sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A Senhora dos Rios de Philippa Gregory


Jacquetta é casada com o Duque de Bedford, regente inglês da França, que lhe dá a conhecer um mundo misterioso de conhecimento e de alquimia. O único amigo de Jacquetta é o escudeiro do duque, Ricardo Woodville, que está a seu lado quando a morte do duque faz dela uma viúva jovem e rica.
Os dois tornam-se amantes e casam em segredo, regressando à Inglaterra para servir na corte do jovem monarca Henrique VI, onde Jacquetta vem a ser uma amiga próxima e leal da sua nova rainha. 

Depressa os Woodville conquistam uma posição no núcleo da corte de Lencastre, apesar de Jacquetta pressentir a crescente ameaça vinda do povo da Inglaterra e o perigo de rivais pretendentes ao trono. Mas nem a coragem e a lealdade dos Woodville bastam para manter no trono a Casa de Lencastre. Jacquetta luta pelo seu rei, pela sua rainha e pela sua filha Isabel, para quem prevê um futuro extraordinário e surpreendente: uma mudança de destino, o trono da Inglaterra e a rosa branca de Iorque.



A MINHA OPINIÃO:

A Senhora dos Rios é a minha estreia com Philippa Gregory e é o terceiro volume publicado sobre Guerra dos Primos embora, seja o primeiro cronologicamente. A minha curiosidade acerca da autora despontou com as sinopses da série Tudor mas, foi com a colecção mais recente dela que me iniciei. Esta opção foi simples pois, os meus conhecimentos sobre as casas de Lencastre e Iorque são relativamente inferiores aos da casa Tudor e não há nada melhor do que aprender quando se lê.  E este é um livro riquíssimo em eventos históricos! Evidentemente, são embelezados com a ajuda da ficção e das criações da escritora porém, estes não deturpam a fluidez da história. Pelo contrário, intrigam-me. A escritora traça a genealogia da protagonista, Jacquetta até uma deusa marinha, Melusina, presente no brasão da sua casa e através deste passado misterioso infunde magia neste romance histórico.  Dá um toque distinto e atraente às páginas que não se limitam a ser biografias, enumeração de datas e acontecimentos. Gregory é ainda bem sucedida em caracterizar as personagens secundárias.Embora a história seja maioritariamente narrada por Jacquetta, os restantes intervenientes estão muito presentes não sendo obliterados ou esquecidos. São construídos com a máxima precisão. É ainda uma leitura que evoca que há de bom na Humanidade como o amor e o carinho numa família como o que há de mau: o egoísmo, a ambição desmedida e a guerra. É muito bom a demonstrar o quanto uma pessoa pode mudar seja devido a grandes desgostos ou a grandes frustrações nunca libertadas. É claro que o poder seduz e isso fica aqui muito bem esclarecido porém, há lógica no crescimento das personagens. Não é um livro que contenha  ódio pelo puro "prazer" de haver ódio. Este é bem justificado e as razões que levaram a ele são expostas a nu. Apesar de ter estes méritos, A Senhora do Rios tem um início algo confuso com casas reais e nobres a surgirem a cada parágrafo. Era necessário para abrir a história não obstante, fez-me ler com bastante cuidado. Mas, foi também neste início que encontrei Joana d'Arc e a escritora abordou-a brilhantemente e logo, nas primeiras linhas fiquei viciada. As árvores genealógicas que se encontram na primeira página são extremamente úteis para navegar por estes mares desconhecidos. Também ajudam a salientar aquilo que mais me aborreceu nesta edição. A tradução total dos nomes ingleses para português. Foram coerentes e mantiveram-na até ao fim todavia, é ridículo Richard tornar-se Ricardo ou Elizabeth  em Isabel. Se foi Edward que os paizinhos lhes chamaram porquê colocá-lo como Eduardo? Já alguma vez alguém traduziu Anacleto para inglês? Enfim, não é nada que não se ultrapasse mas, que me faz imensa confusão. Ainda assim, a obra revelou-se  como uma de consumo muito fácil, que me seduziu profundamente ao ponto de me obrigar a ler até horas impróprias e que me fascinou de tal maneira que, procurei saber o que era real ou não, pesquisando em outras fontes. A Senhora do Rios é sem dúvida, uma bela amostra do que Phillipa Gregory consegue fazer. Mal posso esperar pelos seguintes!...


6/7- EXCELENTE


PS: Este livro foi um dos escolhidos para a rubrica Devaneios à Solta.

domingo, 28 de julho de 2013

Devaneios à Solta... A Senhora dos Rios de Philippa Gregory



Parque da Liberdade, Sintra
(foto da minha autoria)

" Vejo o pingente que tinha atirado para as profundas águas do Tamisa, amarrado às fitas, uma fita diferente para cada estação do ano, o pingente com o formato de uma coroa, que desapareceu e que me disse que o rei nunca mais voltaria para nós. Vejo-o no fundo das águas, (...) e depois noto que está a ser puxado para a superfície de um regato de Verão, e é a minha filha Isabel quem, sorridente, o tira para fora da água, rindo com alegria, colocando-o num dedo como se fosse um anel.

 in pág 454 de A Senhora dos Rios de Philippa Gregory.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

1 ª Maratona literária dos Devaneios...


Tecnicamente esta é a 34ª Maratona Literária mas, é a primeira que participo. Objectivo? Ler o mais possível! A maratona é de equipas e vai ter um desafio extra! Começa a 27 de Julho à 00h00 e termina dia 4 de Agosto às 23h59O desafio consiste em (além da competição de equipas) competir individualmente com membros das outras 2 equipas.
À medida que nos fomos inscrevendo, tivemos um número na lista da nossa equipa. A ideia é competir com os dois membros das equipas adversárias que têm o mesmo número , fazendo assim uma desafio entre os 3.

Eu sou da equipa da Filipa! E vou dar o melhor! 

Após o término da maratona temos 72h para postar os resultados. Caso contrário, não podemos participar na maratona seguinte a esta. 

Informações adicionais:  AQUI

O meu plano inicial para estes dias (mas pode mudar!) é:


Vamos ver se ainda consigo devorar livros como dantes...Estou de férias e tudo!

Amor e Enganos de Julia Quinn


Sophie Beckett tinha um plano ousado: fugir de casa para ir ao famoso baile de máscaras de Lady Bridgerton. Apesar de ser filha de um conde, ela viu todos os privilégios a que estava habituada serem-lhe negados pela madrasta, que a relegou para o papel de criada. Mas na noite da festa, a sorte está do seu lado. Sophie não só consegue infiltrar-se no baile como conhece o seu Príncipe Encantado. Depois de tanto infortúnio, ao rodopiar nos braços fortes do encantador Benedict Bridgerton, ela sente-se de novo como uma rainha. Infelizmente, todos os encantamentos têm um fim, e o seu tem hora marcada: a meia-noite.

Desde essa noite mágica, também Benedict se rendeu à paixão. O jovem ficou até imune aos encantos das outras mulheres, exceção feita… talvez… aos de uma certa criada, que ele galantemente salva de uma situação desagradável. Benedict tinha jurado tudo fazer para encontrar e casar com a misteriosa donzela do baile, mas esta criada arrebatadora fá-lo vacilar. Ele está perante a decisão mais importante da sua vida. Tem de escolher entre a realidade e o sonho, entre o que os seus olhos vêem e o que o seu coração sente. Ou talvez não…

A MINHA OPINIÃO:

Quando acabei o segundo da série Bridgerton, não resisti a iniciar o terceiro livro de imediato. Amor e Enganos provou ser mais uma deliciosa leitura! A história de Benedict que já me tinha cativado em aparições prévias era das que mais aguardava e rezava para que me fascinasse... De certo modo, Julia Quinn não me desiludiu. Mais uma vez, encontrei um livro leve mas, bem construído que evita testar a minha paciência com diálogos infantis e aborrecidos. O toque de humor tão característico da autora está a ser uma constante em toda a série e este não foge a essa graça.Porém, esta história não me cativou tanto com as anteriores por vários motivos. Um deles é a semelhança com o conto da Cinderela. Quinn foi original criando várias reviravoltas e adornando-o com sensualidade, todavia, pareceu-me que ela poderia ter ido mais longe nas suas alterações pois, já existe outros livros que recontam o célebre conto e esta obra não ofusca as demais. Depois de ter adorado os primeiros da série Bridgerton, esperava muito mais deste! Outro obstáculo ao meu fascínio total foi Lady Whistledown. Parece um paradoxo no entanto, não o é. A minha curiosidade acerca da sua verdadeira identidade é tanta que acabo por perder o interesse no casal protagonista e aguardar ansiosamente pelo início de cada capítulo só para tentar encontrar mais pistas. Sophie e Benedict são adoráveis contudo, relego-os para segundo plano sempre que surge a dita senhora, Colin Bridgerton, Penelope e até mesmo a carismática matriarca da família. Culpo a esta falta de interesse ao que referi antes: à similitude com a Gata Borralheira. Ainda assim, as páginas voam em Amor e Enganos. É uma leitura fácil e apesar de não ser dos meus favoritos da série ainda tem alguns méritos nomeadamente, deixar-me a desesperar pelo seguinte com um simples parágrafo final.

4/5- BOM

segunda-feira, 22 de julho de 2013

(E se...) Jardim de Alfazema


Lembram-se de uma publicação com esta rubrica? Pois bem, aqui está o resultado da primeira " discussão". Esta foi totalmente organizada pela Catarina do Páginas Encadernadas.

Tenham em atenção os seguintes pontos:
a) Esta rubrica contém SPOILERS
b) Esta rubrica resulta de conversas informais no Facebook, 
que foram copiadas integralmente para o post em questão.

Legenda de cores:
Jojo Adeselna Cata Sandra

Para o primeiro E se…? decidimos modificar o Jardim de Alfazema de Jude Deveraux, respondendo a três perguntas:
  1. E se a Edi não tivesse ido para a Guerra?
  2. E se a Edi e o David não se tivessem perdido um do outro?
  3. E se a Joce ficasse mesmo com o Ramsey?
De forma geral, todas concordamos com os contornos que a história assumiria, caso seguisse uma dessas linhas de raciocínio.
E se a Edi não tivesse ido para a Guerra?
Este foi um ponto fulcral na acção: se a Edi não tivesse ido para a Guerra, não teria conhecido o seu David e a Joce não teria existido. Neste aspecto todas concordamos como poderão ver logo em baixo. Contudo, divergimos de opinião no que concerne a como seria a vida da Edi e no impacto que a inexistência de Joce teria na vida de Luke
Se a Edi não tivesse ido para a Guerra não teria conhecido o seu David e a Joce não existiria. O Luke ficaria sozinho
Se a Edi não tivesse ido para a Guerra não teria conhecido o seu David e a Joce não existiria. O Luke continuaria num casamento infeliz
Se a Edi n tivesse ido para a guerra n tinha conhecido o David. Ambos casariam com pessoas diferentes. Edi teria um casamento infeliz. Luke depois de se divorciar ia conhecer outra pessoa com quem seria feliz.
A partir daqui focamo-nos no Luke. Ele ficaria sozinho [lembrem-se que ele já morava sozinho, mesmo sendo casado até que a mulher voltou para viver com ele durante algum tempo], permaneceria num casamento infeliz ou divorciar-se-ia e conheceria alguém?
Acho que o Luke não se divorciaria , pelo que a autora escreveu sobre ele, acho que ele se não conhecesse a Joyce teria tentado mais uma vez com a mulher dele
Concordo mais com a Ana. Sem a Joce o Luke iria ‘arrastar’ o casamento com aquela infiel. Seria infeliz, mas não se libertaria
 Têm razão meninas. Sabem que n me lembro dos pormenores lol
Apesar de concordarmos que o Luke provavelmente permaneceria casado, porque fazia parte da sua personalidade, a verdade é que se dependesse de nós ele divorciar-se-ia
Mas se eu fosse autora divorciava-o para ele pelo menos ficar alone e feliz com a sua botânica XD – I am a merciful writer
Eu também preferia que ele ficasse só.
É o ‘antes só que mal acompanhado’. Mas o Luke… não sei. Sem o empurrãozinho não o vejo a fazer isso
ele é inteligente, ia acabar por se separar
Não sei Sandra. Acho que o Luke era daqueles que se acomodava um pouco à situação se o deixassem. Adoro-o, mas fiquei com essa sensação
 Se a Edi não tivesse ido para a guerra não teria conhecido o David e não haveria Joce… e coitado do Luke ficaria sempre infeliz. Também concordo com a Catarina, acho que ele precisava de um empurrãozinho para acordar para a vida…
Claro que tivemos de nos virar para a Joce a seguir [porque eles eram soulmates e tal]
Eu acho que a Joyce nem era assim mt perfect para ele, porque ela vivia demasiado na sombra da Edi Se a Edi tivesse ficado com o David, acho que a Joyce teria nascido à mesma, mas teria uma personalidade bem mais definida 
Achas Ana? Opah, se existisse, ela não teria duas meias-irmãs a lhe moerem o miolo isso é certo. Mas eu não achei que ela fosse assim tão má 
eu achei que eles estavam bem como estavam, pelo menos n eram perfeitos. 
Estou a falar a nível de personalidade, ela vestia-se como a Miss Edie, ela e a Edie podiam ser quase a mesma pessoa (tirando que a Joyce é mais simpática) 
ah sim… de facto a nível de roupas ela tinha um gosto estranho. Demasiado formal para a sua idade 
o Freud explica XD Talvez foi uma forma de simpatizarmos com a Edie sem ela estar muito presente. Os diálogos com as interacções entre Edie – David e Joyce – Luke eram a principal forma de captar o leitor. De certa forma as personalidades de ambas as mulheres foram uma das formas de conquistar os homens Uma pergunta que me coloco é: se ela não fosse para a guerra será que casava com o médico? 
Penso que não. Eles já tinham rompido antes e o médico já estava apaixonado pela mulher com quem casou. No meu caso, gostei mais da Edi que descobri nas cartas do que a que vislumbrei por associação à Joce, mas penso que podes ter razão. A autora pode ter tentado fazer a Joce à semelhança da Edi para podermos ter mais algum tempo com a personagem. A Edi morre tão cedo no livro e o primeiro contacto não é lá muito favorável. Lembro-me de ter pensado que ela seria daquelas mulheres frias e rígidas que adoram impor a sua vontade
E se a Edi e o David não se tivessem perdido um do outro?
Este é o ponto mais sensível. O facto da Edi e do David se terem perdido foi trágico. Era algo que gostaríamos de mudar, porque o amor deles era tão puro e verdadeiro que sentimos que eles mereciam ter tido uma vida em conjunto. Mas temos que pensar nos prós e contras e os contras não foram favoráveis. Havia tanta coisa que podia ter corrido mal. Um amor pode ser perfeito quando é idilico. Quando temos a memória dos bons tempos podemos acreditar que seria assim uma vida inteira, mas seria mesmo? E depois temos ainda a questão Joce-Luke que também é uma questão nuclear. Ora vejam:
Ui, esta é a mais dificil para mim. Provavelmente ficariam juntos e não perderiam a filha. MAS o amor deles poderia ter-se desgastado com o tempo, o casamento poderia ter acabado mal e não há garantias que tivessemos a Joce. E eu gostei da Joce. 
Se eles não se tivessem perdido poderiam ter ficado juntos mas a filha poderia não ter nascido e depois n iriam conseguir ter mais filhos. 
Ela já estava grávida quando eles se perderam. O que me preocupa aqui é mesmo a Joce. Eles podiam ter ido morar em Edilean e a mãe da Joce nunca teria conhecido o pai da Joce… e o Luke ficaria sem a soulmate 
Ah pois é. 
Esta é complicada… Partiu-me o coração a história deles mas se eles tivessem ficado juntos e com a filha, poderíamos não ter Joce. Se quisessemos um final mesmo cor de rosa, a Joce teria nascido e um dia, poderia ter conhecido o Luke quando fosse visitar Edilean, a terra da avó. Mas era demasiado feliz e não teria metade da piada!
No final chegámos à conclusão que, por mais que nos doa, não havia volta a dar. Eles tinham de se perder.
E se a Joce ficasse mesmo com o Ramsey?
E agora a questão principal. Não influenciaria o que ficou para trás, mas alteraria o presente e o futuro das personagens de forma inexorável.  Todas concordamos que o casamento seria infeliz, apesar de termos ideias diferentes no que concerne à forma como o casamento acabaria.
A Sandra, apesar de ter lido o livro já não se lembrava muito bem dos detalhes e até chegamos a brincar com a situação por permeio. [Adoramos-te à mesma fofinha]
Bem eu pensei mesmo nisto enquanto estava a ler e sinceramente não acho que a Joyce fosse ficar feliz. O Ramsey é romântico, mas aposto que ia andar sempre em viagens enquanto a Joyce ficava presa em casa. I can predict que eles eventualmente iam-se divorciar porque ela ia sempre pensar que estaria melhor com o Luke 
Ou então ela poderia ficar com o Ramsey e depois este ia andar sempre em viagens e a Joce ia acabar por ter uma caso com o Luke lolol 
Se a Joce ficasse com o Ramsey, eles fariam o casal perfeito, mas feito de aparências. Eles são amigos mas não se amam. Nem havia faísca entre eles. Poderiam ficar satisfeitos, mas dificilmente seriam felizes 
 Yup consigo ver a Joyce a ir a festas mas a ficar sempre vazia por dentro. Se bem que quando o livro começou gostei bastante da interacção com ela e o Ramsey, gostava dele, mas há medida que a história avançou notou-se que a vida que ele levava não era para ela 
 Ia ser um casamento frio. E se houvesse traição estragar-se-ia o casamento e a amizade. O Ramsey fazia faísca era com a Tess *-* 
Se a Joce ficasse com o Ramsey até ia correr bem no início.Eram amigos e até se davam bem. Mas, depois com o passar do tempo, a Joce ia sempre se perguntar: E se fosse o Luke?” e o casamento ia-se desmoronar. Depois o Ramsey ia cair nos braços da Tess porque eles têm muita química.
A Ana fez uma pergunta que eu também me fiz quando li o livro e cuja resposta me deixou um pouco triste. [Foi nesta parte que 'nos' metemos com a Sandra, porque ela já leu grande parte da série e ficou ligeiramente frustrada]
(BTw vai haver algum livro com a Tess e o Ramsey?) 
Não Acho que o romance deles se desenvolve no livro dos outros 
 porra n me lembro lolol 
 LOOL Eu lembro-me que fui pesquisar nas sinopses e não encontrei nada bem que eu queria um livro daqueles dois
Quem tinha esperanças num livro Ramsey-Tess, pode perdê-las.. infelizmente
Bem , foi assim o primeiro E se…?
O que acharam?

Selinho Viajando na leitura...


Muito obrigada às meninas do Chaise Longue e do Esmiuçar Página a Página por este lindo selinho!

REGRAS:

- Indicar o nome do blog que indicou esse selo (check)
- Utilizar o banner original (check)
- Indicar mais de cinco blogues e avisá-los
- Responder à pergunta “Qual foi a melhor viagem que você já fez através da leitura e qual foi o livro?” 

A melhor viagem? Foram tantas e igualmente fantásticas. Já estive em Hogwarts, em Westeros, na Terra Média, em Camelot, na Austrália, na Escócia,no Egipto de Cleópatra e na Irelanda.  Já fui ao futuro e já visitei o passado. E espero fazer muitas mais viagens!

Vou dar este selo a:

A Corte dos Livros
A Thousand Lives
Singularidades de uma Rapariga Loira
As Leituras do Fiacha- O Corvo Negro
Ghost Reader

sábado, 20 de julho de 2013

Peripécias do Coração de Julia Quinn


A sensata Kate Sheffield está decidida a encontrar para a sua meia-irmã Edwina um marido de reputação impecável. Mal ela sabe que o visconde Anthony Bridgerton já traçou um plano... que inclui a belíssima jovem! E ele não está habituado a ser contrariado... Embora Anthony seja o solteirão mais cobiçado da temporada, a sua reputação de mulherengo perturba Kate. Ela terá de agir rapidamente, pois Edwina vê com muito bons olhos os avanços do visconde. Mas Edwina fez uma promessa que não está disposta a quebrar: nunca casará sem a bênção de Kate. Cabe, pois, a Anthony convencer aquela que (espera) será a sua futura cunhada. Ele é um homem determinado e seguro de si... e não contava encontrar uma adversária à sua altura. Frente a frente, Kate e Anthony apercebem-se de que têm mais em comum do que imaginaram. Mas o que os une ameaça separá-los para sempre...

A MINHA OPINIÃO:

Peripécias do Coração é o segundo volume da série Bridgerton e é mais um deleite criado por Julia Quinn. Dentro dos ditos romances de época ou de cordel, Quinn é do melhor que já li. Este livro contém todos os atributos que caracterizam o estilo da escritora. É divertíssimo e cheio de momentos inusitados que invariavelmente, estão ligados à  fantástica  família dos Bridgertons. Se há coisa que não lhes falte, é a propensão para se meter em sarilhos do coração porém, sempre com humor e embalados pela escrita viciante de Julia Quinn! É que ela não nos deixar pousar o livro! Desta vez, os protagonistas são Anthony e Kate que, estão tão apaixonados que, estão cegos e não conseguem ver o que está mesmo à sua frente! Tal como no livro anterior da saga, este volume também vive muito das picardias e do amor que emana daquela família. Tal como o seu predecessor não é uma perfeição ou a epítome magistral da literatura mas, é daquelas leituras que nos aconchega o coração, que nos permite horas de descontracção sem insultar a nossa inteligência e que nos deixa ávidas por mais umas páginas. Os fantásticos excertos de Lady Whistledown que constituem observações mordazes e sarcásticas sobre os mexericos da sociedade são um dos maiores trunfos de Julia Quinn. É irreverente e completamente original distanciando-a das restantes escritoras do género. Além disso, criam um mistério que no meu caso, me vai obrigar a ler todos livros da série. Quem será Lady Whistledown? Candidatos ou candidatas não faltam  porém, o meu palpite é muito forte. Será que se confirma?  Peripécias do Coração só não me convenceu num aspecto: o medo quase irracional de Anthony. Fiquei, ainda que relutantemente, mais satisfeita com a explicação final da escritora e acabei por aceitar melhor as atitudes do protagonista. Ele tinha razão em estar receoso face aos parcos conhecimentos médicos da época. Todavia, o exagero da situação foi algo incompreensível. Apesar disso, apreciei bastante esta delícia de livro. Foi tão grande a paixão que li o seguinte sofregamente!

5/7-MUITO BOM**

PS: Obrigada Sandra e Catarina por me "obrigarem" a ler esta série!:)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Os Devaneios estão de volta em força....


Olá a todos... As publicações aqui têm sido muito espaçadas e as leituras cessaram por completo porque iniciei a época de exames demoníaca de Cirurgia do 5º ano de Medicina. Foram semanas de muito esforço, sacríficio, suor e até lágrimas mas, sobrevivi para contar a história. Cirurgia, Ortopedia, Urologia, Otorrinolaringologia, Pediatria  e Obstetrícia/ Ginecologia estão todas feitinhas na 1ª fase. Estou muito muito feliz!!! 

As leituras tiveram de ficar em segundo plano porque "enjoei" de letras depois de tanto estudo porém, vou retomá-las em breve. Nada como um bom livro para iniciar as férias! Ainda tenho críticas em atraso pelo que, aguardem novidades.

E a todos os que estão de férias. BOAS FÉRIAS!!!

sábado, 29 de junho de 2013

Devaneios Cinematográficos... Man of Steel (2013)- Homem de Aço de Zack Snyder




A MINHA OPINIÃO:

Man of Steel (2013) é um filme realizado por Zack Snyder e produzido por Christopher Nolan e relata a história de Clark Kent/ Kal-El (Henry Cavill) ,ou seja, é baseado nos livros de banda-desenhada de Superman (Superhomem). Não é a primeira incursão deste tipo para Nolan que realizou, escreveu e produziu a trilogia: Batman Begins, The Dark Knight e The Dark Knight Rises. Ele tem a capacidade de dar realismo a estas personagens o que por vezes, é esquecido em filmes deste género. Assume-se que todos os heróis têm poderes e, que isso, não incomoda os demais mortais. Com Nolan é diferente... Resultou muitíssimo bem com o Batman que era um humano que se servia do seu intelecto e vasta fortuna para combater o crime. A parte científica da "coisa" era fácil de explicar! O busílis da questão surge quando se adapta para o cinema, a história de um extraterrestre que tem a capacidade irrealista de voar, força sobre-humana e é capaz de sobreviver a uma explosão nuclear. Para isso, Nolan juntou-se a Zack Snyder que é conhecido pela sua visão fantástica e desta colaboração improvável nasceu Man of Steel.


O filme beneficia do estilo de ambos e do argumento de David Goyer (que também trabalhou na trilogia de Batman) assentando a história do protagonista numa realidade plausívelmente acreditável de ele a ser a resposta às questões: Estamos sozinhos no Universo? Como nos sentiriamos se houvesse alguém assim entre nós? e Como se sentiria esse ser que foi educado na Terra mas, não é daqui?. São perguntas que facilmente faríamos como humanos logo, foi uma boa aposta da produção. Também contém cenas épicas e estrondosas que costumam ser a assinatura de Snyder. Porém, neste Man of Steel, ele supera-se e a acção é formidável e visualmente espectacular! Das melhores que tenho visto em filmes do género. Considerado por muitos, o mais "aborrecido" dos super-heróis,  o homem de aço ganha assim várias dimensões que muitas vezes, eram esquecidas em adaptações cinematográficas posteriores. Acho que em certos aspectos consegue ser muito fiel à essência da banda desenhada e obnubila tudo o que foi feito previamente no cinema.


Há, obviamente diferenças. Abençoadas!!! Lois Lane de Amy Adams é das melhores surpresas! Ela é inteligente, parte da solução e não o problema e comporta-se exactamente da mesma maneira face a Clark ou ao seu alter-ego. Fazia-me imensa confusão, o como de uma vencedora de um Pulitzer se comportar como uma adolescente néscia perante um homem de capa vermelha nos outros filmes. Se bem que acho que a história de ambos tem um "fim" demasiado rápido. Tem um ínicio prometedor com a construção de uma amizade e confiança todavia, vira amor muito rapidamente. Contudo, não a censuro. O mundo estava a acabar e o homem até nem é feio ou burro...Para mim, este é talvez um pontos fracos da metragem, a pouca troca de farpas hilariantes e o parco diálogo irónico e mordaz entre Lois e Clark que é tão característicao deste casal na banda-desenhada. Há insinuações do que podemos esperar no futuro que é como quem diz, na sequela. A última cena de ambos é perfeita! Amy Adams não é nada convencional e um deleite vê-la actuar. Donzela em perigo? Nem pensar! Se bem que há alturas (em que estamos a cair!) que é muito bom e conveniente ter um namorado que voa...




Quanto ao restante elenco, Russel Crowe e Kevin Costner são quase irrepreensíveis como Jor-el, o pai biológico e o pai adoptivo, respectivamente. Os flashbacks em que aparecem são muito tocantes e reveladores e uma maneira astuta de contar uma história sem ser linear mas também sem ser confusa. Zod de Michael Shannon é também muito bem construído e conseguimos compreender a sua obsessão apesar de não concordarmos com os seus meios para atingir os seus fins. Não é só um vilão uni-dimensional que, um dia acordou e lhe apeteceu destruir e matar a Terra. Quanto a Henry Cavill, o protagonista assenta-lhe perfeitamente. Gosto da profundidade que ele dá à personagem, ou seja, aquela sensação muito humana de não saber o que fazer ou de não saber se está a fazer o que é certo. E mesmo ao interpretar o jovem e adolescente Clark , esse turbilhão está presente e bem mais expansivo emocionalmente.


No entanto, o filme tem os seus perçalcos. Precisava de mais coesão e harmonia particularmente no terceiro acto em que tudo acontece muito rapidamente sem dar azo a intervalos para digerir cenas impactantes.  Espero que os corrijam nas possíveis sequelas e que elas aumentem de qualidade progressivamente. É um filme que reinventa um mito cinematográfico empoeirado e que precisava de um safanão que quebrasse todas as ideias pré-concebidas. O objectivo foi atingido e traz como bonús mais uma banda sonora genial (mais uma!) de Hans Zimmer!

TRAILER:

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Devaneio do dia... O impacto do Casamento Vermelho (Red Wedding)-cortesia da HBO e George R.R.Martin



Devaneio do dia é um novo espaço aqui do blogue. Já há algum tempo que pretendia criá-lo e basicamente, serve para colocar opiniões, ideias, pensamentos ou simplesmente, momentos de pura diversão que não se encaixam em nenhuma outra rubrica. 

Nada como inaugurá-lo com o Casamento Vermelho da Guerra dos Tronos! O choque e o horror que varreu os espectadores da série após a exibição do último episódio foi deveras impressionante! As redes sociais encheram-se de comentários atónitos e de incredibilidade... 


Game of Thrones é, indubitavelmente, das melhores séries televisivas do momento porém, grande parte do seu poder de atracção vem das personagens de George R.R Martin que as criou para a sua saga de livros: As Crónicas de Gelo e Fogo. Como sou uma leitora fervorosa deste senhor de barbas brancas sabia o que aí vinha. Contudo, é brutal ver o quão comovente pode ser uma cena bem escrita, bem representada e totalmente imprevisível. Provocou choro, indignação e revolta! No entanto, é inegável a transversalidade da história que a cada dia que passa, parece ganhar mais e mais adeptos. (Os vídeos contêm spoilers!)



The Red Wedding relembra-nos que ninguém está a salvo naquela série e, como tal quase que dá para estabelecer um paralelismo com a vida real. Nem sempre os bons ganham... Vejam a série, leiam os livros e preparem-se para agarrar do chão os pedacinhos do vosso coração partido! Ah, e aviso-vos desde de já que há mais um casamento a caminho, The Purple Wedding, o casamento Roxo. Vai acontecer a mesma coisa, perguntam vocês? Não, claro não... meus amores é George R.R Martin! A surpresa é a sua melhor arma.

Compilações das reacções ao Casamento Vermelho: