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terça-feira, 21 de agosto de 2012

As Memórias de Cleópatra III- O Beijo da Serpente de Margaret George


A conclusão de uma saga maravilhosa: a visita ao Antigo Egipto e à vida de Cleópatra, a rainha do Nilo. 
Escritas na primeira pessoa, As Memórias de Cleópatra começam com as suas recordações de infância e vão até ao seu glorioso reinado, quando o Egipto se torna num dos mais deslumbrantes reinos da Antiguidade. As Memórias de Cleópatra são uma saga fascinante sobre ambição, traição e poder, mas também são uma história de paixão. Depois de ser exilada, a jovem Cleópatra procura a ajuda de Júlio César, o homem mais poderoso do mundo. E mesmo depois do assassinato daquele que se tornou o seu marido, e da morte do segundo homem que amou, Marco António, Cleópatra continua a lutar, preferindo matar-se a deixar que a humilhem numa parada pelas ruas de Roma.Na riqueza e autenticidade das personagens, cenários e acção, As Memórias de Cleópatra são um triunfo da ficção. Misturando história, lenda e a sua prodigiosa imaginação, Margaret George dá-nos a conhecer uma vida e uma heroína tão magníficas que viverão para sempre.

A MINHA OPINIÃO:


O Beijo da Serpente é o culminar estupendo desta magnífica trilogia sobre Cleópatra! Este terceiro volume é épico e angustiante porque marca a derrota do Egipto, de Cleópatra e de Marco António que sucumbem ao poderio romano de Octávio. Margaret George retrata uma Cleópatra rainha que tenta proteger a todo custo o seu país, uma Cleópatra que é mãe extremosa que resguarda ferozmente os filhos e uma Cleópatra  que é esposa fiel e dedicada que vacila perante o desmoronar de um sonho idílico. Ela e Marco António sonharam com um Império que se estenderia por toda Ásia e Ocidente e que todos os povos seriam irmãos, cada um com a sua cultura, religião e tradição. Porém, Octávio é um oponente de intelecto formidável, frio e calculista. A beleza deste livro e de toda trilogia de Margaret George são as incríveis e detalhadas descrições. Não são entediantes pelo contrário, enchem a história de brilho, cor e aromas. São uma mais-valia para quem adora aquela sensação de desprendimento que nos faz esquecer o que nos rodeia e que nos faz imergir nas páginas de um livro! Neste volume, Cleópatra enfrenta o seu maior medo: o fracasso! Marco António, um dos meus personagens favoritos está em declínio. Outrora grande general romano, louvado e amado e homem de grandes paixões, António só demonstra que é, indelevelmente, humano e começa sofrer tanto quanto ama.  Para ele, é quase uma catástrofe porque vive tudo intensamente e no limite. Do lado oposto da barricada, Octávio é inexorável e, aparentemente, indiferente a outra emoção que não se mova em torno da sua ambição e poder. É um confronto trágico de titãs! Apesar de o final desta história ser mais que conhecido, Margaret George nunca perdeu a minha atenção. É um grande feito pois, se o fim é previsível devido à realidade histórica é necessário encantar os leitores de outra forma e ela consegue-o...O Beijo da Serpente é mais dramático de todos os volumes mas, mantém o mesmo requinte devido as inevitáveis e belíssimas descrições que nos são dadas pelos olhos de Cleópatra e à fabulosa recriação de personagens da escritora. Ela procurou ver além do mito e todos são capazes de nos arrancar algum tipo de sentimento mesmo que este seja o ódio. É uma enorme trilogia que merece todos elogios que lhe são tecidos! É impressionante, e memorável! 


6/7-EXCELENTE

TRAILER DO FILME:

Em 1999, foi produzido um filme para a televisão baseado na obra de Margaret George. Diria que foi livremente baseado porque, tive a o oportunidade de o ver e não chega nem aos calcanhares dos livros. E isto já é um eufemismo! É daqueles filmes que vê porém, não acrescenta nada. Aqui fica o trailer para os interessados: 

terça-feira, 24 de julho de 2012

As Memórias de Cleópatra II- O Signo de Afrodite de Margaret George

Segundo volume de uma viagem maravilhosa: a visita ao Antigo Egipto e à vida de Cleópatra, a rainha do Nilo. 

Escritas na primeira pessoa, As Memórias de Cleópatra começam com as suas recordações de infância e vão até ao seu glorioso reinado, quando o Egipto se torna num dos mais deslumbrantes reinos da Antiguidade. As Memórias de Cleópatra são uma saga fascinante sobre ambição, traição e poder, mas também são uma história de paixão. Depois de ser exilada, a jovem Cleópatra procura a ajuda de Júlio César, o homem mais poderoso do mundo. E mesmo depois do assassinato daquele que se tornou o seu marido, e da morte do segundo homem que amou, Marco António, Cleópatra continua a lutar, preferindo matar-se a deixar que a humilhem numa parada pelas ruas de Roma.Na riqueza e autenticidade das personagens, cenários e acção, As Memórias de Cleópatra são um triunfo da ficção. Misturando história, lenda e a sua prodigiosa imaginação, Margaret George dá-nos a conhecer uma vida e uma heroína tão magníficas que viverão para sempre.

A MINHA OPINIÃO:

O primeiro volume-A Filha de Ísis- desta trilogia foi absorvente e promissor e o meu entusiasmo relativamente ao segundo livro era enorme e muito compreensível. Não houve um momento de frustração, desânimo ou uma pausa entediante. O Signo de Afrodite é portentoso e opulento em emoções, sentimentos e descrições belíssimas. Através do relato de Cleópatra tudo se materializa e é corpóreo como se estivesse mesmo a andar pelos corredores do palácio em Alexandria ou ao leme de um barco luxuoso e deslumbrante a caminho. Cleópatra amadureceu neste volume, renasceu das cinzas da pira funerária de Júlio César e abraçou o seu destino como rainha do Egipto e mãe de Cesarion. Porém, ter um filho com o sangue de César é dramático especialmente, quando o herdeiro legal de César, Octávio é astucioso e ambicioso. A minha grande questão neste livro era: "Como seria Marco António?". Há vislumbres dele no primeiro volume contudo, nada de muito concreto. Foi muito agradável constatar que Marco António e Cleópatra não são uma cópia de Júlio César e Cleópatra. Margaret George é brilhante em distinguir as duas relações e em encontrar diferenças entre os dois generais romanos. A própria Cleópatra que procurava um aliado ficou surpreendida com Marco António. César tinha o sonho de Alexandre Magno de unir os povos  mas, de alguma forma deixava-se restringir pelo senado. Marco António é mais apaixonado, mais intenso e mais liberto encarando a vida como uma dádiva e, facilmente se adapta a qualquer cultura tornando-a dele. São dois estrategas militares extraordinários todavia, cada um tem as suas virtudes e as suas fraquezas. A relação de António com a rainha egípcia é excepcionalmente retratada. Um amor intenso e revoltoso com violentas discussões pois, são duas culturas a colidirem. Aí está uma das grandes diferenças entre César e Cleópatra e António e Cleópatra. César e Cleópatra tinham um sonho em comum mas, era ele quem dispunha do poder. No segundo volume, Cleópatra tem um novo aliado porém, um amante e confidente e alguém que está disposto a partilhar o poder. No entanto, o amor pode cegar-nos e num tempo tumultuoso em que um passo em falso era a morte, o mediático casal trava duras batalhas tendo como inimigo, o temível Octávio. Mas o mais fascinante deste livro é como ele nos agarra apesar de os acontecimentos nele contados serem sobejamente conhecidos. São obviamente algo romanceados não obstante, apreciei as várias referências histórias que autora colocou. Também é uma leitura algo tendenciosa porque só temos a visão de Cleópatra que obviamente, não diria bem de Octávio, o que me deixou com ódio de morte a essa personagem histórica. Mas era guerra e nela não há bons nem maus somente, vencedores e vencidos. O modo como Margaret George disseca as culturas de cada povo e o conflito que advém do seu choque de tradições, é notável. A grega, a romana, a egípcia, a hebraica são alvos da minúcia e meticulosidade da escritora. É uma leitura excelente, um absoluto deleite para uma admiradora da História como eu que, se sentiu muito bem na companhia de tão célebres personalidades! Viajei no tempo e caminhei entre grandes que, ao mesmo instante são simples humanos cedendo ao amor, ao desespero, ao capricho e à ambição. Li numa das contra-capas de um dos volumes da trilogia que ler estes livros eram como " se os frescos egípcios ganhassem vida". Subscrevo cada letrinha!

6/7-EXCELENTE

terça-feira, 24 de abril de 2012

As Memórias de Cleópatra- A Filha de Ísis de Margaret George

A autora do best-seller mundial "A Paixão de Maria Madalena" está de volta com um convite irrecusável: a visita ao Antigo Egipto e à vida de Cleópatra, a rainha do Nilo. 

Escritas na primeira pessoa, As Memórias de Cleópatra começam com as suas recordações de infância e vão até ao seu glorioso reinado, quando o Egipto se torna num dos mais deslumbrantes reinos da Antiguidade. As Memórias de Cleópatra são uma saga fascinante sobre ambição, traição e poder, mas também são uma história de paixão. Depois de ser exilada, a jovem Cleópatra procura a ajuda de Júlio César, o homem mais poderoso do mundo. E mesmo depois do assassinato daquele que se tornou o seu marido, e da morte do segundo homem que amou, Marco António, Cleópatra continua a lutar, preferindo matar-se a deixar que a humilhem numa parada pelas ruas de Roma. Na riqueza e autenticidade das personagens, cenários e acção, As Memórias de Cleópatra são um triunfo da ficção. Misturando História, lenda e a sua prodigiosa imaginação, Margaret George dá-nos a conhecer uma vida e uma heroína tão magníficas que viverão para sempre.

A MINHA OPINIÃO:

O Egipto é um país riquíssimo em segredos, mistérios e história. Não me recordo quando começou a minha paixão pela civilização egípcia mas, as pirâmides, a esfinge, Luxor e o rio Nilo sempre me intrigaram. A dinastia ptolemaica é, no entanto, a que menos me fascina. A sucessão de Ptolomeus e Cleópatras nunca me atraíram muito. Mas eis chega a Cleópatra das Cleópatras! Como é que uma mulher manteve César longe do Egipto? Foi com esta premissa que me lancei nesta leitura, mesmo sabendo que este livro não é propriamente, um relato fiel e histórico. Deparei-me com uma agradável surpresa! Margaret George tem descrições incrivelmente belas que são tesouros e catapultas para a imaginação do leitor. As ruas de Alexandria, os cheiros, o calor abrasador do deserto e a exuberante paleta de cores dos Triunfos romanos que ela nos presenteia são tão tangíveis que me deixaram extasiada. A perplexidade de César face à Esfinge e às pirâmides foi igual à minha ao constatar o quão detalhada Margaret George consegue ser e, em instante algum me senti exaurida. Muitos dos acontecimentos históricos narrados são sobejamente conhecidos: a morte de Pompeu e o primeiro encontro entre Júlio César e Cleópatra contudo, a escritora impõe ritmo e personalidade a personagens tão famosos quanto Marco António e Octávio. A escritora brinda-nos através do olhar de Cleópatra com Alexandria e Roma revestidas de majestade e esplendor. A mentalidade egípcia contrasta com a romana neste belíssimo livro! Porém, ter Cleópatra como narradora pode também ser tendencioso. Para autora significa que ela tem de estar em todos lugares e momentos, o que torna o final muito romanceado. Ver tudo na perspectiva da rainha egípcia é algo subliminar e quase que desejei a opinião de uma outra personagem. Ainda assim, A Filha de Ísis é uma leitura absorvente e uma viagem ímpar à época em que o império romano se erguia e o egípcio, orgulhoso do passado, definhava! Este livro é o primeiro de três volumes pelo que, ainda há muito a história a contar...

5**/7- MUITO BOM**

quarta-feira, 28 de março de 2012

Devaneios à Solta... As Memórias de Cleópatra I

O segundo protagonista desta rubrica é As Memórias de Cleópatra- A Filha de Ísis de Margaret George.

Entrada da Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa ( foto da minha autoria)

" As pirâmides cresceram até parecer que preenchiam o céu; e quando finalmente alcançámos a base de uma delas e olhámos para cima, era como se fosse possível que o topo tocasse o Sol. Agora eu saberia que elas se assemelham a montanhas, mas naquela altura eu nunca vira uma montanha, e a visão deixou-me pasmada. Conhecia apenas a planície, apenas horizontal- a lisura do oceano, as ruas rectas e planas de Alexandria, os campos planos nas margens do rio- e esta forma, este monte erigido, desafiava a minha compreensão." pág. 63

in As Memórias de Cleópatra- A Filha de Ísis de Margaret George