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quarta-feira, 16 de março de 2016

Voyager ( Saga Outlander III) de Diana Gabaldon


SPOILERS NESTA SINOPSE PARA QUEM AINDA NÃO LEU OS DOIS PRIMEIROS VOLUMES!!!!! A OPINIÃO NÃO TEM SPOILERS!

From the author of the breathtaking bestsellers Outlander and Dragonfly in Amber, the extraordinary saga continues.
Their passionate encounter happened long ago by whatever measurement Claire Randall took. Two decades before, she had traveled back in time and into the arms of a gallant eighteenth-century Scot named Jamie Fraser. Then she returned to her own century to bear his child, believing him dead in the tragic battle of Culloden. Yet his memory has never lessened its hold on her... and her body still cries out for him in her dreams.
Then Claire discovers that Jamie survived. Torn between returning to him and staying with their daughter in her own era, Claire must choose her destiny. And as time and space come full circle, she must find the courage to face the passion and pain awaiting her...the deadly intrigues raging in a divided Scotland... and the daring voyage into the dark unknown that can reunite or forever doom her timeless love.
  
A MINHA OPINIÃO:

Voyager é o terceiro livro da saga Outlander de Diana Gabaldon. À semelhança dos livros anteriores, é um autêntico calhamaço com múltiplas páginas.  
Este terceiro volume da saga é um livro de expansão. A escritora alarga as suas fronteiras e busca novas fontes de aventura. Nota-se aqui o trabalho de pesquisa exaustivo dela porque cada personagem, religião, tradição e local é caracterizada com acuracidade.
É uma obra de transição que marca o revirar de páginas para quase todas as personagens. Uma das novidades que mais apreciei foi a alternância de perspectivas em cada capítulo. Além de Claire, conhecemos agora muito melhor Jamie, três livros depois. Logo, há mais profundidade na história e mais segredos por descobrir. Brianna e Roger ganham ainda mais destaque e estão no limiar protagonista/secundário. Os secundários propriamente ditos trazem ainda mais personalidade e mais diversão. Reencontramos o fabuloso Fergus, a força da natureza Jenny Murray e o fascinante Lord Grey. Muitos outros surgem e é impressionante como estão todos interligados de uma forma ou de outra. E há surpresas! Quase caí do sofá quando uma determinada personagem apareceu! Que ideia foi aquela?! Totalmente inesperada mas muito apreciada. 
Voyager é uma viagem (perdoem a redudância) de contornos dantescos mas, muito visceral e humana em que os sentimentos e as emoções não são descurados em detrimento do épico. Todavia, é isso que enriquece ainda mais a narrativa. A habilidade notável de Gabaldon em envolver a história dos protagonistas na História Mundial é magistral!
Contudo, o livro também tem os momentos lentos que quebram o ritmo de leitura. Não alcançam a monotonia mas ameaçam-na e em alguns, é preciso persistir. Será expectável num livro tão grande? Talvez a resposta esteja na transição. Está a lançar novos alicerces que precisam de tempo para se sedimentarem.
Outlander ainda é das sagas que mais me está a dar prazer de ler e, Voyager veio contribuir para a minha satisfação. Apesar de ter os seus problemas com ritmo, é um dos mais me aliciou desde o primeiro volume.

5/7- MUITO BOM

domingo, 5 de maio de 2013

Outlander-Nas Asas do Tempo de Diana Gabaldon

«Claire leva uma vida dupla. Tem um marido num século e um amante noutro… Em 1945, Claire Randall, ex-enfermeira do Exército, regressa da guerra e está com o marido numa segunda lua-de-mel quando inocentemente toca num rochedo de um antigo círculo de pedras. De súbito, é transportada para o ano de 1743, para o centro de uma escaramuça entre ingleses e escoceses. Confundida com uma prostituta pelo capitão inglês Black Jack Randall, um antepassado e sósia do seu marido, é a seguir sequestrada pelo poderoso clã MacKenzie. Estes julgam-na espia ou feiticeira, mas com a sua experiência em enfermagem, Claire passa por curandeira e ganha o respeito dos guerreiros. No entanto, como corre perigo de vida a solução é tornar-se membro do clã, casando com o guerreiro Jamie Fraser, que lhe demonstra uma paixão tão avassaladora e um amor tão absoluto que Claire se sente dividida entre a fidelidade e o desejo… e entre dois homens completamente diferentes em duas vidas irreconciliáveis. Vive-se um período excepcionalmente conturbado nas Terras Altas da Escócia, que culminará com a quase extinção dos clãs na batalha de Culloden, entre ingleses e escoceses. Catapultada para um mundo de intrigas e espiões que pode pôr em risco a sua vida, uma pergunta insistente martela os pensamentos de Claire: o que fazer quando se conhece o futuro?»

A MINHA OPINIÃO:

Outlander-Nas Asas do Tempo é um livro que me persegue há algum tempo. Apesar de ter espicaçado a minha curiosidade durante meses após o seu lançamento, estive sempre relutante em lê-lo. É uma obra gigantesca com cerca de 800 páginas o que o torna quase impossível de transportar todos os dias. Porém, não era essa pequena contrariedade que me preocupava mais, era o facto de me desiludir e encontrar uma história banal e vulgaríssima mesmo com o grande tema que são as viagens no tempo.  De certo modo, fui ligeiramente defraudada. Gabaldon tem descrições fantásticas e sabe enquadrar o leitor historicamente brindando-o com jocosas intervenções de inúmeros personagens que tornam o livro mais vivo e menos denso. Porém, também consegue atingir um certo nível de seriedade e arrepiar com os factos sórdidos de uma crueldade tremenda em tempo de guerra. Adoro aprender enquanto leio e, este volume propiciou a que eu aumentasse consideravelmente os meus conhecimentos sobre a Escócia e a revolução jacobita. Nesta vertente, a autora encantou-me, é delicioso viajar até ao século XVIII e conhecer cada recanto, cada castelo e cada lei por mais estapafúrdia que seja. Como Claire, a protagonista é enfermeira ainda tive a oportunidade de constatar mais uma vez a diferença abismal da medicina actual para como a de épocas passadas. Mas, este comprovativo não são meras palavras, são descriminadas e enumeradas múltiplas plantas usadas para fins curativos o que dá uma certa credibilidade à história. Enfim, Diana Gabaldon soube  arquitectar o seu romance construindo pontes e edifícios de fundações mais ou menos seguras que nos permite uma leitura fluída e de grande potencial viciador. No entanto, o meu grande problema com este livro concerne ao casal principal, Claire e Jamie. Individualmente, são fortes e cativantes todavia, quando se juntam não abundam verosimilhança. Os momentos meigos que partilham são enternecedores para os mais românticos ou românticas e até na agonia e no desespero, tememos por eles. Contudo, o que não me encaixa é o facto de a Claire se apaixonar tão rapidamente e mesmo após uma surra, ainda gostar dele. Sim, até pode ser uma maneira de lavar a honra e de a salvar ( ainda estou para perceber como!) mas, pelo amor da santa! Nem que ele fosse o último homem à face da terra que eu voltaria para ele... Escusado será dizer, que soltei várias interjeições, algumas nada simpáticas, quando surgiram esses parágrafos. Basicamente, tive de apagar da minha memória essa cena para voltar a apreciar o livro. Ignorando essa fatalidade, Claire e Jamie até evoluem muito bem e é por isso, que quero ler o segundo volume e espero, sinceramente gostar tanto do casal quanto da parte histórica.

4.5/7-MUITO BOM (-)