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Um Homem Imoral de Emma Wildes

Apesar da sua beleza, Lady Amelia Patton viveu uma vida protegida entre os seus livros. Quando, de repente, se apercebe que é considerada a beldade doTon, não fica muito satisfeita. O pai, Lorde Hathaway, deseja casá-la, mas a última pessoa que escolheria para marido dela é o filho do seu pior inimigo...
Alexander St. James é um ladrão de corações, mas não é nenhum assaltante. No entanto, tem de recuperar um objecto que pertence à sua família para evitar um escândalo e, por isso, entra furtivamente em casa de Lorde Hathaway, não estando à espera de deparar com a sedutora Lady Amelia no quarto, usando apenas uma camisa de renda...
Desde o primeiro encontro entre ambos que Alexander deixa Amelia sem fôlego - será de medo ou de excitação? Fascinado com a beleza dela e encantado com a sua inteligência, ignora os mexerico escandalosos, à medida que parte à sedução da mulher dos seus sonhos...

A MINHA OPINIÃO:

Emma Wildes é uma escritora que eu designo como escritora de romances de época. Existem muitas autoras deste género no mundo literário e para se destacar é preciso ter algo especial. A história primordial é sempre a mesma: um amor arrebatador que leva os dois protagonistas a desafiar a sociedade, a família e as regras restritas do século em que vivem. O que eu procuro em livros destes, é o puro entretenimento! Uma leitura fácil sem grandes obstáculos que terá, invariavelmente, o mesmo fim de todos os romances de contos-de -fadas: o "felizes para sempre"! A verdade é que, se dantes apreciava este tipo de leituras, agora, estão a tornar-se aborrecidas devido à sua similitude. Wildes tem a capacidade singular de manter agarrada às suas páginas apesar de, já ter lido inúmeros romances de época. A magia reside na sua escrita requintada e elegante que me faz viajar pelos salões de baile cheios de damas e senhores que pavoneiam as suas paixões, intrigas e preconceitos. Procuram escapar ao escrutínio avaliador dos seus semelhantes, resguardando assim a sua vida privada cheia de segredos destruidores da aparência pomposa que ostentam. Pensando bem, não é uma sociedade assim tão diferente da nossa...o ser humano é mesmo um "bicho" estranho! A autora também é boa em criar histórias paralelas que, por vezes, ficam esquecidas em livros deste género. Em Um Homem Imoral, atormenta o casal protagonista com as cartas de antepassados que são responsáveis pelas quezílias duradouras entre as famílias de ambos. Sob esta aura de Romeu e Julieta, Amelia e Alexander St. James pisam terreno perigoso. Ele mais do que ela...Este livro é um deleite para o público feminino, apreciador do género. O truque é não esperar muito dele! Contudo, fico com a ideia que Emma Wildes não atinge todo o seu potencial como escritora. Se se reinventasse ainda mais o género, os seus livros, para mim, seriam ainda melhores. Apostar cada vez mais em personagens secundárias credíveis é um bom começo!Porque, sinceramente, depois de várias leituras de "época" começa a parecer tudo igual.

4/5-BOM**

domingo, 4 de dezembro de 2011

Nunca te Esqueci de Michael Baron



Hugh Penders viveu num estado de apatia durante quase uma década, desde que o seu irmão Chase morreu num acidente de viação. Transporta no íntimo dois segredos que nunca foi capaz de partilhar com ninguém: acredita que poderia ter sido capaz de evitar o acidente e está profundamente apaixonado por Iris, a namorada de Chase.
Quando o pai de Hugh sofre um grave ataque cardíaco, Hugh tem de regressar à sua casa em Nova Inglaterra, de onde andara a fugir nos últimos dez anos. Um dia, encontra Iris - que se mudara havia muito tempo - na rua. Iniciam uma amizade e Hugh acredita que está a apaixonar-se novamente por ela.
Contudo, o fantasma de Chase paira sobre ambos. E, quando cada um deles revela uma verdade que o outro desconhecia, as suas vidas, a perspectiva que tinham de Chase, e as suas oportunidades de um futuro conjunto mudarão para sempre.
Imbuído da força do desejo e do impacte da perda, Nunca te Esqueci é uma narrativa comovente e romântica que emocionará profundamente o leitor.


A MINHA OPINIÃO:


Nunca te Esqueci é um livro que eu facilmente esquecerei... Correndo o risco de ferir susceptibilidades, foi uma leitura morosa e cujo único deleite foi a relação entre Hugh, o protagonista e o seu pai. Há livros que não correspondem às expectativas que criamos acerca deles e este foi deles. A história não se desenrolava e lê-lo à noite tornou-se quase uma missão impossível. Adormecia antes de chegar ao fim do capítulo! A escrita não é má, já li bem piores, mas o livro não me cativou. É a história de Hugh, o seu caminho  para a serenidade e a paz após ter perdido o irmão, Chase que era o namorado de Iris aquando do acidente. Tinha tudo para captar a minha atenção, mas não o fez. A relação entre Iris e Hugh pareceu-me demasiado repetitiva como se já a tivesse lido em qualquer lado. Fez-me lembrar de alguns livros que li na adolescência de Nicholas Sparks, o que até poderia ter sido bom, porém neste momento não me apetecia de modo nenhum uma leitura dessas. Sim, Sparks é referido na capa e assim que vi o nome podia ter fugido a sete pés, contudo nem tudo o que vem referenciado na capa de um livro é verdade. Nunca te Esqueci é um livro que não conseguiu concorrer com as minhas outras leituras. Fui relegando-o para segundo plano porque simplesmente não via evolução na história. Iris e Hugh não brilhavam e fui perdendo o interesse. Surgia de vez em quando uma centelha de esperança quando Hugh tentava alcançar o pai ou quando se lembrava do brincalhão e divertido Chase. O seu falecido irmão é de longe  minha personagem favorita apesar de só o conhecermos através de Hugh. Este foi um livro que não igualou nem muito menos superou aquilo que eu esperava dele. Uma leitura razoável que não me apaixonou...

3/7- RAZOÁVEL


PS: Obrigada Segredo dos livros!

domingo, 27 de novembro de 2011

Uma Voz na Noite de Sandra Brown

A história apaixonante de uma mulher assombrada pelo passado e presa num pesadelo que ameaça destruir o seu futuro. Uma narrativa brilhante, rápida, cheia de tensão sexual, por uma das autoras mais populares da América. Para Paris Gibson, o seu popular programa de rádio nocturno é ao mesmo tempo uma fuga e o seu contacto real com o mundo exterior. Desde que se mudou para Austin para mitigar a dor dos passados erros trágicos, Paris leva uma vida solitária, ganhando vida apenas quando apresenta o seu programa. Para os ouvintes fiéis, é uma amiga sensata e de confiança, que não só acede aos seus pedidos de música, como ouve também os seus problemas e, ocasionalmente, dá conselhos. O mundo de isolamento de Paris é, porém, gravemente ameaçado quando um ouvinte - um homem que se identifica apenas como «Valentino» - lhe diz que os conselhos que deu à mulher que ele ama a levaram a abandoná-lo e que agora ele próprio pretende vingar-se. Primeiro, planeia matar a rapariga, que já raptou, dali a 72 horas, e a seguir virá atrás de Paris.

A MINHA OPINIÃO:

Uma Voz na Noite já estava na minha estante há algum tempo e nunca me senti tentada a lê-lo. Acho que o li na altura certa. Foi uma leitura voraz!O enredo contribuiu muito para esta velocidade de leitura. Sandra Brown enlaçou-me numa história com um toque de policial e de suspense que se mantém até ao fim. A autora é muito astuta fazendo surgir vários suspeitos, todos com fortes motivos para perpetuarem os crimes do misterioso e sádico Valentino. Comecei a suspeitar de todos e de tudo o que se mexia!!! E quando o segredo é revelado, fiquei atónita! A razão para tanta monstruosidade também é a estupefacção total!  Contudo, este  é um policial algo romanceado pois, Paris, a protagonista tem um passado trágico que pode ou não estar envolvido com Valentino. Dean Malloy é um dos polícias encarregados do caso e também  tem "esqueletos no armário". Valentino aproveita-se das suas fraquezas e ganha terreno. E nesta corrida alucinante,o tempo é uma preciosidade! O prólogo marca logo o ritmo vertiginoso que se seguirá... Arrebatou-me de imediato e as páginas fluíram levemente e sem restrições. A culpa é do telefonema que baralha e aterroriza Paris! Existe algo mais assustador do que alguém estranho entrar nos nossos domínios que julgamos sagrados e invioláveis? A sensação de estar encurralada não é propriamente a mais das saudáveis das sensações. Um bom thriller muito bem orquestrado pela escritora que transmite muito bem o sufoco de Paris, da rapariga desaparecida e a angústia em encontrar o culpado. Não é tão negro como alguns policiais por aí publicados, mas ainda assim uma boa leitura! O livro peca em algumas traduções de expressões americanas que me fizeram confusão como cowboy para cobói e, por trocar o nome de uma das personagens algumas vezes: ora era Miriam, ora era Marian.


4.5/7- MUITO BOM

domingo, 13 de novembro de 2011

A Glória dos Traidores (Crónicas de Gelo e de Fogo VI) de George R.R Martin


As Crónicas de Gelo e Fogo, a saga de fantasia mais vendida, elogiada e premiada dos últimos 50 anos, e a única obra de fantasia a conseguir o primeiro lugar do Top do New York Times.
Esta é uma saga de grande fôlego, que vai buscar à realidade medieval a textura e o pormenor que conferem dimensão e crueza a um universo de fantasia tão bem construído que faz empalidecer a Terra Média de Tolkien. Martin é um especialista na manipulação das expectativas dos leitores e, profundo conhecedor do género, não de estender sucessivas armadilhas com as quais desarma os tropos que o leitor pensa reconhecer a cada página. O Épico de fantasia que toda a Fantasia Épica gostava de ser.

A MINHA OPINIÃO:

Depois de A Tormenta de Espadas que, conjuntamente com este volume constitui o terceiro volume original das Crónicas de Gelo e Fogo seguiu-se a leitura intempestiva deste A Glória dos Traidores. Eu pensava que George R.R Martin não me conseguia surpreender mais... Estava mais uma vez redondamente enganada!!! Porquê? Porquê Martin? Tinhas mesmo de fazer aquilo àquela personagem?!Agora até tenho medo de virar a página temendo que aconteça algo de muito mau às minhas personagens favoritas! O escritor é aparentemente errático definindo os destinos das suas personagens como inesperados todavia, existe algo nos compele a continuar a ler e, quando alcançamos o fim percebemos que, afinal Martin já tinha delineado tudo deste o princípio e, nós é que ainda não tínhamos atingimos a sua grandeza de pensamento. Mindinho, Lord Baelish, é um símbolo desta faceta de George R.R Martin! Manipulador,sagaz, e sem lealdade conhecida, ele é "dono" dos últimos e estonteantes capítulos. Sempre desconfiei que ali havia qualquer coisa, mas vê-lo impresso no papel foi espantoso. A forma como o autor alinhavou o princípio e o fim é absolutamente brilhante! Estava tudo lá! Eu é que não me apercebi! Este livro é profícuo em traidores... Eis o seu júbilo!!! O problema é o meu coração de leitora que não aguenta tantas emoções umas atrás das outras. Depois de uma primeira parte, A Tormenta das Espadas, agoirando uma drástica mudança, este volume confirma-a. Westeros está a ferro, fogo e gelo! Porém, por detrás das guerras, de reis e das suas cortes joga-se outro jogo ainda mais letal. A intriga, as alianças e as traições todas se consumam. Ninguém está a salvo!Cada página que viramos pode ser a última para um dos nossos personagens favoritos. Se umas definham, outras engrandecem. Jon Snow tem os melhores capítulos do livro. Cresce muito por força das circunstâncias e também graças à sua personalidade voluntariosa e cativante! Neste livro, o seu destino sofre uma reviravolta e o bastardo dos Starks promete para os volumes seguintes! Bran trilha um caminho semelhante ao meio-irmão. Tenho um pressentimento que ainda trará muito à história. Samwell Tarly também é inesquecível! Desprezado pelo seu pai, Sam não é tão tolo como parece! No Norte, trava-se uma guerra com o que está para lá da muralha de gelo. Jon, Bran, Sam são dos que mais se destacam. No Sul, Tyrion deixou-me atónita! Os Lannisters são mesmo imprevisíveis! Cuidem-se!.. Os leões pagam sempre as suas dívidas! O seu irmão Jaime está a tomar de assalto o meu coração. Será que existe bondade na alma daquele a quem chamam Regicida? Parece-me que sim. As suas condenáveis acções do passado estão a moldar o seu futuro e ele parece ter descoberto um novo rumo. Cersei, a irmã gémea, é ainda uma incógnita. Será só o que aparenta? Espero que no próximo volume, haja capítulos só dela. Na corte de Stannis, a mulher do fogo, Melissandre é também um enigma. As suas premonições são verdadeiramente intrigantes e os seus meios para os atingir moralmente questionáveis.Mas, não tenho bem a certeza se ela está a apostar no cavalo certo. Daenerys é outra personagem feminina forte que tem poucos, mas decisivos capítulos! Já não é mais aquela menina assustada do primeiro volume. A Mãe dos Dragões está cada vez mais segura e confiante. Todavia, para mim, a revelação do livro é Petyr Baelish, o Mindinho. Simplesmente genial! Tive de ler várias vezes uma frase para me convencer que aquilo estava mesmo a acontecer!Foi uma leitura soberba e que, por incrível que pareça surpassa a anterior das Crónicas.É o meu livro predilecto até agora. Começam-me a faltar adjectivos para classificar esta grande história de George R.R. Martin. Gloriosa seria um termo adequado! Segue-se um festim...;)

7/7-OBRA-PRIMA

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O Coração de Murano de Marina Fiorato


Um segredo sombrio. Um coração de cristal. Um amor que resistiu ao tempo.
Veneza, 1681. O fabrico do vidro e cristal representa um inestimável monopólio para a República e os espelhos venezianos são considerados mais valiosos do que o ouro. Sob a vigilância atenta do Conselho dos Dez, os sopradores de vidro de Murano vivem praticamente aprisionados na pequena ilha, onde os segredos do seu ofício são guardados a sete chaves. Mas o maior dos artífices, Corradino Manin, ver-se-á forçado a revelar os seus métodos e a vender a alma a Luís XIV, o Rei Sol, para proteger a sua filha ilegítima.
Quase quatro séculos depois, Leonora Manin deixa para trás um passado infeliz em Londres para iniciar uma nova vida como sopradora de vidro em Veneza. Será na cidade mágica dos canais que encontrará o amor e a possibilidade de refazer a sua vida. No entanto, à medida que os segredos da traição do seu antepassado vão sendo desvendados, Leonora verá o seu próprio destino interligado com o de Corradino.
Entre dois tempos, o período renascentista e a actualidade, O Coração de Murano é um romance inesquecível que decorre na mais bela cidade do mundo.


A MINHA OPINIÃO:

A escritora Marina Fiorato captou a minha atenção com o seu livro, A Virgem das Amêndoas contudo, foi este O Coração de Murano que me conquistou. A sua escrita é de uma beleza subtil, alterna entre o passado e o presente criando um enredo muito apetecível. Nunca me senti alienada da acção, pelo contrário, as cores e os aromas de Veneza entranharam-se em mim e sonho, agora, visitar esta belíssima cidade. Fiorato fez-me viver como uma veneziana. Embarquei nesta jornada com Nora Manin e, tal como ela, experimentei as novas sensações de viver numa cidade com uma personalidade muito singular. O livro é riquíssimo em pormenores, em detalhes históricos e em emoções o que só apaixona mais o leitor. A referência à ilha de Murano onde é fabricado o mais belo vidro do mundo foi para mim, uma surpresa. Desconhecia a sua existência e foi com deleite que acolhi esta nova informação. A ideia de uma ilha solitária onde só vivem os sopradores e a sua arte parece uma ilusão. Todavia, este pequeno aglomerado existe mesmo. Marina Fiorato constrói muito bem as personagens, ancorando-as numa base histórica credível. Conrado Manin é um bom exemplo. É alguém que a autora cria e fortalece. Quase que deixa de ser fictício para deixar a sua marca na História. É a minha personagem favorita. A sua habilidade com o vidro, o seu amor pela filha e as loucuras que por ela comete tornam-o humano. E os humanos são capazes de tudo em prol da arte régia do coração! Nem a arte de soprar o vidro a ultrapassa... O amor à família é demasiado poderoso! O Coração de Murano é um livro pequeno, com uma grande mensagem, envolvente e um hino à arte de moldar o vidro, a Veneza e à alegria de viver! Porque viver é a arte mais complicada que existe! As nossas escolhas ditarão o nosso caminho e o futuro sorrirá ou definhará se não for alimentado correctamente, como a beleza do vidro que morre quando não é soprada...


5/7- MUITO BOM*

PS: Obrigado mano:)...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A Tormenta das Espadas (Crónicas de Gelo e Fogo V) de George R.R. Martin



As Crónicas de Gelo e Fogo, a saga de fantasia mais vendida, elogiada e premiada dos últimos 50 anos, e a única obra de fantasia a conseguir o primeiro lugar do Top do New York Times.
Esta é uma saga de grande fôlego, que vai buscar à realidade medieval a textura e o pormenor que conferem dimensão e crueza a um universo de fantasia tão bem construído que faz empalidecer a Terra Média de Tolkien. Martin é um especialista na manipulação das expectativas dos leitores e, profundo conhecedor do género, não de estender sucessivas armadilhas com as quais desarma os tropos que o leitor pensa reconhecer a cada página. O Épico de fantasia que toda a Fantasia Épica gostava de ser.

A MINHA OPINIÃO:

George R.R. Martin conseguiu mais uma vez! Voltou a deixar-me atordoada e surpreendida!Neste livro, A Tormenta das Espadas, o escritor como que prepara o leitor para o que virá depois, que não sabemos o que será e, apesar de conjecturarmos o futuro e profetizarmos, nós, leitores, nada sabemos. Como lhe é característico, George R.R. Martin quebra os estereótipos e, é desconcertante na apresentação dos personagens. Surgem novos capítulos dedicados a novos intervenientes desta grande história. Davos, o Cavaleiro das Cebolas é um dos meus favoritos.A sua iliteracia não o diminui em nada. A sua sabedoria é enorme e o seu coração ainda maior! Outros personagens ganham mais destaque e, destes é exemplo, Jaime Lannister. Os seus capítulos são brilhantes e electrizantes. A par do irmão, Tyrion, por quem tenho uma grande paixão literária fundamentada pela sua inteligência e pelo seu carisma, Jaime é, agora, um dos meus preferidos. Nada desculpa as suas acções passadas contudo, nesta obra é ele que resplandece. Os seus motivos, conflitos interiores e amores duvidosos são esmiuçados e permitem que o compreendamos melhor. Os Lannisters pagam sempre as suas dívidas. Brienne de Tarth é outra personagem inquietante. Com um código de honra muito próprio, ela triunfa pelo seu modo invulgar, algo desengonçado e excêntrico perante os demais. Todas as personagens de George R.R. Martin são fascinantes. Cada uma segue o seu código, muito seu, muito próprio, por vezes, deturpado pelas suas ambições e pelas suas escolhas mas, verdadeiramente absorvente. A cada passo descobrimos uma nova faceta nelas porém, não são incoerentes. Há uma espécie de coerência na sua incongruência! O Cão de Caça é talvez, a sua epítome. Nele coalescem a bondade e a maldade. Em todas as suas personagens há uma verdade nua e crua. Sentem-se divididos entre o seu dever, seja ele qual for, e o seu desejo, às vezes tão profundo que dói. Jon Snow, um dos meus favoritos, trava essa batalha interminável. Bastardo, irmão de sangue, irmão de negro, homem, Jon tem tantas opções à sua frente e nenhuma delas lhe parece a mais correcta. Depois, há aqueles que têm o seu destino traçado todavia, o seu caminho é difícil e espinhoso. Daenerys Targaryen, herdeira de uma dinastia, sonha com o seu regresso triunfante porém, a menina que se transformou em mulher ainda se questiona e ainda procura os meios para o conseguir. Com poucos meios de subsistência está Brandon Stark que vai em rota incerta em busca do conhecimento que lhe escapa no mundo dos homens. Neste livro, o escritor coloca mais pedras na sua construção e dá-lhe solidez e consistência. Não há momentos de grande impacto a cada página há, sim, um novo olhar e um reforçar das suas paredes. Ficamos com a sensação de tudo vai mudar mais uma vez e de que o Inverno está chegar. Acautelem-se!... Parece-me que um novo vento varrerá Westeros em breve... E como a minha curiosidade é insaciável, A Glória dos Traidores já está quase todo devorado!

7/7- OBRA-PRIMA

domingo, 16 de outubro de 2011

Música das Sombras de Julie Garwood


St. Biel, na Escócia, é alvo de cobiça há várias gerações pelos míticos tesouros que guarda, e Gabrielle é uma princesa britânica enviada pelo rei para um casamento de conveniência. Quando chega à terra de belas paisagens, Gabrielle compreende a dimensão da cobiça e da crueldade que a rodeiam. O casamento acaba por não acontecer, mas a jovem continua a ser um trunfo político para os que querem dominar St. Biel. Numa obra apaixonante, Julie Garwood faz-nos viajar à dura e apaixonante Escócia medieval.
"Música das Sombras inclui todos os ingredientes necessários para que os românticos mergulhem nos pântanos, nas montanhas e na magia dos mitos da Escócia medieval." (The Roanoke Times)
A MINHA OPINIÃO:
Música das Sombras é o primeiro livro que leio de Julie Garwood. Não fiquei particularmente impressionada. É uma leitura agradável e a protagonista é suficientemente independente, com uma personalidade própria que não desaparece completamente quando encontra o seu interesse amoroso, ao contrário, do que acontece em muitos livros deste género. Porém, Garwood não tem o requinte de uma Emma Wildes  e a sua escrita é vulgaríssima. É certinha mas, para um romance de época que devia cativar tanto pela relação amorosa como pela distinção e classe da escrita, Julie Garwood perde terreno para outras autoras. Foi a história que me prendeu. Gabrielle é uma princesa destemida, inteligente e voluntariosa que se envolve em perigos e provoca os bons costumes da época com as suas atitudes espontâneas, em nome da justiça. Colm MacHugh é um laird que cede o seu coração à bela princesa. Apesar de os dois terem uma cumplicidade relativamente enternecedora, esta surge nas últimas páginas do livro, o que faz com que Gabrielle assuma o papel de figura principal de quase todo o livro. Faltaram mais momentos de Colm. A sua personagem desvanece-se na penumbra. Todavia, Gabrielle consegue "segurar" bem a história. O mistério do tesouro de St. Biel que a rodeia é muito interessante...  O que eu dispensava mesmo era a obsessão  irrealista e extremista de alguns personagens pela princesa assim, a leitura ganharia mais ritmo e torna-se-ia muito mais aprazível e menos repetitiva. É um livro que proporciona descontracção e prazer, mas que beneficiaria um pouco mais se houvesse mais dinâmica e menos repetição.

3.5/7-RAZOÁVEL**

PS: Obrigada Segredo dos Livros!

sábado, 15 de outubro de 2011

Dia Fábio Ventura


Esta é mais uma iniciativa que circula pelo facebook:


No seguimento de iniciativas anteriores, no dia 23 de Outubro desafio-te a usar como imagem de perfil a capa de uma das obras do jovem autor Fábio Ventura.

Quer tenhas lido ou não, espero que te juntes a nós neste evento de promoção de uma escritor nacional. Partilha, divulga e convida!De modo a incentivar à divulgação do evento, proponho um desafio: quem recrutar mais participantes terá o direito de escolher o próximo autor português a ter um "Dia". Para seres elegível, aqueles que convidares terão de, no dia em questão, colocar no perfil a foto da capa de uma das obras de Fábio Ventura e publicar no mural do evento o teu nome, indicando-te como a pessoa que as informou da iniciativa. Está nas tuas mãos pedir ajuda aos teus “friends” e puxar por eles.O que dizes, aceitas o desafio?
Vamos encher o Facebook com livros!!



http://www.facebook.com/event.php?eid=238978456149826

Desafio Crónicas Obscuras- 500 fãs


AQUI DEIXO UM DESAFIO SOBRE O LIVRO CRÓNICAS OBSCURAS:


"Lembram-se que me comprometi a escrever um conto protagonizado por uma personagem à vossa escolha de “A Vingança do Lobo” quando a página de Crónicas Obscuras no Facebook atingisse os 500 seguidores? Pois bem, está na hora de adoçar o negócio:

1. Quando chegarmos aos 300 irei disponibilizar no blogue e na página do Facebook o pequeno conto “Crónicas Obscuras – Farol”. 2. Quando chegarmos aos 500, não só escreverei um conto protagonizado por uma personagem à vossa escolha de “A Vingança do Lobo”, como, se alcançarmos esse patamar antes das 23h30 do dia 21 de Dezembro, também disponibilizarei digitalmente um conto de Natal de Crónicas Obscuras.Mais 255 fãs em 14 semanas é difícil? Com a vossa ajuda não acredito que seja :) 
Por isso: divulguem, convidem e partilhem."



http://www.facebook.com/event.php?eid=246571788713633