domingo, 21 de fevereiro de 2010

Madeira...

Olá meus queridos amigos! Infelizmente, as notícias não são boas. A minha querida terrinha foi assolada pela intempérie. A zona onde vivo parece um cenário de guerra, daqueles que só vemos na televisão, há muitos amigos desaparecidos, casas soterradas e em risco de cair e pior de tudo, estamos isolados, uma vez que as estradas estão intrasitáveis ou seja, as equipas de socorro têm dificuldade em chegar até nós. Não temos água potável. Uma autêntica tragédia!

Mas nós somos filhos de Portugal, um povo forte e corajoso, e é nestas alturas que vemos o quão grande a alma humana é. Ajudamo-nos uns aos outros!

Peço a todos os que podem ajudar que ajudem porque acreditem, isto não está nada fácil.

Bjokas a todos*

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Amante de Sonho de Sherrilyn Kenyon



Grace Alexander, uma bonita terapeuta sexual de Nova Orleães, julgava estar destinada a uma vida sem paixão. Até ao dia em que a amiga Selena a convence de que, por artes mágicas, poderá convocar um escravo de amor durante um mês. Certa de que a magia da amiga irá falhar, Grace deixa-se levar pela brincadeira. Mas...


"Caro leitor,

Estar preso num quarto com uma mulher é fabuloso. Estar preso em centenas de quartos ao longo de dois mil anos não o é de todo. E estar amaldiçoado como escravo de amor para a eternidade, arruína qualquer guerreiro espartano. Como escravo de amor, sei tudo sobre as mulheres. Como tocá-las, saboreá-las e, acima de tudo, como dar-lhes prazer. Mas quando fui convocado para satisfazer as fantasias de Grace, encontrei a primeira mulher na história que me viu como um homem com um passado atormentado. Só ela se preocupou em levar-me para fora do quarto e mostrar-me o mundo. Ensinou-me a amar de novo.


Mas eu não nasci para conhecer o amor. Fui amaldiçoado para caminhar sozinho pela eternidade. Como general, aceitara há muito a minha sentença. No entanto, agora encontrara Grace - a única coisa sem a qual o meu coração não consegue sobreviver. Poderá o seu amor curar as minhas feridas e quebrar uma maldição milenar?"

Julian da Macedónia

A MINHA OPINIÃO:

Um livro que lê num folêgo! Capaz de cortar a respiração à maior parte das mulheres! É sensual, erótico e muito bem-humorado. Tem paixão, amor, atracção, maldições e muitos muitos deuses... de carne e osso a passear por Nova Orleães. Sim, é uma história de amor comum a tantas outras com uma pequena diferença: o protagonista é filho de uma deusa grega e está amaldiçoado. Eu disse-vos que a diferença era pequena:P.

Julian da Macedónia, general, filho de Afrodite está condenado a uma vida de escravidão sexual. Está prisioneiro de um livro e só é libertado quando alguém o invoca. Durante um mês, Julian alimenta as fantasias sexuais das suas invocadoras findo o qual volta para as páginas do livro...para a solidão. Durante milénios, Julian é confrontado por inúmeras mulheres mas, nenhuma delas é Grace. Então não é que a mulher com um deus grego (literalmente) à frente, diz não! Intrigado, Julian começa por desenvolver afeição por esta mulher que mais tarde, se torna em amor. Um amor muito maior que o prazer carnal. E Grace deixa-se arrebatar. Aqui está típica história de amor. O problema é que ele está amaldiçoado e a família dele mora no Olimpo. E o Olimpo está cheio de invejas, favores e traições! Resultado?... Uma leitura compulsiva apimentada com Cupidos a andarem de moto e outros deuses da Antiguidade a deambularem pelas ruas de uma cidade do século XXI.

É incrível como Kenyon consegue misturar todos estes ingredientes. Uma leitura leve e agradável onde tudo acontece depressa demais. Mas vendo bem as coisas, estamos a falar de divindades gregas. Tudo tem um timing e este livro para ser verdadeiramente apreciado tem de ser lido na altura certa.

4/7 -BOM

PS:Se alguém encontrar um livro com um homem divinal na capa, é meu!!!:P

Obrigada C., pelo empréstimo!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A Pedra Abençoada de Barbara Wood



«A Pedra Abençoada nasceu para lá das estrelas, há inúmeros anos-luz. Teve origem numa explosão cataclísmica de proporções estelares que inundou o espaço de fragmentos cósmicos. Tal como um navio brilhante, o pedaço ardente de massa celeste navegou através do mar sideral, rugindo e sibilando pela noite escura, enquanto se lançava para a sua destruição inevitável num planeta jovem e selvagem.»
Muitos séculos depois, Alta encontra o fragmento na planície africana. O seu destino mudará para sempre, tal como o destino das gerações futuras. De Israel dos tempos bíblicos à Roma Imperial, da Inglaterra Medieval à Alemanha do século XV, das Caraíbas do século XVIII ao Faroeste, a história desta pedra abençoada e a dos seus diferentes donos percorre a História da Humanidade.
Através de diversos episódios e eras, a autora explora as traições e as obsessões do coração do homem e descreve uma busca pela essência humana. »

A MINHA OPINIÃO:

Pedra Abençoada é um livro composto por oito "livros".Oito histórias que daria outros livros se a autora os aprofundasse mais. Mas, todas têm algo que as une. A pedra azul. Passa de proprietário em proprietário e para cada um representa a fé, a esperança, o amor, a consciência, a sedução, a inteligência, o conforto... A habilidade com que Barbara Wood interliga os vários momentos da História da Humanidade é notável. Iniciei a minha viagem na Pré-História e terminei-a no século XXI. A pedra presencia acontecimentos marcantes na história do Homem como a criação da primeira aldeia sedentária ou o nascimento de uma nova religião. No fundo, o livro retrata a descoberta do Homem, a sua descoberta. É uma obra peculiar na medida em que todos os personagens vêem a pedra como um símbolo de mudança mas, na realidade quem está em metamorfose são eles e o mundo que os rodeia.

É uma proeza, o livro conseguir abranger tantos períodos significativos desta grande História. Existem algumas personagens mais apelativas que outras porém, a leitura nunca se tornou fatigante pelo contrário, foi muito deliciosa. Também acho que é complicado tecer uma opinião sobre este livro.É melhor vivenciá-lo!

4/7- BOM

PS: Obrigado Segredo dos Livros!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Classificação...

A partir da agora, os livros apresentados nos meus Devaneios vão ter uma classificação. Custa-me esterotipá-los mas, ao ler algumas das minhas opiniões dei-me de conta de que existe alguma ambiguidade o que torna díficil distinguir aqueles que foram muito bons, dos bons ou obra-primas. Assim, decidi criar a seguinte classificação:
0-Desisti
1-Péssimo
2-Mau
3-Razoável
4-Bom
5-Muito Bom
6- Excelente
7-Obra-prima
PS: Peço desculpa a todos os que me atribuíram selinhos por ainda não os ter publicado porém, ainda não tive tempo de os "apanhar".

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Quero-te muito! de Federico Moccia



"Step regressa de Nova Iorque, cidade onde se auto-exilou para se afastar da sua ex-namorada Babi, da memória da morte trágica de um amigo e da mãe com quem tem um relacionamento conflituoso. Ao chegar a Roma, vai morar com o irmão, reecontra os amigos e, com a ajuda do pai, começa a trabalhar no mundo do espectáculo. Entretanto, Step conhece Gin, uma rapariga bonita e decidida, com quem inicia uma linda história de amor. Mas Babi volta a entrar na sua vida e na cabeça de Step despertam velhos sentimentos e dúvidas: Babi ou Gin... Diante da casa de qual delas irá Step escrever finalmente «QUERO-TE MUITO»?

A MINHA OPINIÃO:

Quero-te muito! foi uma leitura atribulada. Quando o comecei, achei o texto muito staccato, parecia que os diálogos caíam do céu, sem contexto e sem emoção. Mas, depois lembrei-me que este livro é a continuação de Três metros acima do céu que eu não tinha lido e talvez por isso, o protagonista não me cativava. Outro factor que contribuiu para este desinteresse foi vida fatigante de uma estudante em época de exames. Quando pegava no livro estava tão cansada que só lia umas míseras páginas de cada vez. Contudo, essa sensação de desconforto dissipou-se quando entrou em cena, Ginevra ou Gin. Ela e Step vivem um amor que acelera porém, nunca se depista. Entre picardias, beijos roubados,combates de boxe e momentos de paixão, Step e Gin conduziram-me a uma bonita e imprevisível história de amor. Comecei a adorar o livro, deixei-me enredar pela escrita de Moccia. Essa escrita que, ao princípio, era entediante tornou-se veloz como a moto de Step. Uma mescla de linguagem crua com laivos puros de belíssima poesia... Tornou o livro tão visual que fui assolada por uma vontade incontrolável de viajar e conhecer Itália.Além do amor dos protagonistas, o escritor aborda a traição, o uso inconsequente das drogas e a relação pais-filhos.

EXCERTO:

"(...) para o céu, para cima, mais acima, para lá...Ali, precisamente onde não tínhamos estado.Quantas vezes nadei naquele mar nocturno, perdido naquele céu azul-escuro, levado pelos vapores do álcool e da esperança de a encontrar de novo. Para cima e para baixo, sem descanso. Ao longo de Hidra, Perseu, Andrómaca...E para baixo até à Cassiopeia. Primeira estrela à direita, e depois a direito, até aurora.E ainda para lá. E a todas perguntava: " Viram-na? Por favor...Perdi a minha estrela. A minha ilha não existe. Onde estará agora? O que estará a fazer? Com quem? E à minha volta o silêncio daquelas estrelas embaraçadas. O ruído incomodativo das minhas lágrimas sem fim. E eu, estúpido, que procurava e tinha a esperança de encontrar uma resposta. Dêem-me um porquê, um simples porquê, um porquê qualquer. Mas que palerma. Toda a gente sabe. Quando um amor acaba, pode encontrar-se tudo menos um porquê."

TRAILER :

PS: Obrigada Segredo dos Livros!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Um Amor em Tempos de Guerra de Júlio Magalhães



“António nasceu marcado pelo nome. O mesmo que o vizinho da rua das traseiras, o homem que se fez doutor em Coimbra e que ia à terra sempre que podia, o tal que governava o país com pulso de ferro. Mas de pouco ou nada lhe valeu tão grande nome quando o destino o enviou para Angola, para defender a pátria em nome de uma guerra distante que não era a sua.
Deixou para trás a sua terra, a mãe inconsolável e Amélia, a mulher que pedira em casamento, num banco de pedra, junto à igreja e que prometera fazer dele o homem mais feliz de Vimieiro. Promessa gravada num enxoval imaculado que ficou guardado no armário, à espera do fim daquela maldita guerra.
Quando António regressou de Angola, era um homem diferente. Marcado no corpo por anos de guerra e de cativeiro e no coração por um amor impossível que deixara em pleno mato angolano. Regressava para cumprir a promessa que fizera anos antes à sua noiva Amélia, que o julgara morto, e que, em sua memória, tinha enterrado um caixão sem corpo.”

A MINHA OPINIÃO:

Mais uma boa surpresa!... Li este livro numa tarde. Magalhães tem uma escrita simples e acessível e a história é muito cativante. António e Amélia sonham em casar e ser felizes mas, o sonho é desfeito pela Guerra Colonial. Ele parte para Angola e quando regressa já não é o mesmo. A guerra transforma as pessoas, aqueles que partem e aqueles que ficam... A mãe do soldado que vive na incerteza do regresso são do seu filho, a noiva que vive numa eterna saudade e o soldado que parte para uma terra distante para combater numa guerra que não é sua...

Para mim, foi uma leitura muito interessante. Tenho pai e tios que arriscaram as suas vidas além-mar logo, foi um livro que me tocou.

PS: Obrigada Segredo dos Livros!


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

As Filhas do Graal de Elizabeth Chadwick


França, século XIII: Bridget cresceu aprendendo a controlar os dons místicos da sua antepassada Maria Madalena, cuja ininterrupta linhagem feminina manteve vivo um legado de sabedoria durante milénios. Mas agora, a todo-poderosa Igreja Católica jurou destruir Bridget por usar os seus talentos curativos e as suas habilidades naturais. O dever de Bridget de continuar a linhagem leva-a até aos braços de Raoul de Montvallant, um católico. E quando a intolerância selvagem da Igreja leva Raoul a rebelar-se, a intolerância cresce para uma ânsia de vingança que só poderá ser saciada com uma cruzada de sangue.

A MINHA OPINIÃO:

Este livro revelou-se uma surpresa... Estava à espera de uma história de amor que sobrevive a tudo e todos no meio de um mundo em ebulição. Mas não foi bem isso que encontrei... Encontrei um bom romance histórico que mergulha num período conturbado e negro da História da Humanidade, a perseguição aos Cátaros. Retrata o que o Homem é capaz de fazer em nome de uma religião?! Essa religião que foi deturpada para servir os interesses mundanos e cujos valores se dissiparam em ondas de violência e fanatismo. É nesta época que conhecemos Bridget, descendente de Maria Madalena. É uma mulher dotada de poderes curativos que se vai cruzar com Raoul de Montavallant.Uma noite de paixão entre estas duas personagens gerará Magda. Magda apaixonar-se-à por Dominic. Dominic é fruto da violação que Simon Monfort, arqui-inimigo de Montavallant, impingiu a Claire, mulher de Raoul. Por entre as fogueiras, perseguições, torturas, Madga e Dominic vivem o seu amor. Ele, filho do maior perseguidor dos cátaros e ela, herdeira de Maria Madalena contrariam as regras e resistem à intolerância religiosa.

Gostei deste livro e aprendi imenso com ele. Não é uma obra-prima contudo, é uma boa companhia e ilustra um período da História que eu desconhecia.

Devaneios desactualizados...muito desactualizados!




Depois de uma semana em que fui atacada por folhas, livros, PDF(s), fotocópias e slides de aulas, resolvi vir cá actualizar os meus Devaneios. Para quem não sabe, estou em plena época de exames o que significa muitas horas de estudo e poucas horas de sono sendo que uma boa percentagem delas é em cima dos livros ou do computador que virou a minha almofada.
Depois de dois exames, resolvi fazer gazeta e acabar os livros que estava a ler. Só assim consegui manter a sanidade e sobreviver a tanto bicharoco,doença, fármaco, anticorpos, antigénios enfim, uma imensidão de animaizinhos e efermeridades que nem sabia que existiam.
Assim, acabei de ler o Quero-te Muito, As Filhas do Graal e li Um Amor em Tempos de Guerra de Júlio Magalhães...

PS: Amigos e amigas, rezem a todos os santinhos, santinhas e anjinhos ou simplesmente façam figas para que eu passe os exames.Obrigada pelas vossas preces!:P
Para aqueles que também estão ou vão passar por esta fase, desejo-vos toda a sorte do mundo e como que se diz na Guerra das Estrelas: may the Force be with you.;P
Bjokas a todos!!!!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

As pequenas palavras...



De todas as palavras escolhi água,
porque lágrima, chuva, porque mar
porque saliva, bátega, nascente
porque rio, porque sede, porque fonte.
De todas as palavras escolhi dar.

De todas as palavras escolhi flor
porque terra, papoila, cor, semente
porque rosa, recado, porque pele
porque pétala, pólen, porque vento.
De todas as palavras escolhi mel.

De todas as palavras escolhi voz
porque cantiga, riso, porque amor
porque partilha, boca, porque nós
porque segredo, água, mel e flor.

E porque poesia e porque adeus
de todas as palavras escolhi dor.

Rosa Lobato de Faria

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Cold Mountain- O Regresso do Soldado de Charles Frazier


Ambientado no período da Guerra Civil Americana, O Regresso do Soldado (Cold Mountain) conta-nos a odisseia de Inman (inspirada na história autêntica de um antepassado do autor), um soldado sulista ferido na batalha de Petersburg, que decide desertar e regressar à Carolina do Norte para aí reencontrar a mulher que ama, Ada, persuadido de que ela o espera. Esta certeza permite-lhe atravessar as paisagens devastadas dos Estados confederados e escapar às perseguições das milícias encarregadas de capturar desertores. Por seu lado, Ada, sozinha após a morte do pai, sobrevive como fazendeira em Cold Mountain, uma pequena aldeia da montanha. Ambos afrontam, antes de se reencontrarem, as transformações de um mundo onde lhes cabe agora viver.

Charles Frazier assina uma magnífica história de amor e um soberbo fresco romanesco em que se exprime um impressionante sentido do detalhe. Foram-lhe precisos cinco anos de pesquisas antes de começar a escrever. Mas o incrível sucesso que o romance obteve nos EUA compensaram-no sobejamente.

A MINHA OPINIÃO:

Um livro sublime... que se tornou num dos meus favoritos de sempre. Charles Frazier esmerou-se e criou uma obra que não esquecerei tão cedo. Uma história de amor trespassada pela Guerra Civil Americana atormentada pela fome, pela miséria e pela alma negra dos homens. Mas reduzir este livro a uma história de amor é ser simplista e incorrecto.
Inman, um soldado ferido, atravessa os EUA para regressar a casa, à Ada. Ada, uma mulher que se vê a braços com a miséria e a fome. É socorrida pela pragmática e extrovertida Ruby. Duas mulheres que vão lutar pela sobrevivência num país estilhaçado pela guerra.
A viagem de Inman é atribulada. Perseguido por ser um desertor, faminto e doente é impelido a continuar por um sentimento. Um sentimento mais forte que tudo.O seu amor por Ada. Acompanhei esta jornada épica de Inman e fiquei pasmada com a destruição da guerra. Corrói tudo. Os campos, as cidades e a alma do ser humano...
É um livro difícil de ler. Não é um livro feliz. É trágico, duro, possante e exigente. É daqueles que custa a ler porém, a sua leitura transforma o leitor.
7/7-OBRA-PRIMA
TRAILER DO FILME:

Realizado pelo excelente Anthony Minghella e protagonizado por Jude Law, Nicole Kidman e Renée Zellweger que foi galardoada com o Óscar de Melhor Actriz Secundária.

PS: Podem ver outra opinião sobre este livro no Páginas Desfolhadas.

domingo, 17 de janeiro de 2010

O Sonho mais Doce de Doris Lessing



Em Hampstead, ao amanhecer dos anos 60, há uma casa que é a mais hospitaleira de todas do Norte de Londres. Nela vivem Julia, a austera dona da casa, e a sua ex-nora Frances, que tem de cuidar sozinha dos seus dois filhos adolescentes e de uma horda de amigos e conhecidos que eles trazem consigo. Ocasionalmente também aparece Johnny, filho de Julia e ex-marido de Frances, que um dia lhe deixa a cargo Sylvia, a filha problemática da sua nova mulher. À mesa onde estas personagens se sentam, também há lugar para o sonho. Mas, por detrás desse sonho, há um preço a pagar pelas ilusões. Doris Lessing, a «grande dama das letras britânicas», capta na perfeição a essência de uma década em que era «tudo para o melhor no melhor dos mundos possíveis». Um romance pleno, marcante, que homenageia a força motivadora do sonho e das relações.
A MINHA OPINIÃO:
Um livro absorvente e profundo...A admiração que agora sinto pela escrita de Doris Lessing cresceu gradualmente... As suas personagens, os seus sonhos, os seus fracassos são brilhantemente descritos. Uma obra que merece ser enaltecida porque cria uma janela para o período conturbado pós-guerra. Sortudo é o leitor que se abeirar dessa janela! Encontrei personagens reais que não sabem bem o que fazer com a liberdade que conquistaram. Têm sonhos belíssimos:paz e igualdade para todos. Mas, os caminhos da vida são tortuosos e esquivos e alguns perdem-se.
É um livro que atravessa gerações... Começa com Julia, a matriarca da família Lennox. Ela nasceu na Alemanha e casou com um inglês. Enviuvou e partilha a sua enorme casa com Frances, a ex-mulher de seu filho, Johnny. Johnny é um eterno comunista, vive ardentemente os seus ideiais e menosprezou a educação de seus filhos, Andrew e Colin. Assim, os seus dois filhos e a sua ex-mulher foram acolhidos pela mãe. A mansão alberga esta família e outros jovens tresmalhados que face à revolução de valores, estão à deriva. Todos eles têm sonhos.Com o passar da estória afeiçoei-me a uns e comecei a detestar outros. A esta casa também virá parar Sylvia, a minha personagem favorita. Sylvia é filha da segunda mulher de Johnny. Como não consegue lidar com esta adolescente frágil, Johnny " despeja-a" em casa de Julia. Contudo, esta rapariga franzina torna-se numa mulher forte e destemida. Médica de profissão, ela parte para África,um continente em ebulição que encontrou uma pretensa liberdade. Na sua missão, Sylvia lidará com a pobreza extrema e com a eminente epidemia, a SIDA. O governo e a própria população ignoram ou fecham os olhos a esta doença terrífica. Acreditam ser uma mentira inventada pelos brancos para evitar que os homens nativos tenham filhos. E foi com Sylvia que vi o ruir de um sonho. O sonho de tornar África, um continente independente e própero. Num sentido mais amplo, o sonho de mudar o Mundo, de o tornar melhor... porque às vezes, as intenções são boas mas, as acções e os meios para as alcançar, não.
Confesso que, no princípio, achei a leitura extenuante porém, no fim acabei por adorá-lo. Li-o calmamente para conseguir saborear a complexidade e a riqueza das personagens.Fabuloso!...
EXCERTO:
"-Estão baralhados-terminou Julia, levantando-se para se ir embora. Depois parou defronte de Frances, como as mãos afastadas, como se segurassem uma coisa invisível-uma pessoa?-que ela estava a torcer como um trapo. Esta é uma boa expressão: baralhados.E eu sei porquê.Perturbado, não foi isso que disse que o Colin estava?São todos filhos da guerra, eis a razão. Duas guerras terríveis, aí está o resultado. São filhos da guerra. Acha que pode haver guerras assim, como aquelas, guerras tão terríveis, e depois podermos dizer: Pronto, acabou-se, agora é voltar ao normal?"
PS:Obrigada N. pelo empréstimo!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Livrinhos acabados de chegar à estante(ou não)...







Chegaram mais uns livrinhos à minha estante. Foram eles: Nunca te perdi de Linda Howard, Raparigas de Xangai de Lisa See e Ramsés: O Templo dos Milhões de Christian Jacq. Sob um Céu de Mármore Branco de John Sors ainda não chegou mas já guardei um cantinho na estante( que está a ficar com excesso de população) para ele.

Tinha prometido a mim mesma que me ia conter e ler primeiro os que estão cá em casa. Porém, já andava atrás de três deles há algum tempo: o Nunca te perdi, o Sob um Céu de Mármore Branco e o Ramsés que não resisti. O Raparigas de Xangai ganhei-o num passatempo:D.
Quero comprar um de Haruki Murakami ainda e depois vou tentar não comprar mais livros até os ler todos. Tentar... porque às vezes tenho uns impulsos livrescos...( acho que me compreendem!)
Depois têm de me dizer se já leram algum destes livros e o que acharam...
Bjokas a todos!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Devaneios Cinematográficos- AVATAR

A MINHA OPINIÃO:
Há filmes que deixam marcas indeléveis. AVATAR é um destes filmes!!! Uma experiência única... uma viagem ao sublime imaginário de James Cameron.É indubitavelmente um dos melhores filmes que já vi!!!
Conta a estória de Jake Sully, um fuzileiro paraplégico, que chega a Pandora, um planeta descoberto pelo Homem, com uma missão. Ganhar a confiança dos nativos, Na'vi, e fazer com que eles deixem HomeTree, a sua aldeia. Por debaixo de HomeTree existe um minério precioso que homens buscam sem cessar. Esta cobiça torna-os cegos e destruidores.
Para entrar em contacto com os nativos, Jake usa o Avatar, um clone que contém DNA humano e Na'vi. Na sua primeira viagem conhece Neytiri, filha do chefe da aldeia, que, relutante aceita ensinar-lhe a Ver. A ser um Na'vi...
Jake acaba por apaixonar-se pela opulenta e belíssima Natureza e por Neytiri. Arrebatado pela vida de Pandora, ele fará tudo para a salvar...
Um filme soberbo que todos devem ver!Eu fui inebriada pela inspiradora banda sonora composta por James Horner e entrei em Pandora pela mão de James Cameron.Fui contagiada por aquele mundo líndissimo e apaixonei-me pela cultura Na'vi. Povo que ama a Vida, todas as formas de Vida e respeita-as... Uma longa-metragem que deixa uma mensagem clara: o mundo em que vivemos faz parte de nós, se o aniquilarmos, morreremos, seremos triturados pela solidão e pelo vasto deserto que outrora, vicejava e maravilhava.

sábado, 2 de janeiro de 2010

O Nome do Vento de Patrick Rothfuss


«Da infância como membro de uma família unida de nómadas Edema Ruh até à provação dos primeiros dias como aluno de magia numa universidade prestigiada, o humilde estalajadeiro Kvothe relata a história de como um rapaz desfavorecido pelo destino se torna um herói, um bardo, um mago e uma lenda. O primeiro romance de Rothfuss lança uma trilogia relatando não apenas a História da Humanidade, mas também a história de um mundo ameaçado por um mal cuja existência nega de forma desesperada. O autor explora o desenvolvimento de uma personalidade enquanto examina a relação entre a lenda e a sua verdade, a verdade que reside no coração das histórias. Contada de forma elegante e enriquecida com vislumbres de histórias futuras, esta "autobiografia" de um herói rica em detalhes é altamente recomendada para bibliotecas de qualquer tamanho.»

A MINHA OPINIÃO:

Fabuloso!!! Uma estória fantástica maravilhosamente escrita com um personagem inesquecível. Kvothe é a personagem principal deste (enorme) livro. É ele que nos conta as suas aventuras, ou melhor, conta a Devan Lochees. Devan é um Cronista e Kvothe propõe-lhe contar a sua estória em três dias sendo que este livro corresponde ao primeiro dia.O Cronista aceita a proposta. E com eles começou a minha aventura pelo mundo criado por Patrick Rothfuss.E que mundo! Cheio de mística, música e de magia...

Kvothe nasceu numa trupe nómada Edema Ruh. Artistas que vivem da música e da arte do palco. Inteligente e hábil, o jovem Kvothe rapidamente aprende a dominar as cordas do alaúde, as notas musicais, a arte de cantar e a encarnar com mestria qualquer personagem. Numa das inúmeras viagens que a sua trupe empreende, o jovem conhece Ben, um arcanista ( uma espécie de feiticeiro) que sabe chamar o vento. Ben tornar-se-à seu professor e será ele a sugerir a ida de Kvothe para a Universidade. Porém, numa reviravolta do destino, Kvothe fica órfão quando a sua família é assassinada pelos Chandrian. Estes são criaturas obscuras e tenebrosas cuja a origem remota aos tempos dos tempos. O nosso herói vira mendigo e transtornado pela dor, desiste de se tornar arcanista. Depois de anos a viver na rua, Kvothe é acordado deste estado de dormência por uma lenda. A lenda da origem dos Chandrian que ele ouve da boca de Skarpi, um contador de histórias. Dentro de Kvothe nasce a chama da vingança e em busca da resposta à pergunta que o atormenta ( Porquê os seus pais?) parte em direcção à Universidade. Aí torna-se uma lenda devido a sua inusitada selecção, à sua incomensurável inteligência e à facilidade com que arranja inimigos.

Recheado de personagens estupendas, este é um livro que apesar do seu tamanho (966 páginas), nunca foi cansativo pelo contrário, o mundo que ele me ofereceu era irresistível e mal posso esperar que saia o segundo volume para poder satisfazer a minha curiosidade. Adorei este livro e recomendo a todos os amantes do género fantástico.

EXCERTOS:

Estes excertos pertencem a uma personagem do livro, Mestre Elodin, um dos professores de Kvothe na Universidade. Mestre Elodin conhece o Nome das Coisas incluindo o Nome do Vento. É um bocadinho louco ( bocadinho é ser simpática!:P) contudo, na sua loucura é um génio.

" As palavras são sombras pálidas de nomes esquecidos. Possuem poder, tal como os nomes. As palavras conseguem atear chamas nas mentes dos homens. Conseguem extrair lágrimas ao coração mais duro.Existem sete palavras que farão alguém amar-te. Existem dez palavras capazes de quebrar a vontade de um homem forte. Mas uma palavra não passa de uma representação de um fogo. Um nome é o próprio fogo."

"Usar as palavras para falar de palavras é como usar um lápis para desenhar um lápis no próprio lápis. Impossível. Confuso. Frustante. (...) Mas existem outras formas de compreensão!"

TRAILER DO LIVRO:

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Um Feliz e Próspero Ano Novo....




A todos um excelente 2010 cheio de Paz, Saúde e muita muita Alegria!!!
E para a próxima passagem de ano, estão todos convidados a dar um pulinho à belíssima baía do Funchal, à minha terrinha, para ver o maior espectáculo pirotécnico do mundo! Cheio de cor, magia, música e vida! Maravilhoso!!!
E a noite ainda é uma criança...