Ganhador do prêmio Pulitzer de 1937, traduzido para 51 línguas, nunca a obra de uma iniciante obteve tamanho sucesso . Em 1932 quando foi atropelada e obrigada a passar um longo período hospitalizada, Margareth Marsh não imaginava poder tornar-se uma das escritora mais famosas de seu tempo. O livro conta a história de sua cidade natal Atlanta, a guerra de secessão que dividiu os estados do norte e do sul dos Estados Unidos , numa luta sangrenta. Assim foi criada Tara , uma enorme fazenda que abrigava a família O´Hara.
A MINHA OPINIÃO:
Há livros que transcendem qualquer elogio que lhes possa atribuir e que se infiltram de tal maneira no nosso pensamento que só encontramos paz nas suas páginas. E Tudo o Vento Levou é sinónimo desta magnificência! Absolutamente soberbo, este livro é revolução, sangue, guerra, fome e paixão. Ultrapassa claramente a classificação de "romance" pois, embora o seu par protagonista seja magnetizante e acirrante, ele nunca poderá ser reduzido a isso. É um relato apaixonante da guerra civil americana, vivenciada pela moribunda aristocracia sulista das grandes plantações que, tanto empenho tinha na Causa contra o Norte industrial. Margaret Mitchell consegue captar na perfeição o idílio antes guerra, a cruzada bélica entre facções do mesmo país com legados diferentes e o período conturbado de adaptação ao pós-guerra.Algumas personagens persistem nos seus ideais incapazes de aceitar a mudança, outras usam qualquer método à sua disposição para subsistir seja ele honrado ou não. Curvo-me perante a mestria da autora que soube doar complexidade e profundidade à história, ensinar-me e arrebatar-me com a dimensão e a grandiosidade da sua obra. No entanto, o aspecto mais peculiar deste livro é o facto de a sua protagonista Scarlett O'Hara não ser a convencional heroína o que não deixa de ser bizarro. Como é que uma mulher caprichosa, egoísta e fútil pode ser tão sedutora e passível de admiração? Ela é tudo isto mas, também é corajosa e disposta a tudo para sobreviver o que nos liga inevitavelmente a ela. Esta mulher poderosa de olhos esmeralda que carrega o fardo da herança de Tara, plantação sulista e em cujo sangue fervilha a fúria e impetuosidade irlandesa sofre uma transformação tremenda ao longo das quase mil páginas que compõe o livro original ( a minha edição está dividida em dois volumes). Ela não quer depender de ninguém para subsistir e sobre ela caem outras responsabilidades árduas e penosas porém, Scarlett combate com ferocidade o que o destino lhe traz. Obcecada por Ashley Wilkes que não pode ter, por ser marido de Melanie, a protagonista é espicaçada pelo carismático Rhett Butler. Renegado, sem escrúpulos e de moral duvidosa, Rhett é igual a Scarlett. Pela primeira vez na vida, Scarlett tem um adversário à altura. Sarcástico, mordaz e irónico, este cavalheiro (ou não...) é irrevogavelmente uma das melhores personagens do livro! As quezílias entre os dois são flamejantes e incrivelmente deliciosas pois, nenhum está com a mínima inclinação para ceder. Os Wilkes deixaram-me dividida. Melanie com sua docilidade e generosidade cativou-me. Ela é daquelas pessoas que acreditam até ao fim na bondade e no valor de uma segunda oportunidade. Ashley já foi um caso distinto. A sua apatia perante um mundo em mudança deixou-me exasperada. É demasiado honrado e fiel aos seus princípios com receio de tomar decisões em áreas desconhecidas, Mr.Wilkes perde quando comparado com o inesquecível Rhett. Este quarteto de personagens domina as páginas do livro todavia, há outras pérolas a descobrir como a fantástica Babá, ama de Scarlett, a tia Pittypat e os seus fanicos, o previdente Will, a velha Fontaine, os Meade e todos aqueles rapazes que partiram para a guerra defendendo uma causa demasiado fantasiosa. Margaret Mitchell apresenta cada personagem com primor e antes mesmo dela entrar em cena, já a conhecemos devido aos pormenores e ao trabalho meticuloso de criação e construção da escritora. Sublime, E Tudo o Vento Levou é daquelas obras indescritíveis porque os adjectivos que existem são parcos perante tanta beleza! Só podemos abarcar a totalidade da sua glória quando entramos nas suas páginas... Mrs. Mitchell faço-lhe uma vénia pela incomparável e memorável obra !
7/7- OBRA-PRIMA
TRAILER DO FILME:
Este não é o trailer do filme propriamente dito mas, aparentemente não há nenhum decente por isso, optei por colocar o trailer do blu-ray do filme. Gone with the Wind conquistou 10 Óscares da Academia e está na lista do AFI (American Film Institute) dos cinco melhores filmes de todos os tempos.
7/7- OBRA-PRIMA
TRAILER DO FILME:
Este não é o trailer do filme propriamente dito mas, aparentemente não há nenhum decente por isso, optei por colocar o trailer do blu-ray do filme. Gone with the Wind conquistou 10 Óscares da Academia e está na lista do AFI (American Film Institute) dos cinco melhores filmes de todos os tempos.
