sexta-feira, 18 de abril de 2014

TAG: Venha o Diabo e Escolha!


Esta TAG bastante original e diabólica foi criada pela Catarina do blogue e canal Little House of Books. Consiste em responder a várias perguntas com opções que são ambas terríveis.  Obrigada Catarina por me tagueares. Respondam em vídeo ou em post mas respondam!



As perguntas são:

1- Preferias só poderes ler um livro por ano e saberes que ias adorá-lo imenso ou leres vários e não gostares muito deles?
2- Preferias nunca poderes conhecer o teu autor(a) favorito/a ou nunca mais poderes ler mais livros do/a mesmo/a a partir deste momento?
3- Preferias ser obrigado a ver sempre os filmes antes de leres os livros ou nunca veres os filmes?
4- Preferias matar uma das tuas personagens favoritas de sempre ou deixar um dos piores vilões escapar impune?
5- Preferias ser um tributo nos Jogos da Fome ou que a pessoa mais importante para ti no mundo o fosse?
6- Preferias que a tua série favorita de sempre nunca tivesse existido ou que o/a autor(a) nunca a conseguisse acabar?
7- Preferias nunca ter conhecido esta comunidade literária na internet ou teres de deixar de fazer parte dela para sempre obrigatoriamente?
8- Preferias que um livro que encomendaste chegasse a tua casa numa edição super feia, mas em ótimas condições ou que chegasse a tua cada na edição que querias, mas toda estragada, sem puderes reclamar?
9- Preferias que os teus livros, por conta de uma tragédia, ardessem ou se afogassem?
10- Preferias rasgar a capa de um livro ou sujá-la com algo que não saia?

Vou taguear:

domingo, 13 de abril de 2014

O Deus do Rio de Wilbur Smith

Durante as celebrações em honra de Osíris, os súbditos leais do actual Faraó reúnem-se para prestar vassalagem ao seu senhor. Somente Taita - um escravo de superior inteligência, que será barbaramente punido nessa altura - o vê como um símbolo da decadência de um reino que já viveu tempos bem mais gloriosos. O perigo espreita todos quantos se opõem à nova elite dirigente. Mas, juntamente com a sua jovem ama Lostris e o seu amigo Tanus, Taita dá início a uma longa e arriscada empresa: a que lhe é traçada pelo sonho de restaurar a majestade do Faraó dos Faraós nas resplandecentes margens do Nilo. 
A MINHA OPINIÃO:

O Deus do Rio é um romance histórico que possui a habilidade fenomenal de nos transportar para uma época tão distante como o Antigo Egipto. Wilbur Smith apresenta descrições sublimes com pormenores tremendos que permitem ao leitor sentir, cheirar e deslumbrar-se com a opulência da corte egípcia ou com a beleza do rio Nilo. É inegável a atmosfera mágica que este livro carrega... O panteão de deuses egípcios, a superstição de um povo e seu quotidiano são tão bem ilustrados que é impossível não se apaixonar por aquela terra. Não há dúvida que Smith consegue envolver o leitor nesta viagem, porém, o seu problema está e não está no seu protagonista, Taita.  Ele é um escravo que presencia tudo mas, se não fosse o narrador seria muito mais apreciado como personagem. Taita soa a demasiado perfeito e, embora fosse submetido a uma terrível provação quando era novo, isso não ofusca o facto de ele saber tudo, fazer tudo lindamente, ser herói e ajudante de herói sem derrotas no seu cartório. Soa a exagero! Ainda mais quando é ele que nos conta a história. É esse o grande paradoxo dos livros narrado na primeira pessoa: ou acertam completamente e há uma harmonia completa entre a evolução do personagem que o narra e das restantes ou então, torna-se demasiado egocêntrica ou ainda demasiado altruísta. Neste  caso, Taita ao contar os seus feitos que, são intermináveis acaba por inconscientemente, centralizar o relato em si e é enfadonho ouvi-lo falar de quão maravilhoso e inteligente, ele é. Inconscientemente, pois não acredito que Wilbur Smith o tenha feito propositadamente. Apenas queria que o seu Taita ganhasse admiração de os leitores. Todavia, as personagens mais cativantes são aquelas que não são totalmente boas, aquelas com uma réstia de maldade. Logo, o livro beneficiaria muito se fosse escrita na terceira pessoa ou narrado de diferentes perspectivas. Seria muito mais abrangente e muito mais viciante! Além de que, há situações muito inverossímeis.
É uma obra que me trouxe o sabor do Antigo Egipto,  a história de Tanus e Lostris que é belíssima e um Taita que tanto me fez amar como odiar o livro. 

4/7- BOM

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Devaneios de Séries... The White Queen (2013)- A Rainha Branca


The White Queen ( A Rainha Branca) é uma mini-série britânica de 10 episódios exibida pela BBC no Reino Unido e pela STARZ nos Estados Unidos da América. É baseada nas obras de Philippa Gregory sobre a Guerra das Rosas ou a Guerra dos Primos. Abrange a história narrada em A Rainha Branca, A Rainha Vermelha e A Filha do Conspirador. A STARZ está a estudar uma sequela que irá narrar os acontecimentos de The White Princess, o próximo livro da saga ainda sem edição portuguesa.
À semelhança dos livros, centra-se nas personagens femininas das casas de Lancaster e York. que influenciaram o rumo da guerra pelo trono. As protagonistas são Elizabeth Woodville, Margaret Beaufort e Anne Neville.
Esta adaptação televisiva é bastante fiel às obras que lhe deram origem por isso, há algumas incongruências históricas. Afinal, não se trata de um retrato de uma época mas, de uma adaptação de um retrato romanceado do período da guerra civil inglesa.


As actrizes que dão vida às personagens principais são competentes porém, Rebecca Ferguson que interpreta Elizabeth só me conquistou após alguns episódios. Culpo em parte o argumento porque ela demonstra uma frieza e uma altivez que não me lembro de ser tão marcada nos livros. A Elizabeth da série é das personagens cujo passado nublado pode causar confusão nos não-leitores. Quem leu os livros sabe que Jacquetta, a sua mãe tem poderes que não são comuns e que instruiu a filha nesses mistérios. Na adaptação televisiva, estes momentos surgem quase sem explicação. Só ao fim de algum tempo é que se começa a perceber o porquê das mulheres da sua casa terem uma ligação tão forte ao rio e à água.
Amanda Hale que dá vida a Margaret Beaufort é que é verdadeiramente surpreendente! Nos livros, Margaret é insuportável com o seu fanatismo religioso e a sua crença de que é enviada por Deus mas, aqui, Amanda sabe torná-la mais empática, enfatizando o seu amor pelo filho e a sua capacidade quase maluca de sacrifício por ele. Mesmo assim, há momentos em que me apetece lhe dar uns estalos por conta da sua homónima literária.
Faye Marsay, a Anne Neville é a minha predilecta das três. A sua transformação de menina a mulher é muito tocante. O seu caminho não é fácil e o modo como a actriz a molda consoante as circunstâncias é notável.


No elenco secundário, os destaques são, sem dúvida, David Oakes com o seu maníaco George, Aneurin Barnard como Richard,  James Frain como Lord Warwick e Janet McTeer como Jacquetta. Todos trazem às personagens carisma e personalidade e concordando ou não com as suas acções, quando estão em cena, são memoráveis. Max Irons,o Edward IV parece, por vezes, deslocado do seu lugar. Primeiro ele devia ser mais velho que George, o que não aparenta e depois à medida que envelhece deixa de ser credível. Mas isto também é culpa da produção. A maquilhagem e as próteses existem para isso. Alguns personagens parecem eternos e nem uma ruga têm com o passar dos anos. Então, o Edward gordo chega a ser hilariante. A barriga falsa parece uma gravidez.
No entanto, a narrativa é atractiva e os episódios consistentes e equilibrados que impelem o espectador a seguir a mini-série até ao fim.
Em suma, esta adaptação televisiva tem algumas falhas todavia, não deixa de ser um bom entretenimento.

TRAILER:



segunda-feira, 31 de março de 2014

TAG/Selinho Viajando pela leitura


Obrigada Catarina por este selinho!




REGRAS:

- Indicar o nome do blog que indicou esse selo (no vídeo)
- Utilizar o banner original (check)
- Indicar mais de cinco blogues e avisá-los ( no vídeo)
- Responder à pergunta “Qual foi a melhor viagem que você já fez através da leitura e qual foi o livro?” (no vídeo)

domingo, 30 de março de 2014

A Ironia e a Sabedoria de Tyrion Lannister de George R.R. Martin

Venha conhecer Tyrion Lannister, uma das personagens mais memoráveis de As Crónicas de Gelo e Fogo…

Os Sete Reinos podem chamar-lhe depreciativamente de Duende, mas não passaria pela cabeça de ninguém acusar Tyrion Lannister de ser um tolo. A sua língua melíflua já lhe salvou a vida inúmeras vezes e a sua inteligência refinada deu-lhe muitas vitórias e ainda mais dissabores.
Tyrion é odiado e temido pela corte, mas os seus amigos conhecem-no pela lealdade e compaixão que demonstra pelos mais fracos. No palco das intrigas, a sua família é o seu maior inimigo, mas combate-os com uma fina ironia e perspicácia sem rival. A sua irmã que o diga!
Divertido e irreverente, por vezes profundo e sensato, A Ironia e Sabedoria de Tyrion Lannister pode ser um livrinho pequeno como Tyrion, mas as pérolas que contém mostram a grandeza desta personagem, uma das mais memoráveis da literatura fantástica. 
A MINHA OPINIÃO:

Tyrion Lannister é das personagens mais emblemáticas de George R.R Martin. Sempre leio um livro das Crónicas aguardo ansiosamente pelos seus capítulos porque ele é simplesmente irresistível!  A sua complexidade é deveras profunda. O Lannister que, usa da sua inteligência, da sua lábia e humor mordaz para escapar e montar as mais diferentes artimanhas é também um homem com sentimentos e cicatrizes emocionais grandes. Tyrion é, indubitavelmente, das minhas personagens favoritas de George R.R. Martin. Contudo, A Ironia e a Sabedoria de Tyrion Lannister soube-me como leitura a muito pouco. Limita-se a fazer um compêndio de citações do mesmo. A partir de algumas, até podemos inferir algumas características da sua personalidade porém, não é de modo nenhum algo que não haja nas Crónicas de Gelo e Fogo. Há ainda repetições que se tornam redundantes. O que salva o livro são as ilustrações magníficas que têm um ar ligeiramente infantil mas, irónico. É um livrinho para aquele coleccionador que se regala com tudo o que tenha a ver os Westeros até porque a relação preço/conteúdo é chocante neste caso.

2.5/7- RAZOÁVEL

PS: Obrigada Cata pelo empréstimo!

PS nº 2: Eis uma das melhores cenas do Tyrion na série:


terça-feira, 25 de março de 2014

TAG- O Livrofone

Olá a todos! Hoje apresento uma semi-novidade: um vídeo!
Depois de a Catarina me ter passado o bichinho, resolvi responder a esta TAG que o José me passou deste modo. Obrigada! Aceitam-se sugestões e reclamações ( desde que não seja a me atazanar pelo meu sotaque, livrem-se!)... ;)



sábado, 22 de março de 2014

Bons sonhos, meu amor de Dorothy Koomson


Arriscaria tudo por amor?
Nova Kumalisi faria qualquer coisa pelo seu melhor amigo. Ela deve-lhe a vida.
Por isso, quando ele lhe pede que seja mãe de substituição do seu filho e, apesar de saber que corre o risco de perder a amizade, Nova aceita.
Oito anos mais tarde, Nova está a criar o filho de Mal sozinha, porque a mulher dele mudou de ideias, escassos meses antes de a criança nascer, assim destruindo a relação entre os dois amigos.
Agora, Leo, o filho de ambos está gravemente doente. Nova quer que Mal conheça o filho antes que seja demasiado tarde.
Na tragédia descobrirão o quanto significam um para o outro.

 A MINHA OPINIÃO:

Bons Sonhos, meu Amor é o primeiro livro que leio de Dorothy Koomson.
É uma verdadeira viagem ao âmago do ser humano que transborda emoções por todos os poros! A complexidade dos sentimentos humanos é o pilar fundamental da história cuja força e similaridade com a realidade é apaixonante. Nova, Mal, Stephanie, Leo, Keith são personagens imaginadas por Koomson porém, poderiam ser de carne e osso. São incrivelmente verossímeis e entrar nas suas vidas não é um esforço muito pelo contrário, é muito fácil.Contudo, esta facilidade não ofusca o quão poderosa é a história! Alternando o passado com o presente, a autora enreda o leitor em cada uma das trajectórias dos protagonistas. A sua escrita é subtilmente eficaz a explicar o quanto estas personagens se amam, cada uma à sua maneira e a entender o porquê das suas decisões. Não é crítica apenas, expõe os argumentos e os factos. É sentimentalista e íntima sem, no entanto, adquirir proporções novelescas. 
No centro da história está Leo, uma criança de oito anos que proporcionará um encontro há muito desejado mas, temido entre Nova e Mal. Os pequenos interlúdios de Leo que abençoam a entrada dos novos capítulos são absolutamente enternecedores. Dão a conhecer a inocência e a sapiência admirável deste miúdo que conquista o leitor de imediato.
O início da leitura é marcado pela enormidade de perspectivas de cada um dos intervenientes mas, à medida que as páginas avançam, deixa de ser confuso para se tornar um hábito. É um livro tocante com uma história grandiosa! Pode não ter dragões, guerras e cavaleiros de armadura reluzente porém, é grande! Porque faz repensar na nossa própria vida e nas nossas escolhas, nas decisões que tomámos e nos silêncios que insistimos manter com medo do futuro.
O final de Bons Sonhos meu Amor é revoltante e de certa maneira, atroz ( como diria uma amiga minha, é preciso uma vacina contra a raiva!). É inesperado mas, agora olhando para trás não o consigo imaginar de outro modo. Sem ele, o livro não teria sido tão marcante e se perderia algures na estante. Ao invés, é das leituras mais fascinantes que lá se encontram!

6.5/7- EXCELENTE

PS: Obrigada Sandra por esta prendinha maravilhosa! Ah e obrigada por tu e a Cata serem umas "chatas" e me obrigarem a ler esta autora.

segunda-feira, 10 de março de 2014

A Rapariga que Roubava Livros de Markus Zusak



Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.
A MINHA OPINIÃO:

A Rapariga que roubava livros é inesquecível! É a melhor palavra que existe no dicionário para o definir. O início é altamente impactante e original porque apresenta a Morte como narradora. O que podia ser algo impensável e mórbido não o é, pois, o seu relato apesar de ser fatalista ( convenhamos ela é a Morte!)  não deixa de ser esperançoso. A sua honestidade consegue até roçar o hilariante!
As primeiras páginas são marcadas pela adaptação do leitor à escrita peculiar de Markus Zusak. Esta maneira distinta de contar é como íman que nos atrai para dentro do livro. No entanto, após os primeiros capítulos cheguei a temer o pior porque o senti esmorecer. Só que,  pouco tempo depois, a relação entre Liesel e Hans Huberman, o seu pai adoptivo, começou a evoluir vertiginosamente e assim a  atracção da Morte pela história de Liesel tornou-se minha. O amor da protagonista pelos livros é algo que ressoa em mim. As palavras são poder, imaginação e esperança em tempos atribulados.
Esta obra é de uma riqueza incalculável porque a cada momento descobrimos um sentimento que nos remete para a história, ou seja, nunca deixamos verdadeiramente o livro. Mesmo quando o fechamos Max, Hans, Rosa, Rudy e Liesel ficam connosco. Ele mostra um outro lado do Holocausto. Normalmente, os livros sobre o tema focam-se sobre o lado judeu todavia, este visa o lado alemão. Foca-se naqueles que foram forçados a combater pela causa nazi que abominavam e que sofreram as consequências de uma guerra que não provocaram. A fome e o desespero são constantes na rua Himmel contudo, Liesel constrói grandes relações, tem grandes gestos e muitos são através de pequenos e, supostamente, insignificantes objectos, os livros. A leitura também pode ser conforto. Juntamente com o fiel amigo Rudy cuja lealdade é invulgar, ela busca um modo de sobreviver à fome fisiológica mas também à fome psicológica. O alimento que a sacia não é exclusivamente, material. Aí entram os livros, o amor por Rosa, Hans, Rudy e a tocante amizade com Max, um pugilista judeu. Aliás, este último é a personagem principal de alguns momentos fenomenais. Um simples céu estrelado que tomamos como garantido é algo de extraordinário para Max que vive numa clausura necessária. A maneira como Liesel lhe traz um pouco do mundo de lá fora ao seu amigo é belíssima e enternecedora.
A Rapariga que Roubava Livros é um hino ao espírito humano e uma crítica à podridão humana. Mostra a força das palavras que podem salvar vidas ou serem o seu fim. É um livro de descrições precisas mas onde a imaginação é fértil! É ímpar e marcou-me para sempre...

7/7-OBRA-PRIMA

TRAILER DO FILME:



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Devaneios à Solta... Dr.Zhivago de Boris Pasternak

Fajã da Areia, São Vicente, Ilha da Madeira (foto da minha autoria)

 " Mas a questão não está apenas no arcaismo das formas, no seu anacronismo. A questão não está em que estes espíritos do fogo e da água voltam a confundir e a obscurecer aquilo que foi claramente desenredado pela ciência. A questão é que esse género contradiz todo o espírito da arte contemporrânea, a sua essência e os seus motivos." 

in página 48 de Dr. Zhivago de Boris Pasternak

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

TAG- TOP 10 de livros marcantes



No facebook, está circular uma TAG referente ao TOP 10 de livros que nos tenham marcado. Decidi respondê-la através do blogue. A ideia é criar uma lista com 10 livros (ficção ou não-ficção), mas que tenham ou ainda sejam importantes para nós e deverão ser escolhidos sem se ponderar muito.
.
Fui nomeada para esta "TAG" pela Maria Rita do blogue O Imaginário dos Livros. Muito obrigada!!!
Ia responder em vídeo mas, infelizmente, ainda não tenho condições técnicas para os fazer. Quem o quiser responder dessa forma esteja à vontade.
.
1 - O Monte dos Vendavais de Emily Brontë ( * opinião*)
2 - As Crónicas de Gelo e Fogo de George R.R. Martin  (* opiniões*)
3 - A Papisa Joana de Donna Woolfolk Cross (*opinião*)
4 - E Tudo Vento Levou de Margaret Mitchell (* opinião*)
5 - A Canção de Tróia de Colleen McCullough (*opinião*)
6 - Trilogia O Senhor dos Anéis de J. R.R. Tolkien
7 - Kafka à Beira Mar de Haruki Murakami (*opinião*)
8 - As Crónicas de Bridei de Juliet Marillier (*opiniões*)
9 - A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Záfon (*opinião*)
10 - Lisboa Triunfante de David Soares (* opinião*)
.
A segunda parte desta TAG consiste em nomear mais 10 pessoas. Aqui vão elas:
.
Patrícia de Chaise Longue
Catarina de Páginas Encadernadas ( quando voltares!)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A Senhora da Magia- As Brumas de Avalon I de Marion Zimmer Bradley

O clássico As Brumas de Avalon regressa ao mercado português para dar a conhecer a uma nova geração esta história mágica e intemporal centrada nas mulheres que, por detrás do trono de Camelot, foram as verdadeiras detentoras do poder.
Morgaine é ainda uma criança quando testemunha a ascensão de Uther Pendragon ao trono de Camelot. Uther deseja Igraine, a mãe de Morgaine, presa a um casamento infeliz com Gorlois. Mas há forças maiores que estão em curso e que se preparam para mudar as suas vidas para sempre. Através da sua sacerdotisa Viviane, Avalon conspira para unir Uther a Igraine e dessa aliança nascerá Arthur, a criança que salvará as Ilhas. Morgaine, dotada com a Visão, é levada por Viviane para Avalon onde irá receber treino como sacerdotisa da Deusa Mãe. É então que assiste ao despertar das tensões entre o velho mundo pagão e a nova religião cristã. O que Morgaine desconhece é que o destino irá armar-lhe uma cilada e pô-la, de novo, no caminho do meio-irmão Arthur da forma que menos espera… 

A MINHA OPINIÃO:

As Brumas de Avalon são uma saga incontornável para quem aprecia o mito arturiano. Logo, era-me imprescindível a sua leitura. A Senhora da Magia, o primeiro volume da tetralogia, é uma peça introdutória que nos apresenta Morgana e Arthur e tudo o que envolveu o seu nascimento e a sua ascensão a sacerdotisa de Avalon e rei de Camelot, respectivamente. As acções premeditadas e as atitudes irreflectidas que ditarão o seu destino são aqui narradas de forma excepcional. Zimmer Bradley consegue descreve a beleza e o misticismo da ilha de Avalon, a brutalidade da guerra e o confronto entre a antiga e a nova religião com a mesma seriedade e realismo conferindo-lhe aquela sensação única de veracidade. Imersos numa história belíssima, os personagens são tão lendários quanto inesquecíveis! Viviane e Merlin são, talvez, dos mais intrigantes. Aquela quase obsessão pelo dever, pela devoção à Deusa e a contradição com os seus sentimentos quanto os seus objectivos não coincidem são conflitos bastante humanos e compreensíveis.
O livro é narrado de uma perspectiva feminina mais, concretamente, pela própria Morgana. É visível o poderio feminino ao longo das páginas do livro. Em Avalon, a mulher é detentora de grande autoridade e possuidora de grande liberdade desde que respeite os ensinamentos da Deusa. O contraste com a cultura romana e mentalidade da idade média não podia ser maior. Ela resigna-se ao seu papel de esposa obediente ao marido e mãe. Porém, as linhas não são tão claras como aparentam. Viviane e Igraine são duas irmãs que espelham bem o que significa viver sob a régie de Avalon e sob as ordens de um marido romano. Será que a liberdade concedida a Viviane também não é um cárcere? Apesar de, indiscutivelmente, amar o seus filhos e Morgana, como sua própria filha,  tem de relegar as suas emoções em prol da Deusa. E Igraine? Cujo matrimónio com um não-crente a restringe como filha de Avalon que é? É esta complexidade que torna os intervenientes na história tão atraentes aos olhos do leitor. É mérito da autora, engrandece o enredo e nos abstrai, eventualmente, da facilidade com que algumas personagens se apaixonam ou se desapaixonam. É uma das falhas deste A Senhora da Magia, os diálogos que levam a relações amorosas soam algo artificiais pois, não se presencia o surgir em si do amor. Toma-se esse facto como adquirido. No entanto, holisticamente acaba por não ter grande importância perante a grandiosidade e a magnificência desta obra de Marion Zimmer Bradley.
É um livro que não me arrependo de o ter lido porém, esperava um pouco mais...

5/7- MUITO BOM

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O Anjo Mecânico- As Origens I de Cassandra Clare

A magia é perigosa, mas o amor é ainda mais perigoso.
Quando Tessa Gray, uma rapariga de dezasseis anos, atravessa o oceano para se reunir ao irmão, o seu destino é a Inglaterra do reinado da rainha Vitória e aventuras aterrorizadoras aguardam-na no Mundo-à-Parte de Londres, onde vampiros, bruxos e outras personagens sobrenaturais palmilham as ruas iluminadas a gás. Apenas os Caçadores de Sombras, guerreiros que se dedicam a livrar o mundo de demónios, conseguem manter a ordem no caos.
Raptada pelas misteriosas Irmãs Escuras, membros de uma organização secreta chamada Clube Pandemonium, Tessa depressa fica a saber que também pertence ao Mundo-à-Parte e que possui uma habilidade rara: o poder de se transformar, quando quer, noutra pessoa. Além disso, o Magister, a figura misteriosa que dirige o clube, tudo fará para reclamar o poder de Tessa para si.
Sem amigos e perseguida, Tessa refugia-se junto dos Caçadores de Sombras do Instituto de Londres, que juram encontrar-lhe o irmão se usar o seu poder para os ajudar. Em breve se sente fascinada, e dividida, entre dois amigos: James, cuja beleza frágil esconde um segredo mortal, e Will, um rapaz de olhos azuis, cujo humor cáustico e temperamento volúvel mantêm toda a gente da sua vida à distância… ou seja, toda a gente menos Tessa. À medida que a investigação os vai arrastando para o âmago de uma conspiração tenebrosa que ameaça destruir os Caçadores de Sombras, Tessa percebe que poderá ter de escolher entre salvar o irmão e ajudar os seus novos amigos a salvar o mundo… e que o amor pode ser a magia mais perigosa de todas.

A MINHA OPINIÃO:

O Anjo Mecânico é arrebatador! Nunca entrará para os anais do Prémio Nobel nem nunca será o pináculo de uma escrita densa e complexa porém, é electrizante! Cassandra Clare sempre teve esta aptidão: a de tornar a história tão avassaladora que é um prazer virar as páginas atrás umas das outras! A Londres vitoriana, local de eleição para acção, é intensamente sombria e inacreditavelmente atraente. James, Tessa e Will, os protagonistas, vagueiam por esta cidade embarrando com criaturas do Mundo-à-Parte e humanos de carácter duvidoso. Formam um triângulo amoroso típico deste género de literatura porém, são muito atípicos na sua vulgaridade. Não há nada de previsível na relação dos três. James e Will são completamente o oposto de um do outro contudo, são irmãos de coração. Há claramente muito afecto fraternal entre ambos embora, Will tente esconder tudo o que seja sentimentos debaixo uma muralha que ele próprio ergueu. Tem um humor sarcástico delicioso e, é daqueles personagens que nos incitam a ler mais e mais porque atrás da sua sombra se escondem milhares de segredos prestes a ser desvendados. James é uma alma mais gentil, mais sereno e um contraste perfeito para impetuosidade de Will. Tessa é uma heroína acidental todavia, não é fraca ou insonsa. Ela também possui mistérios desconhecidos na sua árvore genealógica e vai crescendo ao longo das páginas tornando-se mais independente e determinada. Não obstante, a atenção dada a Will, Tessa e James não é sinónimo de personagens secundárias negligenciadas. Pelo contrário, Charlotte e o seu hilariante marido, inventor desastrado e génio incompreendido, Sophie e Thomas são exemplos fantásticos! Claro que Magnus é um bruxo sempre muito bem-vindo! E faz a ligação com a saga cronologicamente posterior.
A escritora recria mais uma vez a sua mitologia muito própria com vampiros, anjos, bruxos e humanos a viver sob regras muito frágeis. E ainda há tudo o que não é nem do Inferno nem do Céu...
O Anjo Mecânico peca só por algumas semelhanças a nível da construção das personagens relativamente a trilogia dos Instrumentos Mortais. Se lesse só livros de Clare sem outras leituras permeio era bem capaz de encontrar um padrão.
O maior trunfo da escritora continua a ser o mundo que criou cheio de revelações, reviravoltas bombásticas e acção quase ininterrupta que favorecem uma leitura rápida e muito absorvente!

5/7- MUITO BOM

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Novas aquisições e encontro com amigas bloggers:)...


Olá meus amores! 
2014 é, como tantos outros, um ano de poupança para mim. E isso implicar gastar menos em livros e dar prioridade aos que tenho ainda por ler. Normalmente, compro em alfarrabistas, em segunda-mão ou em promoções logo, já poupo imenso. Mas, é altura de entrar em abstinência livresca até pelo menos ao meu aniversário em Abril! (wish me luck!*)

Estes livrinhos da fotografia não são a excepção à regra, pelo contrário, são prendinhas!  
A Herança de Katherine Webb é uma oferta do meu mano mais velho. 
O Divergente e o Insurgente de Veronica Roth são uma compra pós-Natal devido a um cheque-oferta da FNAC que dois amigos fantásticos me deram. Adquiri estes dois porque a Sandra do Mil Estrelas no Colo estava comigo e aconselhou-me esta trilogia! Agora façam uma pausa e imaginem estas abençoadas criaturas à solta numa livraria!
O Livro Negro de Hilary Mantel e o dragãozinho foram presentes da extremamente fofinha Cata do Páginas Encadernadas
O Bons Sonhos Meu Amor da Dorothy Koomson e o marcador lindo são prendinhas da igualmente fofinha Sandra do Mil Estrelas no Colo.

E como tínhamos de recordar eternamente uma das nossas saídas decidimos gravar os momentos hilariantes das nossas conversas ( foi uma ideia da Cata!). Ah, se se meterem com nosso sotaque, estão feitos ao bife comigo!:p


Infelizmente, não consigo fazer com que o vídeo apareça aqui deixo-vos um link para o youtube. Cliquem na imagem e vão lá ter.

http://www.youtube.com/watch?v=4oYQ9rvF1Hk

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Um Fogo Eterno- Trilogia Langani II de Barbara & Stephanie Keating

ATENÇÃO A SINOPSE CONTÉM SPOILERS!!!

Três mulheres em busca de amor e redenção, na apaixonante sequela de Irmãs de Sangue

Hannah, Sarah e Camilla partilharam uma infância mágica e feliz no Quénia. Anos depois, as três jovens mulheres regressam às terras altas da África Oriental e àquele que é agora um país independente.

Hannah luta para preservar a sua memória na fazenda Langani, alvo de uma série de ataques violentos que ameaçam a sua segurança e casamento. Sarah está a estudar o comportamento dos elefantes numa zona perigosa devido à acção de caçadores furtivos, refugiando-se no trabalho para superar a morte do seu amor de infância. Camilla, um ícone mundial da moda, abandona a sua carreira em Londres e regressa ao Quénia por amor a um carismático caçador e guia de safáris. Mas um segredo paira sobre elas. Com a ajuda de um ambicioso jornalista indiano, elas vão desvendar a verdade por detrás da morte do noivo de Sarah e dos constantes ataques à fazenda e às suas vidas. As paixões e provações por que passam estas inesquecíveis heroínas, unidas uma vez mais pela amizade e pelo amor ao país das suas infâncias, fazem de Um Fogo Eterno um romance épico e magnífico.
A MINHA OPINIÃO:

Um Fogo Eterno é o segundo volume da trilogia Langani. O primeiro deixou-me uma marca indelével e quase atingiu o adjectivo cimeiro de insuperável. Porém, esta continuação é digna de ser sua sucessora. Mais uma vez, transborda os aromas e as paixões irresístíveis de África. Sarah, Hannah e Camilla seguram as rédeas de mais uma história maravilhosa e digna de uma adaptação televisiva.Das três amigas, há sempre alguma que nos toca mais ao longo das páginas. Sarah sempre me cativou porque ultrapassou momentos horríficos e, mesmo assim consegue ser, ao mesmo tempo, uma personagem vulnerável e forte sem ser incoerente com ela mesma. Camilla é, aparentemente, a mais fútil porém, debaixo daquela beleza e maquilhagem esconde-se uma mulher com dúvidas, receios e um amor teimoso que insiste em ficar apesar de ela o tentar esquecer. A fase final de Camilla neste livro é a que promete mais reviravoltas no terceiro volume. Mal posso esperar!... Hannah é talvez a que mais me exaspera. Por vezes, tem atitudes quase infantis e impulsivas sem medir as consequências todavia, o seu crescimento nas últimas páginas é notório, tomando decisões altruístas e genuínas. As personagens secundárias são igualmente fascinantes. Lottie, a mãe de Hannah é uma das minhas predilectas. Admiro o seu percurso e o seu arco de redenção. Claro que Anthony, o carismático guia de sáfaris, é verdadeiramente irresistível! Tal como na obra anterior, encontra-se fiel a ele mesmo.A máscara de confiança e de ego inflamado que usa não é mais que uma protecção que oculta a sua incapacidade de compromisso e receio de demonstrar os seus próprios sentimentos. A vulnerabilidade que expõe nos últimos capítulos é absolutamente enternecedora! Uma grande adição a história é um certo jornalista de origens indianas que acrescenta ainda mais profundidade e conflito ao história.
O livro é ainda atravessado pelo grande enigma de Piet e Simon... À medida que os segredos são desvendados tudo se torna mais claro, no entanto, as verdades também magoam. As múltiplas culturas, religiões e ideias políticas de África são cenário de fundo para estas pequenas grandes vidas que, por mais que queiram não conseguem fugir aos erros do passado.
Um Fogo Eterno é uma leitura lindíssima cuja virtude máxima é fazer com que o leitor entre por completo na história e consequentemente, abdique até de algumas horas de sono.

6.5/7- EXCELENTE

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Cavalo de Fogo- Paris de Florencia Bonneli


Uma poderosa história de amor tendo como pano de fundo o conflito israelo-palestiniano

Matilda Martínez, uma jovem pediatra argentina, viaja até Paris para aprender o idioma antes de partir para o Congo, ao serviço de uma ONG, para ajudar os mais carenciados. Apesar das suas inseguranças, traumas e dramas, a determinação de Matilde é tão forte que nada nem ninguém conseguirá demovê-la de cumprir o seu sonho.
Eliah Al-Saud é um homem poderoso e sem piedade, descendente da família real saudita. Dono de uma empresa de segurança privada, o negócio serve de fachada a um outro tipo de serviços: de espionagem, segurança e formação de mercenários.
Desde o seu primeiro encontro que o destino os unirá numa paixão tão intensa e irrefreável que nada poderão fazer para evitar a conspiração crescente que ameaça não apenas o seu amor, mas também as suas vidas.
No cenário ameaçador e bélico do conflito israelo-palestiniano, Matilde e Eliah viverão uma aventura que os levará a percorrer o mundo e a enfrentar os perigos que cercam todos aqueles que ousam desafiar os impérios dominantes.

A MINHA OPINIÃO:

Cavalo de Fogo-Paris é o meu ansioso regresso a Florencia Bonneli, autora de um dos meus romances históricos favoritos, O Quarto Arcano. Com as expectativas tão elevadas era quase inevitável, uma desilusão momentânea. A memória atraiçoa-nos e a certeza de que vamos reencontrar personagens tão marcantes é obviamente defraudada. Cavalo de Fogo- Paris não é um O Quarto Arcano porém, é mais uma leitura excelente! É mais contemporâneo. Expande-se geograficamente por uma vastidão de países e respectivas culturas e religiões. França é o cenário mais visitado contudo, a Argentina, a Inglaterra, o Iraque e a Arábia Saudita também estão presentes. 
Bonneli tem a capacidade rara de tornar todas as suas personagens dignas do nosso amor. Matilde conquista-o de imediato pela sua postura perante a vida e pela sua presença angelical. No entanto, Eliah não é de todo o mais sedutor enquanto personagem. É detentor de uma empresa que prolifera com a guerra, um mercenário que, à primeira vista, repudiaria o leitor. Mas, a escritora é hábil a construir a história de ambos. Por entre mistérios e segredos do passado, ela faz cair as máscaras e as charadas e tornam-os empáticos e merecedores da nossa atenção. Não destoando do seu registo habitual, Florencia Bonneli condimenta o livro com um amor de dimensão estonteante e muito sensualidade. As personagens secundárias são também muito bem delineadas. O círculo em que Eliah se movimenta tem de tudo desde os seus sócios, os seus amigos Moses ( em pé de guerra um com outro!), até à sua família de sangue que é enorme abarcando religiões e nacionalidades completamente distintas. Entre os seus colaboradores encontramos os três irmãos: Sandór, Diana e Leila que sobreviveram às atrocidades da guerra. Apesar dos paralelismos, cada um tem a sua história de resiliência não obstante, todas são incrivelmente tocantes. Se o círculo de Eliah já era de tudo menos monótono acrescente-se Juana, a hilariante e a entusiasta amiga de Matilde, o pai misterioso da protagonista e o ex-marido Roy e logo, há faíscas pelo ar! Não é uma obra melosa e, embora o foco seja o casal protagonista, ambos são capazes de existir por si sós com personalidades distintas que evoluem mas, não definham e não caiem no disparate.  
Cavalo de Fogo- Paris é um romance completo com laivos de policial, intriga política, roubo e plágio científico, tráfico de armas e claro, um amor extraordinário permeio. Contudo, a autora podia ter explorado um pouco mais a profissão de Matilde, cirurgiã pediátrica, e através disso mostrar um pouco mais da sua força e determinação. Aqui conhecemos uma mulher mais frágil que sim, tem momentos de perseverança mas, fica na sombra de Eliah Al-Saud. Perto do fim, começa a surgir essa faceta mais poderosa de Matilde que espero continuar a ver no segundo volume. 
Este livro é mais uma extraordinária criação de Florencia Bonneli e que segue na tradição dos anteriores que li dela. Acaba de forma inesperada o que predispõe a uma corrida ao seguinte da trilogia.

6/7-EXCELENTE