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domingo, 12 de maio de 2013

Máscara de Raposa de Juliet Marillier



Neste livro, a sequela de O Filho de Thor, primeiro livro da Saga das Ilhas Brilhantes, Juliet Marillier prossegue a narrativa das aventuras de Eyvind. 
Ao atingir a maioridade, Thorvald descobre um segredo terrível e parte numa perigosa viagem em busca do pai que nunca conheceu à ilha do Povo dos Facas Longas. Acompanha-o a sua grande amiga Creidhe, filha de Eyvind, o Pele-de-Lobo. Este povo é governado por um tirano cruel, e com o nascimento de um bebé, Creidhe descobre a terrível verdade sobre a maldição dos Facas Longas. E quando descobrem como poderão acabar com ela, temem que seja demasiado tarde...

A MINHA OPINIÃO:

Máscara de Raposa lançou-me um feitiço poderosíssimo e inescapável! A verdade é que ele partiu com alguma vantagem relativamente ao anterior: Somerled. A ânsia de o reencontrar é gigantesca... É uma personagem carismática e completa com várias facetas que o tornam absolutamente irresistível. É um enigma que transforma o livro numa busca ao tesouro e pelo caminho, como brinde, há outras histórias tão belas que fazem suster a respiração. Thorvald é, à semelhança do pai, intrigante. É penoso vê-lo lutar contra uma sombra e um rejúbilo vê-lo alcançar vitórias. Não é uma personagem que cause empatia imediata, ele conquista-a à medida que, o conhecemos cada vez melhor. É quase ultrapassado pela predominante presença de Creidhe, É uma heroína muito típica de Juliet Marillier, a eterna sonhadora que sofre muito na adaptação à sua nova vida.  Tem um destino encantador que oferece aos mais utópicos e românticos, uma viagem deliciosa! A filha de Eyvind só peca por ser demasiado perfeita em tudo o que faz... No meio de tantos personagens com defeitos, arrependimentos e remorsos, ela destoa um bocadinho. A leitora dentro de mim prefere-os com falhas, comportamentos dúbios e desvios morais. São mais excitantes! Se bem que, encontrar uma Creidhe de vez em quando não é mau. Pelo contrário, é refrescante e de certo modo, ela foi uma brisa suave. Só que não é das minhas favoritas. Guardião já é outra cantiga! A sua atitude selvagem, disciplina auto-imposta e meiguice visível quando lemos cada vez mais é muito cativante! A sua abnegação fraternal ao pequeno Máscara de Raposa é louvável e enternecedora. E é em Máscara de Raposa que se conjuga quase toda genialidade de Marillier: mística, folclore e crença. É algo que não conseguimos compreender porém, é impossível desviarmos os olhos dele. A autora é perita em criar histórias que assumem contornos de lenda e que ocupam a mente de quem se embrenha nelas.  São cheias de segredos, maldições e terras misteriosas. Quem não gosta de caminhar em tais enredos? Em O Filho de Thor, a escritora era algo repetitiva no final, principalmente, em relação ao casal protagonista. Aqui não! Teve acções inesperadas e surpreendeu-me com a revelação da identidade de Somerled e com a sua escolha e com os tortuosos obstáculos que os protagonistas encontram. Esta é uma belíssima e mágica leitura. Quando a acabei desejei haver um terceiro livro para que pudesse mergulhar de novo no mundo das Ilhas de Luz!
6,5**- EXCELENTE(+)

sábado, 27 de abril de 2013

O Filho de Thor de Juliet Marillier

Eyvind sempre quis ser um dos maiores guerreiros viquingues - um Pele-de-Lobo - e lutar pelo seu chefe em nome do deus Pai da Guerra, Thor. Não concebe outro futuro mais glorioso. Mas o seu amigo Somerled, um rapaz estranho e solitário, tem outros planos para o futuro. Um juramento de sangue feito na infância força estes dois homens a uma vida de lealdade mútua.A um mundo de distância, Nessa, sobrinha do Rei dos Folk, começa a aprender os mistérios da sua fé. Nem a jovem sacerdotisa nem o seu povo imaginam o que lhes reserva o futuro. Eyvind e Somerled parecem destinados a seguir caminhos diferentes. Um torna-se um feroz servidor de Thor e outro um cortesão erudito. Uma viagem chefiada pelo respeitado irmão de Somerled, Ulf, junta de novo os dois amigos, que acompanham um grupo de colonos que se vai instalar numa das ilhas maravilhosas do outro lado do mar. Quando um facto trágico acontece a bordo de um dos navios, Eyvind começa a suspeitar de que talvez não tenha sido um acidente..

A MINHA OPINIÃO:

O Filho de Thor pertence aquela categoria  de livros onde coloco os esplêndidos de Juliet Marillier! A autora conquistou-me com a trilogia Sevenwaters e com As Crónicas de Bridei e, foi sempre das minhas preferidas apesar de o último lido dela não ter tido a mesma qualidade. Eis que surge esta magnífica leitura!!! É apaixonante, empolgante, provocadora de insónias e sinónima de vício.  A escritora tem o grande dom de exsudar magia e de me arrebatar com personagens memoráveis. Eyvind foi uma grande surpresa! Normalmente, a autora opta por privilegiar a protagonista dando-lhe a narração porém, é ele que desta vez, toma a dianteira e fá-lo muito bem. O relato inicial de Eyvind é o de um rapaz com um grande sonho e   cativa-nos pela bizarra amizade com Somerled, um rapaz introvertido com um sonho ainda mais ambicioso. Somerled intriga-me profundamente... Tem atitudes tão vis quanto generosas e é provavelmente, das personagens mais ambíguas de Marillier. Espero encontrá-lo no segundo volume porque há muitas questões que quero ver respondidas. Porém, a história progride quase vertiginosamente quando embarcamos para as Ilhas Brilhantes. É aí que a escritora brilha verdadeiramente com descrições maravilhosas, introduzindo novas mitologias e religiões, segredos, traições e amores. O confronto entre culturas é inevitável e é dilacerante assistir a indecisão de Eyvind e Nessa. Ela é uma princesa real dos Folk com uma forte ligação aos elementos da natureza. Tem um modo muito peculiar de viver que é tão estranho quanto atraente!  Marillier tem capacidade fenomenal de nos fazer apaixonar por algo tão distinto e tão exótico sem nunca perder um ínfimo da sua credibilidade.... Apesar de ser passado em terras distantes e as personagens terem crenças e superstições completamente diferentes  das nossas, eles possuem sempre alguma coisa com que nos possamos identificar: as suas emoções genuínas. É com ansiedade que viramos cada página na esperança que nada de mal suceda aos que aprendemos a gostar ao longo das páginas. O Filho de Thor só não pontua mais alto porque se repete um pouco no fim e embora Somerled seja um dos chamarizes da obra, a sua transformação é quase radical sem espaço para muitas reflexões ou conclusões. Ainda assim, fascina-me! Seria esse o propósito da autora? No entanto, é uma leitura sublime mesmo não atingindo a grandeza de outros da autora.

6/7-EXCELENTE

sábado, 2 de junho de 2012

Sangue-do-coração de Juliet Marillier

Uma floresta assombrada. Um castelo amaldiçoado. Uma jovem que foge do seu passado e um homem que é mais do que parece ser. Uma história de amor, traição e redenção...
Whistling Tor é um lugar de segredos, uma colina arborizada e misteriosa que alberga a fortaleza deteriorada de um chefe tribal cujo nome se pronuncia no distrito em tons de repulsa e de amargura. Há uma maldição que paira sobre a família de Anluan e o seu povo; os bosques escondem uma força perigosa que pronuncia desgraças a cada sussurro.
E, no entanto, a fortaleza abandonada é um porto seguro para Caitrin, a jovem escriba inquieta que foge dos seus próprios fantasmas. Apesar do temperamento de Anluan e dos misteriosos segredos guardados nos corredores escuros, este lugar há muito temido providencia o refúgio de que ela tanto precisa.
À medida que o tempo passa, Caitrin aprende que há mais por detrás do jovem desfeito e dos estranhos membros do seu lar do que ela pensava. Poderá ser apenas através do amor e da determinação dela que a maldição será desfeita e Anluan e a sua gente libertados.

A MINHA OPINIÃO:

Sangue-do-Coração é um livro enfeitiçante que invoca a nossa infância de contos-de-fadas de encantar, de belas princesas e de bruxas más. É uma versão mais madura da Bela e o Monstro de Marillier. Apesar de ter a essência do clássico, a história é grande por mérito próprio. A autora cria uma atmosfera mágica que lembra Jane Eyre ou mesmo O Monte dos Vendavais devido a Whistling Thor, a colina que sussurra, um lugar místico e tão antigo como tempos imemoriais. O enlevo de Marillier pelas histórias tradicionais é bem vísivel, nas pequenas homenagens que ela planta ao longo dos capítulos.Adorei a introdução dos espelhos, objectos que tantas vezes surgem nos contos como poderosos, visionários ou destruidores. Caitrin é uma protagonista típica da escritora. Ela suplanta os infortúnios do seu passado e atreve-se a mostrar o caminho da esperança a Anluan. Apesar de não ter a força e a atracção de Sorcha de A Filha da Floresta, Caitrin é voluntariosa e bondosa e é impossível não torcer por ela. Anluan, o chefe tribal é, para mim, a personagem mais marcante. É jovem mas, está acabrunhado pela responsabilidade e pela solidão. A sua transformação ao longo do livro, é notável. Juliet Marillier conseguiu mais uma vez que me emocionasse com a jornada das suas personagens e que eu lesse madrugada adentro em busca de respostas. Todavia, Sangue-do-Coração não é fenomenal como Sevenwaters ou As Crónicas de Bridei. Culpo a sua previsibilidade. O ambiente continua a ser mágico, a escrita apaixonante porém, o desenlace não teve nada de inesperado, que me surpreendesse, o que faz deste livro, uma leitura menor entre o panteão das obras de Marillier. Ainda assim, é a melhor reinvenção de A Bela e o Monstro que já li e a autora é suficientemente perspicaz para nos fazer meditar sobre o preconceito e a diferença!

5/7- MUITO BOM

domingo, 27 de março de 2011

A Filha da Profecia de Juliet Marillier


"No seguimento de A Filha da Floresta e O Filho das Sombras, Juliet Marillier apresenta-nos agora A Filha da Profecia, assombrosa conclusão da trilogia Sevenwaters. Uma história de lealdade e amor carregada de elementos mágicos, que recorda o passado Celta da Irlanda. Fainne foi ciada numa enseada isolada na costa de Kerry, com uma infância dominada pela solidão. Mas o pai, filho exilado de Sevenwaters, ensina-lhe tudo o que sabe sobre artes mágicas. Esta existência pacífica será ameaçada em breve, e a vida de Fainne jamais será a mesma. Quando a avó, a temida feiticeira Lady Oonagh, se impõe na sua vida. Com a perversidade que a caracteriza, a feiticeira conta a Fainne que tem um legado terrível: o sangue de uma linhagem maldita de feiticeiros foras-da-lei, incutindo nela um sentimento de ódio profundo e, ao mesmo tempo, a execução de uma tarefa que deixa a jovem aterrorizada. Enviada para Sevenwaters com o objectivo de destruí-la, vai usar todos os seus poderes mágicos para impedir o cumprimento de uma profecia. A trilogia que apresentamos traz-nos toda a riqueza da mitologia celta e o fascínio dos contos de fadas que vivem no nosso imaginário, transportando-nos para um mundo de aventuras e misticimo."


A MINHA OPINIÃO:


A Filha da Profecia é um livro que só engrandece esta trilogia soberba! Desta vez, Fainne, a protagonista nasceu muito longe de Sevenwaters, em Kerry. É também muito distinta das personagens principais dos volumes anteriores, Sorcha e Liadan. Em Fainne, encontrei sempre um lado obscuro que a perseguia e a leitura tornou-se ainda mais apelativa, se é que isto é possível. Pelo título do livro em português, deduz-se, logo, que ela será uma peça fundamental na concretização da trilogia. O título original, Child of Prophecy, não spoila tanto. Apesar disso, foi com entusiasmo que prossegui e, mais uma vez, o fascínio foi inevitável. Há algo em Juliet Marillier que nos agarra. Será a sua narrativa belíssima e credível? Ou será a sua capacidade sublime de unificar a fantasia com a emoção? Não sei bem... A única certeza que tenho é: os seus livros e, este não excepção, são portas abertas para uma completa alienação. Esqueci-me do mundo lá fora sempre que abria o livro! Parecia que o mundo real era aquele em que viviam: Fainne, Darragh, Ciarán, Finbar, Liadan e Jonhny. Sorri, sofri com elas e torci para que o futuro lhes fosse favorável. Ciarán é das minhas personagens favoritas de toda saga! O pai de Fainne é um feiticeiro ou um druida que perdeu o rumo mas, sobretudo é um homem que amou mais do que a própria vida, desafiando as leis terrenas e os laços de sangue. Fainne é a menina dos seus olhos, relembra-lhe a mulher que amou e, é a sua esperança e o seu único conforto na escuridão. Além de Ciarán, Finbar é daqueles personagens que não se esquece facilmente. Conheci-o na sua juventude e segui-o ao longo dos livros, sentindo com ele, o peso da sua maldição!Contudo, todos os intervenientes são-me queridos e, agora ao fechar o último livro da trilogia, fui surpreendida pela nostalgia. Desde a história de Sorcha, passando pela de Liadan até a de Fainne, todas me tocaram. Porém, este livro é o meu favorito! Porque o final não podia ser mais perfeito e mais bem feito! O confronto final, a guerra para recuperar as Ilhas, é apoteótico que susti a respiração e o amor de Darragh por Fainne é tão puro que a insistência dele em a proteger de si própria é enternecedora. Nesta história, há também uma mensagem nas entrelinhas: a preservação do mundo em que vivemos! Pois, sem ele não há beleza apenas solidão!


7/7- OBRA-PRIMA

quinta-feira, 17 de março de 2011

O Filho das Sombras de Juliet Marillier


"As florestas de Sevenwaters lançaram o seu feitiço sobre Liadan, que, tal como a mãe, Sorcha, herdou, além do dom da Visão, o talento de curar e penetrar no mundo espiritual. Os espíritos da floresta avisaram Liadan de que deve permanecer, para sempre, em Sevenwaters, se quer que as ilhas sagradas sejam reconquistadas aos Bretões, que as tomaram à força.
A Irlanda está em guerra. Atacantes assolam as suas costas - e uma nova fé ameaça a velha, dividindo o seu povo. Neste cenário perigoso um homem é temido, acima de todos os outros: o Homem Pintado granjeou uma reputação terrível como mercenário feroz e astuto e, com um espantoso bando, ataca aqui e ali com a mão precisa, espalhando o terror por todo o lado e desaparecendo como por magia.
De regresso a casa, vinda de acompanhar a irmã, Liadan é capturada pelo Homem Pintado. Este revela ser um homem nada parecido com a lenda. Liadan sente-se atraída por ele, apesar da antiga profecia de maldição, mas poderá ela viver a sua vida e desafiar os espíritos, ou uma maldição cairá sobre Sevenwaters devido ao seu amor proibido?
História e fantasia, mito e magia, lenda e amor juntam-se nesta história fascinante. Imagens vívidas do nosso passado Celta tecem uma história de grande mistério e romance. O Filho das Sombras lança Juliet Marillier como um talento novo e extraordinário, seguindo-se ao notável primeiro livro A Filha da Floresta."

A MINHA OPINIÃO:

O Filho das Sombras é como seu predecessor, excelente! Comecei a sua leitura a medo porque tinha adorado o primeiro e receei a desilusão: Juliet Marillier é tão hábil na construção das personagens que Sorcha e Red eram-me tão queridas que, para mim, era quase impossível suplantá-los. Contudo, a escritora é, mais uma vez, soberba nesta arte e, apesar de Sorcha ser uma heroína formidável, Liadan, a sua filha também o é. Foi com alegria que reencontrei Sorcha e Red agora mais velhos mas sempre apaixonados... e foi com curiosidade que segui o precurso dos seus filhos: Sean e Liadan, os gémeos e Niamh. Todos tem histórias belíssimas e lidam da maneira mais diversa com a maldade que, mais uma vez que se estende sobre Sevenwaters: Sean, o futuro líder carrega a herança de Erin e almeja a protecção da floresta e dos seus; Niamh, bela e impetuosa conhece a felicidade e a amargura de um amor que lhe está vedado; e Liadan, a protagonista, que desafiou o destino ao nascer quando ninguém esperava. As suas escolhas ditam o ritmo da leitura. Segui-as avidamente pois, segundo as Criaturas Encantadas, Liadan tem uma tarefa diferente da mãe: ela terá de optar entre o filho e o pai ( não vou explicar muito senão entro num enorme spoiler!) . E esta decisão afectará o futuro de Sevenwaters e das preciosas Ilhas! Pelo caminho, esta filha de Sorcha encontrará O Homem Pintado, humano ou criatura fugidia, Bran é uma das minhas personagens masculinas favoritas de Marillier. Mascara os seus sentimentos, ocultando-os sob a sua aparente impassividade perante o que o rodeia. É duro, intransigente e, pode ser confundido por um homem frio desprovido de emoções porém, Liadan irá despertar algo que ele julgava ter esquecido: o amor e o carinho. O seu bando de espiões é igualmente fascinante: homens sem passado em busca de um futuro mais risonho. Eles são supostamente malfeitores mas, derretem-se como as crianças quando Liadan lhes conta histórias :)! Juliet Marillier introduz novos heróis e heroínas sempre com a mesma beleza que lhe é característica. Não obstante, não esquece os antigos personagens, pelo contrário, dá-lhes uma nova roupagem, uma nova sabedoria que vem com o passar dos anos. Sorcha, Red, Liam, Connor e até Finbar, que eu adoro, estão todos lá! Ciáran também surge e arrisca-se a ser um dos meus preferidos! Este livro é uma miscelânea soberba de mistério, fantasia, amor, magia e acção! Mais um para cimentar a posição de destaque de Marillier nos meus autores predilectos! O seguinte volume da saga já está ser devorado...:P

6*/7- EXCELENTE ***

terça-feira, 8 de março de 2011

A Filha da Floresta de Juliet Marillier


"Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda. Quanto o mito era Lei e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, e dos seus seis amados irmãos.
O domínio Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e Criaturas Encantadas que deslizam pelos bosques vestidos de cinzento e mantêm as armas afiadas. Os invasores de fora da floresta, os salteadores do outro lado do mar, os Bretões e os Viquingues, estão todos decididos a destruir o idílico paraíso. Mas o mais urgente para os guardiães é aniquilar o traidor que se introduziu dentro do domínio: Lady Oonagh, uma feiticeira, bela como o dia, mas com um coração negro como a noite. Oonagh conquista Lorde Colum com os seus sedutores estratagemas; mas não consegue encantar a prudente Sorcha. Frustrada por não conseguir destruir a família, Oonagh aprisiona os irmãos num feitiço que só Sorcha pode quebrar. Se falhar, continuarão encantados e morrerão!
Então os salteadores chegam e Sorcha é capturada, quando está apenas a meio da sua tarefa... Em breve vai ver-se dividida entre o seu dever, que lhe impõe que quebre o encantamento, e um amor cada vez maior, proibido, pelo senhor da guerra que a capturou."

A MINHA OPINIÃO:

A Filha da Floresta é um livro fabuloso!!! Precisava de voltar a ler Juliet Marillier... precisava de saborear mais uma vez a sua magnífica capacidade de fundir a emoção com a escrita fantástica. Depois das Crónicas de Bridei, uma trilogia que terá sempre lugar no meu coração, A Filha da Floresta foi um início muito prometedor para Sevenwaters. Os factos são narrados pela protagonista, Sorcha, uma personagem admirável que confere uma emotividade quase palpável e uma presença marcante ao longo de todo o livro. Colocar a personagem principal como narradora pode ser desastroso (já fui testemunha disso muitas vezes!) contudo, Marillier é hábil nesta arte e, eu não consegui resistir ao pessimismo que me envolvia quando as coisas corriam mal, ou à onda de alegria que surgia sempre, quando Sorcha vencia mais um obstáculo terrível. Ela foi o fio condutor da história que me impeliu a continuar madrugada adentro. Parar de ler era impensável!!! Esta história é uma lenda tirada da fértil imaginação da autora: existe uma feiticeira má; uma heroína que, valentemente, ultrapassa a dor e o sofrimento das provas que lhe são impostas;e um amor tão belo quanto impossível! Lady Oonagh é uma bela mulher que seduz o pai de Sorcha, Lord Collum, viúvo desde a morte da sua primeira esposa e mãe dos seus sete filhos. Logo, Sorcha têm seis irmãos protectores: Liam, Diarmid, Connor e Cormack, os gémeos, Finbar e Padriac. Quando a maldição de madrasta cai sobre os seus irmãos, os papéis invertem-se: ela é que terá de lutar por eles, pela sua liberdade e pela deles. Em silêncio, ela terá de sofrer os maiores horrores enquanto trabalha para quebrar o feitiço que os aprisiona. Todavia, as Criaturas Encantadas que regem Sevenwaters encarregam-se de a aproximar a um bretão, um inimigo aparente. Red é um homem de grande carácter que atravessa o caminho da jovem rapariga. É uma história de amor belíssima e nada convencional que nos obriga a virar página após página em busca do momento da descoberta, daquele instante de claridade que indica a Sorcha que ela o ama. E esse instante tal como o final do livro é brilhante! Tão brilhante e pejado de sentimento que me fez cerrar os dedos e aguardar desesperadamente por uma centelha de esperança. Só não gritei com as personagens porque era tarde (muito tarde!) e ainda acordava alguém!:P Apesar de conservar no meu coração com carinho: Bridei, Tuala e Faolan, Sevenwaters está ganhar o seu merecido espaço e não está a forçar a entrada! O Filho das Sombras, o segundo volume já está na minha cabeceira e adivinham-se mais umas noites em claro! E não é preciso ter a Visão como Finbar para prever isso!

6/7- EXCELENTE

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O Poço das Sombras- Livro III d'As Crónicas de Bridei

"Em missão secreta na Irlanda por ordem do Rei Bridei de Fortriu, Faolan tem também de dar a notícia da morte de um bravo guerreiro. Porém, o principal assassino e espião de Bridei tem de enfrentar os demónios do passado sombrio da sua família com resultados inesperados. Quando segue o rasto de um poderoso clérigo cristão que pode ser uma ameaça para a estabilidade do reino pagão de Bridei, Faolan torna-se responsável por uma criança, um cão e Eile, uma jovem perturbada e desconfiada. Para Eile, a viagem a Fortriu é uma confrontação. Acostumada a uma vida de privações e labuta, a jovem vê-se perante um mundo estranho, cheio de lições novas, onde o principal desafio é aprender a confiar nas pessoas. Na corte de Bridei, em Monte Branco, notícias perturbadoras vindas do reino vizinho de Circinn, levam o Rei a convocar a conselho os seus chefes-de-guerra. Após o desaparecimento do principal conselheiro de Bridei e a morte trágica de uma jovem criada, a ameaça provocada pela influência cada vez Maior da Cristandade parece ser o menor dos perigos..."



A MINHA OPINIÃO:
Simplesmente estupendo!... Como esta senhora sabe escrever! Mais um livro belíssimo! Embora este seja um pouco mais sereno que os anteriores não deixa de ser muito mas muito bom. Neste livro, Faolan, em missão na Irlanda, conhece Eile e sua filha Saraid. Ele e Eile têm algo muito semelhante, ambos têm um passado tenebroso e a sua capacidade de amar foi corrompida. Depois de resgatar Eile da casa onde esta vivia, onde era violentada e escravizada, Faolan regressa a Fortriu levando consigo ela e a pequena filha. Uma viagem que se revela longa mas também reveladora dos seus sentimentos. Em Fortriu, reencontrei com muita alegria: Bridei, Tuala, Derelei e outras personagens de quem sentia muitas saudades.
Uma obra escrita com maestria com toque de mistério, amor e muita magia. Ao fechar o livro caí em mim e fiquei com uma pontinha de tristeza por ter de deixar as Crónicas de Bridei. Juliet Marillier tornou-se uma das minhas escritoras favoritas. Fui completamente arrebatada pela escrita desta neo-zelandesa. Recomendo qualquer um destes livros sobre o reinado de Bridei... São todos magníficos!... Façam o favor de os ler...

PS: Um único senão... as traduções. Não sei porque "carga de água", os tradutores têm necessidade de traduzir tudo e mais alguma coisa incluindo os nomes de lugares que não tinham sido traduzidos no livro anterior. Às vezes, conseguem mesmo meter os pés pelas mãos...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A Espada de Fortriu- Livro II d' As Crónicas de Bridei de Juliet Marillier

A "Espada de Fortriu" cobre os primeiros seis anos do reinado de Bridei como rei de Fortriu.O reino de Fortriu gozou cinco anos de paz desde que Bridei chegou ao trono. Agora, o rei prepara-se para uma guerra há muito esperada que, segundo pensa, banirá para sempre do Ocidente os invasores Galeses. A princesa Ana, refém de Fortriu desde a sua infância, é enviada para Norte, para se casar, estrategicamente, com um líder que nunca viu, e com isso ganhar um aliado no qual se baseia a vitória de Bridei. A sua escolta é conduzida por um homem que ela despreza: o enigmático Faolan, assassino e espião de Bridei.
A MINHA OPINIÃO:
Mais um livro das Crónicas de Bridei, mais uma leitura maravilhosa. Mitologia, magia, romance, lealdade, traição e amizade tudo se conjuga magistralmente mais uma vez. Cada vez mais admiro a escrita de Marillier. Quando fechei o livro fiquei simultaneamente deliciada e com uma sensação de vazio por ter de deixar personagens tão magníficas. Nesta história, o rei Bridei passa para segundo plano cedendo o lugar de protagonista a Faolan. Um homem que foi apresentado no primeiro livro das Crónicas. Enigmático e misterioso, ele é encarregue de escoltar a princesa Ana ao território de Alpin. O casamento de Alpin e de Ana forjará uma aliança fundamental para os destinos do reino de Bridei. Durante a longa caminhada, Faolan desenvolve um amor impossível por Ana e fica dividido entre o dever e a paixão. Quando chegam à Fortaleza de Alpin, descobrem que nem tudo o que parece é e as paredes do castelo escondem segredos há muito adormecidos. Um homem é prisioneiro na mais sombria das masmorras... Ele será determinante para o desenlaçe da história de Ana e Faolan mas também decisivo na guerra que se avizinha.
Mais um livro que adorei! Mais um fenomenal deleite!... Achava que não era possível mas este livro superou em muitos aspectos o anterior. Ler Juliet Marilier é um experiência singular e inesquecível.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O Espelho Negro- Livro I d' As Crónicas de Bridei de Juliet Marillier

Bridei tem quatro anos quando os seus pais o confiam a Broichan, um poderoso druida do reino de Fortriu, com quem aprenderá a ser um homem erudito, um estratega e um guerreiro. Bridei desconhece que a sua formação obedece ao desígnio de um concelho secreto de anciãos e que está destinado a desempenhar um papel fundamental no destino do instável reino de Fortriu.Depois das séries "A Saga das Ilhas Brilhantes" e "Sevenwaters", com a qual recebeu vários prémios internacionais, a mais conceituada autora de fantasia da actualidade apresenta agora um poderoso romance sobre dever, destino e desejo.
A MINHA OPINIÃO:
Estou sem palavras!... Um livro absolutamente e irrepreensivelmente mágico... Sinceramente, alguém devia colocar uma placa sobre o livro que diga: Interdito a pessoas viciadas em livros. Se eu vos disser que comecei ontem à noite esta história com 550 páginas e terminei hoje estão a ver o quão cativante o livro foi.
A história começa quando os pais de Bridei o enviam para viver com druida Broichan. Com ele aprenderá e se instruirá nas artes da guerra e da erudição. Mas, um dia sucede algo que druida não preveu. Bridei sob a luz da Lua, A Que Brilha, encontra à porta de casa uma bébé. Uma bébé com origem nos Boa Gente. Um povo que muitos consideram maléficos e de intenções duvidosas. Contra tudo e contra todos, Bridei consegue que a menina cresça na casa de Broichan, seu pai adoptivo. Com o passar dos anos, o amor fraterno que liga Bridei a Tuala, a rapariga, transforma-se num amor doce e infinito. Todavia, o destino de ambos segue caminhos diferentes. Ele tenta consquistar o titulo de rei de Fortriu e ela vê-se como um obstáculo no caminho de Bridei. Foge de casa e tenta encontrar o seu caminho. Um livro onde encontramos intriga palaciana, magia, romance e que sabe a épico.
Soube tão bem ler este livro que quando o fechei só queria pegar no próximo para não sair deste mundo fantástico. Se já gostava do livro, no fim, fiquei completamente rendida. Está carregado de momentos inesquecíveis. Um dos meus favoritos é o reencontro de Bridei e Tuala. Gostei tanto, mas tanto que não o consigo expressar tal é o meu fascínio. Ainda bem que comprei a trilogia de uma assentada senão estava aqui a suspirar pelo segundo das Crónicas.