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domingo, 13 de dezembro de 2015

RudClaus| Clássicos cinematográficos para (re)ver no Natal


Natal é sinónimo de pôr uma mantinha quentinha sobre os pés e assistir a um filme! Se for em família, a experiência ainda é mais agradável! :D
Hoje, trago-vos algumas sugestões para essas tardes ou noites. Estes são os clássicos:

 

Home Alone (Sozinho em Casa) é uma comédia de 1990 que traz-nos a história de Kevin McCalister que é, acidentalmente, deixado sozinho em casa na época de Natal. Kevin terá de sobreviver sem o apoio da família e enfrentar os ladrões que tentam invadir a sua casa. 


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Santa Clause ( O meu Pai Natal)  de 1994 é um filme perfeito para ver em família! Traz-nos a história de Scott Calvin que, inadvertidamente, assusta o verdadeiro Pai Natal fazendo-o cair do seu telhado. Ao colocar o casaco do Pai Natal que, entretanto, desaparece, Scott embarca numa aventura guiado pelo seu filho de 5 anos e pela hilariante rena Comet. 



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It's Wonderful Life ( Do céu caiu um estrela) de 1946 é o clássico dos clássicos! É a história de um espírito, candidato a anjo que, para ganhar suas asas, recebeu a missão de ajudar um empresário que, em virtude de um grave problema financeiro, provocado por um banqueiro desonesto, tinha a intenção de se suicidar. É dos filmes mais calorosos e familiares desta época!


                                                                                         

Gostaram destas sugestões? Já viram algum?

Boas Festas Ho! Ho! Ho!

Jojo

sábado, 29 de junho de 2013

Devaneios Cinematográficos... Man of Steel (2013)- Homem de Aço de Zack Snyder




A MINHA OPINIÃO:

Man of Steel (2013) é um filme realizado por Zack Snyder e produzido por Christopher Nolan e relata a história de Clark Kent/ Kal-El (Henry Cavill) ,ou seja, é baseado nos livros de banda-desenhada de Superman (Superhomem). Não é a primeira incursão deste tipo para Nolan que realizou, escreveu e produziu a trilogia: Batman Begins, The Dark Knight e The Dark Knight Rises. Ele tem a capacidade de dar realismo a estas personagens o que por vezes, é esquecido em filmes deste género. Assume-se que todos os heróis têm poderes e, que isso, não incomoda os demais mortais. Com Nolan é diferente... Resultou muitíssimo bem com o Batman que era um humano que se servia do seu intelecto e vasta fortuna para combater o crime. A parte científica da "coisa" era fácil de explicar! O busílis da questão surge quando se adapta para o cinema, a história de um extraterrestre que tem a capacidade irrealista de voar, força sobre-humana e é capaz de sobreviver a uma explosão nuclear. Para isso, Nolan juntou-se a Zack Snyder que é conhecido pela sua visão fantástica e desta colaboração improvável nasceu Man of Steel.


O filme beneficia do estilo de ambos e do argumento de David Goyer (que também trabalhou na trilogia de Batman) assentando a história do protagonista numa realidade plausívelmente acreditável de ele a ser a resposta às questões: Estamos sozinhos no Universo? Como nos sentiriamos se houvesse alguém assim entre nós? e Como se sentiria esse ser que foi educado na Terra mas, não é daqui?. São perguntas que facilmente faríamos como humanos logo, foi uma boa aposta da produção. Também contém cenas épicas e estrondosas que costumam ser a assinatura de Snyder. Porém, neste Man of Steel, ele supera-se e a acção é formidável e visualmente espectacular! Das melhores que tenho visto em filmes do género. Considerado por muitos, o mais "aborrecido" dos super-heróis,  o homem de aço ganha assim várias dimensões que muitas vezes, eram esquecidas em adaptações cinematográficas posteriores. Acho que em certos aspectos consegue ser muito fiel à essência da banda desenhada e obnubila tudo o que foi feito previamente no cinema.


Há, obviamente diferenças. Abençoadas!!! Lois Lane de Amy Adams é das melhores surpresas! Ela é inteligente, parte da solução e não o problema e comporta-se exactamente da mesma maneira face a Clark ou ao seu alter-ego. Fazia-me imensa confusão, o como de uma vencedora de um Pulitzer se comportar como uma adolescente néscia perante um homem de capa vermelha nos outros filmes. Se bem que acho que a história de ambos tem um "fim" demasiado rápido. Tem um ínicio prometedor com a construção de uma amizade e confiança todavia, vira amor muito rapidamente. Contudo, não a censuro. O mundo estava a acabar e o homem até nem é feio ou burro...Para mim, este é talvez um pontos fracos da metragem, a pouca troca de farpas hilariantes e o parco diálogo irónico e mordaz entre Lois e Clark que é tão característicao deste casal na banda-desenhada. Há insinuações do que podemos esperar no futuro que é como quem diz, na sequela. A última cena de ambos é perfeita! Amy Adams não é nada convencional e um deleite vê-la actuar. Donzela em perigo? Nem pensar! Se bem que há alturas (em que estamos a cair!) que é muito bom e conveniente ter um namorado que voa...




Quanto ao restante elenco, Russel Crowe e Kevin Costner são quase irrepreensíveis como Jor-el, o pai biológico e o pai adoptivo, respectivamente. Os flashbacks em que aparecem são muito tocantes e reveladores e uma maneira astuta de contar uma história sem ser linear mas também sem ser confusa. Zod de Michael Shannon é também muito bem construído e conseguimos compreender a sua obsessão apesar de não concordarmos com os seus meios para atingir os seus fins. Não é só um vilão uni-dimensional que, um dia acordou e lhe apeteceu destruir e matar a Terra. Quanto a Henry Cavill, o protagonista assenta-lhe perfeitamente. Gosto da profundidade que ele dá à personagem, ou seja, aquela sensação muito humana de não saber o que fazer ou de não saber se está a fazer o que é certo. E mesmo ao interpretar o jovem e adolescente Clark , esse turbilhão está presente e bem mais expansivo emocionalmente.


No entanto, o filme tem os seus perçalcos. Precisava de mais coesão e harmonia particularmente no terceiro acto em que tudo acontece muito rapidamente sem dar azo a intervalos para digerir cenas impactantes.  Espero que os corrijam nas possíveis sequelas e que elas aumentem de qualidade progressivamente. É um filme que reinventa um mito cinematográfico empoeirado e que precisava de um safanão que quebrasse todas as ideias pré-concebidas. O objectivo foi atingido e traz como bonús mais uma banda sonora genial (mais uma!) de Hans Zimmer!

TRAILER:

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Devaneios Cinematográficos...En kongelig affære (2012)- A Royal Affair de Nikolaj Arcel


A MINHA OPINIÃO:

A Royal Affair (2012) é uma co-produção dinamarquesa, sueca e checa. Recebeu dois Ursos de Berlim e uma nomeação da Academia de Hollywood para Melhor Filme Estrangeiro. Baseado numa história verídica, o filme gira em torno do Rei Christian VII da Dinamarca ( Mikkel Boe Folsgaard), sua mulher, a Rainha Caroline Mathilde (Alicia Vikander) e o médico  da corte, Strueense. É um período conturbado em que novas ideias e revoluções de mentalidades são classificadas como heresias e atentados à classe política reinante. Após os eventos históricos retratados nesta metragem, a Dinamarca transformou-se numa nação progressista rompendo com as tradições e os dogmas obsoletos. Tudo isto graças a uma estranha relação "tripartida" de um médico alemão revolucionário e idealista, de um rei chamado de louco e de uma rainha inglesa inteligentíssima.  Caroline é a  narradora e é através do seus olhos que nos regozijamos e nos comovemos. Alicia Vikander tem uma interpretação emocionante mas, confiante que é perfeitamente credível e segura. A jovem princesa,  ingénua e sonhadora, dá origem a uma rainha defensora do povo e que não tem medo de novos ideais e novos valores. É uma protagonista cativante e que encontra Strueense, o seu par perfeito.


O médico é apologista das ideias de Voltaire e Rosseau e incentiva Caroline e lê-los e a apreciar o seu conteúdo. Ambos se  apercebem que podem fazer muito pelo povo e inovar, libertando um país das mentes tacanhas e retrógradas. Influenciando o débil e mentalmente instável o rei Christian, eles manobram o poder em prol de uma nova identidade. Christian é mais do que aparenta... É uma personagem complexa com receio da solidão e de dar voz ao que sente. O actor é brilhante! Folsgaard é de um brio tal que nos leva de um extremo ao outro. No início, repudiamos Christian porém, no fim sentimos compaixão e até o conseguimos compreender. 


O terceiro vértice deste triângulo é Strueense ( Mads Mikkelsen). Não menos complexo que os restantes, o médico é o primeiro instigador de uma revolução censurada pela nobreza o que lhe aumentará consideravelmente o número de inimigos. Estabelece uma amizade bizarra e sincera com Christian porém, apaixona-se pela sua mulher. Mads Mikkelsen é dono de panóplia de expressões e de uma ferocidade característica que o tornam perfeito para o papel de o homem corajoso e muito à frente do seu tempo.


Ele e Alicia Vikander tem uma química brutal que incendeia o ecrã! Contudo, a beleza do filme está em não se centrar só neles e alargar horizontes ao lidar com intriga política, filosofia e o reverso da medalha, ou seja, o que acontece quando as nossas utopias se tornam verdadeiras mas, se tornam as armas que provocarão a nossa destruição...Apesar da elevada carga dramática, a produção tem um tom esperançoso e uma fotografia belíssima de tonalidades claras. A realização de Nikolaj Arcel é muito precisa e oportuna e beneficia da sumptuosidade dos cenários e do guarda-roupa. 
A Royal Affair, em português, O Amante da Rainha, é daqueles filmes raros, que ensina e entretém sem ser demasiado romântico ou político. Os dois lados co-existem em perfeita harmonia!

TRAILER:

domingo, 17 de março de 2013

Devaneios Cinematográficos...Oz the Great and Powerful (2013) de Sam Raimi


A MINHA OPINIÃO:


Oz the Great and Powerful ( Oz, O Grande e Poderoso) é uma película baseada nos livros de L. Frank Baum e,é indirectamente uma prequela ao clássico The Wizard of Oz de 1939 (O Feiticeiro de Oz).  
O filme despertou logo o meu interesse, quando vi as primeiras imagens. A cor que transborda da tela é inebriante e irresistível! Assim,  fiquei radiante quando obtive um convite para a ante-estreia. A tecnologia do 3D evidencia ainda mais esta qualidade quase mágica de um mundo tão fantasioso quanto belo. É de uma espectacularidade imensa que nos catapulta para Oz como se ainda fossemos crianças fáceis de iludir com o mais simples truque de magia.Porém, o 3D peca quando o filme aumenta de velocidade porque surgem áreas  nebulosas e os pequenos pormenores do cenário são absorvidos pela indistinção! Mas, nada consegue apagar a realidade quase assustadora da Menina de Porcelana (Joey King)! Uma pequena maravilha técnica que conjuntamente, com o Macaco Voador ( Zach Braff) que se fundem na perfeição com os actores de carne e osso. Visualmente, o filme não desaponta... O genérico de introdução é muito original e a transição do mundo do Kansas a preto e branco para Oz a cores é subtil mas, inesquecível. No longínquo 1939, os cineastas não possuíam estas benesses do desenvolvimento.  No entanto, os que eles tinham a menos na imagem tinham no argumento e na prestação dos actores ( sem contar com as cantorias de Judy Garland).


A história propriamente dita de Oz the Great and Powerful não é nada de extraordinário. Pelo contrário, já foi contada vezes sem conta com outras roupagens. Oscar, o protagonista é, muitas vezes, irritante e só depois de muita labuta evolui minimamente. James Franco que lhe dá vida é competente o suficiente para que não deixemos de gostar dele e é apenas nas cenas de mais emoção (poucas!) que vislumbramos o que ele teria feito com uma personagem mais bem escrita. Quanto às bruxas, a única que me convenceu e atemorizou foi Evanora de Rachel Weisz. Ela sobrepõe-se às outras duas actrizes de maneira contundente! Mila Kunis, a Theodora, não está má mas, mais uma vez sofre com uma evolução algo atabalhoada e curta em fundamentos. Sinceramente, tinha mais medo da personagem na filme de 1939 na versão de Margaret Hamilton. Glinda de Michelle Williams é demasiado doce, querida e boazinha o que perante uma malvadez que é pouco persuasiva, soa a falso.


Oz the Great and Powerful é dono de uma imagem gigantesca, cheia de cor e que entretém sem deslumbrar a nível de argumento. Falta-lhe solidez e inovação no que concerne ao enredo para que ele possa entrar na galeria dos memoráveis...

TRAILER:



sexta-feira, 8 de março de 2013

Devaneios Cinematográficos... Lincoln (2012) de Steven Spielberg


A MINHA OPINIÃO:


Lincoln é um filme biográfico que abarca os últimos quatro meses da vida do afamado Presidente dos Estados da América e foca-se sobretudo, na sua luta pela 13ª Emenda da Constituição Americana que revolucionaria um país dilacerado pela Guerra Civil, abolindo a escravatura. É claramente nacionalista e lisonjeador da figura histórica que retrata. Porém, isso não belisca em nada o seu mérito de ser um grande filme! Daniel Day-Lewis é a alma, a coluna vertebral, a cabeça e o coração da metragem preenchendo o ecrã com a sua interpretação portentosa, soberba e verdadeiramente inacreditável de Abraham Lincoln!  Quando está em cena,  é inevitável que o nosso olhar se fixe nos maneirismos, na voz e nas palavras contagiantes, no humor e na quase surreal beleza que é o trabalho genial de composição de Day-Lewis. Ele desaparece completamente na personagem! Sem a sua aparição majestosa, o filme não teria, definitivamente  tanta qualidade. O argumento também é muito inteligente e requer a máximo atenção do espectador para que não se perca nas contendas políticas. Ao contrário do que seria de esperar, é bastante lesto e inclui saraivadas hilariantes brincando com as situações do quotidiano e com a figura do político. Tommy Lee Jones como Thaddeus Stevens, partidário mais radical das hostes de Lincoln, é dos que mais se evidencia nesse campo quer seja a insultar calmamente o inimigo na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos ou a meter "medo" aos jovens e ingénuos políticos. A história não é puramente estadista sendo que, há um lado humano que é bastante enternecedor.  A relação de Lincoln com a mulher e os filhos é colocada a nu. Será que é possível conjugar o presidente com o pai e o marido? Este conflito é patente em alguns momentos emocionantes particularmente, nos diálogos apaixonantes entre o protagonista e Mary Todd Lincoln ( Sally Field). A actriz consegue balançar a complexidade e a fragilidade da personagem com mestria e ela impõe-se ao magnífico Day-Lewis em cenas de grande poder emocional e sentimental.


O filme conta ainda com uma banda-sonora delicada e empolgante de John Williams que atinge o seu auge durante o clímax da história durante votação da emenda e durante os suspiros finais da metragem. Lincoln não é o melhor de Spielberg ( para mim, é A Lista de Schindler) todavia, vale a pena visualizá-lo nem que seja para testemunhar a memorável transformação de Daniel Day-Lewis!

TRAILER:


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Devaneios Cinematográficos... Silver Linings Playbook (2012) de David O. Russell


A MINHA OPINIÃO:


Silver Linings Playbook é um filme baseado no livro homónimo de Mathew Quick e está nomeado para oito Óscares da Academia. Em português foi denominado de Um Guia para um Final Feliz.É dos mais originais e estranhos que já vi. Aborda cuidadosamente a doença psiquiátrica sem cair no dramatismo excessivo mas também não é totalmente supérfluo.  Toca-nos porque nos lembra daquelas pequenas e ridículas obsessões e superstições que todos  temos, ao mesmo tempo que, nos distancia o suficiente para que nos apercebamos o quão evidente é o sofrimento que os distúrbios do humor trazem aos que deles padecem. O realizador David.O Russell tem um sentido de oportunidade fantástico conjugando os diálogos e o argumento impecáveis com sequências verdadeiramente singulares sem grandes artefactos. A maneira como o filma dá-nos aquela sensação de omnipresença como se nós, por um momento, fôssemos  as personagens.É tremendamente demolidor assistir aos efeitos da doença mental. Não são apenas discutidos, são atrozmente sentidos contudo, a metragem que não carece de humor. É genuinamente e absurdamente engraçado porque os protagonistas Pat e Tiffany não têm inibições ou filtros como os meros mortais ou seja, as suas conversas e acções são  tão honestas que, às vezes, atingem o hilariante sem cair na vulgaridade. Bradley Cooper (Pat) e Jennifer Lawrence ( Tiffany) beneficiam ainda de uma química orgânica e estonteante. Cooper é perturbador na sua interpretação de um doente bipolar com as suas alterações de humor repentinas que afectam profundamente o seu mundo. As mudanças subtis que ele incute ao personagem são belíssimas. Por exemplo, Pat  é comprometido fervorosamente a um lema positivo e repete-o constantemente como se o ajudasse a encontrar o seu amor  pelo seu ser com todas as suas particularidades e Bradley Cooper é tão expressivo que sentimos a sua luta interior e lhe desejamos o melhor. Jennifer Lawrence não é de todo inferior. Ela dá a vida a Tiffany dotando-a de imprevisibilidade, teimosia e de uma firmeza inabalável. É uma presença marcante daquelas que jamais passariam despercebidas! A interacção entre ambos é notável... Outro actor que não poderia ficar sem ser mencionado é Robert de Niro. Que ele é um intérprete fenomenal, já eu sabia todavia, neste filme sobressai-se do elenco secundário. Os seus últimos trabalhos foram algo banais o que não esconde o actor supremo que ele é. Neste filme, ele, pai de Pat,  é comovente e arrebatador! Para mim, De Niro tem das melhores cenas do filme especialmente, quando se dirige ao filho e transparece também ele, uma vulnerabilidade ao lidar com a sua compulsão obsessiva e com as suas consequências.


Eis um filme que nos recorda de que há sempre esperança, que somos todos diferentes mas, todos sem excepção temos uma chance em sermos felizes. E mesmo no meio das ruínas deixadas pela doença há amor, ternura e risos. Quando não temos nada a perder, somos mais autênticos e emergimos dessa situação difícil mais sábios e combativos. 

TRAILER:



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Devaneios Cinematográficos... The Impossible (2012) de Juan Antonio Bayona


A MINHA OPINIÃO:


Os filmes de grandes tragédias naturais com vulcões prestes a explodir e grandes tornados ao virar da esquina nunca me atraíram muito. Normalmente, o argumento é paupérrimo e é sempre a mesma história com um amor meloso encaixado algures. Nunca mais direi nunca! The Impossible mudou completamente a minha percepção negativa. Baseado numa história verídica, é muito acirrante e incrivelmente comovente. Apesar de ser potencialmente previsível pois, alguém tinha de sobreviver para contar a história, não consegui tirar os olhos do ecrã.  O realizador e os produtores apostaram nas personagens ao invés do espectáculo de efeitos visuais que circunda este género de metragens. Eles estão lá e são brutalíssimos ( a onda do tsunami parece uma imagem documental) porém, são relegados para segundo plano. Ao focar a família que busca a sobrevivência e os seus entes queridos pelo meio dos destroços, o filme ganha humanidade. É emocionalmente visceral e a dor da separação dói-nos tanto quanto as feridas sangrentas e expostas. Os actores adultos são exímios porém, quem me surpreende muito são as crianças. A Naomi Watts e o Ewan McGregor são decentes intérpretes comprovado pelos inúmeros filmes premiados no seus currículos no entanto, Tom Holland, o Lucas, o filho mais velho é formidável! É tão desesperante e tão tocante na composição da sua personagem que me arrepia e arrebata ao ponto de me levar às lágrimas ( e isso não é fácil! ).


O filme peca por não ser mais abrangente. Se por um lado, a atenção centrada nos protagonistas é boa porque permite criar uma grande empatia com eles, não temos muito a noção de como os tailandeses e os habitantes locais sofreram e encararam o desastre natural. Quase não aparecem no ecrã e fez-me alguma confusão. Ainda assim, vale a pena ver este filme e aviso desde de já que o remoinho de mar, árvores, pessoas e restantes destroços é memorável e fez-me pensar seriamente no que faria se estivesse naquela situação horrenda.

TRAILER DO FILME:


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Devaneios Cinematográficos... The Hobbit- An Unexpected Journey (2012)- de Peter Jackson


A MINHA OPINIÃO:


The Hobbit- An Unexpected Journey é o primeiro filme de uma trilogia baseado no livro homónimo de J.R.R.Tolkien. Sou grande admiradora do trabalho de Peter Jackson desde o obscuro Heavenly Creatures (1994) passando pela fenomenal trilogia Lord of the Rings (2001,2002 e 2003) até ao comovente Lovely Bones (2009) porém, estava muito apreensiva relativamente a este Hobbit. A transformação de um livro simples e pequeno em três filmes era-me particularmente, incompreensível. O início não inaugurou nada de bom. Foi agridoce! A ligação aos filmes do Senhor dos Anéis estava lá e nesse momento, percebi quantas saudades tinha do Shire e daquela sensação de aventura que me invadia tal qual uma criança descobrindo um mundo novo. Quando Ian Holm (o velho Bilbo) se transforma em Martin Freeman (o novo Bilbo) há uma mudança subtil no ar. De repente, conhecemos Bilbo como um jovem e irrequieto hobbit que não sabe muito o que quer porém, toma sempre as decisões acertadas nem que seja tardiamente (muito tardiamente!). Martin Freeman está genial e apesar de Bilbo não ser das minhas personagens favoritas no livro, graças à interpretação do actor ganhou um espaçozinho no meu coração. Seja num registo mais cómico ou numa vertente mais dramática, ele está simplesmente perfeito...Assentou-lhe que nem uma luva! O amargo da visualização surge quando as cenas iniciais se prolongam em demasiada. A ceia com os Anões demora imenso tempo a se desenvolver! Arrasta-se até a chegada de Thorin de Richard Armitage que beneficia e tira o máximo proveito do tempo que lhe é dado no grande ecrã. Tem uma exibição portentosa. É claramente o destaque entre os anões muito por culpa da história original e do argumento que o privilegiam. Kili (Aidan Turner) e Fili (Dean O'Gorman) também se evidenciam pelo seu carisma e humor. No entanto, os outros anões desaparecem um pouco na obscuridade. Sim, são 13 mas com três filmes não lhes podiam dar um bocadinho de mais atenção? Se calhar, estou a exagerar e nos seguintes veremos mais alguma coisa. E eles têm mesmo que se esforçar para sobressair com Sir Ian McKellen a brilhar mais uma vez como Gandalf. Adoro a sua maneira de actuar que nos dá uma paleta indefinida de emoções! Sabemos que ele sabe mais do diz porque o transparece nas suas expressões porém, não perde o toque de humor e de loucura que lhe é tão característico.Todos os feiticeiros são formidáveis: Saruman de Christopher Lee dá-me arrepios, é sinistro e pisca o olho ao que se sucede no Senhor dos Anéis e Radagast de Sylvester McCoy é terrivelmente maluco mas de uma sapiência fantástica ( adoro os coelhos!).
Surgiram algumas cenas de O Silmarillion ( já o li há muito muito tempo) estabelecendo pontes entre histórias passadas e futuras. Quanto a isso não sou uma purista que defenda que o filme tenha de se restringir exclusivamente ao livro desde que este seja agradável. O grande problema de O Hobbit está no ritmo. A história não é tão épica como os seus antecedentes que elevaram a fasquia bem alto e ele, coitadito tem se "aguentar" durante 2 horas e tal com a mesma grandiosidade.Por mim, até podem fazer os três filmes desde que não caiam no tédio. E esta primeira parte, tem alguns momentos desses...Todavia, O Hobbit proporciona uma bela sessão de cinema sobretudo, para os fãs e à semelhança dos filmes anteriores tem cenários deslumbrantes e uma banda sonora fenomenal que nos remete para a Terra Média.


TRAILER:





PS: Crítica ao livro O Hobbit (livro) aqui.

domingo, 21 de novembro de 2010

Devaneios Cinematográficos- Harry Potter e os Talismãs da Morte


A MINHA OPINIÃO:
Chegou mais um novo capítulo da saga de Harry Potter aos cinemas... Para quem não sabe, o sétimo e último livro foi dividido em duas adaptações cinematográficas. A primeira parte chegou este Novembro e segunda parte chegará para o Verão de 2011. E eu, admiradora confessa da série "potteriana" estava desejosa de o ver. Os livros de J.K.Rowling marcaram a minha adolescência e os filmes são uma forma de entrar de novo no mundo da aventura e da magia. Este filme é, para mim, um dos melhores da saga! Porém, aqueles que não estão familiarizados (quem não está?) com mundo "potteriano" podem não apanhar todas as nuances desta nova metragem. Harry, Ron, Hermione deixaram para trás os momentos felizes e idílicos na segurança dos muros de Hogwarts e substituíram-nos pelo perigo e pela luta pela sobrevivência. Correm contra o tempo e contra os planos maléficos de Lord Voldemort em busca dos Horcruxes, fragmentos da alma do Senhor das Trevas. David Yates realiza o seu terceiro filme do universo Potter e fá-lo competentemente! O filme adquire uma atmosfera mais negra com uma fotografia brilhante de Eduardo Serra contudo, não falta humor ( os gémeos Weasley e o Ron são demais!) ternura e amizade. Amizade, essa que é posta à prova! Harry, Ron e Hermione verão a sua relação ser testada ao máximo... Será a amizade mais forte que a desconfiança ou que um Horcrux? O trio segue os passos de Dumbledore e na posse do seu enigmático legado, deparam-se com outros artefactos, os Talismãs da Morte. Estes, segundo a lenda, foram criados pela Morte para três irmãos. A parte em que Hermione conta a história é fantástica! Os gráficos que foram adoptados para contar a aventura dos irmãos são belíssimos! Radcliffe, Grint e Watson cresceram em frente aos nossos olhos e por vezes, esquecemos que eles são actores e que mantêm interpretações consistentes há quase uma década. Ralph Fiennes é arrepiante como Lord Voldemort. Tudo nos seus gestos e maneirismos denuncia maldade e insensibilidade. Só poder supremo o seduz! Imelda Stauton é mais a mais irritante das personagens ( com seus gatinhos e laçinhos), Umbridge. Perfeita! E claro, Dobby é o mais elfo mais adorável e corajoso do mundo!!! E a sua cena final foi capaz de arrancar alguma comoção e, atrevo-me, lágrimas na sala!O filme deixa aquela sensação de história inacabada mas, é normal sendo esta apenas uma parte. Todavia, há um leve perfume a esperança no ar, um aroma a confiança, que aponta para um futuro melhor! Um bom filme e sim, vou esperar ansiosamente uma data de meses pela conclusão. Nem me lembrem disso! Contando os dias...:p

TRAILER:




segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Devaneios Cinematográficos- A Origem (Inception)

A MINHA OPINIÃO:
Inception ( A Origem em português) é dos filmes mais discutidos e antecipados deste Verão. Da autoria de Christopher Nolan, o realizador de Dark Knight- O Cavaleiro das Trevas, Inception procura responder às elevadas expectativas que criou. E não é que consegue!!! Uma combinação assombrosa de efeitos visuais estonteantes e de um argumento imprevisível aliado a uma ideia verdadeiramente original. Num futuro não distante, Dom Cobb ( Leonardo Dicaprio) entra nos sonhos de indivíduos seleccionados e, consegue extrair segredos que de outra forma seriam impossíveis de obter. É o maior perito nesta área, extremamente lucrativa. Contudo, esta profissão custou-lhe a sua razão de viver no mundo real. Cobb precisa de realizar um último trabalho. Trabalho esse que lhe poderá garantir a sua vida real de volta. Retornar a casa e estar com os seus filhos. Este novo projecto não consiste em extrair mas, sim, em implantar uma ideia. Para isso, reúne uma equipa que irá invadir os sonhos do visado. É um filme cheio de acção que beneficia do elenco magnífico e dos cenários deslumbrantes. O melhor desta obra de Nolan é a sua imprevisibilidade... Deixa-nos expectantes... É apoteótico e pede a máxima concentração dos espectadores. Exige raciocínio rápido mas, não é confuso. Existem filmes difíceis de explicar e este é um deles. Apesar de ter percebido a história é, complicado para mim, explicá-la a outros. Hans Zimmer compõe uma banda sonora fabulosa e poderosíssima! Os actores são fantásticos: Dicaprio compõe na perfeição Dom Cobb, que constitui o lado mais emocional do filme; Marion Cottilard é a bela e misteriosa Mal que atormenta o protagonista; Ellen Page é Ariadne, a voz da razão; Tom Hardy é o sarcástico Eames e Joseph Gordon-Levitt é o eficaz Arthur. E ainda temos Cillian Murphy, Michael Caine e Tom Berenguer ( sim, ele voltou!). É um filme excelente, uma obra-prima de Christopher Nolan! E aleluia, dá um novo tom aos chamados blockbusters de Verão!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Devaneios Cinematográficos- The Twilight Saga Eclipse


A MINHA OPINIÃO:

Sobre este franchising muita tinta já correu... permitam-me acrescentar mais alguma.:P Eclipse é para mim, o melhor filme da saga até agora. Quem vai ao cinema em busca de obra-prima acabará por sair decepcionado, não obstante é um filme satisfatório. David Slade, o realizador, conferiu uma atmosfera de maior tenebrosidade às personagens principalmente, aos recém-nascidos vampiros. A própria tonalidade da fita é mais escura reflectindo as duras decisões que serão tomadas. Embora o foco da acção continue a ser o triângulo Edward-Bella-Jacob, o campo cinematográfico alarga-se com a introdução das histórias das vidas humanas de Rosalie e Jasper, com presença dos Volturi e com a aliança inesperada entre o clã Cullen e os lobos Quileute. Bella, a protagonista, continua a ser o alvo de Victoria e Edward fará tudo para a proteger. Jacob insiste com Bella, afirmando que ela o ama só que não quer admitir. Jacob ou Edward, um deles será um futuro de Bella. A adaptação é muito fiel ao livro pelo que, a personagem Bella concentra as atenções. Continuo a não perceber o porquê disso... Acho-a pouco carismática e um pouco egocêntrica mas enfim... A actriz não tem culpa desta minha aversão, é a personagem. Se bem que não contribuiu muito para eu gostar mais dela. Podia ser muito mais expressiva! Quanto ao elenco em geral perfazem bem os papéis. O melhor trunfo deste filme chama-se Howard Shore. Para quem não sabe é o senhor que compõe a banda sonora. Subtil e melodiosa! Em suma, não é uma obra prima, é bom para desanuviar e assistir sem grandes pretensões. Está contra-indicado para pessoas que não gostam dos livros de Stephenie Meyer (obviamente!) E vocês já o viram? O que acharam?

terça-feira, 27 de abril de 2010

Devaneios Cinematográficos- Confronto de Titãs



A MINHA OPINIÃO:

O Verão aproxima-se e com ele chegam os blockbusters. Confronto de Titãs é uma metragem destinada ao puro entretenimento. Acção, aventura e efeitos visuais estão presentes para cativar o espectador e para que ele embargue com o protagonista, Perseus, numa missão: salvar Argos da fúria dos deuses do Olimpo. Para quem conhece a mitologia grega é interessante ver como os deuses se materilizam em reflexos humanos. Sendo divindades também têm as suas fraquezas e ambições. Zeus é um pai que ama os filhos mas que se sente ofendido por eles e Hades é um ser que trabalha na penumbra por caminhos obscuros e duvidosos. Irmãos, deuses, aliados e rivais. Uma relação estranha porém, cativante. Depois há um semideus, Perseus, o herói que procura a salvação da cidade de Argos. Perseus trava uma batalha interior: o humano versus o deus que há nele.
Apesar da dinâmica vertiginosa e ritmo alucinante, o filme apresenta algumas falhas. A tridimensionalidade tão publicitada é quase nula. Apenas o prólogo é satisfatório a demonstrar a profundidade do universo. Dá-se uma primazia excessiva à acção. Sim, é verdade que é um filme de acção mas seria bom ver um pouco mais de emoção nas interpretações dos actores. O elenco é praticamente ofuscado por Liam Neeson e Ralph Fiennes como Zeus e Hades, respectivamente. Hades é das personagens mais conseguidas... A sua entrada em cada cena é espectacular ( efeito visual fantástico) e sempre que ele aparece traz uma bagagem composta por ameaça, medo e poder negro. Um bom filme para descontrair...
3/7- RAZOÁVEL


domingo, 10 de janeiro de 2010

Devaneios Cinematográficos- AVATAR

A MINHA OPINIÃO:
Há filmes que deixam marcas indeléveis. AVATAR é um destes filmes!!! Uma experiência única... uma viagem ao sublime imaginário de James Cameron.É indubitavelmente um dos melhores filmes que já vi!!!
Conta a estória de Jake Sully, um fuzileiro paraplégico, que chega a Pandora, um planeta descoberto pelo Homem, com uma missão. Ganhar a confiança dos nativos, Na'vi, e fazer com que eles deixem HomeTree, a sua aldeia. Por debaixo de HomeTree existe um minério precioso que homens buscam sem cessar. Esta cobiça torna-os cegos e destruidores.
Para entrar em contacto com os nativos, Jake usa o Avatar, um clone que contém DNA humano e Na'vi. Na sua primeira viagem conhece Neytiri, filha do chefe da aldeia, que, relutante aceita ensinar-lhe a Ver. A ser um Na'vi...
Jake acaba por apaixonar-se pela opulenta e belíssima Natureza e por Neytiri. Arrebatado pela vida de Pandora, ele fará tudo para a salvar...
Um filme soberbo que todos devem ver!Eu fui inebriada pela inspiradora banda sonora composta por James Horner e entrei em Pandora pela mão de James Cameron.Fui contagiada por aquele mundo líndissimo e apaixonei-me pela cultura Na'vi. Povo que ama a Vida, todas as formas de Vida e respeita-as... Uma longa-metragem que deixa uma mensagem clara: o mundo em que vivemos faz parte de nós, se o aniquilarmos, morreremos, seremos triturados pela solidão e pelo vasto deserto que outrora, vicejava e maravilhava.