domingo, 24 de fevereiro de 2013

Devaneios Cinematográficos... Silver Linings Playbook (2012) de David O. Russell


A MINHA OPINIÃO:


Silver Linings Playbook é um filme baseado no livro homónimo de Mathew Quick e está nomeado para oito Óscares da Academia. Em português foi denominado de Um Guia para um Final Feliz.É dos mais originais e estranhos que já vi. Aborda cuidadosamente a doença psiquiátrica sem cair no dramatismo excessivo mas também não é totalmente supérfluo.  Toca-nos porque nos lembra daquelas pequenas e ridículas obsessões e superstições que todos  temos, ao mesmo tempo que, nos distancia o suficiente para que nos apercebamos o quão evidente é o sofrimento que os distúrbios do humor trazem aos que deles padecem. O realizador David.O Russell tem um sentido de oportunidade fantástico conjugando os diálogos e o argumento impecáveis com sequências verdadeiramente singulares sem grandes artefactos. A maneira como o filma dá-nos aquela sensação de omnipresença como se nós, por um momento, fôssemos  as personagens.É tremendamente demolidor assistir aos efeitos da doença mental. Não são apenas discutidos, são atrozmente sentidos contudo, a metragem que não carece de humor. É genuinamente e absurdamente engraçado porque os protagonistas Pat e Tiffany não têm inibições ou filtros como os meros mortais ou seja, as suas conversas e acções são  tão honestas que, às vezes, atingem o hilariante sem cair na vulgaridade. Bradley Cooper (Pat) e Jennifer Lawrence ( Tiffany) beneficiam ainda de uma química orgânica e estonteante. Cooper é perturbador na sua interpretação de um doente bipolar com as suas alterações de humor repentinas que afectam profundamente o seu mundo. As mudanças subtis que ele incute ao personagem são belíssimas. Por exemplo, Pat  é comprometido fervorosamente a um lema positivo e repete-o constantemente como se o ajudasse a encontrar o seu amor  pelo seu ser com todas as suas particularidades e Bradley Cooper é tão expressivo que sentimos a sua luta interior e lhe desejamos o melhor. Jennifer Lawrence não é de todo inferior. Ela dá a vida a Tiffany dotando-a de imprevisibilidade, teimosia e de uma firmeza inabalável. É uma presença marcante daquelas que jamais passariam despercebidas! A interacção entre ambos é notável... Outro actor que não poderia ficar sem ser mencionado é Robert de Niro. Que ele é um intérprete fenomenal, já eu sabia todavia, neste filme sobressai-se do elenco secundário. Os seus últimos trabalhos foram algo banais o que não esconde o actor supremo que ele é. Neste filme, ele, pai de Pat,  é comovente e arrebatador! Para mim, De Niro tem das melhores cenas do filme especialmente, quando se dirige ao filho e transparece também ele, uma vulnerabilidade ao lidar com a sua compulsão obsessiva e com as suas consequências.


Eis um filme que nos recorda de que há sempre esperança, que somos todos diferentes mas, todos sem excepção temos uma chance em sermos felizes. E mesmo no meio das ruínas deixadas pela doença há amor, ternura e risos. Quando não temos nada a perder, somos mais autênticos e emergimos dessa situação difícil mais sábios e combativos. 

TRAILER:



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Viagem de Morgan de Colleen McCullough


A sinopse contém spoilers!!! Se não os quiser avance para a opinião!!!


Richard Morgan é filho de um taberneiro de Bristol, sensível e instruído, com um dom especial para fabricar mosquetes de pederneira, que a Inglaterra tenciona utilizar contra as suas revoltadas colónias americanas.Quando Richard arranja trabalho numa destilaria de rum, a sua eficiência e perspicácia levam-no a encontrar vários canos escondidos, que tem de denunciar, já que desviam ilegalmente 800 galões desta bebida por semana, de modo a fugir aos impostos. É assim que se encontra envolvido numa teia de corrupção que o vai levar a ser aprisionado num dos vários navios de deportados ancorados em Inglaterra e depois noutro, com destino à nova colónia penal que é a Austrália.Enquanto Morgan tenta resistir a desastres naturais e às falsidades e subterfúgios dos outros sobreviventes, vemos formar-se diante dos nossos olhos um microcosmos da audaciosa sociedade em que a Austrália se haveria de transformar.A investigação brilhante e exaustivamente realizada a todos os pormenores da época que serve de cenário à obra, torna-a memorável e verosímil com a reprodução de mapas, quadros, plantas de navios e outros materiais. A Viagem de Morgan, é pois, um excelente romance de aventuras, com a indomável energia e o ritmo imparável de um filme de acção.


A MINHA OPINIÃO:



A Viagem de Morgan é outra obra extraordinária de Colleen McCullough! O início é marcado pelo pormenor exímio da escritora que pode desconcertar os estreantes porém, para os veteranos como eu ( veterana, neste caso), é só primeiro passo para uma grande história. É um livro que me emociona e me ensina... McCullough escolhe um protagonista que não é rico ou nobre. Richard Morgan é um humilde e pacífico homem que é obrigado a reagir quando a Inglaterra começa a sofrer as consequências da Guerra de Independência dos Estados Unidos da América. É através dos seus olhos que a escritora nos apresenta uma realidade crua e despojada de eufemismos. A mestria dela está na beleza e no detalhe das suas descrições bem como no enquadramento histórico brilhante que lhe serve de alicerce para construir a épica saga de um homem que face às adversidades e a um novo destino cresce e nos apaixona. É claro que as primeiras páginas podem fazer desistir quem não aprecia um estilo tão descritivo porém, a mim não demoveu. Aliás, foi de uma utilidade preciosa pois, gosto de raciocinar e criar cenários no meu imaginário. Lá materializou-se uma Bristol, um Rio de Janeiro e uma Austrália do século XVIII. O contraste entre o Rio e a Cidade do Cabo é particularmente delicioso! Há um choque silencioso de culturas com as suas cores e aromas que invadem o leitor de um modo inebriante. Nunca caí no aborrecimento e revelou-se uma leitura extremamente viciante! Colleen McCullough possui uma capacidade notável: transforma o mais entediante dos acontecimentos num momento de verdadeira emoção. Pode haver uma grande história a servir de bandeja mas, o que conta é o que está a ser servido! Aí reside o segredo de mais este livro: a pequena história que se alimenta da grande história é devido à sua genialidade, na realidade, o foco inequívoco  da nossa atenção! É o que torna os seus livros tão humanos e tão absorventes... No entanto, A Viagem de Morgan não tem o mesmo brilho de outros volumes da autora. Para mim, não foi soberbo contrariamente a outros trabalhos dela. Coloco a culpa em Richard Morgan. Apesar de ser uma personagem credível e capaz de transportar o fardo tremendo de ser principal numa obra como esta é pálido quando comparado com Alexander Kinross (O Toque de Midas), Ralph de Bricassart ( Pássaros Feridos) ou mesmo Aquiles ( A Canção de Tróia). Falta-lhe aquelas imperfeições gritantes que nos fazem amar como a mesma violência com que odiamos! Morgan é demasiado merecedor da nossa paixão e, literáriamente eu aprecio o tumulto de uma acção moralmente dúbia. Mas, não quero com as estas palavras denegrir a imagem deste excelente livro... Não é dos melhores de Colleen McCullough todavia, tomara a muitos escreverem obras assim!

6/7- EXCELENTE

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Devaneios Cinematográficos... The Impossible (2012) de Juan Antonio Bayona


A MINHA OPINIÃO:


Os filmes de grandes tragédias naturais com vulcões prestes a explodir e grandes tornados ao virar da esquina nunca me atraíram muito. Normalmente, o argumento é paupérrimo e é sempre a mesma história com um amor meloso encaixado algures. Nunca mais direi nunca! The Impossible mudou completamente a minha percepção negativa. Baseado numa história verídica, é muito acirrante e incrivelmente comovente. Apesar de ser potencialmente previsível pois, alguém tinha de sobreviver para contar a história, não consegui tirar os olhos do ecrã.  O realizador e os produtores apostaram nas personagens ao invés do espectáculo de efeitos visuais que circunda este género de metragens. Eles estão lá e são brutalíssimos ( a onda do tsunami parece uma imagem documental) porém, são relegados para segundo plano. Ao focar a família que busca a sobrevivência e os seus entes queridos pelo meio dos destroços, o filme ganha humanidade. É emocionalmente visceral e a dor da separação dói-nos tanto quanto as feridas sangrentas e expostas. Os actores adultos são exímios porém, quem me surpreende muito são as crianças. A Naomi Watts e o Ewan McGregor são decentes intérpretes comprovado pelos inúmeros filmes premiados no seus currículos no entanto, Tom Holland, o Lucas, o filho mais velho é formidável! É tão desesperante e tão tocante na composição da sua personagem que me arrepia e arrebata ao ponto de me levar às lágrimas ( e isso não é fácil! ).


O filme peca por não ser mais abrangente. Se por um lado, a atenção centrada nos protagonistas é boa porque permite criar uma grande empatia com eles, não temos muito a noção de como os tailandeses e os habitantes locais sofreram e encararam o desastre natural. Quase não aparecem no ecrã e fez-me alguma confusão. Ainda assim, vale a pena ver este filme e aviso desde de já que o remoinho de mar, árvores, pessoas e restantes destroços é memorável e fez-me pensar seriamente no que faria se estivesse naquela situação horrenda.

TRAILER DO FILME:


sábado, 16 de fevereiro de 2013

Devaneios de Séries... Sense & Sensibility (2008)- Sensibilidade e Bom Senso


A MINHA OPINIÃO:

Sense & Sensibility (2008) é uma mini-série de três episódios produzida pela BBC baseada no livro homónimo de Jane Austen. Andrew Davies, o argumentista, é audacioso marcando o início do primeiro episódio com uma cena de sedução. Choca porque não é definitivamente algo que Jane Austen escreveria. Cria animosidade contra uma personagem que aparecerá de novo mais tarde. Admito que tira o factor surpresa a essa história particular para quem nunca tenha lido o livro. Porém, esta adaptação não deve ser julgada  tão severamente por este acontecimento. Aliás, após este incidente retorna ao bom temperamento "austiano" e cada momento é pautado pela sobriedade mas também pela genuína emoção. Três episódios permitem aprofundar personagens secundárias que num filme não teriam tanto tempo para brilhar como a emproada Mrs Ferrars ( Jean Marsh). Ela e a filha, Fanny (Claire Skinner) são insuportáveis com a sua tendência para o mexerico e para a aparência. O ódio que lhes ganhei rapidamente se transformou em comiseração ou mesmo riso porquanto da sua ridícula figura. As irmãs Steele que tem um papel pequeno mas, vital nesta história também são mais elaboradas e Anne proporciona humor com as suas maneiras desajeitadas. O Coronel Brandon é outra personagem que é bem mais desenvolvida que nas adaptações posteriores o que muito agradou visto ser das minhas favoritas no livro. David Morrisey não corresponde inteiramente a descrição física de Austen mas, encarna Brandon com primor dotando-o daquele sentido de honra inabalável. Por outro lado, Willoughby (Dominic Cooper) é retratado obscuramente e com uma aura quase maquiavélica. Não gostava muito dele no livro e aqui ainda gostei menos. 


Quanto as protagonistas, Marianne e Elinor, elas trocaram-me às voltas. No livro, preferi Marianne (Charity Wakefield), a mais emotiva e romântica todavia, nesta mini-série adorei Elinor. Hattie Morahan criou uma mulher estóica, sensata tal como no livro e acrescentou-lhe um toque de vulnerabilidade que muito apreciei. É impossível não gostar dela e não torcer pela sua felicidade. A Marianne de Wakefield não me apaixonou tanto não obstante é uma interpretação impecável e a química entre as duas irmãs é fabulosa!

Edward Ferrars de Dan Stevens é um total gentleman. A acreditar em reencarnações, diria que Stevens deveria ter sido um lorde na época vitoriana. Quem conhece Downton Abbey, perceberá o que eu quero dizer. Os papéis de época assentam-lhe perfeitamente. É muito expressivo e a ternura e o calor humano que emana destaca-o da restante família e tal como as Dashwood(s) adorei-o.No geral, o elenco é muito competente e aprazível e a mini-série vive muito dele. Sofri, ri, regozijei e vi os episódios todos numa noite de tão viciantes que eram. Os cenários também são magníficos: as grandes mansões, o verde quase irreal do campo e a beleza da casa das Dashwood (s) beira à mar são de tirar o folêgo! 
Uma adaptação de um clássico como esta nunca poderá agradar a todos os espectadores. Haverá sempre alguém que não concordará com certos pormenores porque criou uma imagem completamente oposta quando leu o livro. Eu incluo-me no grupo dos que a apreciaram bastante e atrevo-me a afirmar que a achei mais emotiva e arrebatadora que o livro.

TRAILER:


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Sensibilidade e Bom Senso de Jane Austen


"Sensibilidade e Bom Senso", o primeiro livro de Jane Austen, publicado em 1811, conta a alegre e satírica história de duas irmãs. A instintiva e apaixonada Marianne e a sensata e mundana Elinor.
Embora o coração impaciente de Marianne a deixe vulnerável aos males de amor, as qualidades opostas de Elinor também não a protegem dos problemas emocionais.
"Sensibilidade e Bom Senso" - um retrato psicológico e social da pequena-burguesia do século XVIII.

A MINHA OPINIÃO:

Sensibilidade e Bom Senso foi uma leitura que me deixou repartida. Apesar de a apreciar bastante não me apaixonei profundamente como eu esperava. A história não me era estranha.Vi a adaptação cinematográfica de Ang Lee de 1995 há alguns anos pelo que me lembrava dos destinos de algumas personagens. Talvez essa foi uma da razões de eu não amar este clássico como milhares e milhares de leitores. Contudo, há que reconhecer o mérito de Jane Austen. Ela faz um retrato perfeito da sociedade inglesa absorvida pela futilidade e vaidade. Uma sociedade que se alimenta de aparências, se intromete na vida alheia como se fosse natural e julga com base no exterior e não no sentimento. Fanny e Mrs Ferrars são o cúmulo deste síndrome. Elas quase que adquirem contornos de caricatura nas mãos da escritora e, às vezes, não sabia se me exasperava ou se ria da sua figura. A obsessão pela estabilidade económica através do matrimónio é um dos objectos favoritos para a sátira de Jane Austen. Frequentemente, o homem é "medido" pelo rendimento que tem. Um dos meus entraves à minha leitura também foi isso, a  enumeração constante de quantas libras vale um homem. São tantas as menções que chega ao ponto da exaustão. Percebo que faz parte da crítica áspera da autora porém, a análise de Austen é tão severa que não há muita margem para o sarcasmo ou humor que certamente, infundiriam a história de mais vida. Quem brilha no livro e me agarrou às páginas foram as irmãs Elinor e Marianne Dashwood. Foi a originalidade das suas vidas que me surpreendeu. Fazendo jus ao título do livro, a mais velha, Elinor é mais sensata e prudente  e Marianne é a mais emotiva e volátil. O seu crescimento ao longo do livro é tão revelador porque nos apercebemos com elas que face ao amor e aos obstáculos da vida, há que existir um compromisso entre os dois mundos, o da sensibilidade e o do bom senso. As irmãs destoam por completo da sociedade por não valorizarem a superficialidade. A história de Elinor e de Edward é encantadora todavia, a que mais marcou foi a de Marianne. Não é tão linear e senti, genuinamente, cada passo da sua tortuosa caminhada.
Assim, Sensibilidade e Bom Senso foi um livro que ficou aquém das minhas expectativas. Não é definitivamente um mau livro, longe disso mas, é parco em divertimento, restringindo-se quase sempre a pintar o quadro da pequena burguesia. No entanto, há que ressalvar que esse quadro é notável e só por isso, é um livro que merece ser lido (quem se atrever!).

4.5/7- BOM**

TRAILER DO FILME:


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Rosas de Leila Meacham



“Mary nunca, por nunca desistiria da plantação. Isso significaria trair o seu pai e o pai dele e todos os Toliver antes deles que haviam lutado para arrancar a terra à floresta, que haviam suado e labutado, sacrificado e morrido pelos milhares de hectares que viviam para ver crescer com orgulho do seu trabalho. Jamais seria capaz de sacrificar Somerset por causa do orgulho masculino! Mas... amava Percy. Ele era um tormento constante que ela não conseguia esquecer, por muito que tentasse.”


A MINHA OPINIÃO:

Rosas de Leila Meacham é uma leitura muito emocionante e daquelas que faz virar páginas atrás páginas até ao fim. Porém, quando se o atinge fica aquela sensação de vazio pois, não queríamos que acabasse. O meu espírito de leitora fraqueja quando encontro uma história de várias gerações da mesma família. Não o consigo evitar. E quando é cheio de personagens deliciosas é impossível resistir! No entanto, é inevitável a comparação com outros clássicos da literatura. Faz-me lembrar um pouco E Tudo o Vento Levou pelo amor da protagonista pela terra e Os Pássaros Feridos pela paixão assolapada mas, proibida. Obviamente, Rosas não alcança o patamar de tais obras. É uma afirmação que faço sem qualquer tipo de malícia. É um livro fabuloso por seu próprio mérito... Tem uma escrita fluída, é riquíssimo de belas imagens que guardarei para sempre no meu coração e a importância das rosas e do seu significado dá-lhe um toque de ternura e de classe. Todavia, Leila Meacham comete ligeiros erros na parte final da história. Para mim, não foi tão apaixonante como o início avassalador. Tornou-se previsível nas suas acções e consequentemente,  um pouco longo de mais. É o que o distingue dos restantes. Não obstante, é um livro que arrebata e que nos leva a ler madrugada adentro sem qualquer remorso (e com uma bela ressaca no dia seguinte!). Somerset que Mary tanto ama, materializa-se em frente aos nossos olhos e quase vemos a brancura do algodão e sentimos o cheiro a terra molhada. As agruras e alegrias da vida são moldadas consoante a antiquíssima plantação. Mas será que vale a pena? Percy, Ollie e Mary são a prova viva de como o passado influencia irremediavelmente o futuro e o que resta é um depois complexo e intrigante. Nenhuma personagem é intragável. São todas encantadoras, cada uma a sua maneira e mesmo quando elas nos aborrecem por optarem pelo caminho mais tortuoso e aparentemente mais estúpido, não as deixamos de amar. Todas têm um papel a cumprir num livro que vive muito de desencontros e amores de todos os tipos e feitios. É genuíno e com uma narrativa poderosa que não deixará ninguém indiferente!

6/7-EXCELENTE

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Selinho Literário 2013


Obrigada Sandra, José, Catarina, Maria, Kel, Rita, Chaiselonge, Ana e Fiacha (Cliquem nos nomes para aceder aos blogues). Se me esqueci de alguém avisem-me, por favor. Obrigada amores pelo miminho!


As regras são:

1.Indicar um mínimo de dois livros que gostei de ler em 2012 (sem limite máximo);
2. Indicar pelo menos três livros que desejo ler em 2013 (sem limite máximo);
3. Indicar o nome e o link de quem ofereceu o selo;

Oferecer o selo a mais 10 pessoas para dar sequência a este projecto de incentivo à leitura. 

Dois livros que gostei de ler em 2012:

A Canção de Tróia de Colleen McCullough
E Tudo o Vento Levou de Margaret Mitchell

Mas 2012 foi ano excelente para as leituras... Os melhores estão aqui: http://devaneiosdajojo.blogspot.pt/2013/01/balanco-e-top-leituras-2012.html

Três livros que desejo ler em 2013:

Ai são tantos e sou de manias! Às vezes apetece-me ler um e outras vezes outro mas, este ano queria ler o Dr. Zhivago de Boris Paternak ( estou a ganhar coragem), o segundo volume da trilogia de Paullina Simons e As Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley ( tenho de os ter primeiro).

Vou retribuir o selo a todos os que me amavelmente me deram e vou enviá-lo aos seguintes blogues:


Tentei dar o selinho a quem ainda não tem.:)

O Último Cabalista de Lisboa de Richard Zimler

Em Abril de 1506, durante as celebrações da Páscoa, cerca de dois mil cristãos-novos foram mortos num progrom em Lisboa e os seus corpos queimados no Rossio, O Último Cabalista de Lisboa, best-seller em onze países, incluindo os Estados Unidos da América, Inglaterra, Itália, Brasil e Portugal, é um extraordinário romance histórico tendo como pano de fundo os eventos verídicos desse mês de Abril de 1506.

A MINHA OPINIÃO:

O Último Cabalista de Lisboa é um livro tremendamente chocante! O seu contexto histórico é de uma brutalidade e inumanidade que apavora quem tem o mínimo de consciência e quem reconhece o livre arbítrio como parte incontestável do ser humano. É impressionante o quão grande é a História de Portugal! Há conquistas, vitórias e belas memórias que ainda hoje inspiram os que se predispõem a descobri-las. Porém, também há acontecimentos negros e de uma pobreza de alma verdadeiramente trucidantes. Zimler é de uma precisão fenomenal  ao descrever sem eufemismos a perseguição aos judeus no fatídico mês de Abril de 1506. A amargura, a revolta e a indignação são palpáveis na sua escrita. Uma autêntica viagem no tempo! A religião judaica é esmiuçada e encarada como o cerne da história. E é assim que deve ser! Há autores que tem medo de se imergir numa cultura ou numa religião quando escrevem, o que nos dá aquela sensação de falsidade ou de não realidade, se preferirem. Pelo contrário, Zimler é meticuloso, historicamente e religiosamente perfeito. Usa vocabulário próprio e expressões características que no início me confundiram por serem tão distintas do meio em que vivo. Todavia, não foi nada que me impedisse de apreciar o livro. Foi um privilégio conhecer e aprender sobre o judaísmo. É na ignorância que reside a maioria dos mal-entendidos e a estupidez da guerra. Richard Zimler tece de Lisboa um retrato sombrio e asfixiante. O seu mérito está em conseguir que nos sintamos sufocados ou perseguidos independentemente da religião que professamos. É triste encontrarmos uma mancha tão negra no nosso passado. Berequias Zarco é o protagonista que nos conduz pelas ruas da cidade e pelo meio da destruição de corpos e de almas. A sua amizade com Farid, um muçulmano, é provavelmente o que de mais belo há no livro. É a esperança de que é possível conviver e respeitar outro ser humano com crenças diferentes. Na verdade, eles é que são os seres humanos apesar de serem caçados como animais. O escritor serve-se de Berequias para incutir emoção mas também mistério à história o que aumenta ainda mais a velocidade de leitura. No fim, a sua busca tornou-se um bocadinho cansativa para mim e esse é o único reparo que faço ao livro. Estava a suplicar por uma solução num misto de curiosidade com cansaço porque já não suportava ler mais uma página que fosse sem uma revelação( é preciso dizer que estava em época de exames na faculdade!). No entanto, O Último Cabalista de Lisboa é uma leitura excelente, audaz e crua sobre um período conturbado e ominoso da história da Humanidade e cuja sinceridade aplaudo de pé!

5/7-MUITO BOM

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Exames feitos...

Depois de horas e horas de estudo fiz o meu último exame na sexta. Ainda não sei o resultado de dois mas, estou com uma grande esperança de ter debelado esses obstáculos. Se assim for, está o 1º semestre do 5º ano de Medicina feito! xD E isso significa mais tempo para as minhas leituras e para os Devaneios.
São várias as críticas em atraso e os selinhos que amavelmente me deram:). Mas, por agora vou aproveitar o estado de semi-férias e vou à Feira dos Alfarrabistas do Chiado. Vemo-nos por aí!

Beijinhos a todos e boa sorte a quem ainda está em exames:)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Devaneios Cinematográficos... The Hobbit- An Unexpected Journey (2012)- de Peter Jackson


A MINHA OPINIÃO:


The Hobbit- An Unexpected Journey é o primeiro filme de uma trilogia baseado no livro homónimo de J.R.R.Tolkien. Sou grande admiradora do trabalho de Peter Jackson desde o obscuro Heavenly Creatures (1994) passando pela fenomenal trilogia Lord of the Rings (2001,2002 e 2003) até ao comovente Lovely Bones (2009) porém, estava muito apreensiva relativamente a este Hobbit. A transformação de um livro simples e pequeno em três filmes era-me particularmente, incompreensível. O início não inaugurou nada de bom. Foi agridoce! A ligação aos filmes do Senhor dos Anéis estava lá e nesse momento, percebi quantas saudades tinha do Shire e daquela sensação de aventura que me invadia tal qual uma criança descobrindo um mundo novo. Quando Ian Holm (o velho Bilbo) se transforma em Martin Freeman (o novo Bilbo) há uma mudança subtil no ar. De repente, conhecemos Bilbo como um jovem e irrequieto hobbit que não sabe muito o que quer porém, toma sempre as decisões acertadas nem que seja tardiamente (muito tardiamente!). Martin Freeman está genial e apesar de Bilbo não ser das minhas personagens favoritas no livro, graças à interpretação do actor ganhou um espaçozinho no meu coração. Seja num registo mais cómico ou numa vertente mais dramática, ele está simplesmente perfeito...Assentou-lhe que nem uma luva! O amargo da visualização surge quando as cenas iniciais se prolongam em demasiada. A ceia com os Anões demora imenso tempo a se desenvolver! Arrasta-se até a chegada de Thorin de Richard Armitage que beneficia e tira o máximo proveito do tempo que lhe é dado no grande ecrã. Tem uma exibição portentosa. É claramente o destaque entre os anões muito por culpa da história original e do argumento que o privilegiam. Kili (Aidan Turner) e Fili (Dean O'Gorman) também se evidenciam pelo seu carisma e humor. No entanto, os outros anões desaparecem um pouco na obscuridade. Sim, são 13 mas com três filmes não lhes podiam dar um bocadinho de mais atenção? Se calhar, estou a exagerar e nos seguintes veremos mais alguma coisa. E eles têm mesmo que se esforçar para sobressair com Sir Ian McKellen a brilhar mais uma vez como Gandalf. Adoro a sua maneira de actuar que nos dá uma paleta indefinida de emoções! Sabemos que ele sabe mais do diz porque o transparece nas suas expressões porém, não perde o toque de humor e de loucura que lhe é tão característico.Todos os feiticeiros são formidáveis: Saruman de Christopher Lee dá-me arrepios, é sinistro e pisca o olho ao que se sucede no Senhor dos Anéis e Radagast de Sylvester McCoy é terrivelmente maluco mas de uma sapiência fantástica ( adoro os coelhos!).
Surgiram algumas cenas de O Silmarillion ( já o li há muito muito tempo) estabelecendo pontes entre histórias passadas e futuras. Quanto a isso não sou uma purista que defenda que o filme tenha de se restringir exclusivamente ao livro desde que este seja agradável. O grande problema de O Hobbit está no ritmo. A história não é tão épica como os seus antecedentes que elevaram a fasquia bem alto e ele, coitadito tem se "aguentar" durante 2 horas e tal com a mesma grandiosidade.Por mim, até podem fazer os três filmes desde que não caiam no tédio. E esta primeira parte, tem alguns momentos desses...Todavia, O Hobbit proporciona uma bela sessão de cinema sobretudo, para os fãs e à semelhança dos filmes anteriores tem cenários deslumbrantes e uma banda sonora fenomenal que nos remete para a Terra Média.


TRAILER:





PS: Crítica ao livro O Hobbit (livro) aqui.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Devaneios do Convidado... Aproveita o Dia de Saul Bellow


Ano novo, rubrica nova! Hoje é dia de inaugurar uma nova secção nos Devaneios da Jojo.  Chama-se Os Devaneios da/o Convidada/o e aqui vão apreciar outras críticas que não as minhas. Em princípio, só vou convidar não- bloggers para este espaço. Quero assim dar um pouco de diversidade ao blogue. A primeira opinião está já aqui:


O decadente sedutor Tommy Wilhelm chegou ao dia da verdade e está assustado. Aos quarenta anos, retém uma impetuosidade meio infantil, o que o levou à beira do caos: está separado da mulher e dos filhos, perdeu o emprego de vendedor, não se entende com o seu vaidoso e rico pai, a sua carreira em Hollywood foi um fracasso (um agente de Hollywood classificou-o como "o tipo que perde a rapariga") e a sua situação financeira é péssima. No decorrer de um dia decisivo, durante o qual passa em revista os seus erros passados e descontentamento espiritual, um impostor misterioso e filósofo oferece-lhe um momento glorioso de verdade e compreensão, além de uma última esperança.

Saul Bellow foi o único escritor a vencer o National Book Award por três vezes, tendo sido galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1976.

A OPINIÃO DO CONVIDADO:

“ Aproveita o Dia” interpola o retrato interior de um fracassado e malogrado, a quem já pouco resta para perder, e a análise dissecada de uma sociedade moderna, uma maquinaria complexa, onde as engrenagens se movem como uma sina. 
O protagonista, um quarentão, descobre-se desempregado, apartado da mulher e dos filhos, em contenda com o pai e em dificuldades financeiras. De uma vivência repleta de erros e estéreis anelos, as cogitações deste homem, infantil e indeciso, inerte e influenciável, comunicando o seu passado e a sua “alma”, são, nitidamente, um ponto forte da obra, facultando uma proximidade e um entendimento, de tal intensidade, que experimentamos sensação de pena e anseio de o alentar ou acalentar. Todavia, um intrujão cede-lhe uma derradeira esperança, esse que é, de alguma forma, a personagem-chave e o mote de uma profunda explanação filosófica de uma certa sociedade ocidental que, como uma roda-viva financeira, meio morta espiritualmente, oprime o “aqui e agora”. Longe de ser inolvidável ou extraordinária, com um estilo brando e célere, esta obra, de acção desenrodilhada em somente um dia e desenlace nebuloso e miraculoso, obriga à meditação, sendo passível de transladação para a actualidade, onde esse combustível e pedestal, que é o dinheiro, sinonimiza a sociedade, nos aliena e nos controla e onde, perante cenários de crise e entropia, o homem moderno é um retrato da antevisão diante do precipício, parcamente dotado pela experiência da vida de armas para o suplantar. 
Citando a Academia Sueca, legitimando o Nobel atribuído, "por sua humana compreensão e subtil análise da cultura contemporânea", abrevia-se a percepção deslindada que esta reflexão, em “Aproveita o Dia”, procura transmitir.

André Travessa (22 anos) 
- Estudante de 5 º ano de Mestrado Integrado de Medicina da Faculdade de Medicina de Lisboa

PS: Obrigada André por cederes a este capricho "desmiolado" da tua irmã equivalente!

sábado, 12 de janeiro de 2013

O Grande Amor da Minha Vida (Tatiana & Alexander I) de Paullina Simons

Tatiana vive com a família em Leninegrado. A Rússia foi flagelada pela revolução, mas a cidade mais cosmopolita do país guarda ainda memórias do glamour do passado. 
Bela e vibrante, Tatiana não deixa que o dramatismo que a rodeia a impeça de sonhar com um futuro melhor. Mas este será o pior e o melhor dia da sua vida. O dia fatídico em que Hitler invade a Rússia. O dia assombroso em que conhece aquele que será o seu grande e único amor. 
Quando Tatiana e Alexander se cruzam na rua, a atracção é imediata. Ambos sabem que as suas vidas nunca mais serão as mesmas. Ingénua e inexperiente, Tatiana aprende com o jovem soldado os prazeres da paixão e da sensualidade. Atormentado pela guerra e pela incerteza quanto ao futuro, Alexander descobre a doçura dos afectos. E, enquanto as bombas caem sobre Leninegrado, eles vivem um amor que sabem ser eterno mas impossível. É um amor que pode destruir a família de Tatiana. Um amor que pode significar a morte de todos os que os rodeiam. 
Ameaçados pela implacável máquina de guerra nazi e pelo desumano regime soviético, Tatiana e Alexander são arremessados para o vórtice da História, naquele que será o ponto de viragem do século XX e que moldará o mundo moderno.

É o primeiro volume da trilogia Tatiana & Alexander.

A MINHA OPINIÃO:

Era uma vez uma grande e complicada história de amor que nasce no seio de uma guerra. Eis um argumento que cativa multidões seja literáriamente ou televisivamente. Há um fascínio mundial que é indesmentível pelo drama, pela perseverança, pela luta de um ser humano humano face à adversidade. E no meio da tragédia, há o brilho de um amor tão grandioso quanto inexplicável. Paullina Simons cria uma história assim e, apesar de caminhar no limiar novelesco não o atinge mantendo a sua epicidade. Pelo contrário, na minha mais sincera opinião, o título português do livro destoa completamente do seu conteúdo e pode inclusive afastar leitores. É demasiado cor-de-rosa e até supérfluo. O seu interior é tudo menos isso. A penúria, o desespero e a morte de uma cidade cercada, bombardeada e moribunda não são definitivamente acontecimentos ligeiros. Sim, há uma paixão avassaladora porém, reduzir o livro a isso é sugar-lhe a sua essência. A relação de Tatiana e Alexander não teria um terço da sua atracção se não fosse pelos obstáculos  que se lhe opõem. São eles que nos obrigam a sofrer com os protagonistas.  Adorei o contraste grotesco entre o amor terno e arrebatador e o terror e a tragédia da guerra. O início do livro é, precisamente, marcado pelo duelo de contrastes, o negro da destruição e o belo de uma história de amor. Simons sabe construir personagens que ficam connosco, que nos deixam aflitos, ansiosos e mesmo desesperados. É um livro enorme ( 700 páginas) que me tirou fôlego! Cativante é um sinónimo demasiado simplório para o classificar! Sabem aquele desejo de querer voltar a casa só para ler mais bocadinho? Ou de ficar interminavelmente a ler até de madrugada? Sou culpada de ter caído em todas essas tentações. O livro está ainda recheado de óptimas personagens secundárias que agravam ainda mais o meu pecado literário. Algumas são desprezíveis e outras são ingénuas e incapazes de compreender de o mundo mudou e é preciso reagir. Porém, todas são apaixonantes e tocadas pelo negrume da guerra. Todas são forçadas a encarar o futuro. Tatiana e Alexander   são uma heroína e um herói relutantes que nascem por força das circunstâncias. A sua jornada ao longo do livro é extraordinária! O seu engrandecimento e crescimento é notório e coerente. A escritora não cai assim na estagnação, ao invés é chocante e inesperada deixando-me quase sem ar no fim de cada capítulo. E o final? Nem vou comentar... Quero ler o segundo volume já, por favor! No entanto, se há algo que Paullina Simons não se livra é da comparação! Era inevitável com tanta história semelhante pairando por aí. Apesar de ter adorado o livro não consigo fugir a esta questão.Já houveram na minha vida de leitora, histórias de amor no meio de uma guerra que marcaram mais. Claro que isto é muito subjectivo: a empatia pode ter sido maior ou o momento pode ter sido mais oportuno todavia, estes factores não apagam o facto de eu recordar com mais intensidade outros livros com temas com uma certa similitude ( guerras e contextos diferentes!) como E Tudo Vento Levou de Margaret Mitchell e Cold Mountain de Charles Frazier. Não obstante, O Grande Amor da Minha vida de Paullina Simons entra para minha galeria de favoritos de sempre! Belíssimo...

6***/7- EXCELENTE***

domingo, 6 de janeiro de 2013

Selinho Campanha Incentivo à Leitura


Recebi este selinho da Nexita, da Maria, da Rita, da Artemizza, da Ana, da Filipa e da Chaise Longe. Obrigada meninas! Se me esqueci de alguém não foi de propósito. Envie-me um mail quem ficou de fora.

1 - Indicar 10 blogs para receberem o Selo (é proibido apenas deixar para quem quiser pegar sem indicar 10 blogs);
2 - Avisar os blogs escolhidos;
3 - Colocar a imagem no blogue para apoiar a campanha;
4 - Responder à pergunta: Qual livro indicaria para alguém começar a ler?


Meus amores, as regras são para serem quebradas por isso, não vou cumprir a primeira. Estou cheia de trabalho e com pouco tempo disponível. Fiquem à vontade e levem o selinho se quiserem.

Quanto ao livro, diria Harry Potter e a Pedra Filosofal.

Prendinhas de Natal / Últimas aquisições...


Como hoje é dia de Reis, aqui fica a fotografia do meu presépio em segundo plano e dos livrinhos que recebi como prendinhas de Natal. Alguns chegaram mais cedo que o Natal propriamente dito porém, são na mesma prendinhas. Obrigada ao A., ao N., à F., ao mano e à cunhada.

Trilogia Milenium 2 e 3 de Stieg Larsson
Luz Efémera de Stephanie e Barbara Keating
O Grande Amor da minha Vida de Paullina Simons
A Dança dos Dragões de George R.R. Martin
Cidade Inquieta de Brian Freeman
Oscar & Lucinda de Peter Carey
Scarlett de Alexandra Ripley
A Menina da Falésia de Lucinda Riley

Beijinhos a todos 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Balanço e Top Leituras 2012


(cartoon daqui)

Há anos pacíficos e anos atribulados e 2012 foi, sem dúvida, uma bela e estranha viagem que não findou no dia 21 de Dezembro ( obrigada!)... finalmente, ouviram-se vozes da razão afirmando que se calhar os pobres Maias tinham chegado ao fim da pedra e não havia mais espaço onde escrever. Sem espaço de manobra está o Zé! Ó Povinho ainda não é desta! É melhor pedires conselhos aos paupérrimos pensionistas  de 10.000 € que, coitados vivem aflitos nas suas mansões. Ou então, segue o exemplo de içar ao contrário e tenta fazê-lo ao sr.político. Pode ser que caiam moedas ou se tiveres sorte, um subsídio! Realmente, há muitos artistas por aí. Contudo, esses dão má fama ao nome. O Artista, o verdadeiro, teve mais sorte que tu, Zé. Mesmo mudo, convenceu o Oscar a vir com ele. Não são moedas mas, sempre é dourado e faz companhia ao Uggie. Tu também tens um cão, Zé. E se ficares ainda mais depenado, lembra-te que ele é fiel, incorruptível e generoso. Não tem pedigree e é económico, não se importa de comer ração de marca branca. Podes tentar a emigração... Para onde, perguntas tu? Para a Alemanha? Não te aconselho, ainda desenvolves uma Merkellite e ficas a falar parvoíces como crise, recessão e a idolatrar a Troika.  A França parece-me simpática... Espera não vás. O presidente chama-se Hollande. Não, não é Holanda. Estás a ver, a confusão começa já aqui. Imagina o que aconteceria se fosses lá bater. Já sei, Reino Unido: Jogos Olímpicos, Jubileu da Rainha ( grande concerto by the way), a gravidez da princesa, eis uma nação que sabe meter golos. Tem um grande problema: chove a cântaros! Um lugar soalheiro era perfeito. A Itália? A Grécia? A Espanha? Não, não e não. Estão infectados. Têm Merkellite. Olha é melhor apanhares o táxi da sonda Curiosity para Marte. Os marcianos além de inexistentes, são mais honestos. 

TOP DE LEITURAS 2012:

O ano de 2012 foi um ano de conquistas pessoais. É impressionante o quão crescemos no ano. Mas, no fim do ano perdi um dos meus melhores amigos, o meu cão Snoopy. Muitos podem achar estranho e até estúpido eu referir isto porém, ele era família. Estava comigo há 16 anos. :(

As minhas 38 leituras (1 foi uma releitura)  foram escassas comparadas a outros anos em que já li 100 ou mais. A faculdade rouba-me imenso tempo. Estou agora no 5º ano de Medicina e estou muito orgulhosa de ainda conseguir  arranjar um espaço para as minhas leituras. Em 2012, tive uma propensão para calhamaços como verão a seguir. Sem ordem de preferências, aqui estão os meus favoritos.

 Um Conto de Natal de Charles Dickens

 A Canção de Tróia de Colleen McCullough
 Lisboa Triunfante de David Soares

 O Jogo do Anjo de Carlos Ruiz Záfon
Os Apanhadores de Conchas de Rosamunde Pilcher
 Kafka à Beira-Mar de Haruki Murakami
A História Interminável de Michael Ende
 Os Pilares da Terra de Ken Follet
 As Horas Distantes de Kate Morton
 E Tudo o Vento Levou de Margaret Mitchell

 As Crónicas de Gelo e de Fogo de George R.R. Martin
 O Leão Escarlate de Elizabeth Chadwick
 A Dama das Camélias de Alexandre Dumas, Filho
 O Hobbit de J.R.R Tolkien

Em 2012, inaugurei uma nova rubrica no blogue, Devaneios à Solta em que tiro uma fotografia do livro algures e faço corresponder um frase ou paragráfo. Em 2013, vou abrir os Devaneios do/a Convidado/a. Estejam atentos às novidades!

Feliz Ano Novo, meus amores!