segunda-feira, 22 de julho de 2013

(E se...) Jardim de Alfazema


Lembram-se de uma publicação com esta rubrica? Pois bem, aqui está o resultado da primeira " discussão". Esta foi totalmente organizada pela Catarina do Páginas Encadernadas.

Tenham em atenção os seguintes pontos:
a) Esta rubrica contém SPOILERS
b) Esta rubrica resulta de conversas informais no Facebook, 
que foram copiadas integralmente para o post em questão.

Legenda de cores:
Jojo Adeselna Cata Sandra

Para o primeiro E se…? decidimos modificar o Jardim de Alfazema de Jude Deveraux, respondendo a três perguntas:
  1. E se a Edi não tivesse ido para a Guerra?
  2. E se a Edi e o David não se tivessem perdido um do outro?
  3. E se a Joce ficasse mesmo com o Ramsey?
De forma geral, todas concordamos com os contornos que a história assumiria, caso seguisse uma dessas linhas de raciocínio.
E se a Edi não tivesse ido para a Guerra?
Este foi um ponto fulcral na acção: se a Edi não tivesse ido para a Guerra, não teria conhecido o seu David e a Joce não teria existido. Neste aspecto todas concordamos como poderão ver logo em baixo. Contudo, divergimos de opinião no que concerne a como seria a vida da Edi e no impacto que a inexistência de Joce teria na vida de Luke
Se a Edi não tivesse ido para a Guerra não teria conhecido o seu David e a Joce não existiria. O Luke ficaria sozinho
Se a Edi não tivesse ido para a Guerra não teria conhecido o seu David e a Joce não existiria. O Luke continuaria num casamento infeliz
Se a Edi n tivesse ido para a guerra n tinha conhecido o David. Ambos casariam com pessoas diferentes. Edi teria um casamento infeliz. Luke depois de se divorciar ia conhecer outra pessoa com quem seria feliz.
A partir daqui focamo-nos no Luke. Ele ficaria sozinho [lembrem-se que ele já morava sozinho, mesmo sendo casado até que a mulher voltou para viver com ele durante algum tempo], permaneceria num casamento infeliz ou divorciar-se-ia e conheceria alguém?
Acho que o Luke não se divorciaria , pelo que a autora escreveu sobre ele, acho que ele se não conhecesse a Joyce teria tentado mais uma vez com a mulher dele
Concordo mais com a Ana. Sem a Joce o Luke iria ‘arrastar’ o casamento com aquela infiel. Seria infeliz, mas não se libertaria
 Têm razão meninas. Sabem que n me lembro dos pormenores lol
Apesar de concordarmos que o Luke provavelmente permaneceria casado, porque fazia parte da sua personalidade, a verdade é que se dependesse de nós ele divorciar-se-ia
Mas se eu fosse autora divorciava-o para ele pelo menos ficar alone e feliz com a sua botânica XD – I am a merciful writer
Eu também preferia que ele ficasse só.
É o ‘antes só que mal acompanhado’. Mas o Luke… não sei. Sem o empurrãozinho não o vejo a fazer isso
ele é inteligente, ia acabar por se separar
Não sei Sandra. Acho que o Luke era daqueles que se acomodava um pouco à situação se o deixassem. Adoro-o, mas fiquei com essa sensação
 Se a Edi não tivesse ido para a guerra não teria conhecido o David e não haveria Joce… e coitado do Luke ficaria sempre infeliz. Também concordo com a Catarina, acho que ele precisava de um empurrãozinho para acordar para a vida…
Claro que tivemos de nos virar para a Joce a seguir [porque eles eram soulmates e tal]
Eu acho que a Joyce nem era assim mt perfect para ele, porque ela vivia demasiado na sombra da Edi Se a Edi tivesse ficado com o David, acho que a Joyce teria nascido à mesma, mas teria uma personalidade bem mais definida 
Achas Ana? Opah, se existisse, ela não teria duas meias-irmãs a lhe moerem o miolo isso é certo. Mas eu não achei que ela fosse assim tão má 
eu achei que eles estavam bem como estavam, pelo menos n eram perfeitos. 
Estou a falar a nível de personalidade, ela vestia-se como a Miss Edie, ela e a Edie podiam ser quase a mesma pessoa (tirando que a Joyce é mais simpática) 
ah sim… de facto a nível de roupas ela tinha um gosto estranho. Demasiado formal para a sua idade 
o Freud explica XD Talvez foi uma forma de simpatizarmos com a Edie sem ela estar muito presente. Os diálogos com as interacções entre Edie – David e Joyce – Luke eram a principal forma de captar o leitor. De certa forma as personalidades de ambas as mulheres foram uma das formas de conquistar os homens Uma pergunta que me coloco é: se ela não fosse para a guerra será que casava com o médico? 
Penso que não. Eles já tinham rompido antes e o médico já estava apaixonado pela mulher com quem casou. No meu caso, gostei mais da Edi que descobri nas cartas do que a que vislumbrei por associação à Joce, mas penso que podes ter razão. A autora pode ter tentado fazer a Joce à semelhança da Edi para podermos ter mais algum tempo com a personagem. A Edi morre tão cedo no livro e o primeiro contacto não é lá muito favorável. Lembro-me de ter pensado que ela seria daquelas mulheres frias e rígidas que adoram impor a sua vontade
E se a Edi e o David não se tivessem perdido um do outro?
Este é o ponto mais sensível. O facto da Edi e do David se terem perdido foi trágico. Era algo que gostaríamos de mudar, porque o amor deles era tão puro e verdadeiro que sentimos que eles mereciam ter tido uma vida em conjunto. Mas temos que pensar nos prós e contras e os contras não foram favoráveis. Havia tanta coisa que podia ter corrido mal. Um amor pode ser perfeito quando é idilico. Quando temos a memória dos bons tempos podemos acreditar que seria assim uma vida inteira, mas seria mesmo? E depois temos ainda a questão Joce-Luke que também é uma questão nuclear. Ora vejam:
Ui, esta é a mais dificil para mim. Provavelmente ficariam juntos e não perderiam a filha. MAS o amor deles poderia ter-se desgastado com o tempo, o casamento poderia ter acabado mal e não há garantias que tivessemos a Joce. E eu gostei da Joce. 
Se eles não se tivessem perdido poderiam ter ficado juntos mas a filha poderia não ter nascido e depois n iriam conseguir ter mais filhos. 
Ela já estava grávida quando eles se perderam. O que me preocupa aqui é mesmo a Joce. Eles podiam ter ido morar em Edilean e a mãe da Joce nunca teria conhecido o pai da Joce… e o Luke ficaria sem a soulmate 
Ah pois é. 
Esta é complicada… Partiu-me o coração a história deles mas se eles tivessem ficado juntos e com a filha, poderíamos não ter Joce. Se quisessemos um final mesmo cor de rosa, a Joce teria nascido e um dia, poderia ter conhecido o Luke quando fosse visitar Edilean, a terra da avó. Mas era demasiado feliz e não teria metade da piada!
No final chegámos à conclusão que, por mais que nos doa, não havia volta a dar. Eles tinham de se perder.
E se a Joce ficasse mesmo com o Ramsey?
E agora a questão principal. Não influenciaria o que ficou para trás, mas alteraria o presente e o futuro das personagens de forma inexorável.  Todas concordamos que o casamento seria infeliz, apesar de termos ideias diferentes no que concerne à forma como o casamento acabaria.
A Sandra, apesar de ter lido o livro já não se lembrava muito bem dos detalhes e até chegamos a brincar com a situação por permeio. [Adoramos-te à mesma fofinha]
Bem eu pensei mesmo nisto enquanto estava a ler e sinceramente não acho que a Joyce fosse ficar feliz. O Ramsey é romântico, mas aposto que ia andar sempre em viagens enquanto a Joyce ficava presa em casa. I can predict que eles eventualmente iam-se divorciar porque ela ia sempre pensar que estaria melhor com o Luke 
Ou então ela poderia ficar com o Ramsey e depois este ia andar sempre em viagens e a Joce ia acabar por ter uma caso com o Luke lolol 
Se a Joce ficasse com o Ramsey, eles fariam o casal perfeito, mas feito de aparências. Eles são amigos mas não se amam. Nem havia faísca entre eles. Poderiam ficar satisfeitos, mas dificilmente seriam felizes 
 Yup consigo ver a Joyce a ir a festas mas a ficar sempre vazia por dentro. Se bem que quando o livro começou gostei bastante da interacção com ela e o Ramsey, gostava dele, mas há medida que a história avançou notou-se que a vida que ele levava não era para ela 
 Ia ser um casamento frio. E se houvesse traição estragar-se-ia o casamento e a amizade. O Ramsey fazia faísca era com a Tess *-* 
Se a Joce ficasse com o Ramsey até ia correr bem no início.Eram amigos e até se davam bem. Mas, depois com o passar do tempo, a Joce ia sempre se perguntar: E se fosse o Luke?” e o casamento ia-se desmoronar. Depois o Ramsey ia cair nos braços da Tess porque eles têm muita química.
A Ana fez uma pergunta que eu também me fiz quando li o livro e cuja resposta me deixou um pouco triste. [Foi nesta parte que 'nos' metemos com a Sandra, porque ela já leu grande parte da série e ficou ligeiramente frustrada]
(BTw vai haver algum livro com a Tess e o Ramsey?) 
Não Acho que o romance deles se desenvolve no livro dos outros 
 porra n me lembro lolol 
 LOOL Eu lembro-me que fui pesquisar nas sinopses e não encontrei nada bem que eu queria um livro daqueles dois
Quem tinha esperanças num livro Ramsey-Tess, pode perdê-las.. infelizmente
Bem , foi assim o primeiro E se…?
O que acharam?

Selinho Viajando na leitura...


Muito obrigada às meninas do Chaise Longue e do Esmiuçar Página a Página por este lindo selinho!

REGRAS:

- Indicar o nome do blog que indicou esse selo (check)
- Utilizar o banner original (check)
- Indicar mais de cinco blogues e avisá-los
- Responder à pergunta “Qual foi a melhor viagem que você já fez através da leitura e qual foi o livro?” 

A melhor viagem? Foram tantas e igualmente fantásticas. Já estive em Hogwarts, em Westeros, na Terra Média, em Camelot, na Austrália, na Escócia,no Egipto de Cleópatra e na Irelanda.  Já fui ao futuro e já visitei o passado. E espero fazer muitas mais viagens!

Vou dar este selo a:

A Corte dos Livros
A Thousand Lives
Singularidades de uma Rapariga Loira
As Leituras do Fiacha- O Corvo Negro
Ghost Reader

sábado, 20 de julho de 2013

Peripécias do Coração de Julia Quinn


A sensata Kate Sheffield está decidida a encontrar para a sua meia-irmã Edwina um marido de reputação impecável. Mal ela sabe que o visconde Anthony Bridgerton já traçou um plano... que inclui a belíssima jovem! E ele não está habituado a ser contrariado... Embora Anthony seja o solteirão mais cobiçado da temporada, a sua reputação de mulherengo perturba Kate. Ela terá de agir rapidamente, pois Edwina vê com muito bons olhos os avanços do visconde. Mas Edwina fez uma promessa que não está disposta a quebrar: nunca casará sem a bênção de Kate. Cabe, pois, a Anthony convencer aquela que (espera) será a sua futura cunhada. Ele é um homem determinado e seguro de si... e não contava encontrar uma adversária à sua altura. Frente a frente, Kate e Anthony apercebem-se de que têm mais em comum do que imaginaram. Mas o que os une ameaça separá-los para sempre...

A MINHA OPINIÃO:

Peripécias do Coração é o segundo volume da série Bridgerton e é mais um deleite criado por Julia Quinn. Dentro dos ditos romances de época ou de cordel, Quinn é do melhor que já li. Este livro contém todos os atributos que caracterizam o estilo da escritora. É divertíssimo e cheio de momentos inusitados que invariavelmente, estão ligados à  fantástica  família dos Bridgertons. Se há coisa que não lhes falte, é a propensão para se meter em sarilhos do coração porém, sempre com humor e embalados pela escrita viciante de Julia Quinn! É que ela não nos deixar pousar o livro! Desta vez, os protagonistas são Anthony e Kate que, estão tão apaixonados que, estão cegos e não conseguem ver o que está mesmo à sua frente! Tal como no livro anterior da saga, este volume também vive muito das picardias e do amor que emana daquela família. Tal como o seu predecessor não é uma perfeição ou a epítome magistral da literatura mas, é daquelas leituras que nos aconchega o coração, que nos permite horas de descontracção sem insultar a nossa inteligência e que nos deixa ávidas por mais umas páginas. Os fantásticos excertos de Lady Whistledown que constituem observações mordazes e sarcásticas sobre os mexericos da sociedade são um dos maiores trunfos de Julia Quinn. É irreverente e completamente original distanciando-a das restantes escritoras do género. Além disso, criam um mistério que no meu caso, me vai obrigar a ler todos livros da série. Quem será Lady Whistledown? Candidatos ou candidatas não faltam  porém, o meu palpite é muito forte. Será que se confirma?  Peripécias do Coração só não me convenceu num aspecto: o medo quase irracional de Anthony. Fiquei, ainda que relutantemente, mais satisfeita com a explicação final da escritora e acabei por aceitar melhor as atitudes do protagonista. Ele tinha razão em estar receoso face aos parcos conhecimentos médicos da época. Todavia, o exagero da situação foi algo incompreensível. Apesar disso, apreciei bastante esta delícia de livro. Foi tão grande a paixão que li o seguinte sofregamente!

5/7-MUITO BOM**

PS: Obrigada Sandra e Catarina por me "obrigarem" a ler esta série!:)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Os Devaneios estão de volta em força....


Olá a todos... As publicações aqui têm sido muito espaçadas e as leituras cessaram por completo porque iniciei a época de exames demoníaca de Cirurgia do 5º ano de Medicina. Foram semanas de muito esforço, sacríficio, suor e até lágrimas mas, sobrevivi para contar a história. Cirurgia, Ortopedia, Urologia, Otorrinolaringologia, Pediatria  e Obstetrícia/ Ginecologia estão todas feitinhas na 1ª fase. Estou muito muito feliz!!! 

As leituras tiveram de ficar em segundo plano porque "enjoei" de letras depois de tanto estudo porém, vou retomá-las em breve. Nada como um bom livro para iniciar as férias! Ainda tenho críticas em atraso pelo que, aguardem novidades.

E a todos os que estão de férias. BOAS FÉRIAS!!!

sábado, 29 de junho de 2013

Devaneios Cinematográficos... Man of Steel (2013)- Homem de Aço de Zack Snyder




A MINHA OPINIÃO:

Man of Steel (2013) é um filme realizado por Zack Snyder e produzido por Christopher Nolan e relata a história de Clark Kent/ Kal-El (Henry Cavill) ,ou seja, é baseado nos livros de banda-desenhada de Superman (Superhomem). Não é a primeira incursão deste tipo para Nolan que realizou, escreveu e produziu a trilogia: Batman Begins, The Dark Knight e The Dark Knight Rises. Ele tem a capacidade de dar realismo a estas personagens o que por vezes, é esquecido em filmes deste género. Assume-se que todos os heróis têm poderes e, que isso, não incomoda os demais mortais. Com Nolan é diferente... Resultou muitíssimo bem com o Batman que era um humano que se servia do seu intelecto e vasta fortuna para combater o crime. A parte científica da "coisa" era fácil de explicar! O busílis da questão surge quando se adapta para o cinema, a história de um extraterrestre que tem a capacidade irrealista de voar, força sobre-humana e é capaz de sobreviver a uma explosão nuclear. Para isso, Nolan juntou-se a Zack Snyder que é conhecido pela sua visão fantástica e desta colaboração improvável nasceu Man of Steel.


O filme beneficia do estilo de ambos e do argumento de David Goyer (que também trabalhou na trilogia de Batman) assentando a história do protagonista numa realidade plausívelmente acreditável de ele a ser a resposta às questões: Estamos sozinhos no Universo? Como nos sentiriamos se houvesse alguém assim entre nós? e Como se sentiria esse ser que foi educado na Terra mas, não é daqui?. São perguntas que facilmente faríamos como humanos logo, foi uma boa aposta da produção. Também contém cenas épicas e estrondosas que costumam ser a assinatura de Snyder. Porém, neste Man of Steel, ele supera-se e a acção é formidável e visualmente espectacular! Das melhores que tenho visto em filmes do género. Considerado por muitos, o mais "aborrecido" dos super-heróis,  o homem de aço ganha assim várias dimensões que muitas vezes, eram esquecidas em adaptações cinematográficas posteriores. Acho que em certos aspectos consegue ser muito fiel à essência da banda desenhada e obnubila tudo o que foi feito previamente no cinema.


Há, obviamente diferenças. Abençoadas!!! Lois Lane de Amy Adams é das melhores surpresas! Ela é inteligente, parte da solução e não o problema e comporta-se exactamente da mesma maneira face a Clark ou ao seu alter-ego. Fazia-me imensa confusão, o como de uma vencedora de um Pulitzer se comportar como uma adolescente néscia perante um homem de capa vermelha nos outros filmes. Se bem que acho que a história de ambos tem um "fim" demasiado rápido. Tem um ínicio prometedor com a construção de uma amizade e confiança todavia, vira amor muito rapidamente. Contudo, não a censuro. O mundo estava a acabar e o homem até nem é feio ou burro...Para mim, este é talvez um pontos fracos da metragem, a pouca troca de farpas hilariantes e o parco diálogo irónico e mordaz entre Lois e Clark que é tão característicao deste casal na banda-desenhada. Há insinuações do que podemos esperar no futuro que é como quem diz, na sequela. A última cena de ambos é perfeita! Amy Adams não é nada convencional e um deleite vê-la actuar. Donzela em perigo? Nem pensar! Se bem que há alturas (em que estamos a cair!) que é muito bom e conveniente ter um namorado que voa...




Quanto ao restante elenco, Russel Crowe e Kevin Costner são quase irrepreensíveis como Jor-el, o pai biológico e o pai adoptivo, respectivamente. Os flashbacks em que aparecem são muito tocantes e reveladores e uma maneira astuta de contar uma história sem ser linear mas também sem ser confusa. Zod de Michael Shannon é também muito bem construído e conseguimos compreender a sua obsessão apesar de não concordarmos com os seus meios para atingir os seus fins. Não é só um vilão uni-dimensional que, um dia acordou e lhe apeteceu destruir e matar a Terra. Quanto a Henry Cavill, o protagonista assenta-lhe perfeitamente. Gosto da profundidade que ele dá à personagem, ou seja, aquela sensação muito humana de não saber o que fazer ou de não saber se está a fazer o que é certo. E mesmo ao interpretar o jovem e adolescente Clark , esse turbilhão está presente e bem mais expansivo emocionalmente.


No entanto, o filme tem os seus perçalcos. Precisava de mais coesão e harmonia particularmente no terceiro acto em que tudo acontece muito rapidamente sem dar azo a intervalos para digerir cenas impactantes.  Espero que os corrijam nas possíveis sequelas e que elas aumentem de qualidade progressivamente. É um filme que reinventa um mito cinematográfico empoeirado e que precisava de um safanão que quebrasse todas as ideias pré-concebidas. O objectivo foi atingido e traz como bonús mais uma banda sonora genial (mais uma!) de Hans Zimmer!

TRAILER:

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Devaneio do dia... O impacto do Casamento Vermelho (Red Wedding)-cortesia da HBO e George R.R.Martin



Devaneio do dia é um novo espaço aqui do blogue. Já há algum tempo que pretendia criá-lo e basicamente, serve para colocar opiniões, ideias, pensamentos ou simplesmente, momentos de pura diversão que não se encaixam em nenhuma outra rubrica. 

Nada como inaugurá-lo com o Casamento Vermelho da Guerra dos Tronos! O choque e o horror que varreu os espectadores da série após a exibição do último episódio foi deveras impressionante! As redes sociais encheram-se de comentários atónitos e de incredibilidade... 


Game of Thrones é, indubitavelmente, das melhores séries televisivas do momento porém, grande parte do seu poder de atracção vem das personagens de George R.R Martin que as criou para a sua saga de livros: As Crónicas de Gelo e Fogo. Como sou uma leitora fervorosa deste senhor de barbas brancas sabia o que aí vinha. Contudo, é brutal ver o quão comovente pode ser uma cena bem escrita, bem representada e totalmente imprevisível. Provocou choro, indignação e revolta! No entanto, é inegável a transversalidade da história que a cada dia que passa, parece ganhar mais e mais adeptos. (Os vídeos contêm spoilers!)



The Red Wedding relembra-nos que ninguém está a salvo naquela série e, como tal quase que dá para estabelecer um paralelismo com a vida real. Nem sempre os bons ganham... Vejam a série, leiam os livros e preparem-se para agarrar do chão os pedacinhos do vosso coração partido! Ah, e aviso-vos desde de já que há mais um casamento a caminho, The Purple Wedding, o casamento Roxo. Vai acontecer a mesma coisa, perguntam vocês? Não, claro não... meus amores é George R.R Martin! A surpresa é a sua melhor arma.

Compilações das reacções ao Casamento Vermelho:  

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Novas aquisições... Prendinhas de aniversário e 1ª visita à Feira do Livro


Eis os últimos livrinhos a chegar à minha humilde casa! Já tenho muitos é certo mas, eles nunca são demais! Acho que qualquer dia, não consigo entrar no meu quarto... 

Os livros da primeira fotografia foram as minhas prendinhas de aniversário!Agora, tenho oficialmente um quarto de século... E os meus amigos, amigas e familiares presentearam-me e mimaram-me luxuosamente .Adoro receber livrinhos!

A segunda fotografia é testemunho das minhas primeiras visitas à Feira do Livro de Lisboa. Os meus locais preferidos continuam a ser as bancas dos alfarrabistas e a banca da Saída de Emergência. A banca anti-crise é uma perdição e quase que me desgraçava lá! De resto, prefiro ir sempre na Hora H e trouxe muitos dos que vêem na foto a metade do preço. A Princesa dos Gelos é um intruso porque comprei-o para oferecer à minha sobrinha que, qualquer dia é pior do que eu!

E vocês já passaram pela Feira? O que acharam?

Amor Ingénuo de Catarina Ferreira (Divulgação)

Amor Ingénuo é um livro de Catarina Ferreira. Apesar de o manuscrito ter sido aceite por duas editoras, o orçamento era demasiado elevado para autora e ela optou pela auto-publicação.

O livro está à venda apenas em lojas online, formato digital EPUB.Para o comprar basta ir a LeyaOnline, Wook, Fnac, IBA, Gato Sabido e Amazon. Custa 5,99€. Ao fazer o download do livro, também se pode fazer o download do e-reader “Adobe Digital Editions”. É gratuito!

Sinopse:

Eras capaz de perdoar e esquecer?

Samanta tem apenas 19 anos, mas já sentiu o sabor da traição.
Após a descoberta das mentiras do namorado e amigos, optou por fechar-se em casa e desistir de todos os seus sonhos.
Até que um dia, a sua melhor amiga Lídia, que nunca a abandonou, precisou da sua ajuda.
Samanta enfrentou os seus medos e mudou-se para o apartamento da amiga.
Enquanto a sua amiga vive o sonho de estudante de universidade, Samanta vive uma vida rotineira.
Lídia, decidida a ajudar a amiga, convida-a para uma festa em casa do vizinho do seu namorado Guilherme, e não aceita “não” como resposta.
Gabriel é um rapaz atlético e misterioso, mas está apaixonado pela rapariga errada.
Apesar dos receios de cada um, embarcam em encontros duplos.
Dúvidas e ciúmes são constantes, pondo à prova os sentimentos de Samanta pelo Gabriel e as suas novas amizades.
O que Samanta não sabe é que as intenções de Gabriel não são o que parecem.
E Samanta esconde algo que não quer revelar.
Nesta relação há mais segredos do que os olhos podem ver.
Será que existem descobertas que podem ser perdoadas?

Nota: As datas e certos lugares são reais. No entanto, as personagens e alguns estabelecimentos e casas não.



Para mais informações acerca de “Amor Ingénuo” visite cat-ferreira.blogspot.com

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Nova rubrica (conjunta!)- |E se...|


Olá amoras,

é com muita alegria que anuncio a primeira rubrica conjunta dos Devaneios. Chama-se |E se...| e é uma ideia prodigiosa da Catarina do Páginas Encadernadas. A esta iniciativa juntou-se também a Sandra do Mil Estrelas ao Colo. Nunca desejaram que uma personagem escolhesse outro caminho? Não gostaram do fim de um livro? Pois, bem eis a vossa oportunidade. Esta rubrica consiste na escolha de um livro que todos tenham lidos e fazer questão: E se?..., criando assim histórias alternativas. O debate será num grupo no facebook e depois de organizada a discussão será publicada aqui e no cantinho da Catarina.

Mais informações em Páginas Encadernadas. Se quiserem participar, avisem através do mail do blogue, através da página do facebook e/ou então, através da caixa dos comentários.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Crónicas & Caprichos de Julia Quinn



As mães casamenteiras da alta sociedade londrina, estão ao rubro. Simon Bassett, o atraente (e solteiro!) Duque de Hastings, está de volta Inglaterra. O jovem aristocrata mal sabe o que o espera pois a perseguição das enérgicas senhoras é implacável. Mas Simon não pretende abdicar da sua liberdade tão cedo…

Igualmente atormentada pela pressão social, a adorável Daphne Bridgerton sonha ainda com um casamento de amor, embora a sua espera por um príncipe encantado comece já a ser alvo de mexericos.
Juntos, os jovens decidem fugir de um noivado, o que garantirá paz e sossego a Simon e fará de Daphne a mais cobiçada jovem da temporada. Mas, entre salões de baile e passeios ao luar, a paixão entre ambos rapidamente deixa de ser ficção para se tornar bem real. E embora Daphne comece a pensar em alterar ligeiramente os seus planos iniciais, Simon debate-se com um segredo que pode ser fatal. 

A MINHA OPINIÃO:

Crónicas & Caprichos é simplesmente encantador!!! São poucos os "romances de época" que me surpreendem e que me conseguem cativar de modo a que os leia quase ininterruptamente até madrugada. Denomino este género de livros de "romances de época" porque o conceito "romance histórico" é, obviamente mais lato. Claro que delimitar a fronteira entre os dois torna-se confuso mas, para mim, este tipo de obras são aquelas que contêm uma história de amor com muita sensualidade que, invariavelmente terminará no "felizes para sempre". Porém, é raro encontrar escritoras inovadoras dentro desta temática! Muitas restringem-se a construir as personagens principais e muitas vezes, estas são umas cópias baratas e completamente acéfalas. Felizmente, Julia Quinn não pertence a esta categoria! Tem uma escrita simples, divertida e os seus protagonistas tem diálogos mordazes e estimulantes. E tem vários bónus! Todos os personagens secundários são igualmente fabulosos cheios de tiradas sarcásticas e hilariantes. Assim, Quinn obriga-nos a ler os seguintes volumes da série Bridgerton porque é quase impossível não ficar apaixonada pela obstinada mãe, Violet e pelos irmãos Anthony, Benedict e Colin. A irmã mais nova, Daphne, a heroína da história é tudo o que não esperaríamos encontrar num livro assim. É inteligente, pró-activa, cheia de vivacidade e não se coíbe de colocar o seu par romântico na ordem! Desde o primeiro encontro até ao final do livro, ela mantém-se fiel a si própria, um furacão que transforma a vida de Simon num turbilhão de emoções. Muito obrigada Julia Quinn por mostrares que uma mulher apaixonada não é sinónimo de submissão e perda de identidade! Finalmente, alguém teve coragem de romper com esses dogmas estúpidos! Todavia, há coisas que nunca mudam...  Sim, o fim é previsível. Mas, quem se importa com isso quando estamos tão vidradas no livro? Quando não conseguimos levantar os olhos das páginas? Ninguém! Quando me apercebi já ia na última página... É uma leitura leve, propícias a sorrisos "parvos" que surgem logo no início e a gargalhadas que são reflexos dos imbróglios em que se metem as personagens. Uma autêntica delícia!

5,5/7- MUITO BOM

PS: Obrigada querida Sandra e querida Catarina por me apresentarem a um novo vício!

sábado, 18 de maio de 2013

SobreViver de Miguel Almeida (Divulgação)


SobreViver é 4º livro de Miguel Almeida. Um poeta português que merece ser descoberto!

Crítica de Imprensa:
“Miguel Almeida é um escritor de interrogações, que se empenha na palavra para arriscar lucidamente a vida, e desse risco fazer poesia.”
Maria Alzira Seixo

“Miguel Almeida dá-nos a poesia a olhar o mundo, a olhar-se a si própria e a agir sobre o acto de pensar. SobreViver é um caminho para o deslumbramento. É um livro que merece ser lido.”
Maria Fernanda Navarro

No PREFÁCIO, assinado pelo Grande Poeta Joaquim Pessoa pode ler-se:

UMA POESIA CORAJOSA
"SobreViver é um livro que interroga, se interroga, nos interroga, e que confronta a vida e a morte, num mundo onde nada morre, tudo se transforma. Miguel Almeida começa por se interrogar: “Como explicar a morte / E a falta de sentido da vida?”. A vida como supremo bem, a morte como fim de tudo, parece ser esta a ideia fundamental do autor, nas dúvidas e nas incertezas. E parece-me que nas certezas também, sobretudo porque, neste homem, existe um outro, o escritor, o poeta que quer saber o sentido da vida, saber do seu percurso enquanto “água que corre”. Provavelmente, em busca da “perspectiva total do todo” pode o poeta ser enganado, ludibriado por uma dimensão humana que ele próprio quer ultrapassar para romper limites, iniciar ou reiniciar viagens onde possa atingir e percorrer territórios que estejam para lá da emaranhada selva das perguntas.

O que ser? O que preferir?, sendo nós impotentes na escolha, como se ela estivesse já determinada, essa “sentença que nos espera, uma pena que a vida tem para cumprir”. E como se a vida fosse um sonho, a solução é fugir-lhe talvez através do amor, de um sonho alheio, tendo consciência de que a única certeza é também a única dúvida: “ Hoje estou aqui, / Na Terra / Mas amanhã / Quem o saberá?”.

Esta é uma obra que obedece a uma perspectiva e a um sentimento existencialistas. Necessariamente uma obra onde todas as angústias existenciais existem ou, diria melhor, permanecem, e onde o poeta para além de se/nos interrogar, dialoga consigo próprio:

“O que vais ser?
Não sei, sei lá!
Não o sabes, sabes lá?!
Não, não sei.
Não sabes, é claro que sabes
Não sabes, como ninguém o pode saber.”

E fica sem resposta, uma resposta que a si mesma se interroga:
“Quantos são os que quiseram ser o que são, / E quantos, sendo aquilo que agora são / Nunca foram aquilo que algum dia desejariam ser?”
Todo o texto do livro é um desfiar do novelo intrincado de perguntas que o poeta a si mesmo formula em nome da nossa existência, da nossa vida quotidiana, da nossa vontade, do nosso futuro. É, de certa maneira, não o Livro do Desassossego, mas um livro de desassossego.E vives procurando / A dor dos outros, que sentida fazes tua / Num sonho alheio, por onde foges à vida”. Como um desengano, um enorme e doloroso desengano para o qual Miguel Almeida não se coíbe de fixar uma solução individualmente comprometida: “(…) por tal engano / Mais vale então morrer, / Que viver assim, / (N)a vida toda, (n)um (des)engano.”

Por outro lado, o autor, apesar da consciência de que numa vida passageira só quase há lugar para perguntas e mais perguntas inquietas e sem resposta (O Sentido da vida), encara essa mesma vida como uma luta permanente “para chegar a saber quem é”.

Sempre tive para mim que a grande poesia está inevitavelmente perto da filosofia, sendo por vezes muito difícil destrinçar a qual dos campos pertencem, exactamente, os versos. Eduardo Lourenço, perante a questão da existência de um pensamento filosófico português, sustenta que onde ele é mais evidente é no discurso dos poetas. 

Miguel Almeida é um poeta-filósofo que faz do ponto de interrogação a sua arma, o motor para avançar no seu tempo, no nosso tempo, sempre em busca de respostas que sabe não existirem cabalmente, mas que, ao formular as suas perguntas, ao levantar as suas questões (e as nossas, entenda-se) mesmo de forma retórica, são uma forma de abanar um certo conformismo genético de todos nós, de colocar o leitor em luta com o poema ou, melhor dizendo, com as ideias, as inquietações e as dúvidas que este levanta e suscita.

Mais do que um livro de sentimento, SobreViver é um livro de pensamento. Logo, um livro inquieto e incómodo, não acomodado à escrita branca, tão em moda na poesia portuguesa dos últimos anos, aquele tipo de escrita da qual Giovanni Papini disse não ser poesia, mas casca e serradura de poesia. Não é um livro em que predomine a imagética ou a construção metafórica, um livro de “inspiração”. É um livro de “respiração”, de quem constrói uma poesia agarrada à vida, ao ser, ao estar, ao permanecer. Não se procurem as “lindas imagens” nas páginas de SobreViver. Essas, cabe-nos a nós, os seus leitores, criá-las em função dos desafios que o poeta nos coloca. Esta é uma poesia que, mais que sugerir, diz. E também deixa claro que Miguel Almeida é um poeta que faz muita falta no panorama da literatura portuguesa, é uma voz carregada de individualidade colectiva e, por isso, não encontro significativos paralelos em relação ao seu discurso. Já tinha ficado impressionado com o autor, quando há algum tempo adquiri e li de um fôlego o seu excelente Templo da Glória Literária, excepcional sobre todos os pontos de vista, mas um livro diferente na sua construção, da obra que estamos a analisar. 

O autor revela-se, cada vez mais, um poeta de discurso sólido, criativo, empenhado perante a vida, com uma poesia que se pensa a si mesma e que pensa cada um de nós, entre os quais o poeta se encontra incluído. Poeta que não hesita em se (nos) perguntar, como uma criança grande: “E se fôssemos imortais e vivessemos para sempre?”. Para além de retórica, a pergunta é traquina. Miguel Almeida sabe bem que “para viver há uma séria exigência: continuar a ser criança”.

O lirismo do poeta é muito contido, mais suave que doce, de uma emoção racional e nele, também, a palavra “útero” tem o tamanho do mundo. Dele, nasce o homem, mas também a liberdade e o conhecimento, e a liberdade do conhecimento, a escolha e a dúvida e, inevitavelmente, a poesia. A vida é mais plena fora do corpo, esse “corpo limitado pelos anos e pelas maleitas que ele traz, / um corpo que nos obriga a pensar outra vez no nosso corpo / agora de uma maneira menos existencial, mas mais essencial”. Para o poeta, como para quase todos nós, a vida é uma luta em que também o corpo participa arduamente (“Para nascer, para viver e para evitar ter que morrer”).

Miguel Almeida sente mais com o pensamento do que pensa com o sentimento e, na sua racionalidade, está a génese da sua poesia. Vê e observa com os “olhos da mente”. 

Poeta assumidamente existencialista, através da sua poesia elaborou para a vida uma receita corajosa:

Se não fores ousado e arrojado,
Se não assumires o risco de querer ser,
Um derrotado exemplar, para que serve a vida?
Se não for mais que uma oportunidade desperdiçada”.
Para o poeta, “a vida é como é, / Não é como deveria ser”. E “Todos somos escravos / E senhores da vida”.

Correria o risco de poder escrever um texto demasiado longo para a função de analisar e apresentar esta obra, e sei que não o devo fazer por diversas razões, sobretudo porque, ao lê-la, o leitor fará igualmente o seu juízo que, ainda que diferente, poderá ser tão certo e tão legítimo quanto o meu. Quero apenas acrescentar o que poucas vezes se faz na abordagem introdutória a um texto literário: que vale a pena ler sem pressas este livro, mastigá-lo, degustá-lo, retirar dele o prazer de se confrontar com cada poema, dar-lhe luta, até. Porque a luta do leitor com o poema é uma luta consigo mesmo, que o obriga a soltar a coragem de se interrogar. E interrogar-se é criar “histórias de valentia ou cobardia”. Porque, como nos lembra o poeta, “Aqui, / Neste mundo, / As pessoas / Já não são / Aquilo / Que fingem ser”.

SobreViver é uma grata possibilidade de leitura de uma escrita adulta, séria, desafiante. “Que nisso”, o poeta “procura ser excepcional”.

Joaquim Pessoa

domingo, 12 de maio de 2013

Máscara de Raposa de Juliet Marillier



Neste livro, a sequela de O Filho de Thor, primeiro livro da Saga das Ilhas Brilhantes, Juliet Marillier prossegue a narrativa das aventuras de Eyvind. 
Ao atingir a maioridade, Thorvald descobre um segredo terrível e parte numa perigosa viagem em busca do pai que nunca conheceu à ilha do Povo dos Facas Longas. Acompanha-o a sua grande amiga Creidhe, filha de Eyvind, o Pele-de-Lobo. Este povo é governado por um tirano cruel, e com o nascimento de um bebé, Creidhe descobre a terrível verdade sobre a maldição dos Facas Longas. E quando descobrem como poderão acabar com ela, temem que seja demasiado tarde...

A MINHA OPINIÃO:

Máscara de Raposa lançou-me um feitiço poderosíssimo e inescapável! A verdade é que ele partiu com alguma vantagem relativamente ao anterior: Somerled. A ânsia de o reencontrar é gigantesca... É uma personagem carismática e completa com várias facetas que o tornam absolutamente irresistível. É um enigma que transforma o livro numa busca ao tesouro e pelo caminho, como brinde, há outras histórias tão belas que fazem suster a respiração. Thorvald é, à semelhança do pai, intrigante. É penoso vê-lo lutar contra uma sombra e um rejúbilo vê-lo alcançar vitórias. Não é uma personagem que cause empatia imediata, ele conquista-a à medida que, o conhecemos cada vez melhor. É quase ultrapassado pela predominante presença de Creidhe, É uma heroína muito típica de Juliet Marillier, a eterna sonhadora que sofre muito na adaptação à sua nova vida.  Tem um destino encantador que oferece aos mais utópicos e românticos, uma viagem deliciosa! A filha de Eyvind só peca por ser demasiado perfeita em tudo o que faz... No meio de tantos personagens com defeitos, arrependimentos e remorsos, ela destoa um bocadinho. A leitora dentro de mim prefere-os com falhas, comportamentos dúbios e desvios morais. São mais excitantes! Se bem que, encontrar uma Creidhe de vez em quando não é mau. Pelo contrário, é refrescante e de certo modo, ela foi uma brisa suave. Só que não é das minhas favoritas. Guardião já é outra cantiga! A sua atitude selvagem, disciplina auto-imposta e meiguice visível quando lemos cada vez mais é muito cativante! A sua abnegação fraternal ao pequeno Máscara de Raposa é louvável e enternecedora. E é em Máscara de Raposa que se conjuga quase toda genialidade de Marillier: mística, folclore e crença. É algo que não conseguimos compreender porém, é impossível desviarmos os olhos dele. A autora é perita em criar histórias que assumem contornos de lenda e que ocupam a mente de quem se embrenha nelas.  São cheias de segredos, maldições e terras misteriosas. Quem não gosta de caminhar em tais enredos? Em O Filho de Thor, a escritora era algo repetitiva no final, principalmente, em relação ao casal protagonista. Aqui não! Teve acções inesperadas e surpreendeu-me com a revelação da identidade de Somerled e com a sua escolha e com os tortuosos obstáculos que os protagonistas encontram. Esta é uma belíssima e mágica leitura. Quando a acabei desejei haver um terceiro livro para que pudesse mergulhar de novo no mundo das Ilhas de Luz!
6,5**- EXCELENTE(+)