Neste segundo volume da trilogia Millennium, Lisbeth Salander é assumidamente a personagem central da história ao tornar-se a principal suspeita de dois homicídios. A saga desenvolve-se em dois planos que se complementam e só a solução do primeiro mistério trará luz ao segundo: Há que encontrar os responsáveis pelo tráfico de mulheres para exploração sexual para se descobrir por que razão Lisbeth Salander é perseguida não só pela polícia, mas por um gigante loiro de quem pouco se sabe.
A MINHA OPINIÃO:
Alucinante!!! É a palavra que melhor descreve o segundo volume da trilogia Millennium. No entanto, o primeiro terço do livro é uma verdadeira luta de adaptação. As descrições longas e os nomes completamente distintos dos que, habitualmente, encontro aliados ao facto de ter lido o primeiro há alguns meses dificultaram-me a leitura. Após este período conturbado, o vício surgiu e as páginas voaram. Ao contrário do anterior, este livro debruça-se mais sobre o passado misterioso de um dos protagonistas, Lisbeth. E que passado! Uma verdadeira teia de segredos que enreda o leitor e que não oferece nenhuma escapatória. Os acontecimentos sucedem-se vertiginosamente e, como sempre a história é impactante não poupando o leitor a verdades cruéis ou a momentos aterrorizadores. Sente-se o medo em cada página recheada de revelações marcantes que, mesmo inesperadas não são estapafúrdias. Indubitavelmente, Lisbeth é quem granjeia todos os meus elogios. É uma personagem soberba criada Larsson! Nunca li nada que se lhe assemelhasse... É daquelas que são constituídas por imensas camadas, cada uma mais intrincada que a outra. Quando julgamos que a conhecemos, ela reinventa-se e surpreende-nos mais uma vez. Não é fácil de compreender algumas das suas acções e isso também nos leva a continuar a ler fervorosamente na esperança de encontrar uma causa ou um significado. Mikael Blomqvist também me agarrou muito mais aqui do que no primeiro livro. A sua determinação, curiosidade insaciável de jornalista e claro, a sua relação estranha com Lisbeth são provavelmente, das coisas que mais aprecio nele. Mikael é o perfeito "parceiro" mesmo com as suas imensas falhas nomeadamente, o de não reconhecer sentimentos mesmo em frente as seus olhos. O livro ainda contém inúmeras personagens secundárias expostas detalhadamente pelo autor. Há muitas de carácter duvidoso e uma é particularmente, horripilante. Stieg Larsson não é apologista de subtileza ou de eufemismo logo, quando apresenta esta personagem fá-lo sem medos e inibições. Cria assim um antagonista credível, repugnante e que inspira pavor tanto no leitor como nos outros interveniente da história.
A Rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo é uma leitura excelente porém, não é para todos os palatos devido ao seu conteúdo chocante.
6/7- EXCELENTE
TRAILER DO FILME:
A Rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo é uma leitura excelente porém, não é para todos os palatos devido ao seu conteúdo chocante.
6/7- EXCELENTE
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