domingo, 13 de julho de 2014

Príncipe Mecânico- As Origens II de Cassandra Clare


No submundo mágico da Londres vitoriana, Tessa Gray encontrou por fim a segurança com os Caçadores de Sombras. Mas esta torna-se efémera quando forças desonestas na Clave se revelam para destruir a sua protectora, Charlotte, e substituí-la como chefe do Instituto. Se Charlotte perder a sua posição, Tessa será posta na rua – e presa fácil para o misterioso Magister, que deseja usar os poderes de Tessa para os seus fins obscuros. Com a ajuda do bonito e autodestrutivo Will e do devotado e dedicado Jem, Tessa descobre que a guerra do Magister contra os Caçadores de Sombras é pessoal.
Quando encontra um demónio mecânico com um aviso de Will, apercebe-se que o Magister sabe de todos os seus movimentos… e que um deles os traiu. Tessa descobre que o seu coração está cada vez mais atraído por Jem, apesar do seu anseio por Will e dos sombrios estados de alma que continuam a abalar a sua confiança. Mas algo está a mudar em Will… a parede que construiu à sua volta desmorona-se.
A verdade leva os amigos para o perigo, e Tessa descobre que quando o amor e mentiras se misturam podem corromper até o coração mais puro.
A MINHA OPINIÃO:

Príncipe Mecânico
é uma sequela fabulosa de Anjo Mecânico! Cassandra Clare conseguiu o improvável numa trilogia: um segundo livro melhor que o primeiro. É uma leitura maravilhosa com desenvolvimentos estonteantes: quando achamos que as personagens não nos podem surpreender mais, surge sempre algo inesperado mas, perfeitamente coerente e lógico com o mundo dos Caçadores de Sombras. Wil, Tessa e Jem são um trio brilhantemente construído! Não há como não gostar de cada um deles. É quase impossível não os compreender, desesperar ou rir com eles. Aplicar-lhes a definição de triângulo amoroso é demasiado banal e simplista pois, a sua relação é definitivamente mais do que isso. É história de três pessoas eternamente ligadas, cada um é a salvação do outro ou dos outros. Will e Jem, parabatai, irmãos de sangue e de alma são tão diferentes quanto iguais. O seu amor um pelo outro só tem comparação ao que ambos sentem por Tessa. E Tessa? É uma heroína fantástica, que foge aos parâmetros habituais das rapariguinhas dos livros Young-Adult. Esqueçam as meninas frágeis e insonsas, a Tessa é exactamente o oposto. Obrigada Cassandra Clare! Tessa ama Will pela sua impetuosidade, a sua coragem e o seu humor.Mas também ama Jem pela amabilidade, generosidade e coragem. Podia tornar-se entediante ouvir as suas confissões e os seus suspiros pelos cantos porém, Tessa não é assim. Mais uma vez obrigada Cassandra Clare! A beleza desta história está na capacidade extraordinária da autora de nos fazer compreender cada aspecto desta relação. O mundo da escritora também é inesquecível! A sua adaptação à Londres vitoriana, sombria mas, elegante é perfeita. A escuridão da noite encobre os maiores horrores e as depravações de demónios, lobisomens, vampiros e bruxos. Porém, a luz do dia revela outras facetas, outros cenários e visões conferindo complexidade às personagens e a este mundo.
Princípe Mecânico é um livro que vicia, emociona, tortura, causa desespero e alegria. Nada é monocórdico. Tudo é palpitante, cheio de vida e de paixões fortes! Porque é, simplesmente impossível não se compadecer de Will, não desejar a vida a Jem, não desejar a salvação de Tessa e dos Caçadores de Sombras. O regozijo de uma batalha ganha é imediadamente seguido pelas lágrimas de uma derrota e vice-versa. As reviravoltas e as revelações surpreendentes adensam o drama e aumentam a voracidade com que folheamos as páginas. É uma leitura única e fabulosa!

6/7- EXCELENTE

segunda-feira, 7 de julho de 2014

(7 on 7) Julho 2014



7 Blogs, durante 7 meses no dia 7 vão publicar 
7 fotografias de um determinado tema


Mais um dia 7, mais um 7 on 7!!! :D

E o tema deste mês é: pequenos detalhes.

  
 
A joaninha encontrou o seu amor perfeito!



Ainda é dia mas a Lua já veio...


Cerejas amarelas... tão doces quanto às vermelhas!


O leão adormecido na Quinta da Regaleira em Sintra.


As uvas já caiem pela parede aqui em casa.


As mil e umas histórias de uma oliveira em Fátima.


A Dorothy e o Toto do meu Wizard of Oz e a meu último trabalho manual.

As outras meninas participantes:

Julho- Pottermania


domingo, 6 de julho de 2014

A Grande Revelação de Julia Quinn

O coração de Penelope Featherington sofre por Colin Bridgerton há... não pode ser!?? ...mais de dez anos? Sim, essa é a triste verdade. Dez anos de uma vida enfadonha, animada apenas por devaneios apaixonados. Dez ingénuos anos em que julga conhecer Colin na perfeição. Mal ela sabe que ele é muito (mesmo muito) mais do que aparenta... Cansado de ser visto como um mulherengo fútil, irritado por ver o seu nome surgir constantemente na coluna de mexericos de Lady Whistledown, Colin regressa a Londres após uma temporada no estrangeiro decidido a mudar as coisas. Mas a realidade (ou melhor, Penelope) vai surpreendê- lo... e de que maneira! Intimidado e atraído, Colin vai ter de perceber se ela é a sua maior ameaça ou o seu final feliz. PS: este livro contém a chave do segredo mais bem guardado da sociedade londrina.

A MINHA OPINIÃO:

A Grande Revelação é o quarto volume da série Bridgerton. A minha obsessão por esta família começou quando me apaixonei pela escrita de Julia Quinn. É fabulosa! Os romances de época tendem a se tornar repetitivos ao longo do tempo e é preciso algo que se destaque para me cativar. Julia Quinn é tão hilariante quanto amorosa. As situações caricatas em que esta família se mete são uma delícia. Neste livro, nada é mais engraçado que Penelope e Colin! Claramente, são dos casais mais cómicos da série. O facto de serem mais velhos do que os restantes casais quando a sua história de amor se inicia é ainda mais enriquecedora! Ambos são mais confiantes, seguros de si e Penelope é das heroínas mais fantásticas de Quinn. Ela é independente, inteligente e contagiante! Quem não se identifica com a rapariga que adora ler, escrever e só por acaso, é apaixonada desde sempre por um dos homens mais bonitos, perspicazes, cosmopolita da sociedade? Ninguém! O charme e encanto desta relação é inegável.  A cada página que passa ficamos mais enfeitiçados por esta amizade que se torna em amor arrebatador, pela menina feia do baile que se transforma em mulher estrondosa e pelo rapaz perdido que ganha asas e se torna num homem destemido. Há sempre pequenos momentos imprevisíveis e estes, usualmente, acabam em gargalhadas. O entusiasmo é ainda maior quando o segredo de Lady Whistledown é revelado. É um mistério que traz novas reviravoltas e peripécias à história. 
Julia Quinn traz-nos um mimo de livro! Uma leitura cheia de risos, Bridgertons a dar palpites, declarações fofas de amor e discussões intensas seguidas de exasperação e admiração. São aqueles momentos em que nos divertimos perdidamente com os protagonistas pois,  eles ficam estupefactos com a sua própria reacção, seja a roubar um beijo ou a cair num lago lamacento.
Venha o próximo!...

6/7- EXCELENTE

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Pleasure Unbound de Larissa Ione

In a place where ecstasy can cost you your life . . .
She's a demon-slayer who hungers for sensual pleasure-but fears it will always be denied her. Until Tayla Mancuso lands in a hospital run by demons in disguise, and the head doctor, Eidolon, makes her body burn with unslakable desire. But to prove her ultimate loyalty to her peers, she must betray the surgeon who saved her life.
Two lovers will dare to risk all.
Eidolon cannot resist this fiery, dangerous woman who fills him with both rage and passion. Not only is she his avowed enemy, but she could very well be the hunter who has been preying upon his people. Torn between his need for the truth and his quest to find his perfect mate before a horrific transformation claims him forever, Eidolon will dare the unthinkable-and let Tayla possess him, body and soul ...

A MINHA OPINIÃO:

Pleasure Unbound é o primeiro livro da série Demonica. É uma leitura de ritmo alucinante cujo mundo é deveras intrigante. A ideia de que os demónios ( as várias raças deles!) podem andar entre nós, que existem bons ou maus e que eles têm fraquezas como os comuns mortais é o mais atraente do livro. Apesar de os seus deslizes serem obviamente maiores que os dos humanos, há algo de empático neles. A percepção de os demónios são todos iguais é destruída pois, eles aqui podem ter aparência humana ou serem horripilantes. Larissa Ione cria assim um livro em que demónios e Aegis, caçadores de demónios entram em conflito por ignorância. Os Aegis assumem que todos os demónios são perpetuadores do mal, que são todos iguais e portanto, todos merecem o mesmo destino: a morte. Tayla, a protagonista, é uma Aegi que será alvo de um acto de bondade de Eidolon, um demónio, que é médico. A interacção entre os dois é explosiva pois, ambos tem personalidades bastante fortes e vincadas. É agradabilíssimo ver a sua relação evoluir... e claro, que as cenas de carácter sexual abundam ou não fosse Eidolon, um demónio. Este erotismo dá um toque de sensualidade à leitura e não soa a oco. Tem substância por detrás. Mesmo assim, Ione podia ter apostado um pouco mais no romantismo e na mitologia deste mundo tão peculiar. Fica-se com sensação que o melhor ainda está para vir.  As personagens secundárias são sinónimo deste futuro promissor. Alguns terão direito ao seu próprio volume e já captam atenções.
É uma leitura fluida ( sem ser excepcional) mas uma grande introdução a uma série promissora.

4/7- BOM**

PS: Obrigada Cata pelo empréstimo!

sábado, 7 de junho de 2014

( 7 on 7) Junho 2014


O 7 on 7 voltou! 
Tanto implorei que as meninas me deixaram entrar... Obrigada!

O tema de Junho é a Infância.


Porque é bom recordar os tempos em que ingenuidade era felicidade! :)


Livros, livrinhos os meus amigos mais antigos! Eles ainda cheiram à minha infância.


Quem não se lembra dos pequenos desenhos animados da Disney? ( Foto tirada no Museu Cosme Damião)


Suspiros doces... Mãe eu quero um suspiro! :p


 E.T quer ir para casa!!! Primeiro filme que vi já ser da Disney que adorei em pequena. ( Museu Cosme Damião)


Os Legos... Horas e horas a brincar com os primos!

 
A música que descobri na infância e me ajudou a crescer...

Visitem também os outros participantes:


 



segunda-feira, 2 de junho de 2014

TAG In Your Pants/ Nas tuas calças

Esta TAG é das mais engraçadas que circulam no Youtube. O objectivo é escolher pelo menos 10 livros e adicionar Nas tuas calças ao título.

sábado, 24 de maio de 2014

A Culpa é das Estrelas de John Green

Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.

PERSPICAZ, ARROJADO, IRREVERENTE E CRU, A Culpa é das Estrelas é a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado.
 
A MINHA OPINIÃO:

A Culpa das Estrelas é um livro surpreendentemente leve para uma obra que aborda o amor entre dois adolescentes com cancro. Porém, esta leveza não pode e nem deve ser confundida com desleixo ou desrespeito. Pelo contrário, é sinónimo de vida! John Green tem aqui uma história de vida e não de morte. E é belo assistir à paixão de Hazel e Augustus! Hazel é adorável e os seus sonhos são tão legítimos quanto credíveis. Ela ainda tem aquele toque de irreverência característico da adolescência o que lhe confere realismo. Quanto a Augustus, ele é uma caixinha cheia de mistérios. Tem um je ne se quois de Shakespeare pois, os seus pensamentos e diálogos além de perspicazes são quase teatrais. Mas, após o conhecermos melhor percebemos que é mesmo da sua natureza muito suis generis e que faz parte do seu encanto. Além das personagens empáticas, a escrita de Green consegue ser cómica não dramatizando em demasia as situações. Há um grande sentido de equilíbrio e harmonia ao longo do livro sendo que, ele tão depressa nos leva ao riso quanto às lágrimas. É uma leitura empolgante embora seja muito juvenil, claramente direccionado para a faixa etária em questão. A escrita de Green reflecte essa imaturidade, não sendo ainda plena como convém à adolescência. Isso pode ser uma mais-valia ou uma desventura consoante o leitor.  Quem espera uma obra-prima com uma escrita enorme e cheia de requinte ficará desapontado. Todavia, quem não se importa com a simplicidade cheia de significado ficará feliz.
É um livro que aquece o coração e cujo final é algo inesperado mas que, fecha muito bem uma bonita história de vida. Não é deslumbrante não obstante, não deixa de ser encantador!

5/7- MUITO BOM

TRAILER DO FILME:

 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

O Grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald

A existência de F. Scott Fitzgerald coincide literáriamente com os dois decénios que separam as duas guerras, repartindo-se entre a América onde nasceu, numa pacata cidade do Middle West, no Minnesota, e a França, onde viveu durante vários anos com a família. O seu nome evoca-nos uma geração que associamos à lendária idade do jazz, vertiginosa e fútil. Fitzgerald pertenceu a essa geração, foi um dos seus arautos. A sua vida tão precocemente visitada pela fama, e tão cedo destruída, é a carne e o sangue de que é feita a sua obra. O Grande Gatsby é o seu maior romance, talvez porque nele se fundem com rara felicidade essa matéria-prima, a sua própria experiência de vida, e uma linguagem de grande qualidade poética.

A MINHA OPINIÃO:

O Grande Gatsby  é um livro "dito" clássico que marcou a história da literatura de tal modo que, já foi, várias vezes, adaptado ao cinema e motivo de discussões e palestras por todo mundo. Com pouco de 100 páginas, é uma obra que me intrigava bastante.
É realmente um monumento à sociedade americana dos loucos anos 20! Fitzgerald  traça um retrato perfeito de uma época marcada pela ostentação, pela especulação financeira, corrupção, consumismo e pela inovação industrial e tecnológica.  As descrições do autor apontam para uma sociedade fútil e supérflua que vive para a adulação e o narcisismo. É apologista da liberdade porém, esquece-se que com esta também há deveres. Tudo é levado ao extremo como se a liberdade se pudesse esgotar. O mais fascinante deste quadro pintado por F. Scott Fitzgerald é que, apesar destes excessos todos os personagens procuram a felicidade, obtendo uma imagem muito deturpada dela. Jay Gatsby espelha exactamente, a fabricação de um sonho, a busca de uma ilusão e de uma Daisy que já não existe. Através do olhar de Nick, o narrador, Gatsby é a personificação do oco e do vazio. Estar rodeado de riqueza todavia, não poder ter aquilo que se realmente quer. Ele é uma personagem completa e dissecada pelo autor até à exaustão pelo que, sentimos o seu percurso com emoção e compaixão. Já Daisy, é intragável. É provável que este fosse o objectivo do escritor mas, torna insuperável cada momento que ela surge. Ela é uma personagem de carácter hediondo, um produto da sociedade oca que a rodeia. 
A escrita de Fitzgerald é belíssima e o fim do livro é poderoso, cativando o leitor. Todavia, o início é moroso e as vibrantes descrições não compensam o défice de acção. Entende-se a importância do livro que retrata uma época com profundidade e detalhe mas, esperava algo mais.

4/7- BOM

TRAILER DO FILME:

 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

O Oceano no Fim do Caminho de Neil Gaiman


Este livro é tanto um conto fantástico como um livro sobre a memória e o modo como ela nos afecta ao longo do tempo. A história é narrada por um adulto que, por ocasião de um funeral,  regressa ao local onde vivera na infância, numa zona rural de Inglaterra, e revive o tempo em que era um rapazinho de sete anos. As imagens que guardara dentro de si transfiguram-se na recordação de algo que teria acontecido naquele cenário, misturando imagens felizes com os seus medos mais profundos, quando um mineiro sul-africano rouba o Mini do pai do narrador e se suicida no banco de trás. Esta belíssima e inquietante fábula revela a singular capacidade de Neil Gaiman para recriar uma mitologia moderna. 

 A MINHA OPINIÃO:

Há livros que apesar de terem poucas páginas nos trazem uma imensidão de sentimentos e uma riqueza indescritível! Nesta categoria insere-se O Oceano no Fim do Caminho. Sempre me surpreendeu o modo como Neil Gaiman enlaça o ficcional com o real ao ponto de não haver distinção entre ambos. Aquele é o seu mundo, o nosso mundo e, por mais bizarro que soe um lago ser de facto, um oceano, nós acreditamos. Nunca sabemos o nome do protagonista mas isso, não impede a nossa ligação com ele e reconhecer a sua admiração por Lettie, a amiga que tem 11 anos há vários anos. 
É uma leitura fabulosa no verdadeiro sentido da palavra! A Terra poderia parar de girar e eu nunca o sentiria porque estava imersa nas suas páginas. Traz alegria, acaba com solidão e faz-nos temer pelos personagens como se fossem de carne e osso. E apesar de tudo ser estranho, tudo é belo! Remete-nos para infância onde o impossível era possível de alcançar. Gaiman é mestre a criar histórias raras onde se abrem portas no coração para outro mundo porém, nas suas fundações estão aquilo que nos torna humanos: o medo, o horror, a coragem, a amizade, o sacrifício, o amor e o sonhar além do que temos.
Com somente 200 páginas, O Oceano no Fim do Caminho é uma viagem memorável que me põe na rota de outros livros do autor.
Ele deixa-nos aquela sensação familiar de nostalgia pois, quando o acabamos queremos mais mesmo sabendo que, ele é perfeito assim mesmo! Adoraria reencontrar Lettie ou o pequeno rapazinho de sete anos feito homem todavia, conhecê-los já me trouxe muita felicidade...

6/7- EXCELENTE