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domingo, 24 de agosto de 2014

Luz Éfemera- Trilogia Langani III de Barbara & Stephanie Keating



 A SINOPSE CONTÉM SPOILERS PARA QUEM NÃO LEU OS LIVROS ANTERIORES!!! LEIA SÓ A OPINIÃO (MAIS ABAIXO) SE OS QUISER EVITAR!!! 
 
O último e arrebatador volume da trilogia Langani Em crianças, Hannah, Sarah e Camilla tornaram-se irmãs de sangue. Com o passar dos anos, conseguirá esta aliança manter-se inquebrável? Hannah e o marido são donos da fazenda Langani e do Safari Lodge. Juntos, lutam para preservar a vida selvagem e as suas terras, ameaçadas por caçadores furtivos e funcionários governamentais corruptos. Contudo, vai ser a relação entre a filha de ambos e um rapaz africano a constituir o verdadeiro teste à união familiar. Por seu lado, Sarah é uma reputada fotógrafa e investigadora da vida animal. A morte do seu amor de infância marcou com violência a sua entrada na idade adulta; tantos anos depois, procura ainda recuperar a inocência perdida. Camilla conseguiu vingar no exigente mundo da moda e parece estar prestes a viver plenamente o seu grande amor ao lado do carismático guia de safáris Anthony Chapman. Mas uma triste reviravolta ensombra a vida de ambos e ameaça agora estilhaçar os sonhos que em tempos partilharam. Passado nas regiões selvagens e imprevisíveis do Quénia, Luz Efémera é uma história de coragem, amizade, traição e sacrifício redentor.

A MINHA OPINIÃO:

Luz Éfemera confirma o meu encantamento por Langani! Apesar de, este livro não ser tão magnífico como os anteriores ainda assim, continua a ser belíssimo! As descrições de Barbara & Stephanie Keating trazem-nos a aridez, o exótico e o luxuriante de África, o verde viçoso da Irlanda, a alvura da Noruega, o requinte a elegância de Londres. Chega a ser desconcertante o quão bela é esta trilogia se nos esquecermos do mundo à volta e mergulharmos sem medos na sua imensidão. Neste volume, conhecemos Suniva, filha de Hannah e James, filho de uma história que as nossas protagonistas preferem não recordar. Porém, James desconhece este passado obscuro pois, era ainda um bebé de colo, quando chegou a Langani. Na verdade, ele, Suniva e o seu pequeno irmão, Piet são as personagens mais enternecedoras deste terceiro livro. A sua amizade assemelha-se aos primórdios da relação de Sarah, Camilla, Hannah, Anthony e Piet. Há uma atmosfera saudosista no ar como se a própria Langani, reconhecesse que é hora de um ciclo novo.
As nossas irmãs de sangue, Hannah,Camilla e Sarah mudaram... Hannah é mãe, esposa,  conduz uma das maiores fazendas e um asilo da vida selvagem no Quénia, um país ainda assolado pela mudança brusca de políticas, pela corrupção e pela caça furtiva.
Camilla vive, triunfante, como símbolo de beleza e de sucesso no mundo da moda. Mas, o seu júbilo não é completo. Como esquecer Anthony, o grande amor da sua vida? Anthony, é das personagens mais bem delineadas desta história. A sua paixão por Camilla ultrapassa o comum dos mortais todavia, os revezes que sempre marcaram a sua vida, impedem-no de viver feliz com a mulher que ama. A sua jornada é delicada e cada passo errado, é justificável. Às vezes, erramos para encontrar a verdade.
Sarah, célebre fotógrafa e defensora da vida selvagem está numa encruzilhada da vida. Como explicar ao seu cônjuge que a relação caiu na monotonia e na descrença? A própria Sarah está desmotivada e confusa e, não sabe o que fazer. Os seus dilemas são facilmente compreensíveis.
Rabingrah Singh também ganha protagonismo: a sua determinação, valor e busca pela verdade, é admirável mesmo, sendo dos intervenientes desta história que menos gosto devido, a impressão que me causou no segundo livro. Há algo nele que me antipatiza. Reconheço a sua importância para a história e até o seu carácter integro no entanto, não consigo me apaixonar completamente por ele. Talvez seja, por ter ocupado o "lugar" de uma das minhas personagens favoritas.
Luz Éfemera ainda mantém o brilho dos anteriores porque ainda nos prende à vida destes sobreviventes que amam a terra que os viu nascer. Uma terra cuja miscelânea de culturas, de religiões e políticas é tão fascinante quanto perigosa. Contudo, esta obra peca por se alongar em alguns momentos desnecessários para o desenvolvimento da história, por retroceder em certos aspectos como na intolerância e incompreensão de certos personagens. Seria demais pedir um certo amadurecimento? Hannah e Sarah são, por vezes, demasiado infantis e histéricas em situações de agonia, desespero ou emocionalmente aterrorizadoras. Compreende-se que ambas sobreviveram a uma tragédia de tamanho incalculável mas, às vezes, soa a demasiado dramatismo e é exaustivo de se ler.
Ainda assim, o terceiro e final volume da trilogia Langani continua a ser um relato maravilhoso de uma saga familiar e um testemunho de vitória e fraqueza humana!

6/7- EXCELENTE

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Um Fogo Eterno- Trilogia Langani II de Barbara & Stephanie Keating

ATENÇÃO A SINOPSE CONTÉM SPOILERS!!!

Três mulheres em busca de amor e redenção, na apaixonante sequela de Irmãs de Sangue

Hannah, Sarah e Camilla partilharam uma infância mágica e feliz no Quénia. Anos depois, as três jovens mulheres regressam às terras altas da África Oriental e àquele que é agora um país independente.

Hannah luta para preservar a sua memória na fazenda Langani, alvo de uma série de ataques violentos que ameaçam a sua segurança e casamento. Sarah está a estudar o comportamento dos elefantes numa zona perigosa devido à acção de caçadores furtivos, refugiando-se no trabalho para superar a morte do seu amor de infância. Camilla, um ícone mundial da moda, abandona a sua carreira em Londres e regressa ao Quénia por amor a um carismático caçador e guia de safáris. Mas um segredo paira sobre elas. Com a ajuda de um ambicioso jornalista indiano, elas vão desvendar a verdade por detrás da morte do noivo de Sarah e dos constantes ataques à fazenda e às suas vidas. As paixões e provações por que passam estas inesquecíveis heroínas, unidas uma vez mais pela amizade e pelo amor ao país das suas infâncias, fazem de Um Fogo Eterno um romance épico e magnífico.
A MINHA OPINIÃO:

Um Fogo Eterno é o segundo volume da trilogia Langani. O primeiro deixou-me uma marca indelével e quase atingiu o adjectivo cimeiro de insuperável. Porém, esta continuação é digna de ser sua sucessora. Mais uma vez, transborda os aromas e as paixões irresístíveis de África. Sarah, Hannah e Camilla seguram as rédeas de mais uma história maravilhosa e digna de uma adaptação televisiva.Das três amigas, há sempre alguma que nos toca mais ao longo das páginas. Sarah sempre me cativou porque ultrapassou momentos horríficos e, mesmo assim consegue ser, ao mesmo tempo, uma personagem vulnerável e forte sem ser incoerente com ela mesma. Camilla é, aparentemente, a mais fútil porém, debaixo daquela beleza e maquilhagem esconde-se uma mulher com dúvidas, receios e um amor teimoso que insiste em ficar apesar de ela o tentar esquecer. A fase final de Camilla neste livro é a que promete mais reviravoltas no terceiro volume. Mal posso esperar!... Hannah é talvez a que mais me exaspera. Por vezes, tem atitudes quase infantis e impulsivas sem medir as consequências todavia, o seu crescimento nas últimas páginas é notório, tomando decisões altruístas e genuínas. As personagens secundárias são igualmente fascinantes. Lottie, a mãe de Hannah é uma das minhas predilectas. Admiro o seu percurso e o seu arco de redenção. Claro que Anthony, o carismático guia de sáfaris, é verdadeiramente irresistível! Tal como na obra anterior, encontra-se fiel a ele mesmo.A máscara de confiança e de ego inflamado que usa não é mais que uma protecção que oculta a sua incapacidade de compromisso e receio de demonstrar os seus próprios sentimentos. A vulnerabilidade que expõe nos últimos capítulos é absolutamente enternecedora! Uma grande adição a história é um certo jornalista de origens indianas que acrescenta ainda mais profundidade e conflito ao história.
O livro é ainda atravessado pelo grande enigma de Piet e Simon... À medida que os segredos são desvendados tudo se torna mais claro, no entanto, as verdades também magoam. As múltiplas culturas, religiões e ideias políticas de África são cenário de fundo para estas pequenas grandes vidas que, por mais que queiram não conseguem fugir aos erros do passado.
Um Fogo Eterno é uma leitura lindíssima cuja virtude máxima é fazer com que o leitor entre por completo na história e consequentemente, abdique até de algumas horas de sono.

6.5/7- EXCELENTE

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Irmãs de Sangue - Trilogia de Langani I de Barbara & Stephanie Keating


Das autoras do bestseller À Minha Filha em França

Quénia, 1957. Durante a infância, três meninas de meios sociais muito diferentes tornam-se irmãs de sangue: a irlandesa Sarah Mackay, a africânder Hannah van der Beer e a britânica Camilla Broughton Smith juram que nada nem ninguém quebrará o laço que as une. Mas o que o futuro lhes reserva vai pôr à prova os seus sonhos e certezas.
Separadas pela distância e pelas obrigações familiares, as três jovens são atiradas para um mundo de interesses em conflito. Camilla alcança o sucesso como modelo na animada Londres da década de 1960; Sarah Mackay é enviada para a universidade na sua Irlanda natal, uma experiência penosa que apenas fortalece a sua determinação de voltar para África; e a família de Hannah Van der Beer esforça-se para manter a fazenda que os seus antepassados africânderes erigiram na viragem do século. Os seus laços serão constantemente postos à prova e, a par do exotismo de África, a sua amizade será pano de fundo para interesses amorosos cruzados e promessas quebradas.

A MINHA OPINIÃO:

Irmãs de Sangue é uma leitura sensacional! O que a torna tão especial são os sentimentos... A história está pejada deles! São tão humanos e tão orgânicos que rapidamente, nos ligamos às personagens. Não há nada de forçado em Sarah, Hanna e Camilla. Cada uma tem personalidade e passado distintos porém, a amizade que as une é facilmente reconhecível. Os seus caminhos tão diferentes mas, com África como ponto de partida transformam este livro numa leitura apaixonante e absolutamente viciante! O Quénia e todo o continente africano são, por si sós, personagens. As descrições vívidas e sublimes do calor, da cor daquela terra ancestral e da beleza natural são tão reais que as sentimos como nossas.  O amor que as três amigas de sangue, Piet e Anthony nutrem por aquela imensidão de terra é o do leitor. Tudo se funde. Ele deixa de ser um mero espectador e vive com paixão cada minuto e cada sensação que os protagonistas lhe trazem. É uma saga familiar cuja miscelânea de alegria e tragédia é intoxicante ( no bom sentido!). Jamais esperamos as reviravoltas que se adivinham não obstante, choramos e rimos com elas.
É provável que este livro passe muitas vezes, despercebido nas livrarias porque é capaz de ser colocado na categoria " romance de cordel". No entanto, isso é uma total injustiça. É tão mais que isso. Revolve em torno da política e da turbulência social entre o estatuto de colónias, pós-independência, conflito tribal e a descriminação racial. É verdadeiramente arrepiante testemunhar a luta e a sobrevivência dos seus intervenientes. Dentro deste panorama geral, ainda há as pequenas grandes histórias tão genuínas como o amor familiar, o segredo de família perigoso, o primeiro amor, o luto e a superação perante a adversidade. O número de páginas não é relevante pois, é impossível parar ler! A escrita não é rebuscada, é até muito simples, mas no seu âmago encontra-se mais uma vez, o sentimento. É o que conduz o livro... Seja a paixão de Sarah por Piet, a tristeza de Camilla em relação à situação dos pais ou a insegurança de Hannah, esta é uma obra de grandes emoções que já é uma das preferidas de sempre!
Irmãs de Sangue marcou-me profundamente e como há ainda mistérios por desvendar aventuro-me em breve no segundo volume desta trilogia.
6.5/7- EXCELENTE**